
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – 3º Domingo do Advento)
“«Ide contar a João [o Batista, na prisão] o que vedes e ouvis:
os cegos veem, os coxos andam… os mortos ressuscitam
e a boa nova é anunciada aos pobres»”. (Mt 11,4-5 / 3ª L.).
Na verdade, será que todos sabemos qual é o motivo pelo que João, o Batista, está nessa altura no cárcere?… E a resposta que Jesus dá aos “emissários” do João, será que corresponde à pergunta «Diz-nos se és Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?»… E como é que João Batista pergunta isso, se ele próprio tinha afirmado anteriormente – referindo-se a Jesus e à frente de muita a gente –: «Aí está o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo»… além de outros testemunhos semelhantes?… E “anunciar a boa nova aos pobres” poderá alguma vez ser “sinal” convincente para os discípulos de João ou para a gente em geral?…
A – A atitude do João Batista, neste episódio, parece, à primeira vista, quando menos, inexplicável e fora de lugar, a não ser que se esclareça com atenção o que está por trás deste evento…
B – Antes de mais, é preciso ter em conta a circunstância, decisiva, de se encontrar “entre grades”, nesta etapa derradeira da sua vida…
A – Numa outra parte do Evangelho, podemos ler o relato e os motivos, quer da sua reclusão quer da sua posterior execução – degolado – pela ridícula decisão de um insensato ditador…
B – Claro que já anteriormente João Batista, inspirado pelo Espírito Santo, tinha manifestado abertamente, mais do que uma vez, que Jesus de Nazaré era o Messias Salvador…
A – É verdade, e até tinha referido que esse tal Jesus haveria de “batizar no Espírito Santo e no fogo”, e que, portanto, ele próprio “não era digno de Lhe desatar a correia das sandálias”…
B – Parece, pelos vistos, que João pretendia, com a pergunta daqueles “enviados”, que a resposta de Jesus – perante aquela multidão e os próprios discípulos enviados – viesse confirmar de modo definitivo, Quem era Jesus e quem era ele (apenas e só! o Seu “precursor” e “a voz que clama”)…
A – Então, assim compreende-se que a resposta de Jesus – quanto aos “sinais” que opera – tenha um sentido “messiânico e salvador”… especialmente o “sinal” de “evangelizar aos pobres”…
B – E com a resposta “prática” (!) de Jesus – «Ide contar a João o que estais a ver» – confirma-se, mais uma vez, que “Ele, primeiro fazia e, logo, ensinava” (como registaram os Seus discípulos)…
A/B: Alcança-nos, ó João Batista, que aprendamos
a viver a atitude de Jesus: primeiro “agir”, realizar,
para, depois, podermos “falar” com verdade…
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA:
http://palavradeamorpalavra.sallep.net
10 Dezembro, 2016
«Ide contar a João, na prisão, o que vedes…»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – 3º Domingo do Advento)
“«Ide contar a João [o Batista, na prisão] o que vedes e ouvis:
os cegos veem, os coxos andam… os mortos ressuscitam
e a boa nova é anunciada aos pobres»”. (Mt 11,4-5 / 3ª L.).
Na verdade, será que todos sabemos qual é o motivo pelo que João, o Batista, está nessa altura no cárcere?… E a resposta que Jesus dá aos “emissários” do João, será que corresponde à pergunta «Diz-nos se és Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?»… E como é que João Batista pergunta isso, se ele próprio tinha afirmado anteriormente – referindo-se a Jesus e à frente de muita a gente –: «Aí está o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo»… além de outros testemunhos semelhantes?… E “anunciar a boa nova aos pobres” poderá alguma vez ser “sinal” convincente para os discípulos de João ou para a gente em geral?…
A – A atitude do João Batista, neste episódio, parece, à primeira vista, quando menos, inexplicável e fora de lugar, a não ser que se esclareça com atenção o que está por trás deste evento…
B – Antes de mais, é preciso ter em conta a circunstância, decisiva, de se encontrar “entre grades”, nesta etapa derradeira da sua vida…
A – Numa outra parte do Evangelho, podemos ler o relato e os motivos, quer da sua reclusão quer da sua posterior execução – degolado – pela ridícula decisão de um insensato ditador…
B – Claro que já anteriormente João Batista, inspirado pelo Espírito Santo, tinha manifestado abertamente, mais do que uma vez, que Jesus de Nazaré era o Messias Salvador…
A – É verdade, e até tinha referido que esse tal Jesus haveria de “batizar no Espírito Santo e no fogo”, e que, portanto, ele próprio “não era digno de Lhe desatar a correia das sandálias”…
B – Parece, pelos vistos, que João pretendia, com a pergunta daqueles “enviados”, que a resposta de Jesus – perante aquela multidão e os próprios discípulos enviados – viesse confirmar de modo definitivo, Quem era Jesus e quem era ele (apenas e só! o Seu “precursor” e “a voz que clama”)…
A – Então, assim compreende-se que a resposta de Jesus – quanto aos “sinais” que opera – tenha um sentido “messiânico e salvador”… especialmente o “sinal” de “evangelizar aos pobres”…
B – E com a resposta “prática” (!) de Jesus – «Ide contar a João o que estais a ver» – confirma-se, mais uma vez, que “Ele, primeiro fazia e, logo, ensinava” (como registaram os Seus discípulos)…
A/B: Alcança-nos, ó João Batista, que aprendamos
a viver a atitude de Jesus: primeiro “agir”, realizar,
para, depois, podermos “falar” com verdade…
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA:
http://palavradeamorpalavra.sallep.net