{"id":3438,"date":"2018-09-25T08:25:19","date_gmt":"2018-09-25T08:25:19","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3438"},"modified":"2022-11-17T18:45:43","modified_gmt":"2022-11-17T18:45:43","slug":"sofrer-afinal-para-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3438","title":{"rendered":"\u00abSOFRER! AFINAL, PARA QU\u00ca?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/48b-Afinal-sofrer-para-qu\u00ea.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3439\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/48b-Afinal-sofrer-para-qu\u00ea.jpg\" alt=\"48b- Afinal, sofrer para qu\u00ea!\" width=\"678\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/48b-Afinal-sofrer-para-qu\u00ea.jpg 678w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/48b-Afinal-sofrer-para-qu\u00ea-300x180.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/48b-Afinal-sofrer-para-qu\u00ea-398x238.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo B \u2013 Domingo 25 do T. Comum\u2026)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abSOFRER! AFINAL, PARA QU\u00ca?\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Poder\u00e1 haver alguma gente que \u201cgoste da dor\u201d, que \u201csinta prazer no pr\u00f3prio sofrimento\u201d. Sabemos que h\u00e1 gostos para tudo e tend\u00eancias de todo o g\u00e9nero\u2026 at\u00e9 para sentir prazer naquilo que, por defini\u00e7\u00e3o, seria exatamente o contr\u00e1rio. Ali\u00e1s, para esta <em>tend\u00eancia<\/em>, que est\u00e1 \u201cfora do normal\u201d, \u201cfora do amor\u201d (\u201cparaf\u00edlica\u201d), existe j\u00e1 o termo <em>\u201cmasoquismo\u201d<\/em> (do escritor L. S. <em>Masoch<\/em>). \u00c9 evidente que, para o comum dos mortais (os ditos normais), a dor em si mesma, o sofrimento como tal, n\u00e3o \u00e9 procurado, antes \u00e9 evitado por todos os meios. E, mesmo para os <em>masoquistas<\/em>, haver\u00e1 sempre uma classe de dores e padecimentos que lhes causar\u00e3o ang\u00fastia ou tortura\u2026 Ent\u00e3o, a\u00ed somos todos coincidentes. E trata-se agora, precisamente, desta quest\u00e3o!<\/p>\n<p>\u00c9 que todo o ser humano normal pergunta-se, uma e mil vezes: que sentido tem, para mim, tudo isto que fere e magoa (<em>dores, desgostos, ang\u00fastias, afli\u00e7\u00f5es, amarguras<\/em>\u2026) t\u00e3o omnipresente na vida dos humanos em geral? Ser\u00e1 que, afinal, tamb\u00e9m isso ter\u00e1 uma \u201cexplica\u00e7\u00e3o\u201d, uma justifica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Certamente, os que pretendem viver \u201cna justi\u00e7a\u201d e na verdade, \u00e0s vezes s\u00e3o perseguidos, ofendidos, torturados\u2026 por aqueles que se julgam seus inimigos, como diz <em>a Palavra<\/em> hoje:<em> \u201cDisseram os \u00edmpios: \u00abArmemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se op\u00f5e \u00e0s nossas obras\u2026 Provemo-lo com ultrajes e torturas, para conhecermos a sua mansid\u00e3o e apreciarmos a sua paci\u00eancia\u2026\u00bb\u201d (Sb 2 \/ 1\u00aa L.).<\/em> N\u00e3o s\u00e3o apenas esses \u201cjustos\u201d que padecem, mas tamb\u00e9m estes \u2013 a quem <em>a Sabedoria<\/em> chama \u201c\u00edmpios\u201d \u2013 que <em>sofrem<\/em>, antes ou depois, de muitas maneiras\u2026 O problema est\u00e1 a\u00ed, exatamente: Ningu\u00e9m se livra do sofrimento (<em>bons<\/em> e <em>maus<\/em>)! Eis outro \u201cmist\u00e9rio\u201d!<\/p>\n<p>Para projetar uma luz diferente sobre esta quest\u00e3o, o ap\u00f3stolo Tiago mostra algumas pistas, no texto da sua <em>Carta<\/em> de hoje: <em>&#8220;Onde h\u00e1 inveja e rivalidade, tamb\u00e9m h\u00e1 desordem e toda a esp\u00e9cie de m\u00e1s a\u00e7\u00f5es\u2026 De onde v\u00eam as guerras? De onde procedem os conflitos entre v\u00f3s? N\u00e3o \u00e9 precisamente das paix\u00f5es que lutam nos vossos membros?&#8230; Sois invejosos e n\u00e3o podeis obter nada: ent\u00e3o entrais em conflitos e guerras\u201d&#8230; (Tg 3 \/ 2\u00aa L.).