{"id":3879,"date":"2019-05-24T16:35:10","date_gmt":"2019-05-24T16:35:10","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3879"},"modified":"2019-05-24T16:35:11","modified_gmt":"2019-05-24T16:35:11","slug":"o-nos-supoe-e-supera-o-eu-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=3879","title":{"rendered":"O \u00abN\u00d3S\u00bb SUP\u00d5E E SUPERA O \u00abEU\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"480\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/20c-O-\u00abn\u00f3s\u00bb-sup\u00f5e-e-supera-o-\u00abeu\u00bb-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3880\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/20c-O-\u00abn\u00f3s\u00bb-sup\u00f5e-e-supera-o-\u00abeu\u00bb-1.jpg 704w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/20c-O-\u00abn\u00f3s\u00bb-sup\u00f5e-e-supera-o-\u00abeu\u00bb-1-300x205.jpg 300w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/20c-O-\u00abn\u00f3s\u00bb-sup\u00f5e-e-supera-o-\u00abeu\u00bb-1-398x271.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;(Ciclo\nC \u2013 Domingo 6 de P\u00c1SCOA)<\/em><strong>&nbsp;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O \u00abN\u00d3S\u00bb <em>SUP\u00d5E<\/em> E <em>SUPERA<\/em> O \u00abEU\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Humanamente, sempre foi e ser\u00e1 dif\u00edcil conciliar ou \u201cconjugar\u201d estas duas \u00abpessoas verbais\u00bb, a <em>1\u00aa do singular<\/em> (eu) com a <em>1\u00aa do plural<\/em> (n\u00f3s). E isto \u00e9 assim, n\u00e3o apenas pela nossa \u201ctend\u00eancia instintiva\u201d a <em>afirmar<\/em> o \u201ceu\u201d como atitude individualista, excluindo o \u201cn\u00f3s\u201d ou relegando-o para um segundo ou \u00faltimo plano. M\u00e1s tamb\u00e9m porque a limita\u00e7\u00e3o humana \u2013 nesta nossa situa\u00e7\u00e3o \u201cesp\u00e1cio-temporal\u201d \u2013 n\u00e3o est\u00e1 capacitada para, naturalmente, inserir ou encaixar o \u201ceu\u201d no \u201cn\u00f3s\u201d, dado que a nossa inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 para \u201cabsolutizar o eu\u201d. Parece como que somos capazes \u2013 apenas e s\u00f3 \u2013 de uma escolha \u201cdisjuntiva\u201d: ou \u201co eu\u201d, ou \u201co n\u00f3s\u201d. Por\u00e9m, n\u00f3s teremos de encontrar algu\u00e9m que nos ensine a \u201cconjugar\u201d essas <em>\u201cduas pessoas\u201d<\/em> na <em>mesma \u201cPessoa\u201d!&#8230;<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>Podemos estar propensos a pensar que Deus, como \u201cSer Uno\u201d, cujo nome \u2013 lembram-se? \u2013 \u00e9 \u00abSou Eu\u00bb <em>(Ex 3)<\/em>, seria o menos indicado para O escolhermos como Modelo nesta \u201cconjuga\u00e7\u00e3o\u201d ou integra\u00e7\u00e3o (Eu-N\u00f3s)&#8230; Nada t\u00e3o longe da verdade!<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de abrirmos <em>a Palavra<\/em> de hoje, perguntamo-nos: Porque \u00e9 que Deus (ou Jesus, no seu caso), em algumas ocasi\u00f5es, utiliza o \u201cplural\u201d em vez de o singular? E n\u00e3o s\u00f3 \u201cna palavra\u201d, mas tamb\u00e9m \u201cna atitude\u201d. Basta lembrar aquele epis\u00f3dio, dos mais antigos da B\u00edblia (Gn 18), onde Deus, o Senhor, visita Abra\u00e3o, na forma de <em>tr\u00eas personagens misteriosos<\/em>. Estes \u201ctr\u00eas homens\u201d, falam e agem tanto <em>em singular<\/em> (a pessoa de cada um deles) como tamb\u00e9m agindo <em>em plural<\/em> (\u201ccomo um s\u00f3 homem\u201d, dir\u00edamos n\u00f3s). Certamente, tudo isso tem um significado!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Se abrimos agora <em>a Palavra<\/em>, no Evangelho de hoje (3\u00aa leitura), deparamo-nos logo com esta afirma\u00e7\u00e3o de Jesus: <em>\u201cN\u00f3s viremos a ele e faremos nele a nossa morada\u201d.<\/em> \u00c9 Deus quem est\u00e1 a falar (atrav\u00e9s da Pessoa de Jesus). Ou melhor, <em>\u00e9 Jesus quem fala, como Deus que \u00e9<\/em>, utilizando o \u201cN\u00f3s\u201d plural. Claro que Ele, imediatamente a seguir, e para n\u00e3o haver d\u00favidas, esclarece que este Deus exprime-Se em plural ao considerar-Se <em>em Tr\u00eas Pessoas<\/em> divinas, embora <em>um s\u00f3 Deus<\/em>: <em>\u201c\u2026O <\/em>Esp\u00edrito Santo<em>, que o <\/em>Pai<em> enviar\u00e1 em meu nome, vos ensinar\u00e1 todas as coisas e vos recordar\u00e1 tudo o que <\/em>Eu<em> vos disse\u201d (Jo 14 \/ 3\u00aa L.).<\/em> \u201cEsp\u00edrito\u201d, \u201cPai\u201d e \u201cEu\u201d: Trata-se exatamente daquele Deus, Uno e Trino \u2013 o Mist\u00e9rio da Trindade \u2013 que fica a\u00ed \u00abrevelado\u00bb. Lembram-se? \u2013 Deus-Trindade, Deus-Comunidade!