{"id":2439,"date":"2016-11-26T00:03:27","date_gmt":"2016-11-26T00:03:27","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2439"},"modified":"2022-11-17T12:40:56","modified_gmt":"2022-11-17T12:40:56","slug":"vigilancia-conveniente-qual-vigilancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2439","title":{"rendered":"VIGIL\u00c2NCIA CONVENIENTE\u2026 QUAL VIGIL\u00c2NCIA?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/1.A-vigil\u00e2ncia....jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2433\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/1.A-vigil\u00e2ncia....jpg\" alt=\"1-a-vigilancia\" width=\"330\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/1.A-vigil\u00e2ncia....jpg 330w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/1.A-vigil\u00e2ncia...-265x300.jpg 265w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/1.A-vigil\u00e2ncia...-398x451.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo A \u2013 1\u00ba Domingo do Advento)<\/em><\/p>\n<p><strong>VIGIL\u00c2NCIA CONVENIENTE\u2026 QUAL VIGIL\u00c2NCIA?<\/strong><\/p>\n<p>Aquela f\u00e1bula ou par\u00e1bola \u00abO bobo e o rei\u00bb vem agora de molde para o tema que hoje iremos abordar. Sim, aquele rei que entrega o seu cetro ao bobo da corte, com o encargo de ficar com ele at\u00e9 encontrar, em todo o reino, um indiv\u00edduo ainda mais est\u00fapido para lho entregar. Lembram-se? O caso \u00e9 que tendo o rei adoecido gravemente, no leito de morte chama pelo seu bobo. Ao contar-lhe o rei que est\u00e1 \u201cprestes a partir para uma longa viagem\u201d, o bobo pergunta-lhe: \u201cE quando \u00e9 que vai regressar?\u201d. &#8211; \u201cN\u00e3o, n\u00e3o voltarei mais!\u201d \u2013 responde o rei. &#8211; \u201cE quais os preparativos que o rei fez para esta longa expedi\u00e7\u00e3o?\u201d \u2013 insiste o bobo. A\u00ed o rei responde tristemente: \u201cNenhum!\u201d. E o bobo conclui: \u201cEnt\u00e3o, toma l\u00e1 o cetro, porque agora encontrei algu\u00e9m mais est\u00fapido do que eu!\u201d.<\/p>\n<p>Quando a gente fala acerca do \u201cfim do mundo\u201d\u2026 n\u00e3o sabemos se entende corretamente o significado dessa express\u00e3o! H\u00e1 quem pense que S. Paulo tem a \u201cculpa\u201d (?) desta <em>hist\u00f3ria<\/em>, quando repetia, e escrevia nas suas cartas, que \u201co fim do mundo estava j\u00e1 muito pr\u00f3ximo\u201d\u2026 Ou, talvez, seja melhor perceber um outro significado que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa express\u00e3o!&#8230; Porque se forem entendidas como uma esp\u00e9cie de cat\u00e1strofe c\u00f3smica instant\u00e2nea e total, para acabar, de uma vez por todas, com tudo o que tem vida, \u00e9 evidente que, j\u00e1 no tempo de Paulo, tamb\u00e9m n\u00e3o se cumpriu, da maneira como ele e aqueles primeiros crist\u00e3os parece que esperavam (?)\u2026 Desde logo, se se tratar desse modo catastr\u00f3fico de \u201cfim do mundo\u201d, julgo que h\u00e1 muita gente que n\u00e3o consegue entend\u00ea-lo assim, entre eles quem isto escreve. Mais ainda, podemos perguntar-nos: ser\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia \u201cdesse fim do mundo\u201d em algum momento?&#8230; Ou ser\u00e1 que o sentido da express\u00e3o de Paulo, e sobretudo da <em>Palavra<\/em> de Jesus, \u00e9 bem outro?&#8230; Desde logo, o verdadeiro \u201cfim (deste) mundo vis\u00edvel\u201d acontece (est\u00e1 a acontecer!) continuamente para todo o ser humano \u2013 e tamb\u00e9m para todo o ser vivo (?) \u2013 desde que \u201ca vida\u201d existe nesta terra\u2026 Pois, real e verdadeiramente, no instante em que \u201cesta vida\u201d acaba, para qualquer ser humano, \u201ceste mundo findou\u201d para ele! Sabemo-lo todos, por experi\u00eancia pr\u00f3pria e alheia! Poder\u00e1 ser de qualquer um dos diversos e variados modos que conhecemos. Sejam eles mais repentinos, inesperados ou violentos: como numa cat\u00e1strofe natural; numa agress\u00e3o humana (guerra, atentado\u2026); num acidente ou desastre de qualquer meio de transporte\u2026 Ou sejam eles mais lentos e\/ou (in)esperados: como os produzidos pelas doen\u00e7as (algumas t\u00e3o aceleradas!); ou como o desgaste lento e natural da velhice\u2026 etc., etc. Este \u00e9, e ser\u00e1 sempre, \u00abo fim do mundo\u00bb que importa!