{"id":2032,"date":"2015-08-12T21:11:16","date_gmt":"2015-08-12T21:11:16","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2032"},"modified":"2015-08-12T21:11:16","modified_gmt":"2015-08-12T21:11:16","slug":"talis-vita-finis-ita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2032","title":{"rendered":"\u00abTALIS VITA FINIS ITA\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/63b-Talis-vita-finis-ita.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2033\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/63b-Talis-vita-finis-ita-300x276.jpg\" alt=\"63b- Talis vita finis ita\" width=\"300\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/63b-Talis-vita-finis-ita-300x276.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/63b-Talis-vita-finis-ita-398x366.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/63b-Talis-vita-finis-ita.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo B \u2013 Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u2013 15 de agosto)<\/em><strong>\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abTALIS VITA FINIS ITA\u00bb <\/strong><\/p>\n<p>Outra vez \u201co latim\u201d! E \u00e9 uma <em>senten\u00e7a<\/em> repetida pelos nossos \u201cantigos latinos\u201d para indicar a convic\u00e7\u00e3o geral da gente acerca da concord\u00e2ncia entre \u00abo teor da vida e o final dela\u00bb (\u201cTal a vida, assim o fim\u201d). Quer dizer, o <em>final<\/em> \u2013 <em>transcendente <\/em>\u2013 da vida n\u00e3o pode ir noutra dire\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja aquela em que a pr\u00f3pria vida foi processada, \u201cvivida\u201d, atrav\u00e9s desta exist\u00eancia terrena. Mas, aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso evitarmos \u201cequ\u00edvocos\u201d, para entendermos o sentido verdadeiro, que n\u00e3o \u00e9 o que, numa aprecia\u00e7\u00e3o aparente e superficial, poderia parecer. \u00c9 que, se assim fosse, como seria o \u201cfinal futuro\u201d dos <em>\u201cdesgra\u00e7ados\u201d<\/em>, cuja vida nesta terra foi semeada de sofrimentos e dissabores? O seu futuro transcendente ia ser na mesma linha de amarguras e desgra\u00e7as?&#8230; E, no extremo oposto, tamb\u00e9m n\u00e3o seria justo que, os que, neste mundo, <em>viveram \u201cna maior\u201d<\/em>, no meio de prazeres por vezes \u00e0 custa dos outros, tiverem um fim futuro que prolongasse esse \u201cprazer\u201d indefinidamente! Uma e outra interpreta\u00e7\u00e3o seriam contr\u00e1rias \u00e0 justi\u00e7a mais elementar\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o sentido da <em>tal senten\u00e7a \u201clatina\u201d<\/em> refere-se ao campo da \u201cjusti\u00e7a\u201d, ou seja, tem um sentido \u00e9tico, moral, espiritual\u2026 Toda a gente compreende que isto n\u00e3o poderia ser de outro modo, embora <em>tantas vezes possa parecer-nos o contr\u00e1rio<\/em>, na vida real (!?).