{"id":2325,"date":"2016-08-11T15:34:46","date_gmt":"2016-08-11T15:34:46","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2325"},"modified":"2016-08-11T15:34:46","modified_gmt":"2016-08-11T15:34:46","slug":"ricos-so-aos-olhos-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2325","title":{"rendered":"\u00abRICOS\u2026 S\u00d3 AOS OLHOS DE DEUS!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/41c-Ricos...-s\u00f3-aos-olhos-de-Deus.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2326\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/41c-Ricos...-s\u00f3-aos-olhos-de-Deus-300x231.jpg\" alt=\"41c- Ricos... s\u00f3 aos olhos de Deus!\" width=\"300\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/41c-Ricos...-s\u00f3-aos-olhos-de-Deus-300x231.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/41c-Ricos...-s\u00f3-aos-olhos-de-Deus-398x306.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/41c-Ricos...-s\u00f3-aos-olhos-de-Deus.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 18 do Tempo Comum)<\/em><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abRICOS\u2026 S\u00d3 AOS OLHOS DE DEUS!\u00bb<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(\u00abCatorze versos dizem que \u00e9 \u201csoneto\u201d\u00bb\u2026). J\u00e1 agora, vejamos \u201ceste\u201d, que vem de molde para a nossa reflex\u00e3o de hoje, ainda que n\u00e3o perten\u00e7a a nenhum \u00abpoeta de fama\u00bb. [Conservei-o, comigo como uma j\u00f3ia de \u201ccria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica\u201d, da autoria de um amigo <em>(Ir. F. Igl\u00e9sias),<\/em> e para evitar tamb\u00e9m que ficasse apagado na n\u00e9voa inconsistente, mas impiedosa, do tempo \u2026]. Ent\u00e3o, vejamos se, para n\u00f3s, \u00ab<u>O \u201coutro\u201d \u00e9 um <em>tesouro<\/em> a descobrir<\/u>\u00bb:<\/p>\n<p>\u00abO azar tira, por vezes do seu sono,<\/p>\n<p>tesouros desde h\u00e1 muito soterrados;<\/p>\n<p>sem d\u00favida, em segredos sepultados,<\/p>\n<p>medrou por cima deles o abandono.<\/p>\n<p>Esva\u00edda a mem\u00f3ria do seu dono,<\/p>\n<p>n\u00e3o seria o melhor dos teus achados?<\/p>\n<p>Viverias, talvez, sem mais cuidados,<\/p>\n<p>como um rei, orgulhoso do seu trono\u2026<\/p>\n<p>P\u00f5e de parte, por\u00e9m, as incertezas;<\/p>\n<p>tens no \u201coutro\u201d um tesouro a c\u00e9u aberto,<\/p>\n<p>e podes, se quiseres, descobri-lo.<\/p>\n<p>Se trope\u00e7as no \u201cOutro\u201d, quando rezas,<\/p>\n<p>e v\u00eas irm\u00e3o no \u201coutro\u201d que est\u00e1 perto,<\/p>\n<p>achar\u00e1s que \u00e9 bem f\u00e1cil consegui-lo\u00bb.<\/p>\n<p>Bom. Perante aquela outra afirma\u00e7\u00e3o, indiscut\u00edvel, de Jesus de Nazar\u00e9 (<em>\u201cOnde estiver o teu tesouro, a\u00ed estar\u00e1 o teu cora\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><em>\/Lc 12,34<\/em>) deveria, cada um de n\u00f3s, interrogar-se: \u00abOnde \u00e9 que \u201cest\u00e1\u201d o meu cora\u00e7\u00e3o?\u00bb&#8230;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para iluminar as nossas respostas, temos \u00e0 nossa frente <em>a Palavra<\/em>, na Eucaristia de hoje. E o primeiro que salta \u00e0 vista \u00e9 o contraste evidente entre o que constitui comummente o \u201cobjeto\u201d (tesouro) do cora\u00e7\u00e3o humano \u2013 \u201cnaquela\u201d sociedade e na \u201cnossa\u201d! \u2013 e o que, realmente, deveria ser o \u201ctesouro\u201d (alvo) desse cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acerca do primeiro, alerta-nos \u2013 com uma certa desilus\u00e3o ir\u00f3nica \u2013 o autor do <em>Eclesiastes<\/em> (Qoh\u00e9let): <em>\u201cVaidade das vaidades \u2013 diz Coelet \u2013 vaidade das vaidades: tudo \u00e9 vaidade!\u201d. <\/em>E continua especificando \u2013 pormenorizadamente, nesses dois <em>primeiros cap\u00edtulos<\/em> \u2013 uma s\u00e9rie de \u201cvaidades\u201d\u2026; para concluir, em cada caso, sempre com a mesma <em>lengalenga<\/em>: <em>\u201cTamb\u00e9m isto \u00e9 vaidade!\u201d. (Ecl [Qo] c.1-2 \/ 1\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Mas o que \u00e9, afinal, \u201cvaidade\u201d (<em>\u00abmatayote\u00bb<\/em>, em grego)? Iremos tomar aqui o significado do termo (entre os v\u00e1rios que tem) que o <em>livro sagrado<\/em> lhe atribui: \u00abCoisas f\u00fateis, ocas, v\u00e3s, vazias\u2026 que, em definitivo, acabam em nada\u00bb. O pr\u00f3prio texto sagrado, ao concluir o <em>segundo cap\u00edtulo<\/em>, deixa-nos a sua peculiar defini\u00e7\u00e3o: <em>\u201cTamb\u00e9m isto \u00e9 ilus\u00e3o e correr atr\u00e1s do vento\u201d (Ecl<\/em> <em>2, 26).