{"id":2389,"date":"2016-11-02T12:30:57","date_gmt":"2016-11-02T12:30:57","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2389"},"modified":"2016-11-02T12:30:57","modified_gmt":"2016-11-02T12:30:57","slug":"nada-se-aniquila-tudo-se-transforma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2389","title":{"rendered":"\u00abNADA SE ANIQUILA, TUDO SE TRANSFORMA\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/66-Nada-se-aniquila-tudo-se-transforma.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2390\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/66-Nada-se-aniquila-tudo-se-transforma-300x201.jpg\" alt=\"66-nada-se-aniquila-tudo-se-transforma\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/66-Nada-se-aniquila-tudo-se-transforma-300x201.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/66-Nada-se-aniquila-tudo-se-transforma-398x266.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/66-Nada-se-aniquila-tudo-se-transforma.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo [A-B-C] \u2013 Os Fi\u00e9is Defuntos \u00a0&#8211; \u00a002-novembro)<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00abNADA SE <em>ANIQUILA<\/em>, TUDO SE <em>TRANSFORMA<\/em>\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 nos ensina que o percurso da nossa vida \u00e9 infind\u00e1vel, n\u00e3o admite final, embora tenha de passar por alguma \u201cmetamorfose\u201d. Quantas vezes, penso naquele <em>princ\u00edpio universal<\/em> da \u00abci\u00eancia termodin\u00e2mica\u00bb, aplicado ao mundo da <em>mat\u00e9ria<\/em> e da f\u00edsica, mas que parece ter uma outra confirma\u00e7\u00e3o mais original nesta <em>nossa dimens\u00e3o<\/em> do mundo <em>imaterial<\/em> do esp\u00edrito: \u00abNada se \u201ccria\u201d(?) e nada se \u201caniquila\u201d, tudo se transforma\u00bb!\u2026<\/p>\n<p>E aquela mesma f\u00e9 crist\u00e3 nos informa e avisa de algo que, por sua vez, parece l\u00f3gico: Existe uma fase ou estado interm\u00e9dio, nesse mesmo percurso infinito da nossa vida, onde dever\u00e1 acontecer \u2013 quando necess\u00e1rio \u2013 uma esp\u00e9cie \u201cde purifica\u00e7\u00e3o, ou de poda, ou de higiene, ou\u2026\u201d, que ajude a regenerar e revitalizar essa vida que deve continuar <em>numa outra dimens\u00e3o..<\/em>. O povo simples (<em>\u201cos pequeninos\u201d<\/em> do Evangelho) chama \u201cPurgat\u00f3rio\u201d a este estado transit\u00f3rio, embora a denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m acidental. Em todo o caso, a intui\u00e7\u00e3o do povo <em>pressentiu<\/em> sempre esse espa\u00e7o de tempo (quando \u201co tempo\u201d j\u00e1 n\u00e3o existe &#8211; eis uma outra ironia do Mist\u00e9rio!) onde <em>as almas<\/em> <em>(as \u201cpessoas\u201d)<\/em> ficam como que \u201cretidas\u201d at\u00e9 concluir a sua <em>regenera\u00e7\u00e3o<\/em>\u2026 Porque, <em>\u201cnada se aniquila, tudo se transforma!\u201d.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel que aqueles outros que se julgam <em>\u201cs\u00e1bios e inteligentes\u201d<\/em> n\u00e3o sejam capazes de entender e aceitar estas realidades, talvez por elas estarem envolvidas nessa n\u00e9voa \u201cde morte\u201d, que, ali\u00e1s, a todos nos atinge naturalmente. Mas o Evangelho de hoje proclama nitidamente: <em>\u201c\u00abEu Te bendigo, \u00f3 Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra, porque escondeste estas verdades aos s\u00e1bios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado\u2026\u00bb\u201d(Mt 11). <\/em>E, como se v\u00ea, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que bendiz o Pai, cheio de alegria, pelo facto de as coisas serem assim e n\u00e3o ao inv\u00e9s. \u00c9 que, desse modo, ningu\u00e9m pode acusar a Deus de revelar as suas verdades s\u00f3 a quem \u00abest\u00e1 bem preparado\u00bb, ficando assim <em>vedadas<\/em> e <em>veladas<\/em> para muitos, incapazes de atingir aqueles \u201cn\u00edveis de sabedoria ou intelig\u00eancia\u201d. Mas o Pai Deus aproxima-se de todos e sempre pelos caminhos mais f\u00e1ceis, que s\u00e3o os mais <em>simples e humildes<\/em>. E o faz atrav\u00e9s do seu Filho Jesus: <em>\u201c\u00abVinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre v\u00f3s o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo \u00e9 suave e a minha carga \u00e9 leve\u00bb\u201d. (Mt 11 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Voltemo-nos ent\u00e3o para Jesus quando \u2013 naturalmente \u2013 nos aflija o pensamento da morte e esse <em>estado interm\u00e9dio<\/em> de purifica\u00e7\u00e3o que a envolve. Agarremo-nos a esse Jesus Salvador que nunca poder\u00e1 impor algo pesado, mas antes um <em>\u201cjugo suave e uma carga leve\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>E