{"id":2376,"date":"2016-10-14T21:04:45","date_gmt":"2016-10-14T21:04:45","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2376"},"modified":"2016-10-14T21:04:45","modified_gmt":"2016-10-14T21:04:45","slug":"superar-o-limiar-do-egoismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2376","title":{"rendered":"SUPERAR O LIMIAR DO \u00abEGO\u00cdSMO\u00bb!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/52c-Superar-o-limiar-do-\u00abego\u00edsmo\u00bb.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2377\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/52c-Superar-o-limiar-do-\u00abego\u00edsmo\u00bb-300x225.jpg\" alt=\"52c-superar-o-limiar-do-egoismo\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/52c-Superar-o-limiar-do-\u00abego\u00edsmo\u00bb-300x225.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/52c-Superar-o-limiar-do-\u00abego\u00edsmo\u00bb-398x298.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/52c-Superar-o-limiar-do-\u00abego\u00edsmo\u00bb.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Domingo 29 do Tempo Comum)<\/em><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>SUPERAR O LIMIAR DO \u00abEGO\u00cdSMO\u00bb!<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong> \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Sempre que tentamos empreender qualquer \u201cempresa\u201d (plano ou projecto), \u00e9 normal acontecer um facto que vem confirmar aquele dito repetido \u00abtodos os come\u00e7os s\u00e3o dif\u00edceis\u00bb. E aparece a tenta\u00e7\u00e3o de desistir e abandonar. Existe at\u00e9 uma \u201cf\u00e1bula\u201d \u2013 entre outras v\u00e1rias \u2013 que reflete, de maravilha, esta constata\u00e7\u00e3o. E j\u00e1 sabemos que <em>as f\u00e1bulas<\/em> s\u00e3o \u201cfilhas da filosofia popular\u201d, e que, tal como <em>os<\/em> \u00abditados\u00bb, s\u00e3o o fruto da habitual \u201crepeti\u00e7\u00e3o\u201d das mesmas ocorr\u00eancias nas vidas das pessoas, na sociedade humana\u2026 Bem, a tal f\u00e1bula \u00e9, mais ou menos, deste teor: \u00abTrepa um macaco \u00e0 nogueira,\/ e colhendo uma noz verde,\/ na casca lhe mete o dente \/ o que lhe causa denteira.\/ Atira a noz, \u00f3 asneira,\/ e ent\u00e3o fica sem comer.\/ Assim ir\u00e1 suceder \/ a quem sua \u201cempresa\u201d larga \/ porque, como o s\u00edmio, acha \/ um duro in\u00edcio a vencer\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que, por vezes, nos nossos projetos e empreendimentos, embora, inicialmente, at\u00e9 fazemos um prop\u00f3sito firme de n\u00e3o desanimar apesar das dificuldades\u2026 de facto desistimos e abandonamos ao aparecer os primeiros obst\u00e1culos mais dif\u00edceis ou complicados. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 verdade que estamos a seguir o exemplo do protagonista da nossa f\u00e1bula?<\/p>\n<p>Imaginemos, ali\u00e1s, que tivesse procedido desse modo \u201ca vi\u00fava\u201d da par\u00e1bola do Evangelho de hoje (lembram-se?). Decerto n\u00e3o teria conseguido o seu prop\u00f3sito, apesar da malvadez daquele juiz: <em>\u201c\u00abVou fazer-lhe justi\u00e7a, para que n\u00e3o venha incomodar-me indefinidamente\u00bb\u201d<\/em>. Efetivamente, foi a decis\u00e3o que tomou <em>\u201co juiz in\u00edquo\u201d<\/em> perante a resist\u00eancia e n\u00e3o desist\u00eancia daquela mulher. E Jesus, por sua vez, tira a li\u00e7\u00e3o conseguinte para <em>a nossa vida<\/em> em geral \u2013 e n\u00e3o apenas para a <em>perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o<\/em> \u2013 at\u00e9 porque o Pai Deus \u00e9 compassivo e misericordioso, nada que se compare com \u201caquele juiz perverso\u201d. <em>(Lc 18 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Como \u00e9 que, ent\u00e3o, poderiam ser explicadas as desist\u00eancias dos que largam e abandonam, mesmo ap\u00f3s ter lutado com esfor\u00e7o durante algum tempo? A verdade \u00e9 que, se n\u00e3o ultrapassarmos essas primeiras fases de resist\u00eancia ao cansa\u00e7o e des\u00e2nimo, acabamos por n\u00e3o conseguir o que pretendemos. \u00c9 bem poss\u00edvel \u2013 veja-o cada qual! \u2013 que, nesses primeiros passos de esfor\u00e7o e de luta, estejamos a procurar apenas a nossa satisfa\u00e7\u00e3o e deleite pessoal (como o macaco da f\u00e1bula?). Por vezes, apostamos, apenas e s\u00f3, naquilo que nos d\u00e1, ou nos vai dar, prazer, para atingir projetos que, de resto, valem a pena e que, por isso mesmo, exigem um esfor\u00e7o consider\u00e1vel e continuado. Dado que a energia que d\u00e1 o simples deleite (mesmo que este seja \u201cespiritual\u201d!) tem data de caducidade, al\u00e9m de carecer de resist\u00eancia, ser\u00e1 preciso portanto, ultrapassar esse \u00ablimiar do simples prazer e gan\u00e2ncia\u00bb, ou seja, superar o mero \u201cego\u00edsmo\u201d!