{"id":2169,"date":"2016-01-15T22:59:40","date_gmt":"2016-01-15T22:59:40","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2169"},"modified":"2016-01-15T22:59:40","modified_gmt":"2016-01-15T22:59:40","slug":"quem-inventou-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2169","title":{"rendered":"QUEM \u00abINVENTOU\u00bb QUEM?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/25c-Quem-\u00abinventou\u00bb-quem-.png\" rel=\"attachment wp-att-2170\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2170\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/25c-Quem-\u00abinventou\u00bb-quem--300x224.png\" alt=\"25c- Quem \u00abinventou\u00bb quem!\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/25c-Quem-\u00abinventou\u00bb-quem--300x224.png 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/25c-Quem-\u00abinventou\u00bb-quem--398x297.png 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/25c-Quem-\u00abinventou\u00bb-quem-.png 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo C \u2013 Domingo 2 do T. Comum\u2026 )<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUEM \u00abINVENTOU\u00bb QUEM?<\/strong><\/p>\n<p>Este epis\u00f3dio das \u00abBodas de Can\u00e1\u00bb \u00e9 tamb\u00e9m considerado como \u201ca 3\u00aa epifania\u201d de Jesus. Ou seja, a terceira vez \u2013 entre as mais \u201csolenes\u201d\u2013 que Jesus se \u201cmanifesta\u201d aos homens nesta etapa inicial do nosso \u00abCiclo Lit\u00fargico\u00bb. (As outras duas seriam: a Sua revela\u00e7\u00e3o -Epifania- aos <em>Magos do Oriente<\/em> (1\u00aa) e o Seu <em>Batismo no rio Jord\u00e3o<\/em> (2\u00aa), no passado domingo.<\/p>\n<p>No evento das <em>Bodas de Can\u00e1<\/em> (\u201c3\u00aa epifania\u201d) que nos relata o Evangelho de hoje, o evangelista deixa bem patente a sua \u201crevela\u00e7\u00e3o-manifesta\u00e7\u00e3o\u201d, ao concluir com estas palavras: <em>\u201cfoi assim, em Can\u00e1 da Galileia, que Jesus deu in\u00edcio aos seus sinais miraculosos. Manifestou a sua gl\u00f3ria e os disc\u00edpulos acreditaram n\u2019Ele\u201d (Jo 2).<\/em><\/p>\n<p>Mas, afinal, que hist\u00f3ria \u00e9 esta das \u00abBodas de Can\u00e1\u00bb, e como interpretar este primeiro \u201csinal miraculoso\u201d de Jesus de Nazar\u00e9? E tamb\u00e9m: que significado tem o \u00abmatrim\u00f3nio humano\u00bb como tal, e o facto de Jesus (Deus) ter-lhe dado \u2013 neste epis\u00f3dio e n\u00e3o s\u00f3! \u2013 tal import\u00e2ncia e valor? Ali\u00e1s, Jesus come\u00e7ou por aceitar o convite para o evento: <em>\u201cRealizou-se um casamento em Can\u00e1 da Galileia e estava l\u00e1 a M\u00e3e de Jesus. Jesus e os seus disc\u00edpulos foram tamb\u00e9m convidados para o casamento&#8230;\u201d (Jo 2 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 preciso reconhecer que uma primeira \u201clinguagem nupcial\u201d j\u00e1 tinha sido inaugurada no AT e posta \u00abem boca de Deus\u00bb pelo profeta Isa\u00edas: <em>\u201cPor amor de Si\u00e3o\u2026 n\u00e3o terei repouso, enquanto a sua justi\u00e7a n\u00e3o despontar como a aurora e a sua salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o resplandecer como facho ardente\u2026 E h\u00e3o de chamar-te \u00abPredileta\u00bb e \u00e0 tua terra \u00abDesposada\u00bb, porque ser\u00e1s a predileta do Senhor e a tua terra ter\u00e1 um esposo\u201d.