{"id":2199,"date":"2016-03-04T18:27:44","date_gmt":"2016-03-04T18:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2199"},"modified":"2016-03-04T18:27:44","modified_gmt":"2016-03-04T18:27:44","slug":"prodigo-era-o-filho-ou-o-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2199","title":{"rendered":"\u00abPR\u00d3DIGO\u00bb. ERA O FILHO? OU O PAI?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/12c-\u00abPr\u00f3digo\u00bb.-Era-o-filho-ou-o-pai.png\" rel=\"attachment wp-att-2200\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2200\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/12c-\u00abPr\u00f3digo\u00bb.-Era-o-filho-ou-o-pai-300x225.png\" alt=\"12c- \u00abPr\u00f3digo\u00bb. Era o filho ou o pai!\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/12c-\u00abPr\u00f3digo\u00bb.-Era-o-filho-ou-o-pai-300x225.png 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/12c-\u00abPr\u00f3digo\u00bb.-Era-o-filho-ou-o-pai-398x298.png 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/12c-\u00abPr\u00f3digo\u00bb.-Era-o-filho-ou-o-pai.png 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 4 da Quaresma)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00abPR\u00d3DIGO\u00bb. ERA O FILHO? OU O PAI?<\/strong><\/p>\n<p>Por exig\u00eancia do gui\u00e3o, a nossa Reflex\u00e3o de hoje vem na sequ\u00eancia da do domingo anterior: feliz coincid\u00eancia! A\u00ed v\u00edamos que o verdadeiro \u00abnome\u00bb de Deus, o essencial \u2013 o \u201cAbb\u00e1-PAI\u201d \u2013 foi-nos revelado pelo Filho, Jesus, pois s\u00f3 o Filho \u00abconhece a Sua ess\u00eancia\u00bb. Ele pr\u00f3prio o afirmou em certa altura:<em> \u201cNingu\u00e9m conhece o Pai sen\u00e3o o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar\u201d<\/em> (Mt 11, 27).<\/p>\n<p>No entanto, naquela nossa reflex\u00e3o ficamos a saber apenas qual era esse \u00abverdadeiro Nome\u00bb, isto \u00e9, PAI. Faltava-nos, por\u00e9m, conhecer \u00abcomo \u00e9 este PAI\u00bb. E embora a maioria (?) dos \u201chumanos\u201d possamos ter uma \u201cimagem bondosa\u201d do pai terreal\u2026 este PAI supera todos (n\u00e3o em v\u00e3o Ele \u00e9 a origem de todo o ser \u201cm\u00e3e-pai\u201d!). Era, por isso, justo e necess\u00e1rio que algu\u00e9m nos \u201cpintasse\u201d o verdadeiro \u00abretrato\u00bb deste Pai-Deus&#8230; E \u00e9, ent\u00e3o, que Jesus \u201cinventou\u201d (imaginou e criou) a melhor das par\u00e1bolas que encontramos nos Evangelhos: a que \u00e9 conhecida como a par\u00e1bola do \u00abfilho pr\u00f3digo\u00bb. Tanto assim, que alguns \u201cautores\u201d, j\u00e1 em tempos idos, atreveram-se a afirmar, por estas ou parecidas palavras: \u00abEnquanto a humanidade seja isso, humanidade, n\u00e3o houve nem haver\u00e1 qualquer \u201cs\u00e1bio\u201d \u2013 seja ele profeta ou poeta ou fil\u00f3sofo ou te\u00f3logo \u2013 capaz de escrever uma \u201cp\u00e1gina liter\u00e1ria\u201d que chegue a igualar, e menos ainda superar, esta \u201cP\u00e1gina Evang\u00e9lica\u201d da par\u00e1bola \u201cdo filho pr\u00f3digo\u201d ou \u201cdo pai misericordioso\u201d, inventada por Jesus de Nazar\u00e9\u00bb\u2026<\/p>\n<p>E postos tamb\u00e9m a fazermos prospe\u00e7\u00e3o com o significado das palavras, digamos que h\u00e1 os que pensam que o primeiro sentido de \u201cpr\u00f3digo\u201d (prodigar), nas nossas l\u00ednguas, \u00e9 o daquele \u201cque d\u00e1 sem medida, que oferece em abund\u00e2ncia\u201d\u2026 de modo que o t\u00edtulo da par\u00e1bola, em vez de ser \u201cdo filho pr\u00f3digo\u201d, teria de ser \u00abdo pai