{"id":2357,"date":"2016-09-16T22:28:08","date_gmt":"2016-09-16T22:28:08","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2357"},"modified":"2016-09-16T22:28:08","modified_gmt":"2016-09-16T22:28:08","slug":"o-espirito-escravo-da-materia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2357","title":{"rendered":"O \u201cESP\u00cdRITO\u201d, ESCRAVO DA MAT\u00c9RIA?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/48c-O-\u00abesp\u00edrito\u00bb-escravo-da-mat\u00e9ria.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2358\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/48c-O-\u00abesp\u00edrito\u00bb-escravo-da-mat\u00e9ria.jpg\" alt=\"48c-o-espirito-escravo-da-materia\" width=\"204\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/48c-O-\u00abesp\u00edrito\u00bb-escravo-da-mat\u00e9ria.jpg 204w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/48c-O-\u00abesp\u00edrito\u00bb-escravo-da-mat\u00e9ria-398x481.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 25 do Tempo Comum)<\/em><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>O \u201cESP\u00cdRITO\u201d, ESCRAVO DA MAT\u00c9RIA? <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Iniciamos com uma outra \u201chist\u00f3ria\u201d, para vermos como todo o ser humano \u2013 desde a sua mais tenra idade \u2013 \u201crevolta-se\u201d, a seu modo, contra qualquer forma de sujei\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio (\u201cescravid\u00e3o\u201d) a que se queira submeter o seu \u201cesp\u00edrito\u201d, a parte mais nobre da sua pessoa; que anseia, acima de tudo, preservar a Liberdade&#8230;<\/p>\n<p>\u00abEntraram os dois na maior loja de brinquedos da cidade. Era um jovem casal, que ficou a contemplar, por muito tempo, todos esses brinquedos coloridos\u2026\u00a0 Ao aproximar-se uma das empregadas, a mulher disse: &#8211; Sabe, n\u00f3s temos uma menina pequena, mas passamos todo o dia fora de casa e, por vezes, at\u00e9 chegamos muito tarde\u2026\u00a0E o seu homem continuou: &#8211; \u00c9 uma menina que sorri muito pouco. &#8211; E quer\u00edamos comprar-lhe \u2013 interv\u00e9m a mulher \u2013 alguma coisa que a torne feliz, mesmo quando n\u00f3s estamos ausentes; qualquer coisa que lhe d\u00ea alegria quando ela se encontra s\u00f3\u2026 Ent\u00e3o, a empregada sorriu gentilmente e disse: &#8211; \u00abLamento, meus senhores, mas n\u00f3s aqui n\u00e3o vendemos pais!\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente! O que pretendiam esses pais era substituir o \u201cesp\u00edrito\u201d (<em>o afeto<\/em> materno-paterno!) pela \u201cmat\u00e9ria\u201d (os <em>brinquedos<\/em>). Mas, tentar introduzir este esquema nas rela\u00e7\u00f5es humanas, sempre ser\u00e1 um contra-senso; ali\u00e1s, \u00e9 imposs\u00edvel! Embora, infelizmente, seja habitual nas nossas sociedades!<\/p>\n<p>Mas esta tentativa \u2013 \u201cde manipular, e dominar, o <em>esp\u00edrito<\/em> atrav\u00e9s da <em>mat\u00e9ria<\/em>\u201d \u2013 j\u00e1 era costume naquelas Idades, t\u00e3o antigas como a do profeta Am\u00f3s. Aquela gente foi capaz de \u201cinventar\u201d a explora\u00e7\u00e3o dos seus semelhantes&#8230; E talvez isto aconte\u00e7a j\u00e1 desde que o mundo \u00e9 mundo. Pois naquelas Idades do AT, j\u00e1 existiam homens capazes de \u201cescravizar\u201d outros homens, utilizando as formas mais \u201csofisticadas\u201d e degradantes\u2026 Quem escreve agora \u00e9 o pr\u00f3prio Am\u00f3s, em nome do Senhor: <em>\u201cEscutai bem, v\u00f3s que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. V\u00f3s dizeis: \u00ab\u2026Aumentaremos o pre\u00e7o, arranjaremos balan\u00e7as falsas. Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sand\u00e1lias. Venderemos at\u00e9 as cascas do nosso trigo\u00bb. Mas o Senhor jurou pela gl\u00f3ria de Jacob: \u00abNunca esquecerei nenhuma das suas obras\u00bb\u201d. (Am 8 \/ 1\u00aa L.). <\/em>Observe-se como, com essa linguagem humana (antropol\u00f3gica) que j\u00e1 nos \u00e9 familiar, o autor do texto inspirado apresenta o \u201cdesfecho\u201d de uma situa\u00e7\u00e3o de flagrante injusti\u00e7a pelo abuso de poder\u2026 \u00c9 que Senhor <em>n\u00e3o suporta<\/em> \u00aba explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u00bb; n\u00e3o quer <em>dominadores<\/em> e <em>dominados!<\/em><\/p>\n<p>Conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que o \u201cdinheiro\u201d (<em>\u201cmoney\u201d<\/em>) \u00e9 <em>s\u00edmbolo<\/em> de muita coisa (e n\u00e3o apenas um meio de compra-venda). E \u00e9 tamb\u00e9m \u201crespons\u00e1vel por tanta coisa\u201d (boa, m\u00e1 ou indiferente)! Geralmente, e sobretudo no Evangelho de Jesus, <em>\u201co vil dinheiro\u201d <\/em>representa o Mal (\u00abo deus Mamon\u00bb), na medida em que se op\u00f5e a Deus, que \u00e9 o Amor e o Bem por ess\u00eancia. Da\u00ed a conclus\u00e3o de Jesus: <em>\u201c\u00abN\u00e3o podeis servir a Deus e ao dinheiro\u00bb\u201d.<\/em> E j\u00e1 agora: o dinheiro \u2013 na linha evang\u00e9lica \u2013 s\u00f3 pode e deve servir, em todo o caso, para promover o bem\u2026 <em>\u201cArranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas\u2026 E a quem n\u00e3o soube ser fiel no que se refere ao vil dinheiro, n\u00e3o se lhe pode confiar o verdadeiro bem!\u201d. (Lc 16 \/ 3\u00aa L.).<\/em> Se assim n\u00e3o for, quer dizer, se \u201co bem material\u201d n\u00e3o servir para a Salva\u00e7\u00e3o, tudo ter\u00e1 acabado <em>na lixeira<\/em> (na \u201cgeena\u201d!).<\/p>\n<p>Estamos a ver que, por estas e por outras, o \u201cesp\u00edrito\u201d vem a ser escravo da \u201cmat\u00e9ria\u201d, com a agravante de que a gente n\u00e3o d\u00e1 por isso; aceitamos, alegremente, que a nossa parte mais nobre, o esp\u00edrito, seja dominada pela mat\u00e9ria, a parte \u201cfraca e vil\u201d. Diria Jesus: <em>\u201cO esp\u00edrito est\u00e1 sempre pronto mas a carne \u00e9 d\u00e9bil\u201d. <\/em><\/p>\n<p>Que poderemos fazer n\u00f3s, os que nos chamamos <em>crist\u00e3os<\/em>, disc\u00edpulos de Jesus, para evitarmos e fugirmos desta \u201ccorrente\u201d, que nos pode \u201cprender\u201d ou que nos pode \u201carrastar\u201d at\u00e9 tantas formas de \u201cescravid\u00e3o\u201d? E, ao mesmo tempo, o que \u00e9 que podemos fazer, em atitude solid\u00e1ria, para que muitos outros dos nossos semelhantes consigam sair desses \u201cestados de cativeiro\u201d em que se acham?<\/p>\n<p>O poder da <em>mat\u00e9ria<\/em>, e o que isso representa, amea\u00e7a-nos constantemente para conseguir dominar e submeter a nossa <em>ess\u00eancia espiritual<\/em>, com tudo o que isto sup\u00f5e. Por\u00e9m, contamos sempre com o poder ilimitado da ora\u00e7\u00e3o, que tudo pode porque nos alcan\u00e7a a For\u00e7a omnipotente de Deus, sempre <em>\u201cpor Jesus Cristo, que Se entregou \u00e0 morte pela reden\u00e7\u00e3o de todos\u201d(1Tm2)&#8230;<\/em> Abramo-nos, ent\u00e3o, a todos os nossos semelhantes, necessitados de ajuda