{"id":2635,"date":"2017-03-25T16:42:22","date_gmt":"2017-03-25T16:42:22","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2635"},"modified":"2022-11-19T18:04:39","modified_gmt":"2022-11-19T18:04:39","slug":"contra-luz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2635","title":{"rendered":"\u00abCONTRA-LUZ\u00bb!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2636\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb.jpg\" alt=\"12a- \u00abContra-luz!\u00bb\" width=\"480\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb.jpg 480w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb-150x150.jpg 150w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb-300x300.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb-398x398.jpg 398w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/12a-\u00abContra-luz\u00bb-50x50.jpg 50w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo A \u2013 Domingo 4 &#8211; Quaresma)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abCONTRA-LUZ\u00bb!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poder\u00edamos perguntar: Mas afinal, o que \u00e9 a <em>escurid\u00e3o<\/em>? Como \u00e9 que se podem definir <em>as travas<\/em>? E talvez algu\u00e9m respondesse, \u201cescuro \u00e9 aquilo que n\u00e3o tem luz\u201d, e seria como definir <em>pela negativa<\/em>. A verdade \u00e9 que, se bem refletimos, a escurid\u00e3o, a treva, n\u00e3o tem <em>entidade<\/em>. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe? Bem, at\u00e9 \u00e9 isso mesmo. Tal como <em>o<\/em> <em>frio<\/em>, que os cientistas definem como <em>a aus\u00eancia de calor<\/em>, e que, por isso, tamb\u00e9m o frio n\u00e3o tem <em>entidade<\/em> pr\u00f3pria (?)\u2026 \u00c9 f\u00e1cil concluir, de todo este pre\u00e2mbulo, que neste bin\u00f3mio <em>luz-treva<\/em> (como no <em>calor-frio<\/em>) o que existe, com entidade pr\u00f3pria, \u00e9 a <em>luz<\/em> e \u00e9 o <em>calor<\/em>; a treva e o frio n\u00e3o! E que, portanto, quando <em>a luz<\/em> ou <em>energia luminosa<\/em> desaparece, o que fica \u00e9 a escurid\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o ao que interessa! Sendo assim, ter\u00e1 algum sentido razo\u00e1vel lutar <em>contra a luz<\/em>, ou tentar <em>ignorar <\/em>o que \u00e9<em> luminoso<\/em>? N\u00e3o ser\u00e1 como pretender \u201ctapar o sol com uma peneira\u201d?&#8230;\u00a0 Pois ainda que pare\u00e7a inconceb\u00edvel ou inacredit\u00e1vel, sempre houve e sempre haver\u00e1 gente empenhada em \u201ctapar os olhos\u201d para n\u00e3o ver a luz; sobretudo a <em>luz interior<\/em>, a <em>luz transcendente<\/em>. Na realidade, s\u00e3o todos aqueles que \u2013 conscientemente! \u2013 n\u00e3o querem ver, n\u00e3o querem reconhecer a Verdade. Este \u00e9 o tal <em>\u201cpecado contra o Esp\u00edrito Santo\u201d<\/em>, ou \u201ccontra a Luz\u201d, que, como Jesus tinha afirmado noutra altura, \u00e9 o \u00fanico <em>\u201cpecado que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel perdoar\u201d,<\/em> porque \u00e9 pecado <em>de obstina\u00e7\u00e3o<\/em>.<em> (Mt 12, 32; Lc 12, 10)<\/em>. Mas vejamos hoje quem s\u00e3o agora os <em>obstinados<\/em>, que teimam em n\u00e3o querer aceitar <em>a luz da verdade<\/em>, apesar de estarem perante a <em>cura<\/em>, espetacular, <em>de um cego de nascen\u00e7a<\/em>: <em>\u201cAlguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe: \u00abN\u00f3s tamb\u00e9m somos cegos?\u00bb. Respondeu-lhes Jesus: \u00abSe f\u00f4sseis cegos, n\u00e3o ter\u00edeis pecado. Mas como agora dizeis: \u2018N\u00f3s vemos\u2019, o vosso pecado permanece\u00bb\u201d.