{"id":2291,"date":"2016-05-27T21:14:09","date_gmt":"2016-05-27T21:14:09","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2291"},"modified":"2016-05-27T21:14:09","modified_gmt":"2016-05-27T21:14:09","slug":"nao-ha-estrangeiros-nem-indignos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2291","title":{"rendered":"N\u00c3O H\u00c1 \u00abESTRANGEIROS\u00bb\u2026 NEM \u00abINDIGNOS\u00bb!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb.png\" rel=\"attachment wp-att-2292\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2292\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb-300x150.png\" alt=\"32c- N\u00e3o h\u00e1 \u00abestrangeiros\u00bb... nem \u00abindignos\u00bb!\" width=\"300\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb-300x150.png 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb-398x199.png 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb.png 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 9 do Tempo Comum)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>N\u00c3O H\u00c1 \u00abESTRANGEIROS\u00bb\u2026 NEM \u00abINDIGNOS\u00bb!<\/strong><\/p>\n<p>Porque \u00e9 que nos empenhamos \u2013 tantas vezes! \u2013 em \u201cuniformizar\u201d (<em>\u201cestandardizar\u201d<\/em>) as realidades humanas \u201csociais\u201d? Claro que n\u00e3o o tentamos (ou sim?) com as realidades \u201cnaturais\u201d porque <em>\u00abcom a Natureza ningu\u00e9m brinca\u00bb<\/em>! E n\u00e3o ser\u00e1 que tamb\u00e9m a \u00absociedade humana\u00bb tem as suas \u00ableis intoc\u00e1veis\u00bb, t\u00e3o <em>indom\u00e1veis<\/em> e permanentes como \u00abtoda a lei natural\u00bb?&#8230;<\/p>\n<p>Ainda me lembro daquela li\u00e7\u00e3o que a <em>Vera <\/em>(criancinha dos seus 4 anos) deu \u00e0 sua mam\u00e3, enquanto estavam a fazer limpeza e tirar as teias de aranha numa casa de campo. A m\u00e3e ia-lhe dizendo que <em>matasse<\/em> as crias-de-aranha, ainda novas, nascidas nos ninhos das teias, por \u00abelas serem feias e nojentas, com patas compridas e cheias de p\u00ealos\u00bb. Ent\u00e3o a crian\u00e7a, com a inoc\u00eancia e naturalidade pr\u00f3prias dessa tenra idade, fez-lhe notar, sabiamente: \u00abMas, \u00f3 m\u00e3e, para a sua <em>mam\u00e3-aranha<\/em> elas s\u00e3o as mais lindas do mundo!\u00bb.<\/p>\n<p>E \u00e9 verdade que, por tr\u00e1s daquela primeira impress\u00e3o da <em>m\u00e3e da<\/em> <em>Verinha,<\/em> escondia-se a pretens\u00e3o, generalizada em todos n\u00f3s, de n\u00e3o aceitar o que \u201cn\u00e3o gostamos\u201d, e de reclamar que \u201ctoda a gente seja igual a n\u00f3s\u201d, ou, melhor dizendo, que \u00abentre toda a gente, <em>normalizada<\/em>, cada um de n\u00f3s seja \u201co \u00fanico diferente\u201d e o melhor\u00bb de todos\u2026 H\u00e1 quem diga que, \u00absocialmente, n\u00e3o aceitamos \u201cos diferentes\u201d\u00bb, embora todos defendamos, sem hesita\u00e7\u00e3o, \u201co direito \u00e0 diferen\u00e7a\u201d! Basta pensarmos, mais uma vez, neste problema dos \u00abrefugiados\u00bb que atualmente preocupa (ou n\u00e3o?) ao <em>mundo ocidental<\/em>, e n\u00e3o s\u00f3! E o que \u00e9 que est\u00e1 a acontecer pelo facto de eles serem rejeitados como <em>estrangeiros, diferentes,<\/em> ou simplesmente por <em>n\u00e3o gostarmos<\/em> deles\u2026?<\/p>\n<p>Pois a <em>Palavra<\/em> de hoje parece dar a raz\u00e3o \u00e0quela \u201cintui\u00e7\u00e3o infantil\u201d da <em>\u201cVera\u201d<\/em>, iluminando a sua <em>palavra<\/em> <em>\u201cVeraz\u201d<\/em> (a condizer com o nome dela). E, j\u00e1 agora, na B\u00edblia do AT, aparece esse modo de sentir e reagir da \u201cmam\u00e3 da Verinha\u201d, quando, pelo menos uma parte do <em>povo hebreu<\/em>, exagerava o facto de ser \u00abo povo eleito\u00bb de Deus e, portanto, <em>menosprezava<\/em> os gentios, e at\u00e9 pretendia aniquil\u00e1-los!