<\/em> Ali\u00e1s, \u201cilus\u00e3o\u201d e \u201cdesilus\u00e3o\u201d!<\/p>\n<p>Segundo isto, quais outras \u201cvaidades\u201d nos apontam as <em>Leituras<\/em> de hoje? Bom, S. Paulo, por sua vez, escreve aos crist\u00e3os de Colossas:<em> \u201cPortanto, fazei morrer o que em v\u00f3s \u00e9 terreno: imoralidade, impureza, paix\u00f5es, maus desejos e avareza, que \u00e9 uma idolatria. N\u00e3o mintais uns aos outros, v\u00f3s que vos despojastes do homem velho\u2026\u201d<\/em>.<em>(Cl 3 \/ 2\u00aa L.).<\/em> E vemos como Paulo resume todas as \u201cvaidades\u201d na express\u00e3o \u00abhomem velho\u00bb, que, como \u00e9 evidente, ao \u201cenvelhecer\u201d naturalmente, acaba por morrer!<\/p>\n<p>No Evangelho, Jesus, ap\u00f3s falar em <em>\u201cheran\u00e7as e partilhas\u201d<\/em>, alerta do perigo desta classe de \u201cvaidades\u201d: <em>\u201c\u00abVede bem, guardai-vos de toda a gan\u00e2ncia: a vida de uma pessoa n\u00e3o depende da abund\u00e2ncia dos seus bens\u00bb (Lc 12 \/ 3\u00aa L.).<\/em> E para ilustrar este assertivo \u201cconselho\u201d, conta-lhes uma par\u00e1bola\u2026 Par\u00e1bola que \u00e9, certamente, um <em>monumento \u00e0 \u201cinutilidade\u201d<\/em> de todas as \u00abvaidades\u00bb!<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 evidente, devemos acabar com a outra face da moeda, a realidade positiva, isto \u00e9, o tal \u201ctesouro\u201d onde todo o ser humano teria de \u201cp\u00f4r o seu cora\u00e7\u00e3o\u201d!&#8230; E antes de mais, este ser humano deve \u2013 logo que se <em>despojar do \u201chomem velho\u201d<\/em> \u2013 <em>revestir-se do \u201chomem novo\u201d<\/em>, consoante a linguajem de Paulo: <em>\u201cIrm\u00e3os\u2026 aspirai e afei\u00e7oai-vos \u00e0s coisas do alto e n\u00e3o \u00e0s da terra\u2026 Revesti-vos do homem novo, que, para alcan\u00e7ar a verdadeira ci\u00eancia, se vai renovando \u00e0 imagem do seu Criador\u2026\u201d. (Cl 3 \/ 2\u00aa L.). <\/em>Ou, ent\u00e3o, por outras palavras, que s\u00e3o as conclusivas da tal par\u00e1bola de Jesus no Evangelho: <em>\u201cAssim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus\u00bb\u201d (Lc 12 \/ 3\u00aa L.). <\/em>Ent\u00e3o, \u201ca outra\u201d ser\u00e1 a \u00fanica \u201criqueza\u201d (\u201ctesouro\u201d) que a todos nos interessa!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Senhor, tens sido sempre o nosso ref\u00fagio, <\/em><\/p>\n<p><em>e fortaleza, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u2026 <\/em><\/p>\n<p>ainda que n\u00f3s tenhamos posto, tantas vezes,<\/p>\n<p>a nossa intelig\u00eancia e o nosso cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>em muita coisa que \u00e9 vaidade e pura ilus\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Claro que <em>o homem fica reduzido ao p\u00f3 da terra<\/em><\/p>\n<p>sempre que ele p\u00f5e o seu cora\u00e7\u00e3o \u201cem p\u00f3 e em nada\u201d<\/p>\n<p>e vive na ilus\u00e3o inconsciente e maquinal<\/p>\n<p>de quem \u00abcorre apenas atr\u00e1s do vento\u00bb<\/p>\n<p>\u2013 que isso s\u00e3o todos os bens ef\u00e9meros e caducos \u2013<\/p>\n<p>e acaba \u201cde m\u00e3os vazias e de bra\u00e7os a abanar\u201d\u2026<\/p>\n<p>Longe de n\u00f3s, \u00f3 Deus e Pai nosso,<\/p>\n<p>p\u00f4r o nosso cora\u00e7\u00e3o em \u201ctesouros fr\u00e1geis\u201d<\/p>\n<p>que, afinal, s\u00f3 trazem amargura e desilus\u00e3o!<\/p>\n<p><em>Ensina-nos Tu, Senhor, a contar os nossos dias <\/em><\/p>\n<p><em>para chegarmos \u00e0 real sabedoria do cora\u00e7\u00e3o, <\/em><\/p>\n<p>a que nos faz abandonar \u201co homem velho\u201d,<\/p>\n<p>para nos revestir, em Cristo Jesus, do \u201chomem novo\u201d,<\/p>\n<p>que p\u00f5e o seu cora\u00e7\u00e3o s\u00f3 nos \u201ctesouros de Deus\u201d\u2026<\/p>\n<p>Queremos percorrer este Caminho de Jesus,<\/p>\n<p>onde Tu, \u00f3 Pai, <em>confirmas a obra das nossas m\u00e3os!<\/em>\u2026<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 89 (90) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 18 do Tempo Comum) \u00a0 \u00abRICOS\u2026 S\u00d3 AOS OLHOS DE DEUS!\u00bb\u00a0 (\u00abCatorze versos dizem que \u00e9 \u201csoneto\u201d\u00bb\u2026). 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