pr\u00f3digo\u00bb\u201d, quer dizer, algu\u00e9m que \u00e9, sem limites: generoso, magn\u00e2nimo, pr\u00f3digo\u2026 e, sobretudo, \u00abcompassivo e misericordioso\u00bb. Em consequ\u00eancia, o t\u00edtulo tradicional da par\u00e1bola, referido ao filho, passaria a ser este outro: a \u201cdo filho esbanjador\u201d, manirroto, que \u201cgasta em excesso\u201d, dissipa, dilapida os bens (que afinal foi a atitude e conduta do \u201cfilho mais novo\u201d). Portanto, em definitivo, o \u00abPr\u00f3digo em Amor e Miseric\u00f3rdia\u00bb foi o pai, esse pai que constitui \u2013 na \u201cpar\u00e1bola de Jesus\u201d \u2013 o vivo retrato e figura do Pai-Deus.<\/p>\n<p>Bom, acerca desta \u201cpar\u00e1bola extraordin\u00e1ria\u201d j\u00e1 se escreveu tant\u00edssimo, ao longo da hist\u00f3ria destes vinte s\u00e9culos (e o que se escrever\u00e1 no futuro!)\u2026 que n\u00f3s, agora, apenas tentaremos p\u00f4r o nosso pequeno \u00abgr\u00e3o de areia\u00bb, limitando a nossa reflex\u00e3o a alguns breves <em>\u201ctextos\u201d<\/em> da Palavra de hoje, no Evangelho <em>(Lc. 15 \/ 3\u00aa L.)<\/em>, centrados nos dois \u201cprotagonistas principais\u201d. [Mas antes de prosseguirmos a Reflex\u00e3o \u2013 \u00e9 o nosso conselho \u2013 seria bom fazer previamente a leitura atenta e pausada do Texto da par\u00e1bola].<\/p>\n<p>O <strong>\u00abpai\u00bb<\/strong>, come\u00e7a por aceitar \u2013 embora com profunda dor \u2013 a decis\u00e3o do filho mais novo, pois o Amor verdadeiro respeita sempre a liberdade do outro: <em>\u201c\u2026\u00abPai, d\u00e1-me a parte da heran\u00e7a que me toca\u00bb. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo\u2026 partiu para um pa\u00eds distante\u2026\u201d. <\/em><\/p>\n<p>Mas a \u00fanica for\u00e7a interior capaz de desencadear a convers\u00e3o deste <strong>\u00abfilho mais novo\u00bb,<\/strong> vai ser a lembran\u00e7a desse Amor bondoso e compassivo do pai:<em> \u201c\u2026Caindo em si, disse: \u00abQuantos trabalhadores de meu pai t\u00eam p\u00e3o em abund\u00e2ncia, e eu aqui a morrer de fome!\u201d.<\/em> E essa mesma recorda\u00e7\u00e3o do afeto e amizade do pai provoca a \u201cdecis\u00e3o firme de voltar\u201d: <em>\u201cVou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o C\u00e9u e contra ti\u2026\u201d<\/em>. Al\u00e9m do mais, esta atitude decidida de convers\u00e3o do filho, n\u00e3o deixa de ser sincera e humilde, pois reconhece tamb\u00e9m, na sua sinceridade: <em>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o mere\u00e7o ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores\u00bb\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Desde logo, aquele \u00abpai\u00bb tamb\u00e9m n\u00e3o tinha ficado \u201cde bra\u00e7os cruzados\u201d \u00e0 espera do poss\u00edvel regresso do filho. Pelo contr\u00e1rio, uma vez que a \u201cenergia\u201d que move o cora\u00e7\u00e3o do pai \u00e9 o Amor sem limites, parece como que esse mesmo cora\u00e7\u00e3o paternal tivesse estado \u201cinquieto\u201d todo esse tempo, como que \u201cpendente do retorno do filho\u201d, espreitando, dia ap\u00f3s dia, todos os caminhos prov\u00e1veis por onde o filho poderia aparecer. Se assim n\u00e3o fosse, mal o pai o teria avistado quando ele apareceu no horizonte! <em>\u201cAinda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaix\u00e3o e correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o, cobrindo-o de beijos\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Esta \u00e9, pois, a \u201ccena\u201d central do Perd\u00e3o; o \u201cquadro\u201d comovente desse Abra\u00e7o que fusiona e (con)funde pai e filho no mesmo AMOR. E aqui, sobram as palavras! Nem o mais m\u00ednimo gesto ou palavra de censura da parte do pai! Tudo fica envolvido e trespassado pelo Amor, a Alegria e a Festa:<em> \u201c\u00abTrazei depressa a melhor t\u00fanica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sand\u00e1lias nos p\u00e9s. