{"id":2467,"date":"2016-12-10T12:18:06","date_gmt":"2016-12-10T12:18:06","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2467"},"modified":"2022-11-17T12:12:26","modified_gmt":"2022-11-17T12:12:26","slug":"ja-e-mas-ainda-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2467","title":{"rendered":"\u00abJ\u00c1 \u00c9, MAS AINDA N\u00c3O!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2466 aligncenter\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o.jpg\" alt=\"3a-ja-e-mas-ainda-nao\" width=\"315\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o.jpg 315w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o-295x300.jpg 295w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o-50x50.jpg 50w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/3a-J\u00e1-\u00e9-mas-ainda-n\u00e3o-398x404.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo A \u2013 3\u00ba Domingo do Advento)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abJ\u00c1 \u00c9, MAS AINDA N\u00c3O!\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acontece, afinal, que, nesse famoso Reino (Imp\u00e9rio?) de que fal\u00e1mos\u2026 d\u00e1-se aquela esp\u00e9cie de s\u00fabita <em>reviravolta<\/em>. E ser\u00e1 que tudo vai ficar <em>virado \u00e0s avessas<\/em>? Pudera! Mas nada de estranho para quem conhece o estilo e fei\u00e7\u00e3o daquele <em>Reino imperial\u2026 <\/em>Lembram-se?&#8230; O que <em>c\u00e1<\/em> parece imposs\u00edvel, <em>l\u00e1<\/em> \u00e9 coisa normal\u00edssima\u2026 E hoje, \u00e9 <em>A Palavra<\/em> que nos ensina: <em>\u201caquilo que <\/em>l\u00e1 <em>for o \u00abmenor\u00bb,<\/em> <em>ainda ser\u00e1 muito \u00abmaior\u00bb do que tudo o de <\/em>c\u00e1<em>\u201d<\/em> <em>(Mt 11 \/3\u00aa L.).<\/em> \u00c9 verdade. Algu\u00e9m pode ter <em>c\u00e1<\/em> a fama e o renome exterior que a gente atribu\u00eda, por exemplo, a Jo\u00e3o o Batista, mas tudo isso n\u00e3o chega nem para ser o menor<em> l\u00e1<\/em>.<\/p>\n<p>Ora bom, o nosso <em>Imp\u00e9rio<\/em>, veste-se agora de J\u00fabilo e de G\u00e1udio (neste domingo, dito de <em>\u201cGaudete\u201d<\/em>) para nos declarar que, tamb\u00e9m ele, \u00e9 o <em>Reino da Alegria<\/em>. Sim, porque dentro <em>dos seus confins<\/em> \u2013 que, ali\u00e1s, n\u00e3o os tem porque <em>l\u00e1<\/em> n\u00e3o existe <em>espa\u00e7o<\/em> nem <em>tempo<\/em> \u2013 s\u00f3 pode haver gozo, alegria, j\u00fabilo, exulta\u00e7\u00e3o\u2026 para <em>\u201co que antes era deserto e descampado\u2026 <\/em>para<em> a terra \u00e1rida que floresceu\u201d\u2026 <\/em>Porque <em>\u201cse abrir\u00e3o os olhos dos cegos, e se desimpedir\u00e3o os ouvidos dos surdos\u201d<\/em>\u2026 E porque l\u00e1, <em>\u201co coxo saltar\u00e1 como o veado, e a l\u00edngua do mudo cantar\u00e1 de alegria\u201d<\/em>\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que, atualmente, andamos \u201ca cavalgar\u201d por este Reino, que <em>\u00abj\u00e1 \u00e9, mas ainda n\u00e3o\u00bb<\/em>\u2026 Assim, compreende-se que, na metade desta <em>caminhada esfor\u00e7ada<\/em> a que chamamos Advento (acontece algo de semelhante na Quaresma), e para afastar de n\u00f3s o poss\u00edvel des\u00e2nimo ou desalento, do peso da caminhada\u2026 \u00e9 compreens\u00edvel, digo, que a \u201cSabedoria Lit\u00fargica\u201d nos traga hoje uma <em>Palavra de Alegria<\/em> e nos lance uma mensagem de<em> conforto e otimismo<\/em>, atrav\u00e9s de express\u00f5es como estas: <em>\u201cAlegre-se o deserto\u2026 rejubile a terra \u00e1rida\u2026 exulte com brados de alegria\u2026 voltem para Si\u00e3o com gritos de j\u00fabilo\u2026 que a felicidade lhes ilumine o rosto\u2026 que reine o prazer e o contentamento\u2026\u201d. (Is 35 \/ 1\u00aa L.).