{"id":3078,"date":"2018-02-02T23:54:30","date_gmt":"2018-02-02T23:54:30","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3078"},"modified":"2022-11-17T09:29:08","modified_gmt":"2022-11-17T09:29:08","slug":"e-milicia-a-vida-do-homem-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3078","title":{"rendered":"\u00ab\u00c9 \u2018MIL\u00cdCIA\u2019 A VIDA DO HOMEM\u2026\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3079\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem.jpg\" alt=\"28b- \u00c9 mil\u00edcia a vida do homem\" width=\"1024\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem.jpg 1024w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem-300x175.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem-768x449.jpg 768w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/28b-\u00c9-mil\u00edcia-a-vida-do-homem-1024x599-398x232.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 5 do T. Comum\u2026 )<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00ab\u00c9 <em>\u2018MIL\u00cdCIA\u2019<\/em> A VIDA DO HOMEM\u2026\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Sim, desta vez, vamos utilizar uma linguagem <em>b\u00e9lica<\/em>. E falamos numa \u201cmil\u00edcia\u201d que n\u00e3o \u00e9 a das armas <em>convencionais<\/em> nem a das outras <em>sofisticadas<\/em>, com as quais os homens (\u201cmilitares\u201d ou n\u00e3o) fazem (fazemos) continuamente <em>as guerras<\/em>\u2026 Parece como que estiv\u00e9ssemos empenhados, atrav\u00e9s de toda a hist\u00f3ria humana, em \u201caniquilarmo-nos\u201d, uns aos outros, fazendo tro\u00e7a (e triste realidade) daquele aviso de Jesus: \u201cQuem usa espada, \u00e0 espada morrer\u00e1\u201d (Mt 26, 52). Ou, por outras palavras, talvez mais conhecidas, \u00abviol\u00eancia gera viol\u00eancia\u00bb at\u00e9 originar isso que chamamos <em>\u201ca espiral da viol\u00eancia\u201d,<\/em> que j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de parar!\u2026 Ali\u00e1s, nisto das viol\u00eancias nas guerras, temos chegado, nos tempos que correm, a aberra\u00e7\u00f5es b\u00e9licas t\u00e3o tristes e lament\u00e1veis como o recrutamento de crian\u00e7as para pegar em armas (\u201cmercen\u00e1rios infantis para a guerra\u201d), ou para as transformar em \u201cpequenas bombas humanas\u201d nessas est\u00fapidas <em>imola\u00e7\u00f5es terroristas<\/em>\u2026 Meu Deus, quem ser\u00e1 capaz de parar esta \u201cespiral\u201d?&#8230;<\/p>\n<p>Mas a outra \u201cmil\u00edcia\u201d, essa de que fala a <em>Palavra <\/em>de hoje no Livro de Job, \u00e9 de distinto g\u00e9nero; a <em>viol\u00eancia<\/em> que aqui subjaz situa-se numa outra dimens\u00e3o; aponta na dire\u00e7\u00e3o e sentido daquela afirma\u00e7\u00e3o inesperada (desconcertante?) de Jesus: \u201cO Reino do C\u00e9u \u00e9 objeto de viol\u00eancia, e os violentos apoderam-se dele \u00e0 for\u00e7a\u201d (Mt, 11, 12). Ou ent\u00e3o, aquela outra \u2013 t\u00e3o perturbadora, porque \u00e9 Jesus a falar em primeira pessoa \u2013: \u201cN\u00e3o penseis que eu vim trazer a paz \u00e0 terra; n\u00e3o vim trazer a paz, mas a espada\u201d (Mt 10, 34). N\u00e3o se trata, portanto, da \u201cviol\u00eancia material bruta\u201d, mas da <em>viol\u00eancia do esp\u00edrito<\/em>, aquela que, desde o nosso \u00edntimo, <em>fazemos a n\u00f3s pr\u00f3prios<\/em> \u2013 livre e voluntariamente! \u2013 para \u201cdominar\u201d os nossos <em>baixos instintos<\/em> e <em>nefastas tend\u00eancias<\/em>\u2026<\/p>\n<p>Pois \u00e9 nesta <em>dimens\u00e3o<\/em>, e n\u00e3o noutro sentido, que a \u201cpersonagem\u201d de Job \u2013 no meio dos trabalhos e sofrimentos de uma j\u00e1 longa vida \u2013 chega a esta \u201cconclus\u00e3o\u201d em jeito de quest\u00e3o e desabafo: <em>\u201cJob tomou a palavra, dizendo: \u00abN\u00e3o vive o homem sobre a terra como um soldado (\u2018mil\u00edcia\u2019)? N\u00e3o s\u00e3o os seus dias como os de um mercen\u00e1rio?\u201d\u2026(Jb 7 \/ 1\u00aa L.).