{"id":4043,"date":"2019-08-14T15:09:05","date_gmt":"2019-08-14T15:09:05","guid":{"rendered":"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=4043"},"modified":"2022-11-20T08:08:27","modified_gmt":"2022-11-20T08:08:27","slug":"sobe-e-desce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/?p=4043","title":{"rendered":"\u00abSOBE\u00bb e \u00abDESCE\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/63c-\u00abSubidas\u00bb-e-\u00abdescidas\u00bb.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4044\" src=\"http:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/63c-\u00abSubidas\u00bb-e-\u00abdescidas\u00bb.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/63c-\u00abSubidas\u00bb-e-\u00abdescidas\u00bb.jpg 424w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/63c-\u00abSubidas\u00bb-e-\u00abdescidas\u00bb-212x300.jpg 212w, https:\/\/palavradeamorpalavra.sallep.net\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/63c-\u00abSubidas\u00bb-e-\u00abdescidas\u00bb-398x563.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>(Ciclo C \u2013 Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u2013 15 de agosto)\u00a0\u00a0<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abSOBE\u00bb e \u00abDESCE\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>A \u00abm\u00e3e-natureza\u00bb est\u00e1 a dar continuamente \u201cli\u00e7\u00f5es\u201d aos humanos \u2013 que, tantas vezes, teimamos em n\u00e3o querer \u201caprender\u201d! \u2013. No entanto, para a nossa reflex\u00e3o de hoje, temos o exemplo, bem comum na Natureza, das plantas de \u201cgrande porte\u201d (\u00e1rvores e arbustos) cujas ra\u00edzes, a crescerem em profundidade e extens\u00e3o, devem faz\u00ea-lo na propor\u00e7\u00e3o da altura e grandeza da parte a\u00e9rea (externa) que observamos. Se bem o pensarmos, isso tem toda a l\u00f3gica: quanto mais alta e robusta for uma \u00e1rvore mais profundas e fortes devem ser as suas ra\u00edzes (parte subterr\u00e2nea) para suportar a sua parte a\u00e9rea (tronco, ramos, folhas\u2026). S\u00e3o necess\u00e1rias ra\u00edzes profundas para alturas elevadas! E sabe-se ainda da exist\u00eancia de algumas plantas que, ap\u00f3s serem semeadas, precisam de v\u00e1rios anos para ganharem ra\u00edzes suficientes antes de se lan\u00e7arem \u00e0 aventura do seu crescimento e desenvolvimento exterior, vis\u00edvel (caso do \u2018bambu chin\u00eas\u2019, por ex.). O facto de n\u00e3o observarmos nada \u00e0 superf\u00edcie, em v\u00e1rios anos, leva \u00e0 gente a pensar que aquelas sementes n\u00e3o germinaram e \u201cfracassaram\u201d, o que na realidade n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p>Tudo isto, que nos parece interessante e razo\u00e1vel, pretendemos ignor\u00e1-lo ou esquec\u00ea-lo na nossa vida \u201cmaterial\u201d, e mais ainda na nossa dimens\u00e3o \u201cespiritual\u201d\u2026 A verdade \u00e9 que muita gente aposta principalmente \u2013 ou quase exclusivamente \u2013 nas realidades exteriores (no seu \u201cporte exterior\u201d\/ \u201clook\u201d) sem se preocupar com aquela \u201cInterioridade\u201d, que deve sustentar e suportar \u201ca exterioridade\u201d. Esta atitude \u201cvai contra toda a l\u00f3gica\u201d\u2026 Quem quiser \u00absubir\u00bb deve, primeiro, \u00abdescer\u00bb (e n\u00e3o vice-versa)! Mas ser\u00e1 que no campo humano e espiritual temos tamb\u00e9m exemplos, tal como sucede ao n\u00edvel do puramente Natural?<\/p>\n<p>Pode parecer uma fic\u00e7\u00e3o de fantasia, mas o primeiro exemplo nos vem diretamente do pr\u00f3prio Deus, na pessoa de Jesus, o Filho, feito homem, que <em>\u201cidentificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente at\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz\u201d<\/em>; por isso mesmo, continua S. Paulo<em>, \u201cDeus o exaltou acima de tudo e lhe concedeu o nome que est\u00e1 acima de todo o nome\u201d (Fl 2)<\/em>. (Efeito da <em>mola espiral<\/em>: s\u00f3 comprimindo-a para baixo, \u00e9 projetada para cima).