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou \u00e0 vida, estava perdido e foi reencontrado\u00bb. E come\u00e7ou a festa\u2026\u201d.<\/em> Este desgra\u00e7ado \u201cfilho mais novo\u201d \u2013 embora ele j\u00e1 n\u00e3o pretendia tanto! \u2013 continua a ser <strong>\u00abfilho\u00bb<\/strong> (o \u201canel no dedo\u201d), como sempre o foi para aquele <strong>\u00abPai\u00bb<\/strong> Amoroso e cheio de Miseric\u00f3rdia, que \u00abn\u00e3o tem mem\u00f3ria\u00bb! Sim, isso mesmo, este \u00abnosso Pai\u00bb est\u00e1 em perp\u00e9tua \u201camn\u00e9sia\u201d para os erros e pecados dos seus filhos!<\/p>\n<p>Na verdade, este era \u2013 \u00e9 e ser\u00e1! \u2013 <strong>o Pai<\/strong> que nos conv\u00e9m! Diante d\u2019Ele, qualquer ser humano, no seu \u201cuso normal de raz\u00e3o\u201d \u2013 mesmo o que se achar mais afastado de Deus! \u2013 sentir-se-\u00e1 <em>comovido, seduzido, vencido, rendido\u2026 Salvado<\/em>, nos bra\u00e7os deste Pai-M\u00e3e!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, Pai nosso e Senhor do C\u00e9u,<\/p>\n<p>a nossa Ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um Salmo diferente,<\/p>\n<p>o salmo da Tua Bondade de Pai-M\u00e3e,<\/p>\n<p>o salmo da &#8220;par\u00e1bola do pai pr\u00f3digo\u201d<\/p>\n<p>e o salmo do Teu Filho Amado, Jesus,<\/p>\n<p>o verdadeiro \u201cFilho mais velho\u201d\u2026<\/p>\n<p>Sim, Jesus, porque Tu \u00e9s o Mediador<\/p>\n<p>entre o \u201cPai pr\u00f3digo em Amor-ternura\u201d<\/p>\n<p>e o \u201cfilho desgra\u00e7ado\u201d que \u00e9 cada um de n\u00f3s,<\/p>\n<p>\u201cfilhos esbanjadores\u201d dos Teus Tesouros,<\/p>\n<p>\u201cperdul\u00e1rios\u201d das Tuas Gra\u00e7as e Dons\u2026<\/p>\n<p>Mas agora <em>\u00abqueremos voltar para Ti, Pai\u00bb<\/em><\/p>\n<p>como o \u00abfilho da par\u00e1bola\u00bb contada por Jesus,<\/p>\n<p><em>\u00abpara assim ficarmos radiantes e alegres, <\/em><\/p>\n<p><em>e o nosso rosto de vergonha se vire para a Luz\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>&#8211; Obrigado, Pai-M\u00e3e, porque nos deste<\/p>\n<p>este \u201cIrm\u00e3o mais velho\u201d, Jesus Cristo,<\/p>\n<p><em>\u201cpara, n\u2019Ele, nos reconciliares conTigo\u201d<\/em> (*):<\/p>\n<p>Ele pr\u00f3prio \u00e9 o \u201cRosto fiel da Tua Miseric\u00f3rdia\u201d<\/p>\n<p>\u2013 <em>\u00abMisericordiae vultus\u00bb<\/em>, do Papa Francisco \u2013.<\/p>\n<p>&#8211; Obrigado, Jesus, nosso Irm\u00e3o, reflexo de Deus,<\/p>\n<p>que nos \u201cpintaste\u201d o melhor \u201cretrato\u201d do Pai<\/p>\n<p>naquela Tua admir\u00e1vel \u00abpar\u00e1bola do filho pr\u00f3digo\u00bb,<\/p>\n<p>copiando, nela, os \u00abtra\u00e7os Filiais\u00bb da Tua Pessoa,<\/p>\n<p>\u201cimagem vis\u00edvel\u201d do Seu Ser Invis\u00edvel\u2026<\/p>\n<p>Assim, <em>\u00aba toda a hora bendiremos o Pai-Deus\u00bb<\/em><\/p>\n<p>e proclamaremos l\u00e1 onde for preciso:<\/p>\n<p><em>\u00abSaboreai e vede como o Pai-M\u00e3e \u00e9 Bom!\u00bb.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><em>[ do Salmo Responsorial \/ 33 (34) ]<\/em><\/p>\n<p><em>(*)- (2 Cor 5 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 4 da Quaresma)\u00a0 \u00a0\u00abPR\u00d3DIGO\u00bb. 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