<\/em> Trata-se, ent\u00e3o, daquela afirma\u00e7\u00e3o que interpela: \u00ab\u00c9 \u2018MIL\u00cdCIA\u2019 A VIDA DO HOMEM SOBRE A TERRA\u00bb. Nem falar, portanto, dessa outra \u00abpaz dos cemit\u00e9rios\u00bb, que Jesus n\u00e3o veio trazer! N\u00e3o \u00e9 aquela paz que n\u00e3o faz <em>a guerra interior<\/em> <em>(evang\u00e9lica)<\/em> essa que, ao vencer o nosso<em> ego\u00edsmo<\/em>, nos transforma, e cria fraternidade entre n\u00f3s. Porque essoutra <em>falsa paz<\/em> \u2013 \u00e0 que aderem muitos, infelizmente \u2013 s\u00f3 pode trazer e traz guerras fratricidas, que apenas e s\u00f3 alargam e multiplicam \u2013 isso mesmo! \u2013 \u00abos cemit\u00e9rios\u00bb e a sua <em>paz morti\u00e7a<\/em>\u2026 Estes, sim, s\u00e3o os que acabam por fazer suas as palavras sat\u00edricas do poeta: \u00abApenas na paz dos sepulcros creio\u00bb!<\/p>\n<p>Apostar, por\u00e9m, <em>na \u201cmil\u00edcia\u201d<\/em> de Deus, significa estarmos comprometidos na luta di\u00e1ria para conseguirmos vencer todos os \u201cesp\u00edritos do mal\u201d, verdadeiros e \u00fanicos inimigos da nossa vida e salva\u00e7\u00e3o. Ou seja, ficarmos <em>alistados e incorporados nas fileiras do \u201cex\u00e9rcito\u201d<\/em> de Cristo Jesus, o \u00fanico \u201ccapit\u00e3o\u201d capaz de vencer todos os \u00abesp\u00edritos malignos\u00bb: <em>\u201cJesus\u2026 expulsou muitos dem\u00f3nios. Mas n\u00e3o deixava que os dem\u00f3nios falassem, porque sabiam quem Ele era&#8230; Andava por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os dem\u00f3nios\u201d (Mc 1 \/ 3\u00aa L.)<\/em>.<\/p>\n<p><em>\u201cLutar nas hostes\u201d<\/em> de Deus quer dizer, portanto, <em>combater<\/em> \u2013 no <em>\u201cbom combate\u201d<\/em> que diria S. Paulo \u2013 sobretudo contra aquelas nossas baixas paix\u00f5es e m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es\u2026 mesmo que, por vezes, seja preciso <em>perdermos alguma \u201cbatalha\u201d<\/em>, mas tendo sempre a certeza de que <em>ganhamos a \u201cguerra\u201d<\/em>!<\/p>\n<p>Participar nas \u201cbatalhas\u201d do <em>\u2018Deus dos Ex\u00e9rcitos\u2019<\/em> \u2013 ao inv\u00e9s do que <em>se entendia<\/em> no AT \u2013 significa arriscarmo-nos a \u201csair do nosso egocentrismo\u201d para trabalharmos, de prefer\u00eancia, na salva\u00e7\u00e3o dos outros. Exatamente como fazia Paulo, quem desde h\u00e1 tanto tempo, nos convida a seguirmos o seu exemplo: <em>\u201cLivre como sou em rela\u00e7\u00e3o a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior n\u00famero poss\u00edvel\u2026 Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo fa\u00e7o por causa do Evangelho\u2026\u201d (1 Cor 9 \/ 2\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Senhor, a Ti elevamos o nosso louvor<\/p>\n<p>porque \u00e9 bom cantar as Tuas <em>fortalezas<\/em>,<\/p>\n<p>as Tuas <em>grandes pequenezes<\/em>, \u00f3 Pai,<\/p>\n<p>a Tua <em>omnipot\u00eancia<\/em> de <em>ternura<\/em>:<\/p>\n<p>\u00e9 agrad\u00e1vel e justo celebrar a Tua <em>Gl\u00f3ria<\/em><\/p>\n<p>\u2013 <em>Deus pequeno, Deus imenso!<\/em> \u2013 \u2026<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s, nas nossas <em>lutas di\u00e1rias<\/em>,<\/p>\n<p>n\u00e3o confiamos <em>no vigor do cavalo<\/em><\/p>\n<p>nem na for\u00e7a dos <em>outros guerreiros<\/em>\u2026<\/p>\n<p>mas confiamos na for\u00e7a do Teu Esp\u00edrito,<\/p>\n<p>na energia interior que d\u00e1 vigor \u00e0 alma,<\/p>\n<p>para vencermos os inimigos da nossa salva\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Sabemos que Te s\u00e3o agrad\u00e1veis<\/p>\n<p>os que confiam no Teu Amor, Senhor,<\/p>\n<p>que preferes os humildes do povo<\/p>\n<p>e est\u00e1s sempre com os pobres<\/p>\n<p>para os confortar e enriquecer\u2026<\/p>\n<p>N\u00f3s queremos ser \u201ccongregados\u201d por Ti,<\/p>\n<p>sempre que nos tivermos \u2018dispersado\u2019<\/p>\n<p>pelo fragor das batalhas de cada dia\u2026<\/p>\n<p>Que, ent\u00e3o, os Teus dedos de Pai bondoso<\/p>\n<p><em>liguem as feridas,<\/em> de cada batalha,<\/p>\n<p>e <em>sarem os cora\u00e7\u00f5es dilacerados<\/em>\u2026<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 146 (147) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 5 do T. 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