para sa\u00edrem das diversas \u201cescravid\u00f5es\u201d, a come\u00e7ar pelos que ostentam autoridade e governo em favor dos povos\u2026<\/p>\n<p>Paulo, na carta que escreve a um dos seus disc\u00edpulos (h\u00e1 20 s\u00e9culos!) tra\u00e7a-nos um <em>programa<\/em> e um <em>compromisso<\/em>, dentro do assunto que estamos a refletir. Nada melhor do que ficarmos com os seus s\u00e1bios conselhos: <em>\u201cCar\u00edssimo Tim\u00f3teo: Recomendo, antes de tudo, que se fa\u00e7am preces, ora\u00e7\u00f5es, s\u00faplicas e a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as por todos os homens, pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pac\u00edfica, com toda a piedade e dignidade. Isto \u00e9 bom e agrad\u00e1vel aos olhos de Deus, nosso Salvador; Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade\u201d.<\/em> <em>(1 Tm 2 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Tu mereces, Senhor, todo o louvor<\/p>\n<p><em>porque a Tua gl\u00f3ria est\u00e1 acima dos c\u00e9us <\/em><\/p>\n<p><em>e porque o teu trono, nas alturas, domina c\u00e9u e terra\u2026 <\/em><\/p>\n<p>Por\u00e9m, bem sabemos \u2013 e observamo-lo cada dia \u2013<\/p>\n<p>que n\u00e3o \u00e9 esse o louvor que Tu preferes;<\/p>\n<p>que n\u00e3o Te agrada tanto o louvor pelas Tuas grandezas<\/p>\n<p>mas pelo Teu amor e predile\u00e7\u00e3o pelos pequenos e simples.<\/p>\n<p>Sim, \u00f3 Deus, com este <em>Salmo<\/em> de louvor,<\/p>\n<p>Tu ser\u00e1s por sempre honrado e glorificado:<\/p>\n<p><em>porque levantas os fracos e exaltas os humildes, <\/em><\/p>\n<p><em>porque ergues do p\u00f3 o indigente. <\/em><\/p>\n<p><em>Ser\u00e1s sempre louvado e exaltado <\/em><\/p>\n<p><em>porque Te inclinas, \u00f3 Pai, para olhar o pobre <\/em><\/p>\n<p><em>e tir\u00e1-lo da mis\u00e9ria em que se encontra\u2026 <\/em><\/p>\n<p><em>para levar todos e situ\u00e1-los com os grandes do Teu Povo;<\/em><\/p>\n<p>para junt\u00e1-los com os que n\u00e3o se deixaram vencer pela \u201cmat\u00e9ria\u201d;<\/p>\n<p>com os que souberam preservar o \u201cesp\u00edrito\u201d<\/p>\n<p>e mant\u00ea-lo <em>incontaminado<\/em> de toda a <em>\u201cescravid\u00e3o\u201d<\/em>\u2026<\/p>\n<p>A Ti, Senhor, que \u00e9s inimigo dos dominadores<\/p>\n<p>e n\u00e3o suportas \u00abo irm\u00e3o que explora o irm\u00e3o\u00bb\u2026<\/p>\n<p>a Ti o louvor e a gl\u00f3ria com todos os justos e santos!<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><em>\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 112 (113) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 25 do Tempo Comum) \u00a0 O \u201cESP\u00cdRITO\u201d, ESCRAVO DA MAT\u00c9RIA? \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Iniciamos com uma outra \u201chist\u00f3ria\u201d, para vermos como todo o ser humano \u2013 desde a sua mais tenra idade \u2013 \u201crevolta-se\u201d, a seu modo, contra qualquer forma de sujei\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio (\u201cescravid\u00e3o\u201d) a que se queira submeter o seu \u201cesp\u00edrito\u201d, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-refletida","has-post-title","has-post-date","has-post-category","has-post-tag","has-post-comment","has-post-author",""],"builder_content":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2357"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2359,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2357\/revisions\/2359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}