{"id":2959,"date":"2017-11-17T22:46:45","date_gmt":"2017-11-17T22:46:45","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2959"},"modified":"2022-11-17T16:41:11","modified_gmt":"2022-11-17T16:41:11","slug":"o-campo-do-preguicoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=2959","title":{"rendered":"\u00abO CAMPO DO PREGUI\u00c7OSO\u2026\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2960\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb.jpg\" alt=\"56a- \u00abO campo do pregui\u00e7oso\u00bb\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb.jpg 800w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb-300x169.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb-768x432.jpg 768w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/56a-\u00abO-campo-do-pregui\u00e7oso\u00bb-398x223.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 33 -Tempo Com.)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abO CAMPO DO PREGUI\u00c7OSO\u2026\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Pois \u00e9, dizem que \u00abo campo do pregui\u00e7oso est\u00e1 cheio de espinhos e abrolhos e as ervas daninhas cobrem o ch\u00e3o\u2026\u00bb. A <em>filosofia popular<\/em> de todos os tempos \u00e9 abundante e prol\u00edfica em ditados desse g\u00e9nero aplicados aos humanos que s\u00e3o v\u00edtimas da <em>pregui\u00e7a<\/em> ou de outras <em>ervas nocivas<\/em> similares\u2026<\/p>\n<p>Mas o Livro b\u00edblico dos <em>Prev\u00e9rbios<\/em> exprime-o melhor, com esse toque admir\u00e1vel de <em>\u00abpoesia prof\u00e9tica\u00bb<\/em> que lhe caracteriza: <em>\u201cPassei pelo campo do pregui\u00e7oso<\/em> <em>e pela vinha do insensato,<\/em> <em>e vi que tudo estava cheio de urtigas,<\/em> <em>que as silvas cobriam o ch\u00e3o,<\/em> <em>e que o muro de pedra estava por terra\u201d <\/em>(Pr 24, 30)<em>. <\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o os resultados <em>est\u00e9reis<\/em> dos que pensam (ou n\u00e3o pensam!) que os frutos surgem por \u201cgera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea\u201d, sem a coopera\u00e7\u00e3o esfor\u00e7ada da vontade humana, sem o trabalho.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente esta li\u00e7\u00e3o que nos d\u00e1 \u2013 pala negativa \u2013 o \u201csevo mau e pregui\u00e7oso\u201d do Evangelho de hoje. Se ele (o <em>terceiro servo<\/em>) recebeu menos talentos do que os outros, isto n\u00e3o foi por discrimina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria, mas porque aquele indiv\u00edduo devia ter menos capacidades; al\u00e9m disso, ser-lhe-ia ent\u00e3o mais f\u00e1cil <em>lucrar<\/em> recebendo menor <em>quantidade<\/em>, at\u00e9 porque requeria menos esfor\u00e7o e trabalho (?)\u2026 Seja como for, a sua op\u00e7\u00e3o foi pela<em> pregui\u00e7a <\/em>indolente e ap\u00e1tica: <em>\u201cO que recebera um s\u00f3 talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor\u201d<\/em>. E ainda por cima vem com desculpas e argumentos que, afinal, se voltam contra ele: <em>\u201c\u00abServo mau e pregui\u00e7oso, sabias que ceifo onde n\u00e3o semeei e recolho onde nada lancei <\/em>(como tu mesmo est\u00e1s a dizer)<em>; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe ent\u00e3o o talento\u2026\u00bb\u201d (Mt 25).<\/em><\/p>\n<p>Ainda bem que, ao contr\u00e1rio, temos a melhor li\u00e7\u00e3o de <em>dilig\u00eancia, dedica\u00e7\u00e3o e fidelidade,<\/em> da parte dos outros servos, que puseram a render os \u201ctalentos recebidos\u201d, consoante as suas capacidades\u2026 A cada um deles, o senhor disse com imenso agrado e satisfa\u00e7\u00e3o: <em>\u201c\u00abMuito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor\u00bb\u2026\u201d. (Mt 25).