{"id":3349,"date":"2018-07-27T20:10:08","date_gmt":"2018-07-27T20:10:08","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3349"},"modified":"2022-11-20T09:09:24","modified_gmt":"2022-11-20T09:09:24","slug":"multiplicacao-ou-divisao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3349","title":{"rendered":"\u201cMULTIPLICA\u00c7\u00c3O\u201d\u2026 OU \u201cDIVIS\u00c3O\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/40b-\u00abMultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb...-ou-\u00abDivis\u00e3o\u00bb.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3350\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/40b-\u00abMultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb...-ou-\u00abDivis\u00e3o\u00bb.jpg\" alt=\"40b- \u00abMultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb... ou \u00abDivis\u00e3o\u00bb!\" width=\"200\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/40b-\u00abMultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb...-ou-\u00abDivis\u00e3o\u00bb.jpg 200w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/40b-\u00abMultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb...-ou-\u00abDivis\u00e3o\u00bb-398x384.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>(Ciclo B \u2013 Domingo 17 do T. Comum\u2026)<\/p>\n<p>\u201cMULTIPLICA\u00c7\u00c3O\u201d\u2026 OU \u201cDIVIS\u00c3O\u201d?<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que Jesus, ao realizar os milagres da \u201cmultiplica\u00e7\u00e3o dos alimentos\u201d \u2013 ao menos por duas vezes segundo os relatos evang\u00e9licos \u2013 n\u00e3o teve em conta o epis\u00f3dio do profeta Eliseu, escrito v\u00e1rios s\u00e9culos atr\u00e1s, e descrito na primeira leitura de hoje\u2026 Isto, suposto que Ele pudesse lembr\u00e1-lo naquele momento\u2026 E \u00e9 ainda mais impens\u00e1vel que Jesus copiasse aquele incidente da vida de Eliseu, at\u00e9 porque \u00abnunca se viu que o \u201coriginal\u201d pudesse ser uma c\u00f3pia da \u201cc\u00f3pia\u201d\u00bb (!?). Foi s\u00f3 \u201cpura e providencial\u201d coincid\u00eancia!<\/p>\n<p>\u00c9 que aquele evento prof\u00e9tico s\u00f3 podia ser\u2026 isso mesmo, uma \u201cfigura prof\u00e9tica\u201d, uma esp\u00e9cie de \u201csonho antecipado\u201d de uma realidade s\u00f3 poss\u00edvel a partir dos \u00abtempos messi\u00e2nicos\u00bb\u2026 Mas, vejamos, antes de mais, o tal relato, em todo o seu singelo realismo: \u201cVeio um homem da povoa\u00e7\u00e3o de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, p\u00e3o feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte p\u00e3es de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: \u00abD\u00e1-os a comer a essa gente\u00bb. O servo respondeu: \u00abComo posso com isto dar de comer a cem pessoas?\u00bb. Eliseu insistiu: \u00abD\u00e1-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: \u2018Comer\u00e3o e ainda h\u00e1 de sobrar\u2019\u00bb\u201d\u2026 (2 Rs 4 \/ 1\u00aa L.).<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que n\u00e3o v\u00ea o perfeito paralelismo existente entre uma e outra \u201cmultiplica\u00e7\u00e3o\u201d (a de Jesus e a de Eliseu), mesmo t\u00e3o afastadas no tempo? Por\u00e9m, vale a pena tentarmos identificar \u201coutros paralelismos\u201d espec\u00edficos, nelas contidos, que nos podem passar despercebidos, mesmo que sejam fundamentais para compreender a atitude de Jesus e o significado dos \u201csinais\u201d que os Seus milagres \u201crefletem\u201d.<\/p>\n<p>Nos milagres do g\u00e9nero da \u201cmultiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e dos peixes\u201d, ouvimos j\u00e1 dizer, certamente, que o \u201csinal\u201d (ou a li\u00e7\u00e3o) que se pretende transmitir \u00e9 uma exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201csolidariedade\u201d, ou ent\u00e3o, uma incita\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cpartilha de bens\u201d. Ora bem, quer no caso do \u201cservo de Eliseu\u201d quer no caso dos \u201cdisc\u00edpulos de Jesus\u201d, o inicial ceticismo incr\u00e9dulo \u00e9 o mesmo: \u201cO que \u00e9 isto para alimentar tanta gente?