{"id":2643,"date":"2017-03-31T21:06:12","date_gmt":"2017-03-31T21:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2643"},"modified":"2022-11-16T23:06:31","modified_gmt":"2022-11-16T23:06:31","slug":"espirito-vs-meteria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2643","title":{"rendered":"ESP\u00cdRITO vs MET\u00c9RIA?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/13a-Esp\u00edrito-vs-mat\u00e9ria.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2644\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/13a-Esp\u00edrito-vs-mat\u00e9ria.jpg\" alt=\"13a- Esp\u00edrito vs mat\u00e9ria!\" width=\"370\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/13a-Esp\u00edrito-vs-mat\u00e9ria.jpg 370w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/13a-Esp\u00edrito-vs-mat\u00e9ria-300x238.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/13a-Esp\u00edrito-vs-mat\u00e9ria-398x315.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 5 &#8211; Quaresma)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ESP\u00cdRITO vs MET\u00c9RIA?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 uma realidade do nosso viver: n\u00e3o podemos fugir ao \u201cvaiv\u00e9m\u201d de <em>conceitos antit\u00e9ticos<\/em>, numa esp\u00e9cie de <em>cultura<\/em> <em>oscilante<\/em>\u2026 pelo menos enquanto vivemos sujeitos \u00e0s coordenadas <em>esp\u00e1cio-temporais<\/em> desta vida humana. Ainda h\u00e1 pouco \u2013 lembram-se? \u2013 eram <em>luz <\/em>e <em>treva<\/em>, ou calor e frio\u2026 e agora, temos diante, mat\u00e9ria e esp\u00edrito ou, ent\u00e3o, <em>esp\u00edrito<\/em> e <em>mat\u00e9ria.<\/em> A verdade \u00e9 que estamos sempre submetidos \u00e0s for\u00e7as de dois <em>polos opostos<\/em>. E, entre eles, <em>nos movemos e existimos<\/em>, para a nossa felicidade ou desgra\u00e7a!?<\/p>\n<p>E ainda encontramos, na <em>Palavra<\/em> de hoje, uma conex\u00e3o com a luz e a trava, quando Jesus proclama no Evangelho:<em> \u201c\u00abN\u00e3o s\u00e3o doze as horas do dia? Se algu\u00e9m andar de dia, n\u00e3o trope\u00e7a, porque v\u00ea a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, trope\u00e7a, porque n\u00e3o tem luz consigo\u00bb (Jo 11).<\/em> E est\u00e1 clar\u00edssimo que, aqui, \u201cnoite\u201d e \u201cdia\u201d (treva e luz) significam agora, na Palavra de Jesus, a <em>morte <\/em>e a <em>vida<\/em> \u2013 mais outro par de conceitos contrapostos ou antit\u00e9ticos \u2013 !<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, na <em>Palavra<\/em> deste domingo, o combate acontece precisamente entre <em>a morte<\/em> e <em>a vida<\/em>. Ou, ser\u00e1 talvez, entre a <em>mat\u00e9ria<\/em> e o <em>esp\u00edrito<\/em>? Quem \u00e9 que sair\u00e1 vitorioso nesta luta <em>\u00e0 morte<\/em> (e nunca melhor dito)? \u00a0&#8211; Desde logo, quem parece <em>levar a melhor<\/em> \u2013 pelo menos numa primeira fase \u2013 \u00e9 a <em>morte,<\/em> que atua sobre a <em>mat\u00e9ria<\/em>. Todavia, se pensarmos bem, n\u00e3o poderia ser de outro modo, j\u00e1 que essa <em>primeira fase<\/em> da guerra ocorre dentro do tal dom\u00ednio <em>esp\u00e1cio-temporal<\/em>, dom\u00ednio esse onde <em>\u00e9 natural<\/em> que suceda a <em>\u201cmorte<\/em> da <em>mat\u00e9ria\u201d. <\/em>Ou talvez n\u00e3o? O normal \u00e9 (acabamos de ouvir a Jesus)<em> \u201ctrope\u00e7ar e cair quando n\u00e3o se v\u00ea a luz deste mundo porque se anda de noite\u201d<\/em>. E vemos que se utilizam as express\u00f5es \u201c\u00e9 normal\u201d, \u201c\u00e9 natural\u201d, enquanto que, no <em>imp\u00e9rio do esp\u00edrito<\/em>, \u00e9 superado o \u201cnatural\u201d e o \u201cnormal\u201d, pois a\u00ed estamos imersos na <em>dimens\u00e3o<\/em> \u201csobre-natural\u201d, ou at\u00e9 \u201cpara-normal\u201d e \u201cmeta-normal\u201d (dir\u00edamos).<\/p>\n<p>Ou seja que a <em>mat\u00e9ria<\/em> \u2013 por si s\u00f3 \u2013 n\u00e3o tem nada a fazer (<em>de transcendente<\/em>) se n\u00e3o atuar o <em>esp\u00edrito<\/em>! Se a mat\u00e9ria \u2013 por defini\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 feita para a corru\u00e7\u00e3o e decomposi\u00e7\u00e3o, <em>o esp\u00edrito<\/em> \u2013 tamb\u00e9m por defini\u00e7\u00e3o! \u2013 \u00e9 imortal, intoc\u00e1vel, imperec\u00edvel, <em>n\u00e3o pode morrer!