{"id":1914,"date":"2015-02-24T17:39:56","date_gmt":"2015-02-24T17:39:56","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=1914"},"modified":"2015-02-24T17:39:56","modified_gmt":"2015-02-24T17:39:56","slug":"1914","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=1914","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p><strong>NO ALTO DO \u00abMONTE\u00bb\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Muita gente sente \u00abvertigens das alturas\u00bb. Isto parece ter uma explica\u00e7\u00e3o natural, pelo facto de, a\u00ed, n\u00e3o acharmos aqueles \u201capoios\u201d que nos d\u00e3o seguran\u00e7a\u2026 Pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 normal sentirmos \u201cvertigens\u201d estando c\u00e1 em baixo, neste ch\u00e3o que nos d\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de firmeza e seguridade. Ser\u00e1 que fomos feitos para \u00abaves de curral\u00bb em vez de \u00ab\u00e1guias de altos voos\u00bb?<\/p>\n<p>Contudo, Deus nosso Pai, parece agir ao inv\u00e9s. Sempre que realiza <em>\u00abacontecimentos salv\u00edficos\u00bb<\/em>, manifesta uma esp\u00e9cie de relut\u00e2ncia \u201cinstintiva\u201d para os lugares \u201cinferiores\u201d\u2026 e sente <em>predile\u00e7\u00e3o<\/em> e uma \u201catra\u00e7\u00e3o imensa\u201d pelos \u00abaltos lugares\u00bb. E n\u00e3o apenas quando se trata de realidades gloriosas que causam <em>gozo e alegria<\/em>\u2026 mas tamb\u00e9m naquelas outras que significam <em>sacrif\u00edcio<\/em> redentor, libertador, mesmo que doam e magoem. Deveremos n\u00f3s seguirmos a atitude e conduta do nosso Pai Deus?<\/p>\n<p>Quando o <em>Senhor Jav\u00e9<\/em> pediu a Abra\u00e3o o sacrif\u00edcio do pr\u00f3prio filho Isaac, indicou-lhe um monte, no lugar de Mori\u00e1. <em>\u201cNaqueles dias, Deus quis p\u00f4r \u00e0 prova Abra\u00e3o e chamou-o: \u00abAbra\u00e3o!\u00bb. Ele respondeu: \u00abAqui estou!\u00bb. Deus disse: \u00abToma o teu filho, o teu \u00fanico filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai \u00e0 terra de Mori\u00e1, onde o oferecer\u00e1s em holocausto, num dos montes que Eu te indicar\u00bb\u2026\u201d (Gn 22 \/ 1\u00aa L.). <\/em>E \u00e9 bom termos em aten\u00e7\u00e3o que este \u201cepis\u00f3dio\u201d do AT n\u00e3o \u00e9 mais do que uma \u201cfigura\u201d ou imagem simb\u00f3lica \u2013 um \u00absentido <em>pr\u00e9-figurado<\/em>\u00bb \u2013 daquele verdadeiro acontecimento que teria a sua realiza\u00e7\u00e3o, no futuro, num outro <em>monte<\/em>: o Sacrif\u00edcio de Jesus de Nazar\u00e9, crucificado e morto no <em>Monte Calv\u00e1rio<\/em>. Com a diferen\u00e7a essencial de que, no epis\u00f3dio do filho Isaac, Deus <em>poupou-o<\/em> e deteve a sua morte; enquanto que no caso do Seu Filho Jesus, n\u00e3o foi assim. \u00c9 o pr\u00f3prio Paulo que no-lo recorda hoje, na sua carta aos romanos: <em>\u201cSe Deus est\u00e1 por n\u00f3s, quem estar\u00e1 contra n\u00f3s? Deus, que n\u00e3o poupou o seu pr\u00f3prio Filho, mas o entregou \u00e0 morte por todos n\u00f3s, como n\u00e3o havia de nos dar, com Ele, todas as coisas?&#8230;<\/em> <em>Quem condenar\u00e1 os eleitos de Deus? Jesus Cristo, que morreu e, mais ainda, ressuscitou, est\u00e1 \u00e0 direita de Deus e intercede por n\u00f3s?\u201d (Rm 8 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>E quando se trata de acontecimentos gloriosos, a constante \u00e9 a mesma. A\u00ed est\u00e3o os Montes: da Ascens\u00e3o, das Bem-aventuran\u00e7as, da Transfigura\u00e7\u00e3o\u2026 O Evangelho de hoje descreve-nos o epis\u00f3dio deste \u00faltimo monte: <em>\u201cJesus tomou consigo Pedro, Tiago e Jo\u00e3o e subiu s\u00f3 com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles\u2026\u201d (Mc 9). <\/em>E ficou bem registado que o lugar <em>afastado<\/em> era <em>\u201cnum alto monte\u201d<\/em>. Era evidente que, naquele s\u00edtio, estava-se t\u00e3o perto de Deus, t\u00e3o envolvido pelo encanto da Sua divina presen\u00e7a, que uma das testemunhas, Pedro, n\u00e3o sabe j\u00e1 o que est\u00e1 dizer: <em>\u201c\u00abMestre, como \u00e9 bom estarmos aqui!