{"id":3447,"date":"2018-09-28T22:28:45","date_gmt":"2018-09-28T22:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3447"},"modified":"2022-11-17T06:20:27","modified_gmt":"2022-11-17T06:20:27","slug":"apostamos-na-in-felicidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3447","title":{"rendered":"APOSTAMOS NA \u201cIN-FELICIDADE\u201d!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/49b-Apostamos-na-\u00abinfelicidade\u00bb.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3448\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/49b-Apostamos-na-\u00abinfelicidade\u00bb.jpg\" alt=\"49b- Apostamos na \u00abinfelicidade\u00bb!\" width=\"182\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/49b-Apostamos-na-\u00abinfelicidade\u00bb.jpg 182w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/49b-Apostamos-na-\u00abinfelicidade\u00bb-398x581.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 26 do T. Comum\u2026)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>APOSTAMOS NA \u201cIN-FELICIDADE\u201d!<\/strong><\/p>\n<p>Deleitar-se no pr\u00f3prio sofrimento <em>(masoquismo)<\/em> considera-se um \u201cdesvio\u201d (doentio\/extranormal) da natureza humana. Lembram-se?&#8230; Por\u00e9m, <em>\u00abinvejar os outros por acharmos que s\u00e3o superiores a n\u00f3s em determinados aspetos\u00bb<\/em>\u2026 \u00e9 qualquer coisa que parece \u00a0<em>conatural<\/em> \u00e0 mesma humana natureza; tanto, que a inveja considera-se um dos \u00absete v\u00edcios ou pecados capitais\u00bb; sim, <em>\u201ccapitais\u201d<\/em> porque <em>originam<\/em>, porque s\u00e3o <em>raiz <\/em>ou<em> \u2018cabe\u00e7a\u2019 de outros v\u00edcios<\/em>. H\u00e1 quem defina <em>a inveja<\/em> como \u00aba vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser\u00bb. Ao que parece, chega a ser t\u00e3o comum e \u201cuniversal\u201d este v\u00edcio que at\u00e9 \u00aba filosofia popular\u00bb consagrou-lhe alguns dos seus <em>ditados; <\/em>por exemplo: \u00abSe a inveja fosse \u201ctinha\u201d, quantos <em>tinhosos<\/em> haveria!\u00bb. E, desde logo, <em>a inveja<\/em> \u00e9 mais nefasta para o esp\u00edrito do que a <em>tinha<\/em> para o corpo.<\/p>\n<p>T\u00e3o antigo, portanto, como a humanidade (a\u00ed est\u00e1 a \u201cinicial\u201d inveja de Caim!) n\u00e3o admira que <em>este<\/em> <em>v\u00edcio<\/em> ou <em>pecado<\/em> apare\u00e7a bem \u201cretratado\u201d j\u00e1 desde as primeiras p\u00e1ginas das Escrituras e Hist\u00f3rias do Antigo Testamento. Observemos esta \u201cbela cole\u00e7\u00e3o de invejas\u201d entre personagens do AT: j\u00e1 desde o primeiro Livro, o <em>G\u00e9nesis<\/em> (Gn 4,5-8; 30,1; 37,11\u2026); ou ent\u00e3o, em \u201csenten\u00e7as\u201d como estas: \u201ca inveja mata o imbecil\u201d (Jb 5, 2): \u201ca inveja \u00e9 como a c\u00e1rie dos ossos\u201d (Pr 14, 30); \u201ca sua inveja e \u00f3dio pereceram juntamente com eles\u201d (Ecl 9, 6); \u201cpor inveja do diabo \u00e9 que a morte entrou no mundo\u201d (Sb 2, 24); \u201ca inveja e a ira abreviam os dias do homem\u201d (Sir 30, 24); etc. E se formos j\u00e1 para <em>a primeira leitura<\/em> da<em> Palavra<\/em> de hoje do AT, no livro dos <em>N\u00fameros<\/em>, continuamos a constatar a fundura das ra\u00edzes deste pecado da <em>inveja<\/em> ou ci\u00fame: <em>\u201cO Esp\u00edrito poisou tamb\u00e9m sobre eles\u2026 e come\u00e7aram a profetizar no acampamento. Um jovem correu a diz\u00ea-lo a Mois\u00e9s: \u00abEldad e Medad est\u00e3o a profetizar no acampamento\u00bb. Ent\u00e3o Josu\u00e9\u2026 tomou a palavra e disse: \u00abMois\u00e9s, meu senhor, pro\u00edbe-os\u00bb. Mois\u00e9s, por\u00e9m, respondeu-lhe: \u00abEst\u00e1s com ci\u00fames por causa de mim?\u201d..<\/em>. Ainda bem que, nesta <em>passagem<\/em>, como noutras muitas, surge uma voz carism\u00e1tica (neste caso a do pr\u00f3prio Mois\u00e9s) que tenta corrigir o v\u00edcio e repor a verdade e a transpar\u00eancia: <em>\u201cQuem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Esp\u00edrito sobre eles!\u00bb\u201d. (Nm 11 \/ 1\u00aa L.).