{"id":1929,"date":"2015-03-12T09:55:21","date_gmt":"2015-03-12T09:55:21","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=1929"},"modified":"2015-03-12T09:55:21","modified_gmt":"2015-03-12T09:55:21","slug":"1929","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=1929","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00abENTREGA <em>O FILHO<\/em> PARA SALVAR <em>O SERVO<\/em>\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>O Amor, como tal, deve ser <em>gratuito<\/em>, ou ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 amor\u2026 \u00abS\u00f3 o Amor cria Amor\u00bb sem esperar mais nada em troca\u2026 Penso que, no fundo e teoricamente, todos estamos de acordo com este princ\u00edpio, embora por achar-nos envolvidos e imersos em ambientes sociais de (falsos) <em>amores interesseiros<\/em>\u2026 a pr\u00e1tica e viv\u00eancia da vida vai noutras dire\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>J\u00e1 o autor do <em>livro das Cr\u00f3nicas<\/em> se lamenta, em nome de Deus, pelas infidelidades e ego\u00edsmos do povo. <em>\u201cOs pr\u00edncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomin\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s&#8230; a tal ponto que deixou de haver rem\u00e9dio\u2026\u201d. <\/em>E \u00e9 evidente que quem se sente perdido e falhado sem rem\u00e9dio, e ainda por cima com a consci\u00eancia de alguma <em>culpabilidade pessoal<\/em>, acha-se incapacitado para <em>inverter<\/em> a situa\u00e7\u00e3o por si s\u00f3: acaba por se sentir como fechado e preso num \u00abc\u00edrculo vicioso\u00bb de onde n\u00e3o se pode sair, porque n\u00e3o h\u00e1 quem possa quebrar essas <em>correntes<\/em>\u2026 Por isso, aqueles desgra\u00e7ados, nossos <em>antepassados<\/em>, nem eram capazes de reagir aos apelos e insist\u00eancias amorosas do Senhor: <em>\u201cDesde o princ\u00edpio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua pr\u00f3pria morada\u2026 Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas\u2026\u201d (2 Cr 36 \/ 1\u00aa L.).<\/em> J\u00e1 naquela altura, sent\u00edamo-nos todos perdidos!<\/p>\n<p>Mesmo assim, j\u00e1 naqueles tempos primitivos, Deus \u2013 de Si e por Si mesmo \u2013 tomou a iniciativa de promover a <em>salva\u00e7\u00e3o do povo<\/em> (como se v\u00ea na segunda aparte dessa <em>1\u00aa Leitura<\/em>).<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse o pr\u00f3prio Jesus, o Filho, que no-lo revela abertamente no <em>evangelho<\/em> de hoje, ningu\u00e9m ousaria imagin\u00e1-lo: <em>\u201cDeus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho unig\u00e9nito, para que todo o homem que acredita n\u2019Ele n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna.<\/em> <em>Porque Deus n\u00e3o enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele\u201d\u2026 (Jo 3 \/ 3\u00aa L.).<\/em> Est\u00e1 visto, aqui \u00e9 tudo <em>Amor<\/em> (e, como tal, <em>gratuito<\/em>)!<\/p>\n<p>Posteriormente, ser\u00e1 Paulo, na sua carta aos <em>crist\u00e3os de \u00c9feso<\/em>, quem vai proclamar essa mesma <em>Palavra<\/em> de Jesus, com clareza luzidia: <em>\u201cDeus, que \u00e9 rico em miseric\u00f3rdia, pela grande caridade com que nos amou, a n\u00f3s, que est\u00e1vamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos \u00e0 vida com Cristo \u2013 \u00e9 pela gra\u00e7a que fostes salvos \u2013\u201d\u2026 <\/em>E note-se essa express\u00e3o de <em>gratuidade <\/em>(\u201c\u00e9<em> pela gra\u00e7a<\/em> que fostes salvos\u201d), <em>express\u00e3o<\/em> que ele vai repetindo, de formas diversas, at\u00e9 ao fim desta <em>2\u00aa Leitura<\/em>: <em>\u201cAssim quis mostrar a abundante riqueza da sua gra\u00e7a e da sua bondade para connosco, em Jesus Cristo. De fato, \u00e9 pela gra\u00e7a que fostes salvos\u2026 A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem de v\u00f3s: \u00e9 dom de Deus. N\u00e3o se deve \u00e0s obras: ningu\u00e9m se pode gloriar\u2026\u201d (Ef 2 \/ 2\u00aa L.). <\/em>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: Tudo <em>de gra\u00e7a<\/em>! Ou, como tamb\u00e9m est\u00e1 escrito: <em>\u201cTudo \u00e9 Gra\u00e7a\u201d<\/em>!