confiemos plena e firmemente neste Jesus Redentor, como fazia aquele <em>santo Job<\/em>, ainda em tempos remotos, quando a f\u00e9 no Al\u00e9m era apenas uma <em>obscura n\u00e9voa<\/em>. Pois ele, precisamente quando estava a passar pelos momentos mais dif\u00edceis de confronto com o cen\u00e1rio da morte, exclama confiado e firme (embora numa linguajem que nos pode parecer ainda <em>imperfeita<\/em>: <em>\u201c\u00abEu sei que o meu Redentor est\u00e1 vivo e no \u00faltimo dia Se levantar\u00e1 sobre a terra. Revestido da minha pele, estarei de p\u00e9; na minha carne verei a Deus. Eu pr\u00f3prio O verei, meus olhos O h\u00e3o de contemplar\u00bb\u201d. (Jb 19 \/ 1\u00aa L.). <\/em><\/p>\n<p>Mas hoje, \u00e9 o ap\u00f3stolo Paulo \u2013 porque enamorado de Jesus e do seu Evangelho \u2013 que nos oferece as melhores \u201cchaves de interpreta\u00e7\u00e3o\u201d desta <em>\u00abpavorosa passagem\u00bb <\/em>pelo t\u00fanel de uma morte apenas material (a <em>\u201cdo homem exterior\u201d<\/em>)\u2026 bem como das etapas anteriores que dela nos aproximam. <em>\u201cAinda que em n\u00f3s o homem exterior se v\u00e1 arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. Porque a ligeira afli\u00e7\u00e3o dum momento prepara-nos, para al\u00e9m de toda e qualquer medida, um peso eterno de gl\u00f3ria\u201d. <\/em>E, neste caminho da vida, conv\u00e9m n\u00e3o confundirmos as coisas, para dar import\u00e2ncia s\u00f3 ao que \u00e9 importante! <em>\u201cN\u00e3o olhamos para as coisas vis\u00edveis, olhamos para as invis\u00edveis: as coisas vis\u00edveis s\u00e3o passageiras, ao passo que as invis\u00edveis s\u00e3o eternas\u201d (2 Cor 4)<\/em>. \u00abO essencial \u00e9 invis\u00edvel aos olhos\u00bb (diria\u00a0 <em>A. de S. Exup\u00e9ry<\/em>).<\/p>\n<p>Se tivermos bem claro e firme <em>o futuro<\/em> que nos espera, ent\u00e3o, <em>o presente<\/em> (assumindo o <em>passado<\/em>) tem outro sentido e valor. E eis o nosso destino futuro: <em>\u201cSabemos, irm\u00e3os, que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus tamb\u00e9m nos h\u00e1 de ressuscitar com Jesus e nos levar\u00e1 para junto d\u2019Ele\u201d<\/em>. Como consequ\u00eancia, j\u00e1 n\u00e3o conseguir\u00e1 afligir-nos a lenta mas inexor\u00e1vel \u201cdesagrega\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o\u201d da mat\u00e9ria que nos envolve, porque isso vem a ser, apenas, \u00abexig\u00eancia do gui\u00e3o\u00bb da tal <em>Transforma\u00e7\u00e3o<\/em>. <em>\u201cBem sabemos que, se esta tenda, que \u00e9 a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos C\u00e9us uma habita\u00e7\u00e3o eterna, que \u00e9 obra de Deus e n\u00e3o \u00e9 feita pela m\u00e3o dos homens\u201d. (2 Cor 4 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil, Senhor, n\u00e3o obstante a minha f\u00e9,<\/p>\n<p>aceitar a realidade crua e dura da morte\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que posso proclamar, com <em>o Salmista<\/em>:<\/p>\n<p><em>Tu \u00e9s, Senhor, a minha luz e salva\u00e7\u00e3o, <\/em><\/p>\n<p><em>ser\u00e1 que eu hei de temer a algu\u00e9m?<\/em><\/p>\n<p><em>Tu \u00e9s o protetor da minha vida: <\/em><\/p>\n<p><em>de quem \u00e9 que eu posso ter medo?&#8230; <\/em><\/p>\n<p><em>Uma coisa Te pe\u00e7o, Senhor, por ela anseio: <\/em><\/p>\n<p><em>que eu consiga viver na Tua presen\u00e7a <\/em><\/p>\n<p><em>todos os dias desta minha vida terrena, <\/em><\/p>\n<p><em>para um dia visitar o Teu Santu\u00e1rio <\/em><\/p>\n<p><em>e habitar para sempre na Tua Casa; <\/em><\/p>\n<p><em>para gozar da Tua suavidade, Senhor\u2026<\/em><\/p>\n<p>Bem conheces as minhas falhas<\/p>\n<p>e as fraquezas da minha natureza ferida\u2026<\/p>\n<p>Por isso, \u00f3 Deus, <em>escuta a voz da minha s\u00faplica, <\/em><\/p>\n<p><em>tem compaix\u00e3o de mim e atende-me<\/em>:<\/p>\n<p>quero ser forte e confiar em Ti, Senhor.<\/p>\n<p>Tu sabes que tamb\u00e9m nos momentos dif\u00edceis<\/p>\n<p>eu tento <em>procurar a Tua face, meu Deus: <\/em><\/p>\n<p><em>n\u00e3o escondas de mim o Teu rosto\u2026<\/em><\/p>\n<p>Eu espero \u2013 logo de passar esse <em>t\u00fanel da morte<\/em> \u2013<\/p>\n<p><em>vir a contemplar a Tua Bondade, Senhor, <\/em><\/p>\n<p><em>precisamente na Terra dos Vivos<\/em>.<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ Sl 26 (27) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo [A-B-C] \u2013 Os Fi\u00e9is Defuntos \u00a0&#8211; \u00a002-novembro) \u00abNADA SE ANIQUILA, TUDO SE TRANSFORMA\u00bb A f\u00e9 crist\u00e3 nos ensina que o percurso da nossa vida \u00e9 infind\u00e1vel, n\u00e3o admite final, embora tenha de passar por alguma \u201cmetamorfose\u201d. 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