
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 2 da Quaresma)
“Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem eles do monte [da Transfiguração], Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos»”. (Mt 17,7-9)
Verifica-se na história… que «é uma constante o facto de todas as “teofanias” causarem espanto, medo, temor… nos “videntes”». Ou seja, “a manifestação de Deus” (teofania) perturba e inquieta o ser humano que a recebe ou presencia. Aconteceu, sem ir mais longe, com «os pastorinhos nas aparições de Fátima» (em cujo Centenário estamos). Pois tal como naquela altura, a Virgem Maria diz-lhes «Não tenhais medo, eu não vos faço mal», aqui Jesus diz aos discípulos: “Levantai-vos e não temais” … Tudo bem, mas porque é que Jesus “lhes proíbe contar a ninguém essa visão”?…
A – O medo ou perturbação perante a presença – visível, sensível, palpável – de um fenómeno sobrenatural vem confirmar que, nesses casos, como que entram em confronto dois “mundos” fundamentalmente diversos, e portanto, difíceis de se aceitar e assumir mutuamente…
B – Quer dizer, desses dois “mundos”, o mais frágil, débil ou elementar sente-se indefeso e vulnerável perante “o Outro”… Essa «Outra dimensão» supera o simples «espácio-temporal»!…
A – Mas voltando a este mistério da Transfiguração, a proibição, aos três discípulos, de contar o acontecido, certamente terá alguma motivação objetiva, além da limitação na comunicação (?)…
B – Sabemos que Jesus “fugia” da espetacularidade nas suas atitudes e atuações. Assim, neste caso, Ele aceita a vontade do Pai que pretendia mostrar àqueles «três» a divindade do Filho.
A – Em tal caso, pareceria natural que eles transmitissem isso a toda a gente, ou pelo menos aos outros apóstolos e discípulos que deveriam conhecer – como eles – a futura Glorificação de Jesus.
B – Claro que podia parecer “natural”, mas exatamente por isso, o “sobrenatural” não encaixava por enquanto, uma vez que, como sabemos, toda a gente tinha tendência a interpretar erradamente a Missão do Messias: todos os judeus esperavam um messias cheio de potência e glória humanas.
A – E nunca um «Salvador sofredor», numa paixão e morte, aceites livre e voluntariamente. Então, era preciso saber esperar ao desfecho final da “Sua ressurreição dos mortos”!
A/B: Mesmo que isso, por vezes, possa custar-nos imenso, Jesus,
não seremos nós a interferir nos teus planos salvadores de Amor,
nem pelas nossas palavras nem pelas nossas atitudes…
Ajuda-nos, Jesus, a vivermos assim, como Tu queres,
Contando sempre com este Teu exemplo radical…
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA:
http://palavradeamorpalavra.sallep.net
6 Março, 2020
«Não conteis a ninguém esta visão…»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 2 da Quaresma)
“Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem eles do monte [da Transfiguração], Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos»”. (Mt 17,7-9)
Verifica-se na história… que «é uma constante o facto de todas as “teofanias” causarem espanto, medo, temor… nos “videntes”». Ou seja, “a manifestação de Deus” (teofania) perturba e inquieta o ser humano que a recebe ou presencia. Aconteceu, sem ir mais longe, com «os pastorinhos nas aparições de Fátima» (em cujo Centenário estamos). Pois tal como naquela altura, a Virgem Maria diz-lhes «Não tenhais medo, eu não vos faço mal», aqui Jesus diz aos discípulos: “Levantai-vos e não temais” … Tudo bem, mas porque é que Jesus “lhes proíbe contar a ninguém essa visão”?…
A – O medo ou perturbação perante a presença – visível, sensível, palpável – de um fenómeno sobrenatural vem confirmar que, nesses casos, como que entram em confronto dois “mundos” fundamentalmente diversos, e portanto, difíceis de se aceitar e assumir mutuamente…
B – Quer dizer, desses dois “mundos”, o mais frágil, débil ou elementar sente-se indefeso e vulnerável perante “o Outro”… Essa «Outra dimensão» supera o simples «espácio-temporal»!…
A – Mas voltando a este mistério da Transfiguração, a proibição, aos três discípulos, de contar o acontecido, certamente terá alguma motivação objetiva, além da limitação na comunicação (?)…
B – Sabemos que Jesus “fugia” da espetacularidade nas suas atitudes e atuações. Assim, neste caso, Ele aceita a vontade do Pai que pretendia mostrar àqueles «três» a divindade do Filho.
A – Em tal caso, pareceria natural que eles transmitissem isso a toda a gente, ou pelo menos aos outros apóstolos e discípulos que deveriam conhecer – como eles – a futura Glorificação de Jesus.
B – Claro que podia parecer “natural”, mas exatamente por isso, o “sobrenatural” não encaixava por enquanto, uma vez que, como sabemos, toda a gente tinha tendência a interpretar erradamente a Missão do Messias: todos os judeus esperavam um messias cheio de potência e glória humanas.
A – E nunca um «Salvador sofredor», numa paixão e morte, aceites livre e voluntariamente. Então, era preciso saber esperar ao desfecho final da “Sua ressurreição dos mortos”!
A/B: Mesmo que isso, por vezes, possa custar-nos imenso, Jesus,
não seremos nós a interferir nos teus planos salvadores de Amor,
nem pelas nossas palavras nem pelas nossas atitudes…
Ajuda-nos, Jesus, a vivermos assim, como Tu queres,
Contando sempre com este Teu exemplo radical…
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA:
http://palavradeamorpalavra.sallep.net