<\/p>\n<p><em>A Palavra<\/em> deste domingo vai, evidentemente, nesta onda. Porque se \u00e9 verdade que <em>\u201co cen\u00e1rio deste mundo passa\u201d<\/em> e pode acabar \u2013 de improviso! \u2013 em qualquer momento e lugar, para assim come\u00e7ar uma Outra \u201cVida\u201d numa outra dimens\u00e3o\u2026 ent\u00e3o, \u00e9 evidente que n\u00e3o podemos viver assim, despreocupados (<em>\u00abdolce far niente\u00bb<\/em>) como se nada se passasse, pondo em s\u00e9rio risco ou em grave perigo <em>Essa<\/em> Vida, que, afinal, ser\u00e1 o natural prolongamento do que <em>Esta<\/em> tiver sido \u201caqui e agora\u201d. S\u00f3 nesta dimens\u00e3o e perspetiva h\u00e3o de ser entendidas e interpretadas as diversas \u201cpalavras\u201d da <em>Palavra<\/em> desta Eucaristia: <em>\u201cVigiai, porque n\u00e3o sabeis em que dia vir\u00e1\u201d\u2026; \u201cestai v\u00f3s tamb\u00e9m preparados, porque na hora em que menos pensais\u201d\u2026 (Mt 24 \/ 3\u00aa L.)<\/em>. Ou ent\u00e3o: <em>\u201cV\u00f3s sabeis em que tempo estamos\u201d\u2026; \u201ca noite vai adiantada e o dia est\u00e1 pr\u00f3ximo\u201d\u2026; \u201cvistamos as armas da luz\u201d\u2026 (Rm 13 \/ 2\u00aa L.)<\/em>. E tamb\u00e9m: <em>\u201cvinde, \u00f3 casa de Jacob, caminhemos \u00e0 luz do Senhor\u201d\u2026 (Is 2 \/ 1\u00aa L.)<\/em>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e0 vista desta classe de \u201calertas\u201d, cada um de n\u00f3s fa\u00e7a a sua reflex\u00e3o\u2026 a sua medita\u00e7\u00e3o, a sua ora\u00e7\u00e3o e o seu compromisso!&#8230; N\u00e3o sejamos <em>t\u00e3o bobos<\/em> como \u201co rei\u201d daquela hist\u00f3ria. Procuremos \u201catingir\u201d esse g\u00e9nero de VIGIL\u00c2NCIA CONVENIENTE \u2013 sem <em>afli\u00e7\u00e3o<\/em> \u2013 que nos interessa a todos!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como \u00e9 verdade, Senhor, que,<\/p>\n<p>se vivermos segundo a Tua <em>Palavra<\/em>,<br \/>\nvamos sentir os acontecimentos<\/p>\n<p>\u2013 passados, presentes e vindouros \u2013<br \/>\ncom a doce expetativa de quem caminha<br \/>\n<em>para a tua Casa<\/em>, <em>na Jerusal\u00e9m Celeste!<\/em>&#8230;<\/p>\n<p><em>\u00abVivam seguros quantos te amam, <\/em><\/p>\n<p><em>os que descansam tranquilos <\/em><\/p>\n<p><em>dentro dos muros dos Teus pal\u00e1cios\u00bb\u2026<\/em><br \/>\nVamos olhar sempre para o futuro<\/p>\n<p>com a esperan\u00e7a gozosa<br \/>\nde quem vai a caminho<\/p>\n<p>da <em>Celebra\u00e7\u00e3o Eterna do teu Nome<\/em>\u2026<br \/>\nE queremos <em>pedir a tua paz, Senhor,<\/em><br \/>\n<em>para a Jerusal\u00e9m<\/em> de c\u00e1,<\/p>\n<p>para os nossos irm\u00e3os e amigos,<br \/>\npara todos os que nos acompanham<\/p>\n<p>nesta <em>caminhada vigilante<\/em>,<br \/>\nnesta <em>travessia certa<\/em> embora dif\u00edcil,<\/p>\n<p>nesta vida terreal <em>desperta e alegre<\/em>;<br \/>\ne sempre com esse olhar claro<\/p>\n<p>de uma \u00abEsperan\u00e7a previdente\u00bb\u2026<\/p>\n<p><em>Que alegria quando oi\u00e7a dizer aos irm\u00e3os:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00abAmigos, vamos para a Casa do Senhor\u00bb!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0[ do Salmo Responsorial \/ Sl 121(122) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo A \u2013 1\u00ba Domingo do Advento) VIGIL\u00c2NCIA CONVENIENTE\u2026 QUAL VIGIL\u00c2NCIA? Aquela f\u00e1bula ou par\u00e1bola \u00abO bobo e o rei\u00bb vem agora de molde para o tema que hoje iremos abordar. Sim, aquele rei que entrega o seu cetro ao bobo da corte, com o encargo de ficar com ele at\u00e9 encontrar, em todo o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-refletida","has-post-title","has-post-date","has-post-category","has-post-tag","has-post-comment","has-post-author",""],"builder_content":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2439"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2441,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2439\/revisions\/2441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}