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nesta Solenidade da Assun\u00e7\u00e3o, \u00e9 o exemplo e modelo de Maria, a M\u00e3e de Jesus, que nos ilumina e estimula, por ser Ela, ali\u00e1s, a primeira e melhor seguidora de Jesus, o Filho. A Virgem Maria \u00e9, neste dia, elevada (\u201cassunta\u201d) ao mais alto dos C\u00e9us porque, primeiro, tinha-se \u201cabaixado\u201d como a mais humilde de todas as mulheres. \u00c9 assim que Deus <em>\u201colhou para a humildade da sua serva\u201d<\/em> \u2013 como Ela mesma canta no seu \u00abMagnificat\u00bb \u2013 ; e isto \u00e9 assim, <em>\u201cporque o Senhor exalta os humildes enquanto derruba os poderosos\u2026 e enche de bens os famintos enquanto despede os ricos sem nada\u201d (Lc 1 \/ 3\u00aa L.)<\/em>. Ou seja que, nesta Assun\u00e7\u00e3o de nossa Senhora, o Senhor Deus aplica a Maria, o mesmo \u201cesquema\u201d que tinha seguido em Jesus: porque \u201cse abaixaram\u201d, Deus \u201cexaltou-os\u201d\u2026 O que fica claro e evidente \u00e9 que ningu\u00e9m pode exaltar a algu\u00e9m que j\u00e1 estiver \u2018elevado\u2019 (\u2018na sua impertin\u00eancia\u2019)!<\/p>\n<p>Sabemos que, j\u00e1 desde a sua voca\u00e7\u00e3o de m\u00e3e, ao exercer a sua maternidade, Maria de Nazar\u00e9 teve de sofrer a incompreens\u00e3o e o sofrimento, tal como o exprime, de maneira figurada, o livro da <em>revela\u00e7\u00e3o<\/em> ou Apocalipse: <em>\u201cEstava para ser m\u00e3e e gritava com as dores e \u00e2nsias da maternidade\u2026 O drag\u00e3o colocou-se diante da mulher que estava para ser m\u00e3e, para lhe devorar o filho, logo que nascesse\u2026 E a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar\u201d\u2026 (Ap 11.12 \/ 1\u00aa L.)<\/em>. Express\u00f5es misteriosas que revelam a \u201ctrajet\u00f3ria de humilha\u00e7\u00e3o\u201d que Ela teve de percorrer na terra\u2026 N\u00e3o admira, portanto, que, nesta mesma leitura do Apocalipse, se proclame a sua exalta\u00e7\u00e3o e glorifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u201cfigurada\u201d: <em>\u201cApareceu no C\u00e9u um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos p\u00e9s e uma coroa de doze estrelas na cabe\u00e7a\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Assim sendo, de todas estas \u00abdescidas\u00bb e \u00absubidas\u00bb, fica uma clara li\u00e7\u00e3o para todos n\u00f3s: O caminho a percorrer n\u00e3o pode ser outro que o da humildade e abaixamento. Portanto, nem pensar naquele \u201corgulho\u201d de Ad\u00e3o, \u201cpelo que todos morreram\u201d, nem naquelas \u201csoberanias, autoridades e poderes que ser\u00e3o aniquilados por Cristo\u201d\u2026 mas sim na humildade e docilidade de Maria, que imita Jesus, pois s\u00f3 assim <em>\u201cser\u00e3o todos restitu\u00eddos \u00e0 vida\u201d<\/em>.(1 Cor 15 \/ 2\u00aa L.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, Senhor, louvamos juntos<\/p>\n<p>\u00e0quela que \u00e9 Tua e nossa M\u00e3e. Sim.<\/p>\n<p>Porque dizer que <em>\u201ca Rainha do C\u00e9u est\u00e1 \u00e0 Tua direita\u201d<\/em><\/p>\n<p>significa que n\u00e3o pode ocupar outro lugar<\/p>\n<p>mais elevado e sublime na Gl\u00f3ria Celeste, Ela,<\/p>\n<p>a quem Tu tinhas <em>\u201colhado na sua humildade e baixeza\u201d<\/em>\u2026<\/p>\n<p>E agora est\u00e1 <em>\u201cornada com o ouro de Ofir\u201d<\/em><\/p>\n<p>aquela cujos enfeites na vida terrena<\/p>\n<p>foram a simplicidade e a mod\u00e9stia\u2026<\/p>\n<p>Por isso, \u00abSenhora da Assun\u00e7\u00e3o\u00bb e nossa M\u00e3e,<\/p>\n<p>n\u00f3s te louvamos na tua Gl\u00f3ria infinita,<\/p>\n<p>porque <em>\u201ca beleza de que o Rei se enamorou\u201d<\/em><\/p>\n<p>foi a tua singeleza, docilidade e mansid\u00e3o<\/p>\n<p>que contagiava \u00abos pobres de Jav\u00e9\u00bb do Povo fiel;<\/p>\n<p>louvamos-te para sempre, M\u00e3e, porque estar\u00e1s<\/p>\n<p><em>\u201crodeada das filhas e filhos de reis\u201d <\/em>que somos todos n\u00f3s\u2026<\/p>\n<p><em>\u201cOuve, Maria, v\u00ea e escuta as nossas s\u00faplicas<\/em><\/p>\n<p><em>e presta aten\u00e7\u00e3o ao nosso louvor\u201d<\/em> e eterna gratid\u00e3o!<\/p>\n<p><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [ do Salmo Responsorial \/ 44 (45) ]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ciclo C \u2013 Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u2013 15 de agosto)\u00a0\u00a0\u00a0 \u00abSOBE\u00bb e \u00abDESCE\u00bb A \u00abm\u00e3e-natureza\u00bb est\u00e1 a dar continuamente \u201cli\u00e7\u00f5es\u201d aos humanos \u2013 que, tantas vezes, teimamos em n\u00e3o querer \u201caprender\u201d! \u2013. 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