<\/em> \u00c9 que, como diria algu\u00e9m, <em>a morte n\u00e3o tem por onde agarrar o esp\u00edrito<\/em>; n\u00e3o tem <em>por onde lhe pegar!<\/em> Ali\u00e1s, <em>a Palavra<\/em> de hoje di-lo muito melhor: <em>\u201cSe o Esp\u00edrito de Cristo est\u00e1 em v\u00f3s, embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado, o esp\u00edrito permanece vivo por causa da justi\u00e7a\u201d (Rm 8)<\/em>. E destaca-se tamb\u00e9m, neste texto, que no corpo (na mat\u00e9ria), que j\u00e1 \u00e9, por si, perec\u00edvel e find\u00e1vel\u2026 o facto <em>do pecado<\/em> ressalta ainda mais a sua natureza <em>mortal!<\/em><\/p>\n<p>Afinal, <em>o esp\u00edrito <\/em>acaba por se juntar com<em> o Esp\u00edrito<\/em>: o <em>esp\u00edrito humano <\/em>\u00e9 assumido pelo Esp\u00edrito Divino! Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que, onde estiver esse Esp\u00edrito \u2013 ou seja, Deus \u2013 a <em>mat\u00e9ria<\/em> ser\u00e1 igualmente redimida e transformada, com aquele vigor interior que tudo penetra e tudo renova. <em>\u201cVou abrir os vossos t\u00famulos e deles vos farei ressuscitar\u2026 Infundirei em v\u00f3s o meu Esp\u00edrito e revivereis\u201d (Ez 37 \/ 1\u00aa L.).<\/em> Paulo, na carta aos Romanos, vem confirmar isto, \u00e0 luz de Cristo Salvador e da sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o. <em>\u201cDeus, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, tamb\u00e9m dar\u00e1 vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Esp\u00edrito que habita em v\u00f3s\u201d (Rm 8 \/ 2\u00aa L.).<\/em> Afirmar que \u201ca morte \u00e9 absorvida pela Vida\u201d, \u00e9 como dizer que \u201ca mat\u00e9ria \u00e9 assumida pelo Esp\u00edrito\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, j\u00e1 ningu\u00e9m fica espantado pelo facto de, este Jesus de Nazar\u00e9, capaz de dar a todo o ser humano a Vida definitiva \u2013 enquanto Cristo Ressuscitado \u2013 tenha a faculdade de <em>devolver a vida terrena<\/em> a qualquer ser humano, como fez com o Seu amigo L\u00e1zaro. Conforme sabemos, o milagre do epis\u00f3dio de L\u00e1zaro foi apenas um \u201creviver\u201d (voltar \u00e0 vida mortal) e n\u00e3o um \u201cRessuscitar\u201d (por enquanto) para a Vida eterna. <em>\u201cDisse Jesus <\/em>(a Marta)<em>: \u00abTeu irm\u00e3o ressuscitar\u00e1\u00bb. Marta respondeu: \u00abEu sei que h\u00e1 de ressuscitar na ressurrei\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia\u00bb. Disse-lhe Jesus: \u00abEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viver\u00e1; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrer\u00e1<\/em>\u201d <em>(Jo 11 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Em Ti, Senhor, est\u00e1 a miseric\u00f3rdia,<\/p>\n<p>em Ti est\u00e1 a plenitude da Reden\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>em Ti, o Esp\u00edrito que d\u00e1 Vida em plenitude!<\/p>\n<p>Por isso, desde o abismo profundo<\/p>\n<p>da mat\u00e9ria mortal corrut\u00edvel,<\/p>\n<p>chamo por Ti, Senhor, porque sei<\/p>\n<p>que escutas sempre a minha voz.<\/p>\n<p>Se tiveres em conta, Senhor,<\/p>\n<p>as nossas faltas e pecados,<\/p>\n<p>ent\u00e3o a nossa natureza humana mortal<\/p>\n<p>n\u00e3o ser\u00e1 capaz de se libertar<\/p>\n<p>da mat\u00e9ria caduca que sufoca e asfixia.<\/p>\n<p>Mas em Ti est\u00e1 sempre o perd\u00e3o,<\/p>\n<p>para confiarmos na Tua Palavra<\/p>\n<p>e esperarmos pela for\u00e7a do Teu Esp\u00edrito<\/p>\n<p>mais do que as sentinelas pela aurora.<\/p>\n<p>Porque o in\u00edcio da nossa alvorada, Senhor,<\/p>\n<p>\u00e9 a vit\u00f3ria sobre as trevas da morte<\/p>\n<p>e o triunfo do esp\u00edrito sobre a mat\u00e9ria!<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0[ do Salmo Responsorial \/ 129 (130) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 5 &#8211; Quaresma)\u00a0 \u00a0 ESP\u00cdRITO vs MET\u00c9RIA? &nbsp; \u00c9 uma realidade do nosso viver: n\u00e3o podemos fugir ao \u201cvaiv\u00e9m\u201d de conceitos antit\u00e9ticos, numa esp\u00e9cie de cultura oscilante\u2026 pelo menos enquanto vivemos sujeitos \u00e0s coordenadas esp\u00e1cio-temporais desta vida humana. 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