
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
( Ciclo B – Domingo 3 do T. Comum)
“Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia e começou a pregar, dizendo: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída». Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno… Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, e desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou”. (Jn 3,4.5.10 / 1ª L.).
Conhecemos a história de Jonas? Para centrar a base histórica deste género de parábola (‘midráshica’), podemos dizer que os investigadores bíblicos atribuem a sua autoria a um redator, posterior ao séc. V a.C, com uma boa formação bíblica. Aliás, ele tomou emprestado o nome de um ‘profeta’, Jonas, que tinha vivido no séc. VIII a.C (2 Rs 14,25), mas de quem ‘nada mais se conhece além do nome’. Em volta deste nome, cria-se esta inverosímil, ainda que magistral, ‘história’ (?)… Seja como for, este livro “inspirado” contém uma mensagem mesmo fundamental: o Amor de Deus é Universal tal como a Sua Misericórdia!…
A – Compreende-se que seja assim, pois, como regista um autor, este livro de Jonas «reage contra o “particularismo” sócio-religioso muito aceite na época de Esdras-Neemias» (do tempo do redator).
B – E se observarmos com atenção, constatamos que, por este motivo, através desta “história de Jonas”, todos ficam bem (os marinheiros, os ninivitas a começar pelas crianças, o próprio rei e até os animais), exceto o único judeu, isto é, Jonas, que vem representar o papel de ‘mau da fita’…
A – É verdade. A primeira falha grave de Jonas – que deveria agir como profeta de Deus – é a de se opor à vontade de Deus, fugindo exatamente na direção e sentido contrário à cidade de Nínive.
B – A primeira reação dos “chamados por Deus para uma missão” costuma ser de medo, de dúvida ou de rejeição; e só depois, num segundo momento, é que se confia em Deus e se aceita a “vocação”…
A – Só que, no caso do Jonas, as coisas se complicaram e foram longe demais. Foi preciso ele passar por situações terríveis (‘história do naufrágio’) para ele escutar um “segundo apelo” de Deus, e realizar a missão de pregar naquela cidade pecadora, anunciando a sua destruição se não mudar.
B – O caso é que, para surpresa e admiração de todos, aqueles habitantes de Nínive promovem e realizam uma conversão exemplar, com jejum e penitência, “do maior ao menor”, até aos animais.
A – Conclui-se que, afinal, Deus se compadece de todos e a todos perdoa, até ao próprio profeta, rebelde, teimoso e pertinaz, que, depois de tudo, não vê com bons olhos que asses pagãos – sinceramente convertidos – tenham obtido o perdão, pelo amor e a misericórdia de Deus!
A/B: Nós já sabemos agora, Senhor e Pai nosso, que o teu Amor é universal:
que acolhes a todos e de todos Te compadeces, sem aceção de pessoas…
Todos queremos sentir-nos irmãos, porque somos Teus filhos; por isso,
faz-nos ver, ó Pai, que não podemos nem devemos desistir no caminho
da nossa conversão, e de procurar sempre a conversão e salvação de todos…
confiados no Teu Amor compassivo e misericordioso, que não tem limites!
// PARA outras REFLEXÕES AFINS: http://palavradeamorpalavra.sallep.net
22 Janeiro, 2021
«Deus viu como se convertiam do seu mau caminho»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
( Ciclo B – Domingo 3 do T. Comum)
“Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia e começou a pregar, dizendo: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída». Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno… Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, e desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou”. (Jn 3,4.5.10 / 1ª L.).
Conhecemos a história de Jonas? Para centrar a base histórica deste género de parábola (‘midráshica’), podemos dizer que os investigadores bíblicos atribuem a sua autoria a um redator, posterior ao séc. V a.C, com uma boa formação bíblica. Aliás, ele tomou emprestado o nome de um ‘profeta’, Jonas, que tinha vivido no séc. VIII a.C (2 Rs 14,25), mas de quem ‘nada mais se conhece além do nome’. Em volta deste nome, cria-se esta inverosímil, ainda que magistral, ‘história’ (?)… Seja como for, este livro “inspirado” contém uma mensagem mesmo fundamental: o Amor de Deus é Universal tal como a Sua Misericórdia!…
A – Compreende-se que seja assim, pois, como regista um autor, este livro de Jonas «reage contra o “particularismo” sócio-religioso muito aceite na época de Esdras-Neemias» (do tempo do redator).
B – E se observarmos com atenção, constatamos que, por este motivo, através desta “história de Jonas”, todos ficam bem (os marinheiros, os ninivitas a começar pelas crianças, o próprio rei e até os animais), exceto o único judeu, isto é, Jonas, que vem representar o papel de ‘mau da fita’…
A – É verdade. A primeira falha grave de Jonas – que deveria agir como profeta de Deus – é a de se opor à vontade de Deus, fugindo exatamente na direção e sentido contrário à cidade de Nínive.
B – A primeira reação dos “chamados por Deus para uma missão” costuma ser de medo, de dúvida ou de rejeição; e só depois, num segundo momento, é que se confia em Deus e se aceita a “vocação”…
A – Só que, no caso do Jonas, as coisas se complicaram e foram longe demais. Foi preciso ele passar por situações terríveis (‘história do naufrágio’) para ele escutar um “segundo apelo” de Deus, e realizar a missão de pregar naquela cidade pecadora, anunciando a sua destruição se não mudar.
B – O caso é que, para surpresa e admiração de todos, aqueles habitantes de Nínive promovem e realizam uma conversão exemplar, com jejum e penitência, “do maior ao menor”, até aos animais.
A – Conclui-se que, afinal, Deus se compadece de todos e a todos perdoa, até ao próprio profeta, rebelde, teimoso e pertinaz, que, depois de tudo, não vê com bons olhos que asses pagãos – sinceramente convertidos – tenham obtido o perdão, pelo amor e a misericórdia de Deus!
A/B: Nós já sabemos agora, Senhor e Pai nosso, que o teu Amor é universal:
que acolhes a todos e de todos Te compadeces, sem aceção de pessoas…
Todos queremos sentir-nos irmãos, porque somos Teus filhos; por isso,
faz-nos ver, ó Pai, que não podemos nem devemos desistir no caminho
da nossa conversão, e de procurar sempre a conversão e salvação de todos…
confiados no Teu Amor compassivo e misericordioso, que não tem limites!
// PARA outras REFLEXÕES AFINS: http://palavradeamorpalavra.sallep.net