<\/em> <em>Fa\u00e7amos tr\u00eas tendas&#8230;\u201d (Mc 9 \/ 3\u00aa L.).<\/em> Mal podia imaginar o nosso bom Pedro que, para chegar a este <em>Monte da Transfigura\u00e7\u00e3o<\/em> e ser glorificado, antes ser\u00e1 necess\u00e1rio subir at\u00e9 ao cimo de outros <em>montes<\/em>, principalmente o <em>Monte do Calv\u00e1rio<\/em>, seguindo em fidelidade, cada um com a sua cruz, o percurso da Paix\u00e3o e Morte do Mestre, Cristo Jesus. Porque, n\u00e3o o esque\u00e7amos, a <em>Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/em> aconteceu no mesmo Monte da Cruz (onde estava o sepulcro)!<\/p>\n<p>Est\u00e1 bem claro que existe em n\u00f3s uma \u00abtend\u00eancia para as Alturas\u00bb, e que devemos ent\u00e3o descobrir essa <em>for\u00e7a instintiva<\/em> do nosso interior, que ultrapassa e supera todas as \u201cvertigens\u201d: a certeza de que, nos cumes das montanhas, nos cimos mais elevados, estaremos sempre mais perto de Deus. Ser\u00e1 assim?<\/p>\n<p>Fiquemos ent\u00e3o com o aviso terminante e decisivo do Pai de Jesus, nesta cena do cimo deste monte, tamb\u00e9m denominado \u00abmonte Tabor\u00bb: <em>\u00abEste \u00e9 o meu Filho muito amado: escutai-O!\u00bb<\/em>. Bem entendido que \u201cescutar o Filho Jesus\u201d significa, antes de mais, <em>imitar a sua Vida,<\/em> ap\u00f3s ter <em>escutado<\/em> a sua <em>Palavra<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quero caminhar na terra dos vivos,<\/p>\n<p>na tua presen\u00e7a, Senhor, meu Deus.<\/p>\n<p>E para estar sempre mais perto de Ti,<\/p>\n<p>desde a minha pequenez e humildade<\/p>\n<p>\u2013 pois <em>sinto-me filho da Tua serva<\/em> \u2013<\/p>\n<p>subirei os montes das Tuas Alian\u00e7as<\/p>\n<p>onde se realizam os mist\u00e9rios da Salva\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>os montes dos sacrif\u00edcios libertadores,<\/p>\n<p>levando a minha cruz atr\u00e1s de Jesus,<\/p>\n<p>nas diversas formas de paix\u00e3o e de morte\u2026<\/p>\n<p>Subirei tamb\u00e9m os montes luminosos,<\/p>\n<p>onde a Tua Luz e Presen\u00e7a salv\u00edficas<\/p>\n<p>me envolvem e me \u201ctransfiguram\u201d\u2026<\/p>\n<p>para escutar a Tua voz, \u00f3 Pai, a dizer-me:<\/p>\n<p>\u00abTu \u00e9s o meu filho muito amado!\u00bb.<\/p>\n<p>Nos montes da treva e nos montes da luz,<\/p>\n<p>hei de confiar sempre em Ti, Senhor,<\/p>\n<p>porque sei que a morte dos Teus fi\u00e9is<\/p>\n<p>\u00e9 preciosa e magn\u00edfica aos Teus olhos\u2026<\/p>\n<p>E esta vida presente, fruto do Teu Amor,<\/p>\n<p>que se prolongar\u00e1 numa Vida sem fim,<\/p>\n<p>quero que, desde j\u00e1, seja um hino de louvor<\/p>\n<p>e de eterna gratid\u00e3o pelo Teu Amor infinito!<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 115 (116) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NO ALTO DO \u00abMONTE\u00bb\u2026 Muita gente sente \u00abvertigens das alturas\u00bb. Isto parece ter uma explica\u00e7\u00e3o natural, pelo facto de, a\u00ed, n\u00e3o acharmos aqueles \u201capoios\u201d que nos d\u00e3o seguran\u00e7a\u2026 Pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 normal sentirmos \u201cvertigens\u201d estando c\u00e1 em baixo, neste ch\u00e3o que nos d\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de firmeza e seguridade. 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