<\/em> \u00c9 o estilo expressivo pr\u00f3prio da rela\u00e7\u00e3o de \u00abnamoro\/casal\u00bb, linguagem que j\u00e1 o <em>Deus da Antiga Alian\u00e7a<\/em> dedica a uma tal \u201cesposa\u201d (Si\u00e3o, Jerusal\u00e9m\u2026) que personifica \u00abo povo\u00bb, isto \u00e9, a Humanidade inteira \u2013 todos e cada um dos seres humanos! \u2013. E para que n\u00e3o fique d\u00favida acerca deste sentido e significado de<em> analogia<\/em>, conclui com o seguinte <em>s\u00edmile<\/em>: <em>\u201cTal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposar\u00e1; e como a esposa \u00e9 a alegria do marido, tu ser\u00e1s a alegria do teu Deus\u201d. (Is 62 \/ 1\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Cabe perguntar-se: Ser\u00e1 que Deus, o Criador, teve de \u201ccopiar\u201d o exemplo do \u201ccasal humano\u201d para expressar a sua rela\u00e7\u00e3o de Amor com \u00aba Humanidade\u00bb? &#8211; Parece que isto \u00e9 impens\u00e1vel para Quem, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 Omnipotente e Criador de Tudo. O correto e coerente seria o inverso, ou seja, \u00e9 l\u00f3gico que \u201cprimeiro fosse a realidade \u00abesponsal divina\u00bb, como <em>causa<\/em>, e depois o facto \u00abesponsal humano\u00bb, como efeito. A\u00ed estava a nossa quest\u00e3o inicial: \u00abQUEM \u201cINVENTOU\u201d QUEM?\u00bb.<\/p>\n<p>Claro que foi Deus Criador a \u00abinventar\u00bb o \u201ccasal humano\u201d, criado, pod\u00edamos dizer, \u201c\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a\u201d do divino \u00abAmor esponsal\u00bb, para que o \u201cpar humano\u201d tivesse, em si mesmo, uma \u201cimagem\u201d do \u00aboriginal modelo divino\u00bb para imitar. Mas, coitados de n\u00f3s, os humanos, quando, envolvidos pelo \u00abamor de paix\u00e3o\u00bb que surge pelo tal \u201cinstinto original\u201d, julgamo-nos<em> super-homens<\/em> em tudo, e achamos que, ao nosso <em>belo prazer, <\/em>podemos criar, recriar e dominar \u2013 quando n\u00e3o \u201cdeturpar\u201d e destruir! \u2013 este profundo \u00abmist\u00e9rio do Amor\u00bb (\u201cescrito\u201d sempre com A grande)! Sim, coitados e pobres de n\u00f3s se n\u00e3o conseguirmos libertar-nos desses <em>incertos amores, <\/em>ou at\u00e9<em> letais!<\/em><\/p>\n<p>O <em>Amor conjugal<\/em> verdadeiro, o \u00fanico que nos pode satisfazer, realizar, salvar\u2026 \u00e9, portanto, o que nos apresenta a <em>Palavra<\/em> de Deus (\u00abPALAVRA DE AMOR, PALAVRA\u00bb) que hoje \u2013 neste <em>domingo II comum<\/em> \u2013 estamos a refletir e orar.<\/p>\n<p>Portanto, se o casal humano \u201csurgiu como imagem\u201d desse <em>Mist\u00e9rio do Amor Divino<\/em>, ser\u00e1 imprescind\u00edvel que em todos os <em>namoros<\/em>, <em>noivados<\/em>, <em>esponsais<\/em>\u2026 e em todas as outras \u00abformas de AMAR\u00bb vividas pelos humanos, tentemos imitar ou reproduzir o \u00abmodelo divino\u00bb. Pois neste \u201cterreno do Amor\u201d, cada qual deve apostar na Fidelidade <em>at\u00e9 ao poss\u00edvel<\/em>, ou <em>at\u00e9 ao imposs\u00edvel!<\/em> Fora desta \u201cpista\u201d, s\u00f3 se conseguir\u00e1 viciar, degradar ou destruir o Amor genu\u00edno que procede de Deus. Andar\u00e3o assim \u201cdes-pistados\u201d, e sabemos que os efeitos s\u00e3o terr\u00edveis!