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– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –

(Ciclo A – Imaculada Conceição)

 

Disse então o Senhor Deus à serpente:

…Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher,

entre a tua descendência e a descendência dela.

Esta esmagar-te-á a cabeça…”. (Gn 3, 15 / 1ª L.).

 

Sabemos que para Deus não há nada impossível, mas “falar para uma serpente”?… E afinal, que culpa tinha aquele bicho rastejante, da família dos “Ofídios”?… Será possível, alguma vez, um animal irracional cometer pecado?… Como, então, pode ser interpretado que a “primeira punição”, o “castigo maior”, seja para um “ser irracional”, antes que para aqueles dois seres humanos, “animais racionais” e, por isso, capazes de ser culpados?… E qual o verdadeiro significado que tem “a descendência” de cada uma “delas” (“mulher” e “cobra”)?…

A – Não deixa de ser curioso, nesta “história”, o protagonismo da serpente, que se transforma num astuto e eficaz “tentador”.

B – A questão coloca-se no facto de a mulher (Eva) cair na armadilha de iniciar um diálogo com um ser que, quando menos, era para ela enigmático e perigoso.

A – Mas um diálogo onde o interlocutor inferior (?) aparece com superior inteligência e, para já, com a mais fina psicologia, que consegue “envolver” a simples curiosidade feminina.

B – Não obstante, o importante é que esta «mulher-Eva», derrotada, terá, finalmente, uma «descendência vitoriosa e salvadora». E tudo não deixa de ser um maravilhoso “simbolismo”!

A – Só não estamos a ver com clareza se esta «descendência», de que se fala, refere-se a Jesus ou, então, a Maria.

B – Naturalmente, essa descendência, afinal, só pode ser o Messias Salvador, Jesus de Nazaré, da «descendência de David»… porém, isso só seria possível, evidentemente, através de uma outra «mulher-Maria», vitoriosa!

A – Então, já estamos a ver que, na realidade, a mulher-vencida (Eva) foi “redimida” por Maria, a mulher-vencedora (Ave), a Mãe do verdadeiro Redentor, Jesus Cristo.

 

A/B: Porque sabemos, ó Mãe, que o Maligno aparece

 disfarçado de mil modos para nos tentar e perder…

dá-nos a simplicidade e pureza da pomba,

mas também a prudência sagaz da serpente!

 

// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA:

http://palavradeamorpalavra.sallep.net