{"id":2591,"date":"2017-02-10T21:53:22","date_gmt":"2017-02-10T21:53:22","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2591"},"modified":"2022-11-16T20:52:28","modified_gmt":"2022-11-16T20:52:28","slug":"a-liberdade-esse-misterio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2591","title":{"rendered":"A LIBERDADE: \u201cESSE MIST\u00c9RIO\u201d!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2592\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb.jpg\" alt=\"29a- A liberdade - \u00abesse mist\u00e9rio\u00bb!\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb.jpg 1920w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb-300x169.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb-768x432.jpg 768w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/29a-A-liberdade-\u00abesse-mist\u00e9rio\u00bb-1024x576-398x223.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 6 -Tempo Com.)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A LIBERDADE: \u201cESSE MIST\u00c9RIO\u201d!<\/strong><\/p>\n<p>Um jovem estudante contou-nos esta hist\u00f3ria em primeira pessoa: <em>\u00abAquele passarinho estava triste. Deixou de cantar. Andava todo o tempo a morder com o seu biquinho os arames da sua gaiola doirada. Observei-o com pena: O que quereria ele? Talvez a liberdade? Eu senti medo\u2026 Era inverno. L\u00e1 fora, ia sentir muito frio e n\u00e3o encontraria alimento. \u00c9 poss\u00edvel que acabasse por morrer. Mas eu n\u00e3o podia v\u00ea-lo assim, triste&#8230; Decidi, finalmente, libert\u00e1-lo. Era uma manh\u00e3 de sol invernal. Abri a janela e deixei-o voar. Depressa perdi-o de vista\u2026 Mas\u2026 \u00c0 tardinha, estava eu a estudar no meu quarto quando comecei a ouvir uns ru\u00eddos estranhos\u2026 Olhei para a janela. Era o \u201cp\u00e1ssaro livre\u201d que regressava, e com o seu biquito batia no vidro da janela. Abri rapidamente. Entrou sem medo e veio pousar-se sobre a sua gaiola\u2026 Agradeceu-me com um canto novo\u2026 Naquela altura, acabava de renunciar \u00e0 sua liberdade! Fez-me pensar!&#8230;\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>E esta <em>realidade<\/em> faz pensar a qualquer um de n\u00f3s\u2026 Porque, afinal, a liberdade \u00e9 um outro mist\u00e9rio \u2013 e um mist\u00e9rio terr\u00edvel! \u2013 j\u00e1 que, logo \u00e0 partida, constata-se que <em>\u00abn\u00e3o \u00e9 livre quem quer mas quem pode\u00bb<\/em>. E n\u00e3o \u00e9 porque \u201calgu\u00e9m de fora nos impe\u00e7a de sermos livres\u201d, mas \u00e9 porque dentro de n\u00f3s \u00e9 que est\u00e1 a primeira limita\u00e7\u00e3o da nossa liberdade: a verdade \u00e9 que \u201cn\u00e3o sabemos ser livres\u201d! E n\u00e3o sabemos ser livres porque, antes, n\u00e3o aprendemos, n\u00e3o trein\u00e1mos!&#8230; Ent\u00e3o, a <em>li\u00e7\u00e3o que nos d\u00e1<\/em> <em>o passarinho da gaiola doirada<\/em>\u2026 realmente faz-nos pensar. Infelizmente, o risco da <em>liberdade mal-entendida<\/em> (que n\u00e3o \u00e9 liberdade sen\u00e3o \u201clibertinagem\u201d) est\u00e1 a causar tantos ou mais estragos na sociedade de hoje como nas sociedades anteriores, em tempos idos\u2026 Para n\u00e3o dizer que \u00e9, precisamente, essa \u201cfalsa liberdade\u201d a que \u2013 <em>per se<\/em> \u2013 nos torna escravos ainda piores! Oh, paradoxal contrassenso!<\/p>\n<p>Mas c\u00e1 est\u00e1 <em>a Palavra<\/em> da liturgia deste dia \u2013 carregada da experi\u00eancia de tantos s\u00e9culos e de in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es humanas \u2013 para nos avisar, prevenir e guiar nesta travessia \u00e1rdua da Liberdade. <em>\u201cDeus p\u00f4s diante de ti o fogo e a \u00e1gua: estender\u00e1s a m\u00e3o para o que desejares. Diante do homem est\u00e3o a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe ser\u00e1 dado\u201d\u2026<\/em> Fica assente, como base, a capacidade de optar, escolher, decidir\u2026 como defini\u00e7\u00e3o fundamental de \u201cliberdade\u201d. Mas isto s\u00f3 n\u00e3o chega, evidentemente. Porque, a mesma Palavra, j\u00e1 tinha afirmado anteriormente, como ponto de partida: <em>\u201cSe quiseres, guardar\u00e1s a Lei: ser fiel depende da tua vontade\u201d. (Sr 15 \/ 1\u00aa L.).