<\/p>\n<p>Ainda bem que existe Algu\u00e9m, <em>Amor<\/em> por ess\u00eancia (e <em>gratuito<\/em> por consequ\u00eancia), o nosso Deus-PAI \u2013 revelado <em>em<\/em> e <em>por<\/em> Jesus! \u2013 que \u00e9 <em>O \u00danico<\/em> capaz de \u201cquebrar\u201d aquele \u201cc\u00edrculo vicioso\u201d, de que fal\u00e1mos, e todas as formas de \u201ccadeias\u201d\u2026 E o faz com o Seu \u00abPerd\u00e3o incondicional\u00bb! <em>\u00a0<\/em>Mas para n\u00e3o haver d\u00favida, vai ter lugar uma <em>Reden\u00e7\u00e3o Admir\u00e1vel, <\/em>que supera qualquer imagina\u00e7\u00e3o ou espectativa humana! Porque s\u00f3 este Deus-Pai \u00e9 capaz de, \u00abpara resgatar <em>os servos<\/em>, entregar <em>o Filho\u00bb<\/em>! S\u00e3o os Mist\u00e9rios de <em>Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/em> que, mais uma vez, iremos reviver na pr\u00f3xima \u00abSemana Santa\u00bb.<\/p>\n<p>Assim sendo, sempre \u00e9 poss\u00edvel surgirem <em>c\u00e2nticos<\/em> de<em> liberta\u00e7\u00e3o e de aleluia<\/em> desde gargantas e vozes apagadas pela desesperan\u00e7a\u2026 \u00c9 esta a \u201cmensagem\u201d que nos traz, mesmo na metade da Quaresma, este IV \u00abDomingo de <em>laetare<\/em>\u00bb, de Alegria, que aparece, de improviso, nesta nossa <em>caminhada penitencial<\/em> \u2013 talvez triste, angustiada ou desesperan\u00e7ada \u2013. \u00c9 o tema da <em>\u201cAlegria de todo o crist\u00e3o\u201d, <\/em>ali\u00e1s, de todo o homem de boa vontade, que o nosso <em>Papa Francisco<\/em> tenta<em> viver<\/em> e <em>contagiar,<\/em> como ponto forte e recorrente: uma <em>atitude evang\u00e9lica<\/em> de transforma\u00e7\u00e3o\u2026 (A\u00ed est\u00e1 a sua Carta &#8211; <em>exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica<\/em> &#8211; <em>\u00abEvangelho da Alegria\u00bb<\/em>!)\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00f3s, Senhor, n\u00f3s sim queremos cantar<\/p>\n<p>o nosso <em>c\u00e2ntico de liberta\u00e7\u00e3o e de aleluia<\/em>,<\/p>\n<p>mesmo na \u201cterra estrangeira do nosso desterro\u201d,<\/p>\n<p>e no meio das securas poeirentas<\/p>\n<p>deste dif\u00edcil <em>caminho quaresmal<\/em>\u2026<\/p>\n<p>Ainda que outros se riam de n\u00f3s<\/p>\n<p>e dos nossos sacrif\u00edcios penitenciais e digam<\/p>\n<p><em>\u00abCantai-nos um c\u00e2ntico de Si\u00e3o\u00bb<\/em>,<\/p>\n<p>longe de n\u00f3s ficarmos envergonhados\u2026<\/p>\n<p>Sim, porque estamos alegres e satisfeitos,<\/p>\n<p>com a alegria de sermos Teus filhos, \u00f3 Deus,<\/p>\n<p>\u2013 irm\u00e3os de Jesus, nosso Amigo e Salvador \u2013<\/p>\n<p>pegamos nas nossas <em>harpas<\/em> silenciosas,<\/p>\n<p>dependuradas nos <em>salgueiros da Babil\u00f3nia<\/em>,<\/p>\n<p>soltamos as nossas l\u00ednguas presas na garganta,<\/p>\n<p>secamos as nossas l\u00e1grimas antigas\u2026<\/p>\n<p>e entoamos o novo c\u00e2ntico de Si\u00e3o e Jerusal\u00e9m,<\/p>\n<p>o <em>hino dos redimidos<\/em> e resgatados<\/p>\n<p>pela <em>Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/em> de Cristo Jesus,<\/p>\n<p><em>o Filho Amado, \u00f3 Pai, que Tu entregaste <\/em><\/p>\n<p><em>para salvar os outros filhos desgra\u00e7ados\u2026<\/em><\/p>\n<p>E n\u00f3s, que somos esses <em>servos in\u00fateis<\/em>,<\/p>\n<p>mas eternamente gratos por esta Salva\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>cantaremos para sempre <em>aleluias<\/em>,<\/p>\n<p>mesmo no meio das <em>tristezas penitenciais<\/em>\u2026<\/p>\n<p>N\u00f3s fazemos da Tua <em>Cidade de Si\u00e3o<\/em>,<\/p>\n<p>\u00f3 Deus e Pai nosso, a maior das nossas Alegrias!<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 136 (137) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abENTREGA O FILHO PARA SALVAR O SERVO\u00bb O Amor, como tal, deve ser gratuito, ou ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 amor\u2026 \u00abS\u00f3 o Amor cria Amor\u00bb sem esperar mais nada em troca\u2026 Penso que, no fundo e teoricamente, todos estamos de acordo com este princ\u00edpio, embora por achar-nos envolvidos e imersos em ambientes sociais de (falsos) amores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-1929","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-refletida","has-post-title","has-post-date","has-post-category","has-post-tag","has-post-comment","has-post-author",""],"builder_content":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1929"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1930,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1929\/revisions\/1930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}