<\/p>\n\n\n\n<p>Ora bom, dado que n\u00f3s fomos <em>criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus<\/em>, deveremos aprender (se ainda o n\u00e3o fazemos) a falarmos e agirmos como <em>grupo<\/em> \u2013 \u201ccomunidade\u201d \u2013 mas, ao mesmo tempo, assumindo-nos, cada um de n\u00f3s, como \u201cindiv\u00edduo-pessoa\u201d. E mais ainda, contendo ou incluindo a presen\u00e7a do Deus Trino, ou alguma das tr\u00eas Pessoas, quer na <em>comunidade<\/em> quer na <em>pessoa<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isso que aprenderam a viver e manifestar aqueles disc\u00edpulos de Jesus, nas suas \u201ccomunidades\u201d e assembleias, j\u00e1 desde os primeiros tempos. Com toda a naturalidade \u2013 e sempre \u00abna presen\u00e7a de Deus\u00bb \u2013 eles decidiam comunitariamente, e transmitiam as suas decis\u00f5es \u00e0s outras comunidades. E assim, podiam escrever: <em>\u201cO Esp\u00edrito Santo e n\u00f3s decidimos n\u00e3o vos impor mais nenhuma obriga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m destas que s\u00e3o indispens\u00e1veis\u2026\u201d. (At 15 \/ 1\u00aa L.)<\/em>. V\u00ea-se que nesta, como noutras passagens do livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, aparecem express\u00f5es semelhantes, onde se verifica que os disc\u00edpulos, os crist\u00e3os, consideravam a \u201cPessoa\u201d do Esp\u00edrito Santo (Deus) associada \u00e0 sua Comunidade Crist\u00e3 <em>(\u201co Esp\u00edrito Santo e n\u00f3s\u201d)<\/em>. Aprendamos e vivamos, na verdade, esta <em>linguagem e atitude crist\u00e3!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Isto para n\u00e3o falar j\u00e1 da <em>Nossa Futura Comunidade Celeste<\/em>, descrita no Apocalipse, onde o vidente, Jo\u00e3o, escreve: <em>\u201cNesta cidade celeste\u2026 n\u00e3o vi nenhum templo, porque o seu templo \u00e9 o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. E a cidade n\u00e3o precisa da luz do sol nem da lua, porque a gl\u00f3ria de Deus a ilumina, e a sua l\u00e2mpada \u00e9 o Cordeiro\u201d. (Ap 21 \/ 2\u00aa L.). <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>[ Nota: J\u00e1 agora, \u00ab<strong>ubuntu<\/strong>\u00bb \u2013 express\u00e3o de uma das culturas africanas \u2013 significa algo assim como: \u00ab<strong>eu sou porque n\u00f3s somos<\/strong>\u00bb (!!!) ].<\/em>\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><em>Resplande\u00e7a sobre n\u00f3s, Senhor, <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a luz do Teu rosto<\/em>, Deus Uno e Trino,<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Fam\u00edlia e Comunidade Trinit\u00e1ria \u2013<\/p>\n\n\n\n<p>que a todos cativa e seduz\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Pois queremos aprender a viver <\/p>\n\n\n\n<p>a Tua linguagem e atitude cativante, <\/p>\n\n\n\n<p>que ilumina as \u201cpessoas\u201d e as \u201ccomunidades\u201d, <\/p>\n\n\n\n<p>que \u201ccontagia\u201d as nossas Fam\u00edlias e Grupos, <\/p>\n\n\n\n<p>para vivermos a <em>unidade<\/em> na <em>diversidade<\/em>, <\/p>\n\n\n\n<p>conjugando a nossa liberdade pessoal <\/p>\n\n\n\n<p>com o nosso sentido coletivo e comunit\u00e1rio\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 vivendo assim, \u00f3 Deus, a Tua Vida<\/p>\n\n\n\n<p>e espalhando assim <em>esse Amor Trinit\u00e1rio<\/em>, <\/p>\n\n\n\n<p>que faremos germinar o Teu Reino entre n\u00f3s, <\/p>\n\n\n\n<p><em>at\u00e9 conhecerem todos os Teus caminhos:<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>caminhos de verdade e de vida, <\/p>\n\n\n\n<p>caminhos de santidade e de gra\u00e7a, <\/p>\n\n\n\n<p>caminhos de justi\u00e7a, de amor e de paz\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Pois s\u00f3 seguindo <em>as pegadas de Jesus<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>com entusiasmo sempre crescente, <\/p>\n\n\n\n<p>outros muitos seguir\u00e3o \u201cestes caminhos\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 <em>caminhos convergentes<\/em> em Ti, \u00f3 Pai \u2013 <\/p>\n\n\n\n<p>s\u00f3 assim <em>vir\u00e1 o dia em que o Teu louvor <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>ter\u00e1 chegado at\u00e9 aos confins da terra!<\/em> \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>                 <em>[ do Salmo Responsorial \/ 66 (67) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;(Ciclo C \u2013 Domingo 6 de P\u00c1SCOA)&nbsp; O \u00abN\u00d3S\u00bb SUP\u00d5E E SUPERA O \u00abEU\u00bb Humanamente, sempre foi e ser\u00e1 dif\u00edcil conciliar ou \u201cconjugar\u201d estas duas \u00abpessoas verbais\u00bb, a 1\u00aa do singular (eu) com a 1\u00aa do plural (n\u00f3s). 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