<\/p>\n<p>Mois\u00e9s e os seus dois colegas disc\u00edpulos, tamb\u00e9m n\u00e3o desistiram, na sua intercess\u00e3o pela vit\u00f3ria do seu povo, na guerra contra o inimigo. E at\u00e9 encontraram um estratagema para n\u00e3o <em>\u201cbaixar os bra\u00e7os\u201d<\/em> apesar do cansa\u00e7o acumulado. <em>\u201cQuando, no cimo da colina, Mois\u00e9s tinha as m\u00e3os levantadas, Israel ganhava vantagem; mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec. Como as m\u00e3os de Mois\u00e9s se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aar\u00e3o e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as m\u00e3os. Assim se mantiveram firmes as suas m\u00e3os at\u00e9 ao p\u00f4r do sol, e Josu\u00e9 desbaratou o ex\u00e9rcito de Amalec\u2026\u201d (Ex 17 \/ 1\u00aa L.). <\/em>Como se est\u00e1 a ver, temos exemplos abundantes de como devemos agir se quisermos ter \u00eaxito nas nossas \u201cempresas\u201d, especialmente se elas s\u00e3o de uma \u201cdimens\u00e3o transcendente\u201d\u2026<\/p>\n<p>Ser\u00e1 necess\u00e1rio proceder como o homem que, sinceramente, quer <em>atingir a perfei\u00e7\u00e3o<\/em>; isto \u00e9, como o \u201chomem de Deus\u201d de que fala Paulo ao seu disc\u00edpulo Tim\u00f3teo: <em>\u201cPermanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo\u2026 J\u00e1 conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, pela f\u00e9 em Cristo Jesus\u2026 Assim o homem de Deus ser\u00e1 perfeito, bem preparado para todas as boas obras\u201d.<\/em> <em>(2 Tm 3 \/2\u00aa L.). <\/em><\/p>\n<p>De n\u00f3s depende: ou seguir o exemplo dos que \u00abandam no Caminho de Jesus\u00bb e triunfam\u2026 ou apostar no mero prazer imediato que n\u00e3o consegue \u00absuperar o ego\u00edsmo\u00bb e a gan\u00e2ncia terrena, indo pela vida de \u201ctombo em fracasso\u201d!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poder\u00e1 a vida vir a doer e sangrar, Senhor,<\/p>\n<p>quando tudo parece escuro e sombrio<\/p>\n<p>e o mal se multiplica \u00e0 minha volta\u2026<\/p>\n<p><em>mas eu levantarei os olhos para as alturas, <\/em><\/p>\n<p><em>de onde sempre me vem o Teu aux\u00edlio. <\/em><\/p>\n<p>Poder\u00e1 parecer que a terra ferve e anda revoltada;<\/p>\n<p>que o dia e a noite se aliam para me asfixiar\u2026<\/p>\n<p>mas <em>Tu, \u00f3 Deus, n\u00e3o dormes nem repousas<\/em><\/p>\n<p>para que nada, na terra ou no c\u00e9u, me fa\u00e7a mal:<\/p>\n<p><em>nem o sol durante o dia nem a lua na noite\u2026<\/em><\/p>\n<p>Poder\u00e1 aparecer o desalento logo no in\u00edcio da luta,<\/p>\n<p>ou surgir o cansa\u00e7o na \u201cprova de resist\u00eancia\u201d,<\/p>\n<p>quando o esfor\u00e7o e a lida n\u00e3o devem parar,<\/p>\n<p>\u2013 enquanto a tenta\u00e7\u00e3o do prazer nos instiga a desistir \u2013<\/p>\n<p>mas eu sei, \u00f3 Pai nosso, que a for\u00e7a h\u00e1 de vir de Ti,<\/p>\n<p><em>Criador do c\u00e9u, da terra e de tudo o que existe!<\/em><\/p>\n<p>E Tu, Senhor, <em>que velas pela vida de todos n\u00f3s, <\/em><\/p>\n<p><em>que \u00e9s o nosso abrigo contra todo e qualquer mal, <\/em><\/p>\n<p><em>protege-nos quando vamos e quando vimos\u2026 <\/em><\/p>\n<p>enquanto lutamos, e resistimos, e suamos por dentro.<\/p>\n<p><em>Nunca h\u00e1s de permitir que vacilem os nossos passos,<\/em><\/p>\n<p><em>dia e noite, agora e para todo o sempre!<\/em><\/p>\n<p><em>[ do Salmo Responsorial \/ 120 (121) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Domingo 29 do Tempo Comum) \u00a0 \u00a0SUPERAR O LIMIAR DO \u00abEGO\u00cdSMO\u00bb! \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Sempre que tentamos empreender qualquer \u201cempresa\u201d (plano ou projecto), \u00e9 normal acontecer um facto que vem confirmar aquele dito repetido \u00abtodos os come\u00e7os s\u00e3o dif\u00edceis\u00bb. 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