{"id":2035,"date":"2015-08-13T21:01:13","date_gmt":"2015-08-13T21:01:13","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2035"},"modified":"2015-08-13T21:01:13","modified_gmt":"2015-08-13T21:01:13","slug":"ainda-que-pareca-perturbador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2035","title":{"rendered":"AINDA QUE PARE\u00c7A \u00abPERTURBADOR\u00bb!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2036\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador-300x195.jpg\" alt=\"43b- Ainda que pare\u00e7a perturbador\" width=\"300\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador-300x195.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador-624x406.jpg 624w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador-398x259.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/43b-Ainda-que-pare\u00e7a-perturbador.jpg 638w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 20 do T. Comum\u2026)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>AINDA QUE PARE\u00c7A \u00abPERTURBADOR\u00bb!<\/strong><\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, desta vez parece inevit\u00e1vel mergulharmos, mesmo ao de leve, no terreno <em>filos\u00f3fico<\/em>. Requere-o o desafio que nos lan\u00e7a a <em>Palavra<\/em> de hoje. Ent\u00e3o, a ci\u00eancia que chamamos <em>filosofia<\/em>, j\u00e1 desde os autores mais antigos, distingue <em>mat\u00e9ria<\/em> e <em>esp\u00edrito<\/em> (o tal \u201cdualismo\u201d). Assim, a <em>mente <\/em>(psique) do homem pertenceria ao \u201ccampo do esp\u00edrito\u201d enquanto o <em>f\u00edsico <\/em>(soma) entraria no \u201ccampo da mat\u00e9ria\u201d. Daqui derivam, igualmente, os termos \u201calma\u201d e \u201ccorpo\u201d. Ao mesmo tempo \u2013 e desde que o homem tem consci\u00eancia de ser <em>\u201cinteligente\u201d<\/em> \u2013 sempre existiu uma dupla tend\u00eancia e risco: ou pretender <em>integrar<\/em> ambas realidades formando \u201cum todo\u201d \u00fanico; ou tentar <em>separ\u00e1-las<\/em> totalmente e trat\u00e1-las como sendo \u201cindependentes\u201d\u2026<\/p>\n<p>Para Jesus de Nazar\u00e9, <em>herdeiro privilegiado<\/em> daquela \u201cSabedoria\u201d do Antigo Testamento, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida acerca destas <em>duas dimens\u00f5es<\/em> do <em>\u00fanico e indivis\u00edvel<\/em> ser humano. Teremos ocasi\u00e3o de ver isto nitidamente no Evangelho de hoje. Mas antes, a tal \u201cSabedoria\u201d que aparece nas antigas Escrituras Sagradas \u2013 j\u00e1 \u201cpersonificada\u201d \u2013 liga esta <em>ci\u00eancia<\/em> do \u201cVerdadeiro Saber\u201d com os manjares <em>materiais<\/em> de um banquete preparado por ela: <em>\u201cA Sabedoria\u2026 abateu os seus animais, preparou o vinho e p\u00f4s a mesa. Enviou as suas servas a proclamar nos pontos mais altos da cidade: \u00abQuem \u00e9 inexperiente venha por aqui\u00bb. E aos insensatos ela diz: \u00abVinde comer do meu p\u00e3o e beber do vinho que vos preparei\u201d. (Pr 9 \/ 1\u00aa L.). <\/em>Assim, \u00e0 primeira vista, parece muito estranho que um \u201cbem espiritual\u201d (<em>a \u201csabedoria\u201d<\/em>) seja adquirido atrav\u00e9s de \u201calimentos materiais\u201d&#8230; E como j\u00e1 sabemos \u2013 lembram-se? \u2013 toda a gente procura sempre um alimento (\u201celixir\u201d?) capaz de transmitir a (eterna) <em>transcend\u00eancia<\/em>.<\/p>\n<p>Mas Jesus, como j\u00e1 adiant\u00e1vamos, conhece muito bem \u201ca condi\u00e7\u00e3o do homem\u201d, quer dizer, o que \u00e9 \u201ca sua ess\u00eancia\u201d, at\u00e9 pela experi\u00eancia pr\u00f3pria na <em>Sua natureza humana<\/em>. E come\u00e7a por deixar bem assente e claro que o mais importante e essencial a que o ser humano pode aspirar, isto \u00e9, <em>uma Vida eterna<\/em>, ter\u00e1 de ser atingido \u201ccomendo e assimilando a Sua pr\u00f3pria carne\u201d. Podemos continuar a pensar que isto \u00e9 <em>imposs\u00edvel<\/em> ou <em>inaceit\u00e1vel<\/em>, mas, se fosse assim, Ele teria dito outra coisa, ou de outro modo, ou por outras palavras \u2026 Por\u00e9m, as palavras s\u00e3o estas: <em>\u201cE o p\u00e3o que Eu hei de dar \u00e9 minha carne, que Eu darei pela vida do mundo\u00bb\u2026 E Jesus disse-lhes: \u00abEm verdade, em verdade vos digo: Se n\u00e3o comerdes a carne do Filho do homem e n\u00e3o beberdes o seu sangue, n\u00e3o tereis a vida em v\u00f3s\u201d\u2026(!?). (Jo 6).