<\/p>\n<p>E ningu\u00e9m pense que apostar naquele <em>Amor divino-humano<\/em> vai gerar \u201cuniformidade\u201d ou \u201cmonotonia\u201d\u2026 Seria esquecer que este Deus Criador \u201cinventou\u201d tamb\u00e9m, antes de mais, a <em>\u201cliberdade humana\u201d<\/em>, que, como estamos habituados a observar e experimentar no nosso dia a dia, Deus respeita e respeitar\u00e1 sempre!!! Ali\u00e1s, no \u201ccampo do Amor\u201d ainda \u00e9 mais patente essa \u201cliberdade\u201d, pois, quando \u00e9 verdadeira, cria uma imensa <em>variedade<\/em> de \u201cestilos, caminhos, realiza\u00e7\u00f5es, voca\u00e7\u00f5es\u201d\u2026 que o ap\u00f3stolo Paulo ousa completar e confirmar com mais <em>termos<\/em>: <em>\u201cIrm\u00e3os, h\u00e1 diversidade de \u00ab<\/em>dons\u00bb<em> espirituais\u2026 diversidade de <\/em>\u00abminist\u00e9rios\u00bb<em>\u2026 diversidade de <\/em>\u00abopera\u00e7\u00f5es\u00bb<em>\u2026 Mas \u00e9 um s\u00f3 e o mesmo Esp\u00edrito que faz tudo em todos\u2026\u201d<\/em> <em>(1 Cor 12 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Que podemos fazer, Senhor, nosso Pai,<\/p>\n<p>para que \u201cos humanos\u201d, Teus filhos,<\/p>\n<p>aprendam \u00aba sabedoria do Amor\u00bb,<\/p>\n<p>desse amor verdadeiro que nos salva?&#8230;<\/p>\n<p><em>&#8211; Cantaremos \u00abo c\u00e2ntico novo do amor\u00bb, <\/em><\/p>\n<p><em>daremos gl\u00f3ria e louvor ao Teu nome,<\/em><\/p>\n<p>para que a terra inteira saiba:<\/p>\n<p>que Tu \u00e9s maravilhoso no <em>mist\u00e9rio do amor<\/em>,<\/p>\n<p>que Tu \u2013 no Amor \u2013 vences sempre:<\/p>\n<p>pois j\u00e1 nos amavas antes de existirmos,<\/p>\n<p>nesta vida, que agora temos, amas-nos\u2026<\/p>\n<p>e depois, \u00f3 Pai, continuar\u00e1s a amar-nos sempre!<\/p>\n<p>&#8211; Mas que podemos fazer, Jesus, nosso irm\u00e3o,<\/p>\n<p>para que, uma vez conhecido este Amor,<\/p>\n<p>tenhamos <em>a for\u00e7a e a coragem<\/em> de \u201co viver\u201d?<\/p>\n<p>Como vamos conseguir sermos fi\u00e9is \u00e0 <em>palavra dada<\/em><\/p>\n<p>ou ao <em>compromisso proclamado<\/em> neste reino do amor?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Vela, Jesus, pelos casais: os que se <em>estreiam<\/em><\/p>\n<p>e os <em>avan\u00e7ados,<\/em> talvez cansados, no amor;<\/p>\n<p>vela pelos que est\u00e3o rodeados de filhos<\/p>\n<p>e pelos que, na vida de casal, est\u00e3o s\u00f3s\u2026<\/p>\n<p>Abra\u00e7a todos os homens e mulheres<\/p>\n<p>que n\u00e3o encontram o Amor verdadeiro;<\/p>\n<p>que possam ach\u00e1-lo em Ti, que sempre amas<\/p>\n<p>como s\u00f3 Tu, Jesus, sabes faz\u00ea-lo desde sempre:<\/p>\n<p>e assim, eles viver\u00e3o no Amor e para o Amor!<\/p>\n<p><em>\u00a0[ do Salmo Responsorial \/ 95 (96) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo C \u2013 Domingo 2 do T. Comum\u2026 )\u00a0 QUEM \u00abINVENTOU\u00bb QUEM? Este epis\u00f3dio das \u00abBodas de Can\u00e1\u00bb \u00e9 tamb\u00e9m considerado como \u201ca 3\u00aa epifania\u201d de Jesus. Ou seja, a terceira vez \u2013 entre as mais \u201csolenes\u201d\u2013 que Jesus se \u201cmanifesta\u201d aos homens nesta etapa inicial do nosso \u00abCiclo Lit\u00fargico\u00bb. (As outras duas seriam: a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-refletida","has-post-title","has-post-date","has-post-category","has-post-tag","has-post-comment","has-post-author",""],"builder_content":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2169"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2171,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2169\/revisions\/2171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}