\u201d. Mas, perante a insist\u00eancia de Jesus (ou de Eliseu, no seu caso) aquela \u201cinsignificante quantidade\u201d d\u00e1-se, oferece-se, partilha-se\u2026 E o milagre acontece!<\/p>\n<p>Sim, o milagre, mas qual milagre? Se observarmos com aten\u00e7\u00e3o, o que Jesus quer ressaltar e deixar claro, com estes \u201csinais\u201d, milagres de multiplica\u00e7\u00e3o, \u00e9 a necessidade \u2013 poder\u00edamos dizer condi\u00e7\u00e3o \u00absine qua non\u00bb \u2013 de dar, de partilhar o que temos\u2026 porque s\u00f3 assim n\u00e3o vai faltar nada a ningu\u00e9m\u2026 e \u201ctodos v\u00e3o ficar saciados, e at\u00e9 vai sobrar\u201d\u2026(Jo 6 \/ 3\u00aa L.).\u00a0 Mas n\u00e3o esque\u00e7amos que, quando damos ou partilhamos, o que na realidade fazemos \u00e9 dividir o que n\u00f3s temos entre todos os presentes\u2026 Trata-se, portanto, de \u201cdividir para multiplicar\u201d! Pois \u00e9 claro que, se todos dividem\u2026 aquilo fica multiplicado! (?).<\/p>\n<p>E ainda algu\u00e9m poder\u00e1 objetar: \u201cMas afinal, Deus \u00e9 que faz o milagre!\u201d. E n\u00f3s repetimos: \u201cMas onde \u00e9 que est\u00e1 o milagre?\u201d. Ent\u00e3o\u2026 vamos tentar compreender: Poder\u00edamos dizer que \u201co tal milagre\u201d (que n\u00e3o \u00e9 do g\u00e9nero do \u201cespetacular\u201d, mesmo que o pare\u00e7a para muita gente) esse milagre foi feito entre todos os que \u201cpartilharam\u201d \u2013 entregaram para distribuir \u2013 o que tinham. E uma vez que isto s\u00f3 se faz quando h\u00e1 amor e por amor, quem \u201crealizou o milagre\u201d foi, afinal, o Amor, quer dizer, Deus (pois bem sabemos que \u00abDeus \u00e9 Amor\u00bb, ou, ent\u00e3o, \u00abo Amor \u00e9 Deus\u00bb \u2013 lembram-se? \u2013).<\/p>\n<p>Em definitivo, quem \u00e9 que dividiu e quem \u00e9 que multiplicou? Algu\u00e9m \u00e9 capaz de separar estes dois \u201ctermos verbais\u201d? Ali\u00e1s, uma coisa \u00e9 certa, para a ci\u00eancia matem\u00e1tica: Se n\u00e3o existir alguma coisa, se n\u00e3o se quer dar nada, se nada se partilha\u2026 nada se pode multiplicar e o resultado \u00e9 \u201cnada\u201d (porque \u201c0\u201d x \u201cX\u201d = 0).<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o: Deus \u2013 o Amor \u2013 atua sempre \u201cem\u201d todos, ou \u201catrav\u00e9s\u201d do \u201camor de todos\u201d. E fora disso, Ele n\u00e3o pode nem sabe nem quer fazer nada! Quem o afirma (tamb\u00e9m na Palavra de hoje) \u00e9 S. Paulo: \u201c\u2026H\u00e1 um s\u00f3 Deus e Pai de todos, que est\u00e1 acima de todos, que atua em todos e em todos Se encontra\u201d. (Ef 4 \/ 2\u00aa L.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00d3 Deus-Amor, \u00f3 Amor-Deus!<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que as Tuas m\u00e3os<\/p>\n<p>est\u00e3o sempre cheias de todos os bens,<\/p>\n<p>e assim todas as criaturas Te d\u00e3o gra\u00e7as<\/p>\n<p>ao ver que \u00e9s generoso em todas as Tuas obras\u2026<\/p>\n<p>Mas n\u00f3s sabemos que n\u00e3o basta<\/p>\n<p>termos os olhos postos em Ti, Senhor,<\/p>\n<p>para recebermos o alimento oportuno\u2026<\/p>\n<p>Tu queres que sejamos sempre generosos;<\/p>\n<p>atentos aos outros que passam priva\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>abertos sempre \u00e0 partilha solid\u00e1ria<\/p>\n<p>e nunca fechados no ego\u00edsmo que mata<\/p>\n<p>e que reduz a nada os dons que temos\u2026<\/p>\n<p>Que sejamos capazes de aprender, \u00f3 Pai nosso,<\/p>\n<p>a ci\u00eancia de \u201cdividir\u201d o que \u00e9 nosso<\/p>\n<p>para assim, \u201cmultiplicar\u201d o de todos para todos\u2026<\/p>\n<p>[ do Salmo Responsorial \/ 144 (145) ]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo B \u2013 Domingo 17 do T. 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