{"id":2299,"date":"2016-06-11T08:45:54","date_gmt":"2016-06-11T08:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2299"},"modified":"2016-06-11T08:45:54","modified_gmt":"2016-06-11T08:45:54","slug":"es-perdoado-para-poderes-amar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2299","title":{"rendered":"\u00c9S PERDOADO, PARA PODERES AMAR!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2300\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar-300x200.jpg\" alt=\"34c- \u00c9s perdoado, para poderes amar!\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar-300x200.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar-624x416.jpg 624w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar-398x265.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/34c-\u00c9s-perdoado-para-poderes-amar.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 11 do Tempo Comum)<\/em><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00c9S PERDOADO, PARA PODERES AMAR!<\/strong><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode dizer, na verdade: <em>Eu fiz isto ou aquilo, ent\u00e3o mere\u00e7o\u2026! <\/em>Isso poderia ser uma exig\u00eancia atrevida para aquela pessoa que \u201cpode dar-nos o que achamos merecer\u201d\u2026 Por\u00e9m, qualquer um pode objetar: Mas \u00abo oper\u00e1rio \u00e9 merecedor do seu sal\u00e1rio\u00bb e essa <em>retribui\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 de justi\u00e7a. Tudo bem. S\u00f3 que, com rela\u00e7\u00e3o a Deus, as coisas acontecem numa outra dimens\u00e3o, pelo facto de Ele p\u00f4r sempre <em>a Miseric\u00f3rdia \u201cpor cima e antes\u201d da Justi\u00e7a<\/em> \u2013 lembram-se? \u2013. O que significa, como j\u00e1 sabemos, que a Justi\u00e7a n\u00e3o se pode ignorar, pois est\u00e1 na base das rela\u00e7\u00f5es humanas\u2026 Mas o Pai-Deus, que defende a Justi\u00e7a, p\u00f5e sempre \u00e0 frente o Perd\u00e3o (que \u00e9 Amor) para que os seus filhos possam ent\u00e3o \u00abamar e merecer\u00bb\u2026 Se n\u00e3o for assim, qual seria ent\u00e3o o sentido das palavras que Jesus dirige \u00e0quela mulher pecadora, para todos ouvirem? <em>\u201cS\u00e3o-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama\u201d (Lc 7 \/ 3\u00aa L.).<\/em> Na pr\u00f3pria \u201cpar\u00e1bola\u201d contada por Jesus (<em>\u00abos dois devedores\u00bb<\/em>) fica bem esclarecido, para quem quiser entender.<\/p>\n<p>Mesmo assim, essas \u00faltimas palavras de Jesus n\u00e3o deixam de ser enigm\u00e1ticas \u00e0 primeira vista. E at\u00e9 podemos dar-lhes uma interpreta\u00e7\u00e3o errada se deduzirmos que Jesus <em>lhe perdoa os pecados s\u00f3 porque ela amou muito<\/em>. As palavras finais d\u00e3o-nos <em>a chave interpretativa<\/em> para ver que a realidade \u00e9 muito diferente; exatamente ao inv\u00e9s: \u00abPorque ela se sente <em>\u201cmuito perdoada\u201d<\/em> \u00e9 que <em>\u201cmuito ama\u201d<\/em>\u00bb! Onde estaria aqui ent\u00e3o o merecimento pr\u00e9vio da parte dela? N\u00e3o existe. E fica claro que, \u201cpara Deus em Cristo Jesus\u201d, primeiro \u00e9 <em>\u00abo Amor que Perdoa\u00bb<\/em> e depois todo o resto que, ent\u00e3o sim, j\u00e1 poder\u00e1 depender mais de n\u00f3s!<\/p>\n<p>Por conseguinte, n\u00f3s, no meio disto, onde \u00e9 que nos colocamos? Desde logo, a nossa atitude n\u00e3o pode ser a de quem se apresenta diante do \u00abcredor\u00bb como quem n\u00e3o \u00e9 \u00abdevedor\u00bb, porque tal n\u00e3o seria justo (e a justi\u00e7a, diz\u00edamos, deve estar na base de tudo). Utilizando aquela \u00abpar\u00e1bola\u00bb, <em>\u201cJesus continua: \u00abCerto credor tinha dois devedores\u2026 Qual deles ficar\u00e1 mais seu amigo?\u00bb. Respondeu Sim\u00e3o: \u00abAquele \u2013 suponho eu \u2013 a quem mais perdoou\u00bb. Disse-lhe Jesus: \u00abJulgaste bem\u00bb\u2026(Lc 7 \/ 3\u00aa L.).