
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 19 do T. Comum)
“O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais»”… (Mt 14,25-27 / 3ª L.).
Não temais!… Deus não está nem nas catástrofes naturais (1Rs 19) nem nas devastações provocadas pelo ser humano… Tudo isso funciona assim: para «o universo», seguindo unas leis (fixas – aleatórias) – à partida criadas por Deus –; e, para «os humanos», consoante a livre vontade deles (igualmente criada por Deus!)… Claro que, como se está a ver, Deus está no princípio, e estará igualmente no fim, mas acompanhando sempre, desde dentro, a vida de todo o ser humano! Ainda que este continue a ter sempre medo, perante toda a realidade “imprevista” e desconhecida (seja ela má ou seja boa), Deus não pode deixar de estar com ele e “nele”!
A – É verdade, também tem medo das coisas boas! Basta lembrarmos o episódio da Transfiguração de Jesus: no meio do gozo daquele ambiente de glorificação, “os três discípulos sentiram medo”! Tal como aconteceu igualmente aos três pastorinhos – videntes de Fátima – ao aparecer-lhes Nossa Senhora…
B – Quer uns quer outros, tiveram de ser acalmados por Maria ou por Jesus… Aliás, Jesus Ressuscitado e Glorioso, nas “aparições”, tinha de repetir – a cada aparição – a saudação: «A paz… Não temais!».
A – Pareceria normal que sentíssemos medo ou temor perante o que experimentamos como mau e negativo. Mas o bom ou positivo, não teria de suscitar em nós, ao invés, sentimentos de paz e de alegria?
B – Acontece que, no caso presente, há um medo inicial provocado por um “erro na apreciação”, quando os discípulos confundem Jesus com um fantasma; aqui falham os nossos sentidos…
A – E, precisamente, este último acontecimento pode dar-nos a chave que nos ajude a refletir acerca da origem dos nossos medos. Não será que os nossos temores têm um denominador comum, ao sentirmos receio de todo o que é desconhecido ou, como já apontámos, do “imprevisto”?
B – Se for assim – tantos medos! – perguntamos nós, haverá algum “tratamento” para os nossos temores?… Talvez pudéssemos pensar em duas direções ou pistas: no “conhecimento” e na “amizade”(?)…
A – Quer dizer – supomos nós – uma vez que a origem dos medos parece estar no “desconhecido”, se aprofundarmos no «conhecimento» da vida humana, na sua dimensão natural e sobrenatural, então, a interpretaremos desses “fenómenos” terá uma visão e sentido diferentes…
B – E, desde logo, se cultivarmos, por cima de tudo, a “Amizade” com aquele Ser Omnipotente – Deus em Jesus Cristo! – até ela ser «mais forte do que a morte», então, nada nem ninguém poderá tirar-nos o sossego interior, a calma do espírito, como aconteceu com tant@s sant@s!!!
A – Fica aqui o nosso “desafio”: Porque é que nós, cristãos, somos ainda vítimas de tantos “temores”!?…
A/B: Será, Senhor, que o medo se instalou e deitou raízes dentro de nós
e não vamos ser capazes de o eliminar como sendo uma “erva daninha”?
Somos, sim, herdeiros duma tradição bíblica ‘violenta’[!?] («Javé-sebaot, dos exércitos»),
mas desde que Jesus, o Filho, nos revelou o Teu verdadeiro rosto de Pai, Abbá,
queremos sentir-nos e vivermos sempre como filhos do Amor, e não como filhos do temor!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net
7 Agosto, 2020
«E gritaram cheios de medo»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 19 do T. Comum)
“O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais»”… (Mt 14,25-27 / 3ª L.).
Não temais!… Deus não está nem nas catástrofes naturais (1Rs 19) nem nas devastações provocadas pelo ser humano… Tudo isso funciona assim: para «o universo», seguindo unas leis (fixas – aleatórias) – à partida criadas por Deus –; e, para «os humanos», consoante a livre vontade deles (igualmente criada por Deus!)… Claro que, como se está a ver, Deus está no princípio, e estará igualmente no fim, mas acompanhando sempre, desde dentro, a vida de todo o ser humano! Ainda que este continue a ter sempre medo, perante toda a realidade “imprevista” e desconhecida (seja ela má ou seja boa), Deus não pode deixar de estar com ele e “nele”!
A – É verdade, também tem medo das coisas boas! Basta lembrarmos o episódio da Transfiguração de Jesus: no meio do gozo daquele ambiente de glorificação, “os três discípulos sentiram medo”! Tal como aconteceu igualmente aos três pastorinhos – videntes de Fátima – ao aparecer-lhes Nossa Senhora…
B – Quer uns quer outros, tiveram de ser acalmados por Maria ou por Jesus… Aliás, Jesus Ressuscitado e Glorioso, nas “aparições”, tinha de repetir – a cada aparição – a saudação: «A paz… Não temais!».
A – Pareceria normal que sentíssemos medo ou temor perante o que experimentamos como mau e negativo. Mas o bom ou positivo, não teria de suscitar em nós, ao invés, sentimentos de paz e de alegria?
B – Acontece que, no caso presente, há um medo inicial provocado por um “erro na apreciação”, quando os discípulos confundem Jesus com um fantasma; aqui falham os nossos sentidos…
A – E, precisamente, este último acontecimento pode dar-nos a chave que nos ajude a refletir acerca da origem dos nossos medos. Não será que os nossos temores têm um denominador comum, ao sentirmos receio de todo o que é desconhecido ou, como já apontámos, do “imprevisto”?
B – Se for assim – tantos medos! – perguntamos nós, haverá algum “tratamento” para os nossos temores?… Talvez pudéssemos pensar em duas direções ou pistas: no “conhecimento” e na “amizade”(?)…
A – Quer dizer – supomos nós – uma vez que a origem dos medos parece estar no “desconhecido”, se aprofundarmos no «conhecimento» da vida humana, na sua dimensão natural e sobrenatural, então, a interpretaremos desses “fenómenos” terá uma visão e sentido diferentes…
B – E, desde logo, se cultivarmos, por cima de tudo, a “Amizade” com aquele Ser Omnipotente – Deus em Jesus Cristo! – até ela ser «mais forte do que a morte», então, nada nem ninguém poderá tirar-nos o sossego interior, a calma do espírito, como aconteceu com tant@s sant@s!!!
A – Fica aqui o nosso “desafio”: Porque é que nós, cristãos, somos ainda vítimas de tantos “temores”!?…
A/B: Será, Senhor, que o medo se instalou e deitou raízes dentro de nós
e não vamos ser capazes de o eliminar como sendo uma “erva daninha”?
Somos, sim, herdeiros duma tradição bíblica ‘violenta’[!?] («Javé-sebaot, dos exércitos»),
mas desde que Jesus, o Filho, nos revelou o Teu verdadeiro rosto de Pai, Abbá,
queremos sentir-nos e vivermos sempre como filhos do Amor, e não como filhos do temor!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net