<\/em> E repare-se que <em>o pr\u00e9mio<\/em> atribu\u00eddo a cada um destes dois servos <em>\u201cbons e fi\u00e9is\u201d<\/em> foi o mesmo, embora a quantia lucrada por um deles era bastante inferior \u00e0 do outro. \u00c9 que o nosso Pai Deus, Senhor sempre generoso e pr\u00f3digo para os diversos tipos de \u201ctalentos\u201d, est\u00e1 \u00e0 espera, apenas e s\u00f3, de que <em>demonstremos<\/em> uma sincera colabora\u00e7\u00e3o para p\u00f4r a render os talentos que Ele nos deu, mesmo com um esfor\u00e7o menor: o resto \u00e9 com Ele e a Sua ilimitada generosidade, que multiplicar\u00e1, pelo \u201cinfinito\u201d, os nossos pequenos frutos\u2026 [E j\u00e1 agora, n\u00e3o esque\u00e7amos aqui a Matem\u00e1tica, onde o <em>zero<\/em> <em>(0)<\/em> multiplicado por qualquer n\u00famero, mesmo o <em>infinito<\/em> <em>(<\/em><em>\u221e<\/em><em>)<\/em> d\u00e1 sempre zero, <em>nada<\/em>; mas qualquer outro n\u00famero, mesmo o mais pequeno, ao ser multiplicado por <em>infinito<\/em> vai dar sempre <em>infinito<\/em>]\u2026 Sendo assim, \u00e9 compreens\u00edvel a conclus\u00e3o da par\u00e1bola evang\u00e9lica: <em>\u201cPorque a todo aquele que tem, dar-se-\u00e1 mais, e ter\u00e1 em abund\u00e2ncia; mas, \u00e0quele que n\u00e3o tem, at\u00e9 o pouco que tem lhe ser\u00e1 tirado\u201d. <\/em>E o seu final poder\u00e1 ser qualquer coisa como <em>\u201cas trevas exteriores, onde haver\u00e1 choro e ranger de dentes\u201d. (Mt 25 \/ 3\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Mas <em>a Palavra<\/em> de hoje surpreende-nos ainda mais. Ali\u00e1s, \u00e9 logo a primeira Leitura, do Antigo Testamento, que nos descobre esta realidade curiosa e admir\u00e1vel: O modelo de pessoa \u201cdiligente\u201d e sol\u00edcita \u00e9 precisamente <em>a mulher<\/em> e n\u00e3o o homem. Ainda mais interessante e <em>chocante<\/em> se temos em aten\u00e7\u00e3o que aquela era uma \u00e9poca em que <em>a mulher<\/em> vivia relegada e postergada a um segundo plano a respeito do homem! \u00c9 o pr\u00f3prio livro dos <em>Prov\u00e9rbios<\/em>, j\u00e1 citado no in\u00edcio, que se desfaz em elogios e loas acerca da <em>\u201cmulher virtuosa\u201d<\/em>. Valeria a pena reler todo o cap\u00edtulo 31 \u2013 donde \u00e9 tirada essa 1\u00aa leitura \u2013 pois aqui ficamos apenas com alguns excertos: <em>\u201c\u2026O seu valor \u00e9 maior que o das p\u00e9rolas\u2026 Procura obter l\u00e3 e linho e p\u00f5e m\u00e3os ao trabalho alegremente\u2026 Abre as m\u00e3os ao pobre e estende os bra\u00e7os ao indigente\u2026 A gra\u00e7a \u00e9 enganadora e v\u00e3 a beleza; a mulher que teme o Senhor \u00e9 que ser\u00e1 louvada\u2026\u201d. (Pr 31 \/ 1\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>Est\u00e1 aqui um modelo e exemplo de \u201c<em>dilig\u00eancia<\/em> <em>e fiel<\/em> <em>solicitude<\/em>\u201d, que deveremos seguir e imitar, se quisermos ser coerentes e conscientes, de acordo com as palavras de S\u00e3o Paulo aos crist\u00e3os de Tessal\u00f3nica: <em>\u201cSomos filhos da luz e filhos do dia; que n\u00e3o o somos da noite nem das trevas. Por isso, n\u00e3o durmamos como os outros, mas permane\u00e7amos vigilantes e s\u00f3brios\u2026 para que aquele dia n\u00e3o nos surpreenda\u201d. (1 Ts 5 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se eu seguir o Teu Caminho, Senhor,<\/p>\n<p><em>serei ditoso e tudo me h\u00e1 de correr bem<\/em>\u2026<\/p>\n<p>O trabalho fiel e diligente das minhas m\u00e3os<\/p>\n<p>ser\u00e1 multiplicado pela Tua infinita generosidade<\/p>\n<p>para assim, \u00f3 Pai, me sentir saciado e satisfeito.<\/p>\n<p>Porque n\u00e3o s\u00e3o aqueles homens ou mulheres<\/p>\n<p>que v\u00eam a Ti com <em>temor servil<\/em> e subserviente<\/p>\n<p>que ter\u00e3o o Teu favor e a Tua b\u00ean\u00e7\u00e3o, Senhor;<\/p>\n<p>mas aqueles que, na sua <em>diligente fidelidade<\/em>,<\/p>\n<p>t\u00eam \u201cmedo\u201d de perder a Tua Amizade, \u00f3 Pai,<\/p>\n<p>ou \u201ctemem\u201d ofender o Teu Amor infinito,<\/p>\n<p>o que \u00e9 o verdadeiro \u00abTemor de Deus\u00bb<\/p>\n<p>que se considera o \u201cprinc\u00edpio da Sabedoria\u201d.<\/p>\n<p>Os que assim procedem <em>s\u00e3o aben\u00e7oados desde Si\u00e3o<\/em>,<\/p>\n<p>e ser\u00e3o <em>contagiados<\/em> da <em>Alegria e Satisfa\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>que Tu sentes ao dar \u00abrecompensas eternas\u00bb<\/p>\n<p>a todos os que foram \u00abfi\u00e9is em coisa pouca\u00bb\u2026<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 127 (128) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo A \u2013 Domingo 33 -Tempo Com.)\u00a0\u00a0 \u00abO CAMPO DO PREGUI\u00c7OSO\u2026\u00bb Pois \u00e9, dizem que \u00abo campo do pregui\u00e7oso est\u00e1 cheio de espinhos e abrolhos e as ervas daninhas cobrem o ch\u00e3o\u2026\u00bb. 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