<\/em> Mas, se bem o pensamos, temos de reconhecer que n\u00f3s costumamos <em>ir pela vida<\/em> adotando <em>atitudes de exig\u00eancia<\/em> por aquilo que julgamos \u201cmerecimentos pessoais\u201d\u2026 Acontece, contudo, que quando Deus nos <em>ama e perdoa<\/em> \u2013 ou <em>nos perdoa porque nos ama<\/em> \u2013 est\u00e1 a dar-nos muito mais do que aquilo que \u201cachamos merecer\u201d\u2026<\/p>\n<p>Como deveria ser ent\u00e3o a nossa conduta neste \u201ccampo\u201d? A <em>Palavra<\/em> desta Eucaristia continua a dar-nos algumas <em>pistas precisas e claras<\/em>.<\/p>\n<p>Desde logo, uma postura de humildade e arrependimento, \u00e0 semelhan\u00e7a do <em>rei David<\/em>, que, perante o profeta Nat\u00e3, n\u00e3o tem outra sa\u00edda sen\u00e3o reconhecer arrependido o seu pecado: <em>\u201cEnt\u00e3o David disse a Nat\u00e3: \u00abPequei contra o Senhor\u00bb. Nat\u00e3 respondeu-lhe: \u00abO Senhor perdoou o teu pecado\u2026\u00bb\u201d. (2 Sm 12 \/ 1\u00aa L.).<\/em> E sabemos que este humilde e sincero <em>\u201cclamor\u201d<\/em> de um David arrependido e contrito <em>inspirou<\/em> aquele <em>Salmo<\/em> maravilhoso de sincera convers\u00e3o <em>[Sl 50(51)],<\/em> conhecido como <em>\u00abo Miserere\u00bb<\/em>. E quantas vezes temos n\u00f3s de seguir o exemplo de <em>humildade e contri\u00e7\u00e3o<\/em> deste \u201camigo de Deus\u201d e profeta-rei!<\/p>\n<p>Reconhecida e louvada at\u00e9 pelos seus inimigos, uma atitude de Jesus de Nazar\u00e9, que chamava a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 que <em>\u201cnunca fazia ace\u00e7\u00e3o (discrimina\u00e7\u00e3o) de pessoas\u201d.<\/em> Aparece evidente no epis\u00f3dio de hoje com a mulher pecadora\u2026 Quando parece que todos <em>louvam<\/em> Sim\u00e3o, o fariseu, por ter convidado Jesus, enquanto <em>desprezam<\/em> aquela \u201cindigna mulher\u201d (que veio estragar a festa), Jesus p\u00f5e as coisas no seu lugar!\u2026 N\u00e3o \u00e9 verdade que n\u00f3s \u2013 quantas vezes! \u2013 julgamos, e tratamos, \u00e0s pessoas do nosso entorno consoante o \u201capre\u00e7o\u201d ou a \u201cindiferen\u00e7a\u201d (quando n\u00e3o o \u201cdesapre\u00e7o\u201d) que nos merecem?&#8230; Se assim for, temos <em>um caminho a percorrer<\/em> como disc\u00edpulos de Jesus, a quem, \u00e9 suposto, devemos imitar!<\/p>\n<p>Paulo, por seu lado, n\u00e3o tem d\u00favida no que diz respeito a quest\u00f5es relativas \u00e0 nossa postura perante \u201ca lei\u201d ou perante \u201ca f\u00e9\u201d\u2026 Para n\u00e3o haver confus\u00f5es, ele opta pelo \u201camor\u201d; e ap\u00f3s demonstrar, na sua<em> Carta<\/em>, que onde h\u00e1 \u201cf\u00e9 e amor\u201d j\u00e1 n\u00e3o tem raz\u00e3o de ser \u201ca lei\u201d (que \u201cdistingue\u201d, julga ou condena), lan\u00e7a, para todos, este desafio exemplar: <em>\u201cCom Cristo estou crucificado. J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d<\/em> <em>(Gl 2 \/ 2\u00aa L.).<\/em> E esta deve ser tamb\u00e9m a nossa \u201cmeta\u201d!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bastou eu pensar<\/em> <em>\u201cVou confessar a minha falta\u201d<\/em>,<\/p>\n<p><em>e logo senti o Teu perd\u00e3o para a minha culpa\u2026 <\/em><\/p>\n<p>Bem sabemos, Senhor, que, ao perdoares,<\/p>\n<p>\u201cnunca fazes ace\u00e7\u00e3o de pessoas\u201d,<\/p>\n<p>porque o Pai amoroso que Tu \u00e9s<\/p>\n<p>n\u00e3o pode \u201cdiscriminar\u201d os Seus filhos\u2026<\/p>\n<p>Assim, satisfeitos e confiantes no Teu Amor,<\/p>\n<p>continuamos a cantar e louvar, neste <em>Salmo<\/em>:<\/p>\n<p><em>Feliz daquele que se sente perdoado,<\/em><\/p>\n<p>e \u00e9 leal, humilde e sincero com o Senhor:<\/p>\n<p>esse viver\u00e1 tranquilo e sossegado<\/p>\n<p>como <em>a crian\u00e7a ao colo da m\u00e3e<\/em>\u2026<\/p>\n<p><em>Felizes os que podem alegrar-se no Pai-Deus<\/em><\/p>\n<p><em>ao sentirem-se em seguran\u00e7a no meio dos perigos! <\/em><\/p>\n<p><em>Alegrai-vos, \u00f3 justos, e regozijai-vos no Senhor;<\/em><\/p>\n<p><em>exultai, todos os que sois retos de cora\u00e7\u00e3o!&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 31 (32) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 11 do Tempo Comum) \u00a0 \u00a0\u00c9S PERDOADO, PARA PODERES AMAR! Ningu\u00e9m pode dizer, na verdade: Eu fiz isto ou aquilo, ent\u00e3o mere\u00e7o\u2026! 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