<\/em><\/p>\n<p>Mas, para aqueles que estiverem tentados de considerar apenas a dimens\u00e3o espiritual do homem como privilegiada, relegando e desprezando o corpo \u2013 \u201ca carne\u201d \u2013 Jesus vai insistir, uma e outra vez com toda a clareza, na import\u00e2ncia de comer precisamente a sua carne e beber o seu sangue. Mas isto \u00e9 mesmo assim, ainda que pare\u00e7a n\u00e3o caber na nossa intelig\u00eancia ou <em>nos pare\u00e7a perturbador<\/em>, tal como aconteceu \u00e0queles ouvintes que escutavam esta linguagem pela primeira vez: <em>\u201cOs judeus discutiam entre si: \u00abComo pode Ele dar-nos a sua carne a comer?\u00bb\u201d (Jo 6)<\/em>.<\/p>\n<p>Pois para n\u00e3o ficar qualquer g\u00e9nero de d\u00favida, Jesus persiste e vai repetindo, com express\u00f5es diversas: <em>\u201c\u2026Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna\u2026 A minha carne \u00e9 verdadeira comida e o meu sangue \u00e9 verdadeira bebida\u2026 Tamb\u00e9m aquele que Me come viver\u00e1 por Mim\u201d\u2026 <\/em>At\u00e9 concluir:<em> \u201cQuem comer deste p\u00e3o viver\u00e1 eternamente\u00bb\u201d. (Jo 6 \/ 3\u00aa L.).<\/em> N\u00e3o valem, portanto, para Jesus \u2013 e portanto para n\u00f3s! \u2013 os \u201cespiritualismos\u201d\u2026 nem t\u00e3o-pouco os \u201cmaterialismos\u201d! Aprendamos, ent\u00e3o, a <em>conjugar mat\u00e9ria <\/em>e<em> esp\u00edrito<\/em>, atrav\u00e9s do melhor dos meios, que foi \u201cinventado\u201d por Jesus: o \u201cALIMENTO EUCAR\u00cdSTICO\u201d!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00f3 quem tem a Tua \u201cSabedoria\u201d, Senhor,<\/p>\n<p>pode \u201csaborear\u201d, verdadeiramente,<\/p>\n<p>tudo aquilo que tem valor para o homem&#8230;<\/p>\n<p>E s\u00f3 assim chegaremos a compreender<\/p>\n<p>o convite que nos faz <em>o salmista<\/em>,<\/p>\n<p>\u00abSaboreai e vede como o Senhor \u00e9 bom!\u00bb\u2026<\/p>\n<p>Por isso, tomamos como <em>mestra e amiga<\/em><\/p>\n<p>a pr\u00f3pria Sabedoria, que nos chama e convida:<\/p>\n<p>Vinde, filhos, escutai-me com aten\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>vou ensinar-vos o \u201ctemor do Senhor\u201d\u2026<\/p>\n<p>Sabemos que isso significa <em>viver de Amor<\/em>,<\/p>\n<p>sempre livres de todo o medo ou temor servil!<\/p>\n<p>Mas Tu, Jesus, tra\u00e7as-nos \u201co caminho melhor\u201d<\/p>\n<p>quando nos d\u00e1s a Tua <em>pr\u00f3pria carne e sangue<\/em><\/p>\n<p>para n\u00f3s \u201csaborearmos\u201d, ingerirmos e assimilarmos,<\/p>\n<p>passando assim a transformar-nos em Ti.<\/p>\n<p>Achamos, por\u00e9m, que isto n\u00e3o ser\u00e1 assim t\u00e3o f\u00e1cil,<\/p>\n<p>porque <em>\u201ccomer a tua carne\u201d<\/em>, coerentemente,<\/p>\n<p>sup\u00f5e <em>\u00abassimilar a Tua Pessoa\u00bb<\/em> para todos os efeitos\u2026<\/p>\n<p>E exige tamb\u00e9m \u201cformar uma s\u00f3 carne\u201d<\/p>\n<p>\u2013 sermos verdadeiramente <em>solid\u00e1rios<\/em> \u2013<\/p>\n<p>com todos os homens, nossos irm\u00e3os!!!&#8230;<\/p>\n<p><em>[ do Salmo Responsorial \/ 33 (34) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 20 do T. Comum\u2026)\u00a0 AINDA QUE PARE\u00c7A \u00abPERTURBADOR\u00bb! Para come\u00e7ar, desta vez parece inevit\u00e1vel mergulharmos, mesmo ao de leve, no terreno filos\u00f3fico. Requere-o o desafio que nos lan\u00e7a a Palavra de hoje. Ent\u00e3o, a ci\u00eancia que chamamos filosofia, j\u00e1 desde os autores mais antigos, distingue mat\u00e9ria e esp\u00edrito (o tal \u201cdualismo\u201d). 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