<\/p>\n<p>Mas todo este pre\u00e2mbulo, porqu\u00ea e para qu\u00ea? Bem, pensamos n\u00f3s que talvez venha a dar um novo sentido e dimens\u00e3o a este mist\u00e9rio da <em>Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora<\/em>. Assim sendo, <em>a Palavra<\/em> desta <em>Solenidade mariana<\/em> fala-nos tamb\u00e9m de \u201clugares\u201d e de \u201cbens\u201d ou \u201cposses\u201d. Enquanto vivemos nesta terra, \u00e9 verdade que \u201cocupamos uns espa\u00e7os\u201d e \u201cpossu\u00edmos uns bens\u201d. E podemos perguntar ent\u00e3o: quais os \u201clugares\u201d que frequentou (ocupou) <em>Jesus de Nazar\u00e9<\/em> e quais as \u201csuas posses\u201d?\u00a0 E \u2013 por coer\u00eancia e analogia \u2013 em que \u201cambientes\u201d (espa\u00e7os) viveu <em>Maria, a M\u00e3e,<\/em> e quais foram os \u201cseus bens e riquezas\u201d?<\/p>\n<p>Por enquanto, lemos no Evangelho de hoje, que Maria acudia e estava nos lugares onde havia que <em>servir<\/em>, para viver a sua atitude de <em>servi\u00e7o<\/em>: <em>\u201c\u2026Maria p\u00f4s-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em dire\u00e7\u00e3o a uma cidade de Jud\u00e1&#8230;<\/em> <em>Maria ficou junto de Isabel cerca de tr\u00eas meses\u201d\u2026(Lc 1 \/ 3\u00aa L.). <\/em>Sabemos que foi para aquelas terras, <em>diligentemente<\/em>, para ajudar e assistir sua parente Isabel, que estava prestes a dar \u00e0 luz. E o livro do Apocalipse, por seu lado, diz-nos, referindo-se, <em>em sentido figurado,<\/em> a Maria: <em>\u201cO templo de Deus abriu-se no C\u00e9u e a arca da alian\u00e7a foi vista no seu templo\u2026 O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar\u201d\u2026(Ap 11-12 \/ 1\u00aa L.).<\/em> L\u00e1 est\u00e1 a Virgem e M\u00e3e, Maria \u2013 a nova \u201cArca da Alian\u00e7a\u201d \u2013 no <em>templo de Deus<\/em>, \u201clugar\u201d de ora\u00e7\u00e3o e de intimidade com o Senhor\u2026 Esses s\u00e3o os \u201cespa\u00e7os\u201d que Ela \u201cocupou\u201d c\u00e1, na terra, no seu tempo de peregrina\u00e7\u00e3o. Lugares de servi\u00e7o, espa\u00e7os de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto aos \u201cbens\u201d mais prezados que Maria \u201cpossuiu\u201d, aparecem igualmente nesses mesmos textos: \u201c<em>Estava para ser m\u00e3e e gritava com as dores e \u00e2nsias da maternidade\u2026 teve um filho var\u00e3o\u2026 que foi levado para junto de Deus\u201d (Ap 11-12 \/ 1\u00aa L.).<\/em> Ou ent\u00e3o: <em>\u201cQuando Isabel ouviu a sauda\u00e7\u00e3o de Maria, o menino exultou-lhe no seio\u2026 Isabel ficou cheia do Esp\u00edrito Santo\u201d\u2026 <\/em>E disse para Maria<em>, \u201c\u2026 bendito \u00e9 o fruto do teu ventre\u2026\u201d. <\/em>E Maria cantou: \u201c\u2026 <em>aos famintos encheu de bens\u201d\u2026 (Lc 1 \/ 3\u00aa L.). <\/em>Sabemos que nada possu\u00eda aquela <em>Virgem de Nazar\u00e9<\/em>, a n\u00e3o ser <em>os bens<\/em> de que <em>Deus enche aos famintos e pobres<\/em>\u2026 Mas o <em>\u00fanico bem e riqueza <\/em>que Maria possu\u00eda era, na realidade, como se est\u00e1 a ver, <em>\u201co fruto bendito do seu ventre\u201d<\/em>, ou seja, <em>Jesus-Deus<\/em>. Todos os outros bens e riquezas\u2026, tanto para Maria como para Jesus, estavam \u2013 como escreve Paulo \u2013 <em>\u201caniquilados <\/em>ou<em> colocados debaixo dos seus p\u00e9s\u201d<\/em> como todos os <em>\u201cinimigos\u201d<\/em> da salva\u00e7\u00e3o; <em>\u201cat\u00e9 o \u00faltimo inimigo a ser