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, j\u00e1 naquela antiguidade, na altura da consagra\u00e7\u00e3o do novo templo de Jerusal\u00e9m, o rei Salom\u00e3o faz uma Ora\u00e7\u00e3o \u2013 inspirada por Deus, claro \u2013 que parece contradizer aquele modo de pensar de muitos israelitas: <em>\u201c\u00abQuando um estrangeiro, embora n\u00e3o perten\u00e7a ao Vosso povo, Israel, vier aqui dum pa\u00eds distante por causa do Vosso nome\u2026 escutai-o do alto do C\u00e9u, onde habitais, e atendei os seus pedidos, a fim de que todos os povos da terra conhe\u00e7am o Vosso nome\u00bb\u2026\u201d (1 Rs 8 \/ 1\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>E a \u201cclarivid\u00eancia\u201d que observamos j\u00e1 neste antigo texto b\u00edblico ser\u00e1 levada \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o, e total perfei\u00e7\u00e3o, pelo mesmo Filho de Deus, Jesus de Nazar\u00e9\u2026 Perante o epis\u00f3dio que nos refere Lucas, no Evangelho de hoje, n\u00e3o restam d\u00favidas a este respeito: Todos os humanos \u2013 por muito diversos que pare\u00e7amos \u2013 somos iguais diante de Deus, enquanto filhos do mesmo Pai-Deus. Sabemos que S\u00e3o Paulo tinha muito claro este <em>\u201cevangelho\u201d<\/em> na sua \u201cmiss\u00e3o entre os gentios\u201d: <em>\u201cN\u00e3o h\u00e1 grego nem judeu, circunciso e incircunciso, b\u00e1rbaro, cita, escravo, livre, mas o que h\u00e1 \u00e9 Cristo, que \u00e9 tudo e est\u00e1 em todos\u201d<\/em> (Cl 3, 11). <em>\u201c\u2026E n\u00e3o h\u00e1 outro evangelho\u2026\u201d (Gl 1 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Neste relato do Evangelho, descreve-se admiravelmente aquela \u201cembaixada\u201d que o centuri\u00e3o romano (\u201cgentio\u201d) enviou a Jesus para que curasse o seu servo <em>\u201cquase a morrer\u201d<\/em>:<em> \u201cQuando chegaram \u00e0 presen\u00e7a de Jesus, os anci\u00e3os suplicaram-Lhe insistentemente: \u00abEle \u00e9 digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga\u00bb&#8230;\u201d. <\/em>Aqui v\u00ea-se tamb\u00e9m que aqueles \u201canci\u00e3os judeus\u201d acham normal que aquele romano (n\u00e3o judeu) seja atendido por Jesus\u2026 E quando aquele centuri\u00e3o verificou que Jesus se dirigia \u00e0 sua casa, <em>\u201cmandou-Lhe dizer por uns amigos: \u00abN\u00e3o Te incomodes, Senhor, pois n\u00e3o sou digno de que entres em minha casa, nem me julguei merecedor de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo ser\u00e1 curado\u00bb. Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admira\u00e7\u00e3o por ele e, voltando-se para a multid\u00e3o que O seguia, exclamou: \u00abDigo-vos que nem mesmo em Israel encontrei t\u00e3o grande f\u00e9\u00bb. Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita sa\u00fade\u201d (Lc 7 \/ 3\u00aa L.). <\/em>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: para Deus, em Jesus, n\u00e3o existe o termo \u00abestrangeiro\u00bb! E ainda por cima, fica-nos o exemplo deste <em>militar romano<\/em>, que nos deixou esta <em>Ora\u00e7\u00e3o<\/em>, modelo para todo o crist\u00e3o (e que repetimos na Eucaristia): \u00abSenhor, n\u00e3o sou digno de que entres em minha morada\u2026\u00bb. Mas n\u00f3s, quando oramos assim, antes de receber Jesus-Eucar\u00edstico, podemos estar certos de escutar a resposta d\u2019Ele: <em>\u201cPara Mim, todos sois \u00abdignos\u00bb\u201d!<\/em>&#8230; Porque, verdadeiramente, para Deus, n\u00e3o h\u00e1 \u201cESTRANGEIROS\u201d nem \u201cINDIGNOS\u201d!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ser\u00edamos incapazes, Senhor,<\/p>\n<p>de proclamar este <em>Salmo<\/em> na Tua presen\u00e7a<\/p>\n<p>se Jesus n\u00e3o nos tivesse ensinado<\/p>\n<p>que Tu \u00e9s Pai de todos e a todos abra\u00e7as\u2026<\/p>\n<p>Agora sim, nos Te louvamos e amamos<\/p>\n<p>porque nos deste o Teu Filho, Jesus de Nazar\u00e9,<\/p>\n<p>para fazer de Todos, <em>\u201cuns e outros\u201d,<\/em> um s\u00f3 Povo:<\/p>\n<p>a Fam\u00edlia dos Teus filhos muito amados\u2026<\/p>\n<p>E ent\u00e3o sim, j\u00e1 podemos convidar<\/p>\n<p>todas as ra\u00e7as e culturas da terra:<\/p>\n<p><em>\u00abLouvai o Senhor, todas as na\u00e7\u00f5es, <\/em><\/p>\n<p><em>aclamai-O, todos os povos. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 firme a sua miseric\u00f3rdia para connosco, <\/em><\/p>\n<p><em>a fidelidade do Senhor permanece para sempre\u00bb.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/32c-N\u00e3o-h\u00e1-\u00abestrangeiros\u00bb...-nem-\u00abindignos\u00bb.png\" rel=\"attachment wp-att-2292\">\u00a0[ do Salmo Responsorial \/ 116 (117) ]<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 9 do Tempo Comum)\u00a0 \u00a0N\u00c3O H\u00c1 \u00abESTRANGEIROS\u00bb\u2026 NEM \u00abINDIGNOS\u00bb! 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