<\/em> De onde se deduz que a maior parte de todos os nossos dissabores e sofrimentos t\u00eam origem nas nossas baixas paix\u00f5es e m\u00e1s inclina\u00e7\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>No campo do Amor \u2013 lembram-se? \u2013 j\u00e1 lhe encontramos um sentido ao sofrimento, em qualquer uma das suas formas\u2026 J\u00e1 temos ent\u00e3o <em>o \u201cporqu\u00ea\u201d<\/em>. E a\u00ed reside, evidentemente, o ponto de partida, ou <em>a chave<\/em> inicial deste mist\u00e9rio. Assim sendo, temos de prosseguir at\u00e9 encontrarmos a explica\u00e7\u00e3o \u2013 o <em>\u201cpara qu\u00ea\u201d<\/em> \u2013 na dire\u00e7\u00e3o e sentido convenientes. Ali\u00e1s, enfrentar o sofrimento pelo bem daquele(s) que <em>amamos <\/em>ou<em> nos amam<\/em>, n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o dif\u00edcil de compreender e aceitar. A dificuldade aparece quando \u201c\u00e9 necess\u00e1rio\u201d (!?) <em>passar pela dor e o sofrimento \u2013 assumidos por amor! \u2013<\/em> para cooperar na \u201ccorreden\u00e7\u00e3o\u201d (!?) de todos, at\u00e9 dos nossos inimigos; sim, daqueles <em>\u201c\u00edmpios que armam ciladas ao justo\u2026 e o provam com ultrajes e torturas\u2026\u201d <\/em>(como acabamos de ver no <em>livro da Sabedoria<\/em>).<\/p>\n<p>Ora bem, sendo <em>assim \u2013 \u201cnecess\u00e1rio\u201d \u2013<\/em> exercermos n\u00f3s de \u201cco-redentores\u201d (com min\u00fascula), quem \u00e9 ent\u00e3o \u2013 perguntamos n\u00f3s \u2013 o \u201cRedentor\u201d (com mai\u00fascula)? E de que modo \u00e9 que foi realizada por Ele, e consumada, a \u201cReden\u00e7\u00e3o\u201d (Resgate, Liberta\u00e7\u00e3o, Salva\u00e7\u00e3o)?&#8230; O <em>Evangelho<\/em> de hoje tem esta resposta:<\/p>\n<p>Quando, naquela altura, <em>\u201cJesus e os seus disc\u00edpulos caminhavam atrav\u00e9s da Galileia, em dire\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m<\/em> (escreve Marcos) <em>ia ensinando os disc\u00edpulos, e dizia-lhes: \u00abO Filho do homem vai ser entregue \u00e0s m\u00e3os dos homens, que v\u00e3o mat\u00e1-l\u2019O; mas Ele, tr\u00eas dias depois de morto, ressuscitar\u00e1\u00bb. Os disc\u00edpulos n\u00e3o compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar\u201d<\/em>&#8230;<em>(Mc 9 \/ 3\u00aa L.).<\/em> E quem \u00e9 que compreende <em>essa linguagem de tormentos, torturas e morte<\/em>\u2026 sobretudo quando n\u00e3o se tem a perspetiva de <em>um \u00abpara qu\u00ea\u00bb<\/em> redentor? N\u00f3s sabemos, por\u00e9m, que Jesus foi explicando, especialmente aos seus disc\u00edpulos, de v\u00e1rios modos e em diversas ocasi\u00f5es, que <em>\u201cera necess\u00e1rio que<\/em> <em>o Filho do homem, para salvar toda a humanidade, padecesse a paix\u00e3o da cruz, at\u00e9 \u00e0 morte, e ressuscitasse ao terceiro dia\u201d<\/em>\u2026 E n\u00f3s agora temos tudo mais claro, embora aceitando sempre \u201co mist\u00e9rio da dor\u201d! Podemos, isso sim, conhecer melhor o <em>valor salvador da cruz<\/em>, o <strong><em>\u00abpara qu\u00ea\u00bb co-redentor <\/em>do sofrimento<\/strong>: \u00c9 sempre \u201cnecess\u00e1rio\u201d para a Salva\u00e7\u00e3o de todos os homens!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, podemos concluir: Ai de n\u00f3s se ainda n\u00e3o apreendemos e assumimos \u2013 nas nossas <em>dores e cruzes<\/em> desta vida terrena \u2013 esse <em>servi\u00e7o \u2018co-redentor\u2019 <\/em>por Amor!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quantas vezes sinto, Senhor e Pai nosso,<\/p>\n<p>\u2013 mormente no meio das dificuldades \u2013<\/p>\n<p>que \u00e9s Tu quem sustenta a minha vida,<\/p>\n<p>Tu, quem me salva por Amor!<\/p>\n<p>E quando experimento as afli\u00e7\u00f5es,<\/p>\n<p>ou me sinto injustamente lesado<\/p>\n<p><em>pelos arrogantes e violentos deste mundo,<\/em><\/p>\n<p><em>que se levantam e arremetem contra mim <\/em><\/p>\n<p><em>e atentam vilmente contra a minha vida<\/em>\u2026<\/p>\n<p>ent\u00e3o, <em>de bom grado oferecerei \u2018sacrif\u00edcios\u2019,<\/em><\/p>\n<p>mas outra esp\u00e9cie de \u201csacrif\u00edcios\u201d, s\u00f3 por amor!\u2026<\/p>\n<p>Ser\u00e3o\u2026 <em>essas cruzes<\/em> \u2013 minhas e \u201cdeles\u201d \u2013<\/p>\n<p>que, unidas \u00e0 <em>Cruz Redentora<\/em> de Cristo Jesus<\/p>\n<p>e a todas as <em>cruzes e mortes \u201ccorredentoras\u201d<\/em><\/p>\n<p>de tantos irm\u00e3os espalhados pelo mundo\u2026<\/p>\n<p><em>essas<\/em> que t\u00eam em Ti, e pelo Teu Amor e Perd\u00e3o de Pai,<\/p>\n<p>um sentido e um valor \u201cde Salva\u00e7\u00e3o Eterna\u201d\u2026<\/p>\n<p><em>[ do Salmo Responsorial \/ 53 (54) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo B \u2013 Domingo 25 do T. Comum\u2026)\u00a0 \u00abSOFRER! AFINAL, PARA QU\u00ca?\u00bb Poder\u00e1 haver alguma gente que \u201cgoste da dor\u201d, que \u201csinta prazer no pr\u00f3prio sofrimento\u201d. Sabemos que h\u00e1 gostos para tudo e tend\u00eancias de todo o g\u00e9nero\u2026 at\u00e9 para sentir prazer naquilo que, por defini\u00e7\u00e3o, seria exatamente o contr\u00e1rio. 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