<\/em> Ou seja que \u201csermos fi\u00e9is depende, se quisermos, da nossa vontade ou liberdade\u201d. Mesmo assim, falta ainda o mais importante: Como usar essa vontade e liberdade? Ser\u00e1 assim, t\u00e3o f\u00e1cil como parece?&#8230;<\/p>\n<p>Paulo, por seu lado, escreve: <em>\u201cN\u00f3s falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta\u201d<\/em>. Sabedoria essa que s\u00f3 podem conhecer os que \u201ctenham olhos para ver e ouvidos para ouvir (?)\u201d, isto \u00e9, todo aquele que tenta viver em sinceridade e verdade, <em>e caminha na vontade do Senhor<\/em> (como dir\u00e1 <em>o Salmo R\/.<\/em>). De contr\u00e1rio, \u00e0 hora de usar a liberdade, ficaremos incapacitados ou ofuscados \u2013 como <em>os pr\u00edncipes deste mundo<\/em> de que fala Paulo \u2013 e ent\u00e3o a nossa \u00abignor\u00e2ncia ser\u00e1 culp\u00e1vel\u00bb como a deles. N\u00e3o querem conhecer nem reconhecer <em>essa Sabedoria de Deus<\/em>: <em>\u201cNenhum dos pr\u00edncipes deste mundo a conheceu; porque, se a tivessem conhecido, n\u00e3o teriam crucificado o Senhor da gl\u00f3ria\u201d&#8230; (1 Cor 2 \/2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>E n\u00e3o esque\u00e7amos nunca aquilo de \u2013 lembram-se? \u2013 <em>\u201co Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra, revela aos pequeninos os mist\u00e9rios do reino\u201d<\/em> (tamb\u00e9m no <em>Refr\u00e3o<\/em> do <em>Aleluia<\/em> de hoje). E, por conseguinte, esses mesmos <em>mist\u00e9rios do Reino<\/em> est\u00e3o ocultos para os \u201cgrandes\u201d, pura e simplesmente porque eles n\u00e3o querem \u201cabrir-se\u201d, preferem continuar \u201cno seu patamar\u201d!<\/p>\n<p>E, claro, entre \u201cestes grandes\u201d estavam os \u00abescribas e fariseus\u00bb do tempo de Jesus. Tamb\u00e9m estes \u2013 na <em>Palavra do Evangelho<\/em> de hoje \u2013 s\u00e3o denunciados e postos como exemplo do que <em>n\u00e3o devem ser<\/em>, de maneira nenhuma, os disc\u00edpulos d\u2019Aquele que est\u00e1 sempre <em>do lado dos pobres e pequeninos<\/em>, Jesus de Nazar\u00e9: <em>\u201c\u2026Porque Eu vos digo: Se a vossa justi\u00e7a n\u00e3o superar a dos escribas e fariseus, n\u00e3o entrareis no reino dos C\u00e9us\u201d&#8230; (Mt 5 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Deixa, Jesus, que hoje proclamemos <em>Felizes<\/em><\/p>\n<p>aos que tentam seguir o caminho perfeito<\/p>\n<p>e caminhar sempre <em>na lei do Amor<\/em>\u2026<\/p>\n<p>S\u00e3o e ser\u00e3o <em>Felizes<\/em> porque vivem pendentes<\/p>\n<p>da Palavra de Deus, nosso Pai,<\/p>\n<p>e O procuram de todo o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contamos com a luz do Teu olhar, Jesus,<\/p>\n<p>e com a for\u00e7a firme do Teu esp\u00edrito,<\/p>\n<p>que ilumina a nossa intelig\u00eancia<\/p>\n<p>e revigora a nossa vontade\u2026<\/p>\n<p>S\u00f3 assim entenderemos a nossa <em>liberdade<\/em><\/p>\n<p>e as nossas op\u00e7\u00f5es ser\u00e3o certas,<\/p>\n<p>porque <em>\u00abliberdade \u00e9 preferir o melhor bem\u00bb<\/em>;<\/p>\n<p>s\u00f3 assim o nosso caminho ser\u00e1 seguro<\/p>\n<p>e viveremos para realizar a Tua <em>Palavra<\/em>.<\/p>\n<p>Senhor Jesus, d\u00e1-nos entendimento<\/p>\n<p>para guardar <em>a Tua lei de Amor<\/em><\/p>\n<p>e para sermos fi\u00e9is e felizes at\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 118 (119) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 6 -Tempo Com.)\u00a0 \u00a0 A LIBERDADE: \u201cESSE MIST\u00c9RIO\u201d! 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