<\/em> \u00c9 que Jesus, ap\u00f3s ter curado aquele <em>cego<\/em> (famoso em toda a vizinhan\u00e7a) tinha dito, em jeito de conclus\u00e3o, para todos ouvirem: <em>\u201c\u00abEu vim a este mundo para exercer um ju\u00edzo: os que n\u00e3o veem ficar\u00e3o a ver; os que veem ficar\u00e3o cegos\u00bb\u201d(Jo 9)<\/em>. Embora seja triste e lament\u00e1vel, estes, e os que s\u00e3o como eles, ficam <em>voluntariamente<\/em> no espa\u00e7o das <em>trevas<\/em>, onde n\u00e3o pode haver salva\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, porque a\u00ed n\u00e3o pode haver <em>Luz<\/em>.<\/p>\n<p>Mesmo assim, nenhum desses indiv\u00edduos poder\u00e1 desculpar-se, dizendo que nunca viu ou que nunca encontrou \u201caquela Luz\u201d. At\u00e9 porque essa luz est\u00e1 mesmo <em>dentro de n\u00f3s<\/em>, embora, para muitos, seja f\u00e1cil abaf\u00e1-la! Neste mesmo Evangelho de hoje, ao iniciar precisamente a cura do cego, Jesus tinha anunciado: <em>\u201cEnquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo\u00bb\u201d (Jo 9 \/ 3\u00aa L.). <\/em>Quer dizer, havendo luz, existindo luz\u2026 s\u00f3 quem se refugia <em>na zona das trevas<\/em> \u00e9 que renuncia volunt\u00e1ria e conscientemente \u00e0 luz. Mas, claro, isto j\u00e1 tinha sido constatado <em>\u201cNo princ\u00edpio\u201d<\/em> do Evangelho de Jo\u00e3o:<em> \u201c\u2026A Luz brilhou nas trevas mas as trevas n\u00e3o a receberam\u201d\u2026; <\/em>apesar de<em> \u201cO Verbo ser a Luz verdadeira que, no mundo, ilumina todo o homem\u201d (Jo 1, 5.9). <\/em>E tantas vezes, durante a sua vida p\u00fablica, Jesus proclamou:<em> \u201cEu sou a Luz do mundo\u2026 Quem me segue n\u00e3o andar\u00e1 nas travas\u201d!\u2026<\/em> Por seu lado, o ap\u00f3stolo Paulo, para alertar aos que est\u00e3o adormecidos nessa escurid\u00e3o das trevas, na sua carta (da segunda leitura de hoje) avisa a todos, citando um Texto conhecido: <em>\u201c\u00abDesperta, tu que dormes; levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhar\u00e1 sobre ti!\u00bb\u201d (Ef 5 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Ainda bem que temos sempre o consolo e a seguran\u00e7a de que Deus est\u00e1 continuamente presente <em>no nosso \u00edntimo<\/em>, mesmo quando <em>este \u00edntimo<\/em> se encontrar <em>na mais densa escurid\u00e3o<\/em>. Afirma-o Ele pr\u00f3prio, na primeira leitura, pela profecia de <em>Samuel<\/em>: <em>\u201cDeus n\u00e3o v\u00ea como o homem: o homem olha \u00e0s apar\u00eancias <\/em>(envolvidas em trevas)<em> mas o Senhor v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o <\/em>(onde aparece a luz)<em>\u00bb\u201d (1 Sm 16 \/ 1\u00aa L)<\/em>. E assim, o Senhor ser\u00e1 capaz \u2013 quando n\u00f3s quisermos!? \u2013 de destruir, num instante, as nossas <em>trevas<\/em> com a sua <em>Luz admir\u00e1vel<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como \u00e9 bom, Senhor,<\/p>\n<p>que sejas o nosso Bom Pastor,<\/p>\n<p>para que nada nos falte!<\/p>\n<p>Ainda quando andamos<\/p>\n<p>por vales tenebrosos e escuros<\/p>\n<p>n\u00e3o tememos nenhum mal,<\/p>\n<p>porque Tu est\u00e1s connosco,<\/p>\n<p>a Tua luz, a Tua presen\u00e7a<\/p>\n<p>nos enchem de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>E porque Tu nos levas a descansar,<\/p>\n<p>Senhor, em verdes prados,<\/p>\n<p>luminosos e refrescantes,<\/p>\n<p>a nossa promessa \u00e9<em> vivermos sempre <\/em><\/p>\n<p><em>como \u201cfilhos da luz\u201d, pois os frutos da luz <\/em><\/p>\n<p><em>s\u00e3o a bondade, a justi\u00e7a, a verdade\u2026<\/em><\/p>\n<p>E se escolhermos a escurid\u00e3o<\/p>\n<p>ou ficarmos adormecidos nas trevas,<\/p>\n<p>vem Tu, Senhor, <em>a \u201cnos acordar\u201d <\/em><\/p>\n<p><em>para que brilhe sobre n\u00f3s a Tua Luz<\/em>.<\/p>\n<p>Pois n\u00f3s decidimos habitar nessa Luz<\/p>\n<p>todos os dias da nossa vida,<\/p>\n<p>para todo o sempre!<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 22 (23) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo A \u2013 Domingo 4 &#8211; Quaresma)\u00a0 \u00a0 \u00abCONTRA-LUZ\u00bb! &nbsp; Poder\u00edamos perguntar: Mas afinal, o que \u00e9 a escurid\u00e3o? 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