{"id":2004,"date":"2015-06-26T12:01:45","date_gmt":"2015-06-26T12:01:45","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2004"},"modified":"2015-06-26T12:01:45","modified_gmt":"2015-06-26T12:01:45","slug":"a-morte-gera-vida-pela-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2004","title":{"rendered":"\u00abA \u201cMORTE\u201d GERA VIDA PELA CRUZ\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/36b-A-morte-gera-Vida-pela-cruz.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2005\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/36b-A-morte-gera-Vida-pela-cruz-300x220.jpg\" alt=\"36b- A morte gera Vida pela cruz\" width=\"300\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/36b-A-morte-gera-Vida-pela-cruz-300x220.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/36b-A-morte-gera-Vida-pela-cruz-398x291.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/36b-A-morte-gera-Vida-pela-cruz.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo B \u2013 Domingo 13 do T. Comum\u2026)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abA \u201cMORTE\u201d GERA VIDA PELA CRUZ\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Toda a gente (?) conhece o que sucede com as sementes de toda e qualquer planta. Uma vez ca\u00edda, em terra prop\u00edcia e favor\u00e1vel, a <em>semente<\/em> germina, desenvolve, cresce\u2026 e c\u00e1 temos uma nova planta. Este processo parece t\u00e3o natural, que ningu\u00e9m se para a pensar o que realmente aconteceu <em>\u00e0quela \u201csementinha\u201d<\/em>. Parece como se ela ficasse mesmo esquecida&#8230; Apenas pensamos j\u00e1 na planta que agora vive e frutifica. \u00c9 assim que somos os humanos! Olhamos apenas para a superf\u00edcie das coisas, o que se v\u00ea e aprecia, mas\u2026 dificilmente nos perguntamos pelo que ocorre no interior, no \u201csil\u00eancio essencial\u201d do <em>cora\u00e7\u00e3o<\/em> dos seres e das coisas. Sendo que, precisamente, \u00e9 <em>no essencial<\/em> que est\u00e1 o sentido e o valor de cada ser\u2026<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que \u00e9 que aconteceu com \u201ca tal semente\u201d? Ser\u00e1 que ela desapareceu, foi aniquilada, deixou de existir? Uma primeira resposta est\u00e1 na ci\u00eancia biol\u00f3gica, bot\u00e2nica e demais, como toda a gente sabe\u2026 Mas a solu\u00e7\u00e3o substancial do \u201cmist\u00e9rio\u201d encontramo-la sobretudo nas palavras de Jesus de Nazar\u00e9, quando, naquela altura, declarava: <em>\u00abSe o gr\u00e3o de trigo, lan\u00e7ado \u00e0 terra, n\u00e3o morrer, fica ele s\u00f3 <\/em>(e perde a vida)<em>; mas, se morrer, d\u00e1 muito fruto\u00bb <\/em>(Jo 12, 24)<em>.<\/em> Mas \u00e9 evidente que n\u00e3o se pode querer ou pretender a vida, sem aceitar <em>\u201cpassar\u201d pela cruz e a morte<\/em>: tal como Jesus, (tal como \u201co gr\u00e3o de trigo\u201d). O argumento n\u00e3o pode ser mais claro e radical!<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, custa-nos compreender e aceitar este <em>jogo paradoxal<\/em> com os dois termos opostos, <em>morte<\/em> e <em>vida<\/em>. Quer para os que se perguntem \u00abporque \u00e9 que a vida h\u00e1 de acabar em morte?\u00bb; quer para quem se questione \u00abcomo \u00e9 que a vida pode surgir da morte?\u00bb. Pois uma coisa \u00e9 certa: ningu\u00e9m quer <em>a morte<\/em> (\u201cnem pensar nela!\u201d). E, olha o que s\u00e3o as coisas: o primeiro que n\u00e3o quer a morte \u00e9 Deus, e por isso, Ele n\u00e3o criou a morte! Se n\u00e3o a criou, ela n\u00e3o existe. Est\u00e1 bem patente logo na primeira leitura de hoje, do Livro da Sabedoria: <em>\u201cN\u00e3o foi Deus quem fez a morte, nem Ele Se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos. Pela cria\u00e7\u00e3o deu o ser a todas as coisas\u2026 E o poder da morte n\u00e3o reina sobre a terra, porque a justi\u00e7a \u00e9 imortal\u201d. (Sb 1 \/ 1\u00aa L.).<\/em> Lembremos que, noutra altura, Jesus tinha proclamado (partindo de <em>Ex 3, 6<\/em>): <em>\u201cOra, Deus n\u00e3o \u00e9 um Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Deus, todos est\u00e3o vivos!\u201d <\/em>(ver: <em>Lc 20, 38<\/em>).<\/p>\n<p>Em tal caso, todo e qualquer um estar\u00e1 no direito de se perguntar: como \u00e9 que, estando rodeados de morte por todo o lado e n\u00e3o podendo escapar nenhum ser vivo a essa morte certa \u2026 como \u00e9 que pode ser verdadeira esta <em>Palavra<\/em> de que <em>\u201cDeus n\u00e3o criou a morte\u201d<\/em>? Ainda mais, quando a mesma <em>Palavra<\/em> conclui com a verifica\u00e7\u00e3o de que <em>\u201co poder da morte n\u00e3o reina sobre a terra\u201d.