<\/em> <em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Do lado <em>de c\u00e1<\/em> deste Reino, estamos convencidos de que o nosso \u201cof\u00edcio\u201d \u00e9 o do agricultor. Pois <em>o reino \u00e9 como uma semente<\/em> que deve ser semeada, cultivada, tratada, acarinhada\u2026\u00a0\u00a0 E, como o agricultor, aprendemos a <em>\u201cesperar pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva tempor\u00e3 e tardia\u201d<\/em>\u2026 <em>\u00a0<\/em>Porque \u00e9 assim que se espera ativamente <em>\u201ca vinda do Senhor<\/em> \u2013 <em>sempre pr\u00f3xima<\/em> \u2013<em> com o sofrimento e a paci\u00eancia de que nos d\u00e3o exemplo os profetas, que falaram em nome do Senhor\u201d. (Tg 5 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o vai ser-nos f\u00e1cil imitar \u201ca paci\u00eancia dos agricultores\u201d nem \u201co sofrimento e resigna\u00e7\u00e3o dos profetas\u201d, num mundo onde, a esta sociedade que \u00e9 a nossa importa mais o <em>imediato e direto<\/em> do que a espera paciente, e onde se foge, como por instinto, de todo o sofrimento ou resigna\u00e7\u00e3o, para ficar, quase exclusivamente, no prazer do consumismo material. Pois \u00e9 entre <em>as ondas e mar\u00e9s<\/em> destes \u201cmares nossos\u201d, do <em>aqu\u00e9m<\/em> e do <em>al\u00e9m<\/em>, do <em>c\u00e1<\/em> e do <em>l\u00e1<\/em>\u2026 que se joga o nosso verdadeiro presente e futuro. N\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil, por\u00e9m, se aceitarmos que <em>\u201ca vinda do Senhor est\u00e1 sempre pr\u00f3xima\u201d<\/em> (como nos diz Tiago), t\u00e3o pr\u00f3xima como que, a qualquer \u201cmomento\u201d, a nossa vida presente pode \u201cser truncada\u201d, e ent\u00e3o, acontecer o tal \u00abencontro inevit\u00e1vel\u00bb ainda que na perspetiva da Salva\u00e7\u00e3o! E esta \u201cpresen\u00e7a t\u00e3o pr\u00f3xima do Senhor\u201d \u00e9 a que nos deve ajudar \u2013 mesmo que nos custe deveras! \u2013 a viver o equil\u00edbrio entre <em>a certeza <\/em>do <em>\u00abJ\u00c1 \u00c9\u00bb<\/em> e <em>a f\u00e9 confiante <\/em>do<em> \u00abMAS AINDA N\u00c3O\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tu nos disseste, Senhor, que <em>\u201co Teu Reino<\/em><\/p>\n<p><em>est\u00e1 j\u00e1 dentro de n\u00f3s\u201d<\/em> e a crescer no sil\u00eancio,<\/p>\n<p>como uma sementinha de mostarda<\/p>\n<p>\u2013 <em>porque j\u00e1 \u00e9 mas ainda n\u00e3o!<\/em> \u2013<\/p>\n<p>Olha, Senhor, e v\u00ea como, entre n\u00f3s,<\/p>\n<p>h\u00e1 tanta gente oprimida e torturada,<\/p>\n<p>tantos cativos sem liberdade,<\/p>\n<p>tantos famintos de p\u00e3o e sedentos de \u00e1gua,<\/p>\n<p>\u2013 do p\u00e3o da Verdade e da \u00e1gua da Vida \u2013.<\/p>\n<p>Vem, Senhor, e caminha connosco,<\/p>\n<p>para fazer o nosso sonho assim real.<\/p>\n<p>Sentimo-nos seguros, porque s\u00f3 conTigo:<\/p>\n<p><em>os cegos veem, os coxos andam, <\/em><\/p>\n<p><em>os leprosos s\u00e3o curados, os surdos ouvem\u2026<\/em><\/p>\n<p>E sobretudo, <em>os mortos ressuscitam! (Mt 11)<\/em><\/p>\n<p>D\u00e1-nos o teu Esp\u00edrito Santo, que nos ajude<\/p>\n<p>nesta miss\u00e3o que Tu nos confias no Reino,<\/p>\n<p>seguindo o caminho de Jo\u00e3o e dos profetas\u2026<\/p>\n<p>Porque s\u00f3 Tu, Senhor, \u00e9 que salvas:<\/p>\n<p>s\u00f3 Tu quem d\u00e1 a liberdade aos cativos,<\/p>\n<p>quem protege os peregrinos;<\/p>\n<p>s\u00f3 Tu quem ilumina os olhos dos cegos\u2026<\/p>\n<p>Porque s\u00f3 Tu reinas eternamente!<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 145 (146) ]<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo A \u2013 3\u00ba Domingo do Advento) &nbsp; \u00abJ\u00c1 \u00c9, MAS AINDA N\u00c3O!\u00bb &nbsp; Acontece, afinal, que, nesse famoso Reino (Imp\u00e9rio?) de que fal\u00e1mos\u2026 d\u00e1-se aquela esp\u00e9cie de s\u00fabita reviravolta. 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