<\/em><\/p>\n<p>E agora, perguntamos n\u00f3s, o que \u00e9 que ganha o homem \u2013 que ganhamos n\u00f3s! \u2013 ao cultivarmos este v\u00edcio que, em definitivo s\u00f3 produz <em>infelicidade<\/em> na nossa alma e cora\u00e7\u00e3o, ficando o sabor amargo de uma vida ap\u00e1tica, nojenta e sem sentido? Quer queiramos quer n\u00e3o, <em>deixar-se dominar pela inveja<\/em> \u00e9 como \u00abapostar numa insensata infelicidade\u00bb ilimitada! Al\u00e9m de tudo, parvos! \u00c9 incompreens\u00edvel. Que tristeza!<\/p>\n<p>Pois\u2026 \u2018as Idades do homem\u2019 sucedem-se, e, ao se iniciar o NT, no tempo de Jesus, o dom\u00ednio das \u201cinvejas\u201d continua&#8230; Naquela altura, foi o disc\u00edpulo Jo\u00e3o que disse a Jesus (no Evangelho de hoje): <em>\u201c\u00abMestre, n\u00f3s vimos um homem a expulsar os dem\u00f3nios em Teu nome e procur\u00e1mos impedir-lho, porque ele n\u00e3o anda connosco\u00bb\u201d.<\/em> \u00c9 sempre a mesma hist\u00f3ria (\u00abo outro n\u00e3o pode ser como eu e ainda menos superior a mim!\u00bb). Desta vez a voz carism\u00e1tica de Jesus \u2013 como outrora a de Mois\u00e9s \u2013 vem repor a Verdade: <em>\u201c\u00abN\u00e3o o proibais; porque ningu\u00e9m pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem n\u00e3o \u00e9 contra n\u00f3s \u00e9 por n\u00f3s\u00bb\u201d. (Mc 9 \/ 3\u00aa L.).<\/em> E \u00e9 que <em>\u201ca recompensa<\/em> \u2013 prossegue Jesus \u2013 <em>at\u00e9<\/em> <em>pelo facto t\u00e3o simples de ter dado a beber um copo de \u00e1gua\u201d<\/em> s\u00f3 pode ser para aqueles que n\u00e3o se deixam envolver pela infelicidade deste v\u00edcio da inveja e o ci\u00fame, <em>raiz <\/em>de tantos males e esc\u00e2ndalos&#8230;<\/p>\n<p>Mas, as tais <em>Idades do homem<\/em> chegam at\u00e9 n\u00f3s, e \u201co imp\u00e9rio da inveja\u201d continua \u201cvivo e pujante\u201d(?), ali\u00e1s, est\u00e1 na origem de todas as guerras!&#8230; Basta olhar atentamente \u00e0 nossa volta, para ver como se <em>devoram, uns aos outros pela inveja,<\/em> os indiv\u00edduos <em>predominantes<\/em> nesta sociedade, que \u00e9 a nossa, controlada e subjugada pelo <em>imperialismo<\/em> <em>consumista competitivo<\/em>\u2026 Claro que n\u00e3o vamos transcrever aqui a Carta de Tiago (Tg 5, 1-6 \/ 2\u00aa L)\u2026 Mas trata-se do \u201cretrato perfeito\u201d dos tais indiv\u00edduos \u2013 \u2018consumistas compulsivos e competitivos\u2019 \u2013 \u201cretrato pintado h\u00e1 vinte s\u00e9culos\u201d, mas como se estivesse a contemplar, em profecia previdente, esta nossa sociedade de hoje, que parece estar empenhada na <em>\u2018avareza-inveja\u2019<\/em>. Ent\u00e3o, talvez fosse muito bom fazermos a <em>leitura atenta<\/em> deste <em>Texto<\/em> do ap\u00f3stolo Tiago, para, sinceramente, nos perguntarmos se n\u00e3o estaremos n\u00f3s <em>contagiados deste \u201cv\u00edcio\u201d!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu sei, n\u00f3s sabemos, Senhor,<\/p>\n<p>que a Tua <em>lei de amor<\/em> \u00e9 perfeita,<\/p>\n<p>e que est\u00e1 inscrita no nosso cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>para, no bom combate, vencermos os <em>v\u00edcios capitais<\/em>\u2026<\/p>\n<p>A Tua <em>lei amorosa<\/em> nos ajude, Senhor,<\/p>\n<p>para triunfarmos sobre as <em>invejas e ci\u00fames<\/em>\u2026<\/p>\n<p>porque os Teus <em>preceitos<\/em> alegram o cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>e as Tuas <em>ordens <\/em>s\u00e3o firmes e reconfortantes,<\/p>\n<p>e d\u00e3o sabedoria aos simples e puros de esp\u00edrito\u2026<\/p>\n<p>Embora os Teus filhos, \u00f3 Pai nosso, tentamos<\/p>\n<p>deixar-nos guiar pelos Teus <em>ju\u00edzos e mandatos<\/em>,<\/p>\n<p>e observ\u00e1-los com intelig\u00eancia e sumo cuidado,<\/p>\n<p>quem \u00e9 que gosta, por\u00e9m, de reconhecer <em>os seus erros<\/em>?&#8230;<\/p>\n<p>Purifica-nos tamb\u00e9m dos outros <em>erros<\/em> que nos s\u00e3o ocultos,<\/p>\n<p>e preserva-nos dos <em>\u201cdem\u00f3nios\u201d interiores da inveja<\/em>;<\/p>\n<p>que eles n\u00e3o tenham poder algum sobre n\u00f3s!<\/p>\n<p>Prometemos, ent\u00e3o, fidelidade ao compromisso<\/p>\n<p>de evitarmos aquele <em>cont\u00e1gio,<\/em> e permanecermos <em>imunes<\/em><\/p>\n<p>a qualquer <em>v\u00edcio que nos leve \u00e0 \u201cin-felicidade\u201d!<\/em><\/p>\n<p><em>[ do Salmo Responsorial \/ 18 (19) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Ciclo B \u2013 Domingo 26 do T. 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