“Ele devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos, para ser um sumo sacerdote misericordioso… De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, assim pode socorrer aqueles que sofrem provação”. [Hb 2,17-18 (2ªL)].

“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «…E este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem… e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma –…”. [Lc 2,34-35 (3ªL)].

 

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O sentido e a importância do mediador, ou da “mediação”, surge-nos de novo nesta Palavra de hoje (como se recordará, na Palavra de uma das nossas últimas Reflexões)… Igualmente, neste caso, aparecem-nos juntos – porque inseparáveis – o Filho e a Mãe, Jesus e Maria. Víamos, naquela altura, que a mediação de Maria está sempre ligada e subordinada à Mediação de Jesus – único e verdadeiro Mediador –. Acontece, porém, que talvez ainda não refletimos o suficiente no facto de que Maria – como se viu – não é Medianeira apenas e só por ser a Mãe do Mediador, mas, porque para tal, demonstrou (!?) também que estava à altura no que diz respeito aos “sofrimentos redentores”, à imitação do Filho… Neste episódio, objeto da Festa de hoje – a Apresentação de Jesus e ‘Purificação’ de Maria – fica também patente que, a nível de «dores e cruz», iria seguir de perto os passos do seu Filho na tarefa da Redenção e Salvação da Humanidade. Se na Epístola aos Hebreus – que recolhe a tradição profética do AT – fica clara a coerência entre os sofrimentos próprios (de Jesus) para ajudar e compreender os sofrimentos dos humanos (“Ele próprio foi provado pelo sofrimento, para poder socorrer aqueles que sofrem provação”), de igual modo, agora se anuncia, assim sem mais, que “uma espada trespassará a alma” de Maria, por ser a Mãe daquele bebé que Ela apresenta nos seus braços… Quer dizer, por mais esta razão poderosa, Ela vai acompanhar sempre, com a sua Mediação maternal – e por direito próprio – a Mediação Universal de Jesus! Assim de simples!

«  Mas Tu, Mãe, exercerás a tua função de Mediação através dessa LUZ Divina de que és portadora: o teu Filho Jesus. Por isso hoje, acudimos a Ti, Nossa Senhora da Candelária, ou Virgem das Candeias, porque esse Menino, que levas sempre contigo – e que agora está “nos braços do ancião Simeão” – Ele próprio é e será sempre (segundo as palavras proféticas desse ancião): “Luz para se revelar às nações…”. Então, Mãe, nós queremos seguir sempre essa Luz, por esse Caminho de Jesus, que Tu seguiste, mesmo quando “atravessados pela espada da dor”, para sermos também “corredentores” contigo, para a salvação de todos… E entramos assim nessa corrente solidária de “redenções”: verdadeiras «metamorfoses» de Salvação!

 

NOTAS COMPLEMENTARES:

1-]  Nossa Senhora da Candelária. A Virgem das Candeias ou da Luz, “apareceu” numa praia (atualmente na vila de Candelária) da Ilha de Tenerife (Canárias/Espanha) no ano 1400. Os nativos guanches da Ilha, ao princípio ficaram com medo dela… No entanto, uma imagem da “Virgem das Candeias” ficou guardada e venerada numa caverna, onde posteriormente seria construído um Templo-Santuário… Entretanto, a devoção espalhou-se pela América latina… Já nos meados do séc. XX, foi construída a Basílica Real da Candelária, edifício de tamanho considerável, com capacidade para 5000 pessoas... A sua festa principal é no 2 de fevereiro (a Apresentação do Senhor, e Purificação de Maria/Senhora das Candeias); mas celebra-se também uma segunda e grande festa, no 15 de agosto (a Assunção de Maria)… O número de visitantes (peregrinos?) calcula-se em cerca de 2,5 milhões por ano. O Santuário foi declarado pelo Papa Bento XVI como Basílica Menor e solenemente consagrada como tal em 2 de fevereiro de 2011.

2-]  Bananeira (Musa paradisiaca). Planta frutífera que se encontra em muitas regiões tropicais e subtropicais da América, África e Ásia. Na zona euroafricana-atlântica, são famosas as bananas das Ilhas Canárias… Estão identificadas quatro variedades (tipos) principais de banana: a banana-prata; a banana-maçã (pequena e arredondada); a banana-caturra (grande, também conhecida como ‘banana-d’água’) e a banana-da-terra (‘pacova’ ou ‘banana-pão’). [Vulgarmente, usa-se também esta outra ‘classificação’ para banana: ouro, prata e terra]…

 

3-]  Eis a sequência dos principais ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE, Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente:

  1. FÁTIMA (Portugal). // 2. GUADALUPE (México). // 3. LURDES (França). // 4. APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (Ruanda/África). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia). // 7. AUXILIADORA (Papuásia/Oceânia). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha).

 

// PARA outras REFLEXÕES AFINS: http://palavradeamorpalavra.sallep.net