aniquilado que \u00e9 a morte\u201d (1 Cor 15 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Era l\u00f3gico e coerente, na sequ\u00eancia de tudo isto, que tamb\u00e9m <em>a morte<\/em> fosse aniquilada, \u201cultrapassada\u201d, pela Virgem Maria, e <em>passasse<\/em> por ela \u2013 como que \u201cnaturalmente\u201d \u2013 da terra para o C\u00e9u, na sua <em>\u00abGloriosa Assun\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>. Era evidente: <em>\u00abTalis vita finis ita\u00bb!<\/em><\/p>\n<p>E est\u00e1 bem claro: Quem viveu <em>onde se podia servir<\/em> os outros\u2026 quem foi \u201ctemplo divino\u201d de <em>ora\u00e7\u00e3o e intimidade com Deus<\/em>\u2026 e quem teve como <em>\u00fanico bem e riqueza<\/em> Jesus \u2013 <em>Deus incarnado, carne na sua carne<\/em> \u2013 s\u00f3 podia ter como destino o \u201cmesmo lugar\u201d na Gl\u00f3ria, e como \u201c\u00fanico bem e riqueza\u201d na Eternidade, o pr\u00f3prio <em>JESUS-Deus<\/em>.<\/p>\n<p>Cabe-nos, ent\u00e3o, perguntar-nos: Qual ser\u00e1, l\u00e1, o nosso \u201cdestino\u201d e \u201clugar\u201d? Ou melhor: Na nossa vida, c\u00e1 na terra, quais s\u00e3o \u201cos nossos espa\u00e7os\u201d? E quais \u201cas nossas riquezas\u201d?&#8230; Pois uma coisa \u00e9 certa, quer queiramos quer n\u00e3o, tamb\u00e9m para n\u00f3s: <em>\u00abTalis vita finis ita\u00bb!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m o nosso cora\u00e7\u00e3o, Senhor, <\/em><\/p>\n<p><em>como o de Maria \u2013 elevada ao C\u00e9u \u2013<\/em><\/p>\n<p><em>o nosso pequeno e humilde cora\u00e7\u00e3o, <\/em><\/p>\n<p><em>quer vibrar com belas palavras\u2026 <\/em><\/p>\n<p><em>Porque, entre todas as \u201cfilhas de reis\u201d, <\/em><\/p>\n<p><em>est\u00e1 a Rainha, a M\u00e3e, \u00e0 Tua direita, <\/em><\/p>\n<p><em>ornada com o fino \u201couro de Ofir\u201d\u2026 <\/em><\/p>\n<p><em>Mas tamb\u00e9m queremos voltar-nos para ti, <\/em><\/p>\n<p><em>Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, e agora Rainha no C\u00e9u, <\/em><\/p>\n<p><em>e dedicar-te o nosso \u201cbelo poema\u201d: <\/em><\/p>\n<p><em>\u00abHonra e louvor a ti, Maria, <\/em><\/p>\n<p><em>porque sempre viveste para servir <\/em><\/p>\n<p><em>e agora todos te servem e glorificam. <\/em><\/p>\n<p><em>Hossana e gl\u00f3ria a ti, Virgem humilde, <\/em><\/p>\n<p><em>porque, pobre, nada possu\u00edste <\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 al\u00e9m do teu Filho e Deus humanado! \u2013 <\/em><\/p>\n<p><em>mas agora Ele \u00e9 a tua \u00fanica riqueza, <\/em><\/p>\n<p><em>desde aquele instante e por toda a eternidade\u2026 <\/em><\/p>\n<p><em>E tamb\u00e9m n\u00f3s queremos acompanhar <\/em><\/p>\n<p><em>todas aquelas \u201cfilhas de reis\u201d, <\/em><\/p>\n<p><em>para entrarmos no Pal\u00e1cio do Rei, <\/em><\/p>\n<p><em>cheios de entusiasmo e de alegria sem fim\u00bb.<\/em><\/p>\n<p><em>[ do Salmo Responsorial \/ 44 (45) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo B \u2013 Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u2013 15 de agosto)\u00a0\u00a0 \u00abTALIS VITA FINIS ITA\u00bb Outra vez \u201co latim\u201d! 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