{"id":2351,"date":"2016-09-10T14:57:10","date_gmt":"2016-09-10T14:57:10","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2351"},"modified":"2016-09-12T10:59:42","modified_gmt":"2016-09-12T10:59:42","slug":"duas-faces-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2351","title":{"rendered":"DUAS \u00abFACES\u00bb DE DEUS?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/47c-Duas-\u00abFaces\u00bb-de-Deus.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2352\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/47c-Duas-\u00abFaces\u00bb-de-Deus-300x215.jpg\" alt=\"47c-duas-faces-de-deus\" width=\"300\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/47c-Duas-\u00abFaces\u00bb-de-Deus-300x215.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/47c-Duas-\u00abFaces\u00bb-de-Deus-398x285.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/47c-Duas-\u00abFaces\u00bb-de-Deus.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 24 do Tempo Comum)<\/em><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>DUAS \u00abFACES\u00bb DE DEUS? <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong>Mais uma vez, o \u201csentido antropol\u00f3gico\u201d da <em>linguagem humana,<\/em> nas suas rela\u00e7\u00f5es com Deus, em Quem projeta atributos e pensamentos puramente humanos [<em>\u201cantropo\u201d = <\/em>homem]. Vemo-lo, desta vez, naquele <em>di\u00e1logo \u201cchocante\u201d<\/em> entre Deus e Mois\u00e9s \u2013 t\u00e3o semelhante ao de Abra\u00e3o e Deus, lembram-se? \u2013 e que agora aparece-nos, logo na primeira leitura. Neste caso, \u00e9 um di\u00e1logo muito mais breve. <em>\u201cO Senhor disse ainda a Mois\u00e9s:<\/em><\/p>\n<p>&#8211; <em>\u00abTenho observado este povo: \u00e9 um povo de dura cerviz. Agora deixa que a minha indigna\u00e7\u00e3o se inflame contra eles e os destrua. De ti farei uma grande na\u00e7\u00e3o\u00bb&#8230;<\/em> <em>Ent\u00e3o, Mois\u00e9s falou, procurando aplacar o Senhor:<\/em><\/p>\n<p>&#8211; <em>\u00abPor que raz\u00e3o, Senhor, se h\u00e1 de inflamar a vossa indigna\u00e7\u00e3o contra o vosso povo\u2026 Lembrai-Vos dos vossos servos Abra\u00e3o, Isaac e Israel\u2026 Ent\u00e3o o Senhor desistiu do mal com que tinha amea\u00e7ado o seu povo\u201d. (Ex 32 \/ 1\u00aa L.). <\/em><\/p>\n<p>\u00c9 assim que agiria ou reagiria qualquer ser humano \u201cnormal\u201d. Reparemos nas palavras e express\u00f5es que os autores deste <em>livro do \u00caxodo <\/em>p\u00f5em na boca de Deus <em>(\u201ctenho observado\u2026 um povo de dura cerviz\u2026 deixa que a minha indigna\u00e7\u00e3o se inflame e os destrua\u2026 \u201d<\/em>); ou, pela voz de Mois\u00e9s <em>(\u201cprocurando aplacar o Senhor\u2026 por que se h\u00e1 de inflamar?\u2026 lembrai-vos dos vossos servos\u2026\u201d<\/em>); ou, ali\u00e1s, na pr\u00f3pria atitude de Deus (<em>\u201cent\u00e3o o Senhor desistiu do mal\u2026\u201d<\/em>). Todos sabemos que o Senhor Deus, como tal, nem quer <em>\u201cobservar\u201d <\/em>o pecado, nem <em>\u00e9 \u201cdominado pela indigna\u00e7\u00e3o\u201d para \u201cdestruir\u201d;<\/em> tamb\u00e9m n\u00e3o <em>precisa de \u201cse lembrar\u201d<\/em>\u2026 nem \u00e9 <em>poss\u00edvel Ele \u201cdesistir\u201d <\/em>de nada\u2026 Todas elas s\u00e3o express\u00f5es e atitudes <em>antropol\u00f3gicas<\/em>, que n\u00f3s, os humanos, estamos empenhados em transferir para Deus\u2026 e ficamos como se nada fosse connosco! Apesar da boa vontade do autor deste \u201ctexto sagrado\u201d, n\u00e3o deixa de ser uma imagem falsa de Deus ou, pelo menos, inexata: o Deus terr\u00edvel e castigador&#8230; Embora \u2013 como sempre \u2013 acabe por triunfar a \u00abface compassiva\u00bb do Senhor.