<\/em> Quem pode resolver esta <em>contradi\u00e7\u00e3o<\/em>?<\/p>\n<p>Teremos de encontrar a explica\u00e7\u00e3o deste aparente \u201ccontrassenso\u201d numa outra dimens\u00e3o e sentido. Desde logo, aqui a palavra \u201cmorte\u201d n\u00e3o tem o sentido de \u201caniquilamento definitivo\u201d (\u00abvoltar ao nada\u00bb). J\u00e1 que a morte, assim entendida, <em>\u201cn\u00e3o foi criada por Deus\u201d,<\/em> e portanto n\u00e3o existe, como j\u00e1 foi dito. Mas h\u00e1 um outro sentido do termo \u201cmorte\u201d, cujo significado \u00e9 de \u201cpassagem\u201d ou \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d para outra <em>dimens\u00e3o nova<\/em> ou <em>realidade diferente<\/em>. Poder\u00edamos dizer que existe uma <em>vida mortal<\/em>, vis\u00edvel, que conduz a uma outra <em>vida imortal <\/em>e definitiva; do mesmo modo que existe uma <em>morte aparente<\/em>, \u201cpassageira\u201d, mas <em>nunca uma morte real<\/em>, <em>de extin\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>A nossa f\u00e9 crist\u00e3 \u2013 sustentada pela <strong><em>morte-Vida<\/em><\/strong> de Cristo Jesus \u2013 cont\u00e9m este dogma ou princ\u00edpio: \u00abA morte gera Vida pela cruz\u00bb. \u00c9 exatamente o sentido das palavras de Jesus, citadas anteriormente: <em>\u201ca semente de trigo d\u00e1 vida (muito fruto) s\u00f3 atrav\u00e9s da sua morte\u201d<\/em> no interior da terra, quando <em>apodrece <\/em>e desaparece na medida em que se vai transformando no <em>germe vital da jovem planta<\/em>. Afinal, <em>a vida<\/em> que estava <em>no \u201cembri\u00e3o\u201d <\/em>do trigo, n\u00e3o morreu, mas permanece \u2013 multiplicada e renovada \u2013 \u201cao passar\u201d para a nova planta, transformada em muita mais e melhor <em>vida<\/em>\u2026<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, agora sim! O Autor da Vida \u2013 <em>reconquistada<\/em> precisamente atrav\u00e9s da sua morte de cruz \u2013 poder\u00e1 sempre demonstrar que <em>aquilo que n\u00f3s chamamos morte<\/em> \u00e9 apenas <em>uma fase de sono<\/em>. <em>\u201cA menina n\u00e3o morreu; est\u00e1 a dormir\u00bb\u201d<\/em>, diria Jesus aos que estavam na casa onde <em>a filha de Jairo<\/em> se encontrava<em> j\u00e1 defunta<\/em>. \u00c9 que, afinal, <em>essa morte<\/em> n\u00e3o passa de ser um <em>simples sono<\/em>. Por isso, aquela rapariga, que tinha doze anos, retomou a sua vida mortal, <em>pela f\u00e9<\/em> do seu pai (<em>\u201cbasta que tenhas f\u00e9\u201d<\/em>) e por aquelas<em> palavras <\/em>de Jesus: <em>\u201c\u00abMenina, Eu te ordeno: Levanta-te! (\u2018Talita Kum\u2019)\u00bb. Ela ergueu-se de imediato e come\u00e7ou a andar\u201d\u2026 (Mc 5 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Ou seja: J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 morte, porque ela foi destru\u00edda por Jesus, o Salvador, desde a sua cruz! Ent\u00e3o, afinal \u00e9 verdade: Cristo Vive! VIVA A VIDA!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como o <em>orante fiel<\/em> do salmo de hoje:<\/p>\n<p>eu Te glorifico, Senhor, porque me salvaste!<\/p>\n<p>Quando parecia que a minha vida<\/p>\n<p>estava destinada a descer ao t\u00famulo<\/p>\n<p>e que os meus inimigos iam gozar comigo\u2026<\/p>\n<p>ent\u00e3o tiraste a minha alma da <em>mans\u00e3o dos mortos, <\/em><\/p>\n<p>e vivificaste-me com uma<em> Vida nova! <\/em><\/p>\n<p>Por isso convido todos os teus amigos<\/p>\n<p>a cantar-Te salmos de alegria, \u00f3 Pai,<\/p>\n<p>e a dar gra\u00e7as sempre ao Teu nome santo\u2026<\/p>\n<p>Mas porque ser\u00e1, Senhor, que h\u00e1 tanta gente a pensar<\/p>\n<p>que todos os males, castigos, at\u00e9 a morte\u2026 v\u00eam de Ti?<\/p>\n<p>Porque \u00e9 que teimamos em esquecer a verdade<\/p>\n<p>\u2013 aquela que Jesus nos veio revelar \u2013<\/p>\n<p>a <em>Boa Not\u00edcia<\/em> de que Tu, \u00f3 Pai nosso,<\/p>\n<p>n\u00e3o queres nem podes castigar ningu\u00e9m,<\/p>\n<p>antes \u00e9s a mesma Bondade e Miseric\u00f3rdia,<\/p>\n<p>e s\u00f3 sabes Amar, Perdoar e dar Vida\u2026<\/p>\n<p>Assim j\u00e1 entendemos o verdadeiro sentido<\/p>\n<p>daquilo a que chamam <em>morte <\/em>ou finitude;<\/p>\n<p>para n\u00f3s \u00e9 apenas como o cair da noite,<\/p>\n<p>que pode trazer l\u00e1grimas na escurid\u00e3o,<\/p>\n<p>mas, ao amanhecer, volta sempre a luz da vida!&#8230;<\/p>\n<p>Eu vos louvarei, Senhor, meu Deus, eternamente!<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 29 (30) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo B \u2013 Domingo 13 do T. 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