<\/p>\n<p>Esquecemos \u2013 tamb\u00e9m n\u00f3s \u2013 que Deus \u00e9 muito diferente de como no-l\u2019O pinta o AT, ainda que aqueles nossos <em>ancestrais irm\u00e3os<\/em> n\u00e3o podiam imaginar as coisas de outra maneira, uma vez que ningu\u00e9m lhes tinha \u201crevelado como era na verdade aquele Deus todo-poderoso\u201d\u2026 N\u00f3s, \u00e9 que j\u00e1 n\u00e3o temos justifica\u00e7\u00e3o alguma se assim continuarmos a imaginar o Senhor Deus, depois de termos recebido a <em>Revela\u00e7\u00e3o do Filho<\/em>, Jesus de Nazar\u00e9. Se bem nos lembramos, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que falamos nisto, pois j\u00e1 em v\u00e1rias ocasi\u00f5es record\u00e1mos que foi o mesmo Jesus, o Filho, quem nos ofereceu a melhor revela\u00e7\u00e3o acerca da \u201cess\u00eancia\u201d de Deus, ao afirmar, abertamente, que \u00abDeus \u00e9 PAI\u00bb \u2013 nada menos! \u2013 o Pai (<em>\u201cAbb\u00e1\u201d<\/em>) de todos\u2026 Assim, resulta normal que Paulo, na sua carta a Tim\u00f3teo, se glorie e confie na <em>miseric\u00f3rdia do Filho, Jesus Cristo<\/em>, herdada do \u00abSeu Pai misericordioso\u00bb: <em>\u201c\u2026Mas eu alcancei miseric\u00f3rdia\u2026 quando ainda era descrente\u2026 para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua bondade e compaix\u00e3o\u2026\u201d (1 Tm 1 \/ 2\u00aa L.).<\/em> Segundo isto, se algu\u00e9m podia \u201cpintar-nos o genu\u00edno <em>retrato de Deus<\/em>\u201d esse era Jesus, o Filho!<\/p>\n<p>Vejamos. De todos \u00e9 conhecida \u2013 ou talvez n\u00e3o? \u2013 essa maravilhosa par\u00e1bola, dita <em>\u00abdo filho pr\u00f3digo\u00bb (Lc 15 \/ 3\u00aa L.)<\/em>, que constitui \u2013 na opini\u00e3o generalizada de todos os que a conhecem, \u201cespertos\u201d ou n\u00e3o \u2013 \u00aba melhor p\u00e1gina escrita\u00bb na hist\u00f3ria da literatura universal, em qualquer cultura que se possa descobrir ou imaginar\u2026 E, desde logo, n\u00e3o apenas desde o ponto de vista <em>liter\u00e1rio<\/em>, mas em todos os aspetos (<em>humano, psicol\u00f3gico, sociol\u00f3gico\u2026<\/em>) e sobretudo no plano <em>espiritual de Salva\u00e7\u00e3o<\/em>. E, como diria algu\u00e9m, \u00abquem encontrar algo de similar ou de melhor, que o apresente!\u00bb.<\/p>\n<p>Mas o que n\u00e3o vamos fazer agora \u2013 ningu\u00e9m pense nisso! \u2013 \u00e9 transcrever aqui qualquer texto ou cita\u00e7\u00e3o desta <em>Par\u00e1bola<\/em>. Seria, na minha opini\u00e3o, como desfaz\u00ea-la ou \u201cprofan\u00e1-la\u201d (entenda-se!). Por isso, o nosso conselho hoje \u00e9 que <em>seja lida<\/em>, na \u00edntegra, e, se poss\u00edvel, refletida e meditada calmamente\u2026 j\u00e1 que <em>a sua riqueza<\/em> \u00e9 inesgot\u00e1vel!<\/p>\n<p>Deixamos, isso sim, esta m\u00e1xima ou \u201cmoral da hist\u00f3ria\u201d: \u00abCom um Deus-PAI assim, quem pode temer, seja l\u00e1 o que for!?\u00bb. Ou, como diz <em>o refr\u00e3o<\/em> daquela can\u00e7\u00e3o: <em>\u00abAconte\u00e7a o que acontecer, n\u00f3s temos um Pai que espera por n\u00f3s!\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quantas vezes terei de pensar em Ti, Senhor,<\/p>\n<p>para tomar esta s\u00e1bia e atrevida decis\u00e3o:<\/p>\n<p><em>\u201cVou partir e vou ter contigo, \u00f3 meu Pai!\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Sim, Pai, porque o facto de saber<\/p>\n<p>como \u00e9 grande a Tua bondade e miseric\u00f3rdia<\/p>\n<p>n\u00e3o me livra de reconhecer o meu pecado&#8230;<\/p>\n<p>Pe\u00e7o que Te compade\u00e7as de mim,<\/p>\n<p>que apagues todas as minhas faltas,<\/p>\n<p>e me laves de todas as culpas e desvarios\u2026<\/p>\n<p>Tu que \u00e9s um Deus clemente e compassivo,<\/p>\n<p>ensina-me a perdoar como Tu sempre perdoas\u2026<\/p>\n<p>Cria em mim, \u00f3 Pai, um cora\u00e7\u00e3o puro e limpo,<\/p>\n<p>e faz nascer dentro de mim um esp\u00edrito firme.<\/p>\n<p>Que eu tenha sempre dentro de mim<\/p>\n<p>o Teu esp\u00edrito de pureza e santidade\u2026<\/p>\n<p>Nem sequer os meus l\u00e1bios podem louvar-Te<\/p>\n<p>se Tu n\u00e3o abres e purificas a minha boca.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma coisa que devo ter bem presente:<\/p>\n<p>\u00abTu n\u00e3o queres os sacrif\u00edcios sem a <em>miseric\u00f3rdia<\/em>\u00bb;<\/p>\n<p>preferes, Pai, um cora\u00e7\u00e3o arrependido<\/p>\n<p>e agrada-Te sempre o esp\u00edrito humilde\u2026<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><em>\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 50 (51) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 24 do Tempo Comum) \u00a0 DUAS \u00abFACES\u00bb DE DEUS? \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Mais uma vez, o \u201csentido antropol\u00f3gico\u201d da linguagem humana, nas suas rela\u00e7\u00f5es com Deus, em Quem projeta atributos e pensamentos puramente humanos [\u201cantropo\u201d = homem]. 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