– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
[Ciclo A – Domingo da SS. TRINDADE – T. Comum]
“… E o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo.
Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. (2Cor 13 / 2ª L.)
Aparecem, logo de início, alguns termos um tanto estranhos: “ósculo santo”, “os santos vos saúdam”. Parece sugerir que nem todos os ‘ósculos’ são santos… E quanto a: “a graça do Filho”, “o amor do Pai” e “a comunhão do Espírito”? Como é que isto pode ser entendido?… Talvez se refletido, mais uma vez, à luz do Mistério Trinitário?…
A – Se há um “termo” ou “palavra” que ficou desvirtuado (deturpado!) na nossa sociedade atual – atrevemo-nos a denunciá-lo! – este é o beijo, ou «ósculo» (= que “se dá” com a «boca»). E que se pode “receber” – acrescentamos nós – em diversas partes (mais ou menos ‘dignas’) do corpo…
B – Sinceramente, o beijo foi criado para ser “instrumento” de amor sincero e verdadeiro – também o apaixonado no melhor sentido –… e nunca para conspurcar, “morder”, trair… Mas, que pena!…
A – Não é isto que praticavam os nossos irmãos daquelas primeiras comunidades cristãs! Era comum, entre eles, o beijo sincero e cheio de amor verdadeiro (o “ósculo santo” de saudação) …
B – Tanto assim, que o apóstolo Paulo tinha o hábito de, nas suas cartas, chamar àqueles cristãos de “santos”, porque viviam esta classe de relações fraternas (“todos os santos vos saúdam”) …
A – Ainda bem, que sempre houve, há e haverá gente fiel (“santa”) que nos apontará o norte do Amor verdadeiro – o Amor Trinitário – aquele que “acontece naturalmente” no seio da Trindade!
B – Um Amor “fontal”, cuja origem –’fonte’– está no «poder operativo» do PAI; um Amor “de graça”, que se reflete gratuitamente (‘carisma’) no FILHO; um Amor “de serviço”, personificado no ESPÍRITO, que se espalha na “Comunhão das Comunidades”, para as conduzir à Santificação…
A – Está-se a ver! Esse é o sentido da saudação de despedida final de Paulo, nesta sua última Carta aos cristãos de Corinto; “saudação” que ficou no Início das nossas Eucaristias, e que os cristãos participantes escutamos, da parte de quem preside à Celebração Eucarística…
B – São, literalmente, as últimas palavras do nosso Texto inicial: «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco» (2Cor 13). Já repararam?
A – À qual respondemos todos: «Bendito seja Deus (Pai) que nos reuniu (pelo Espírito) no Amor de Cristo (o Filho)». E segue-se a Eucaristia que – em si! – é a Celebração do Mistério da Trindade.
A/B: Ó Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – hoje, queremos orar com as palavras de Paulo.
E fazemo-lo desde a fraternidade da nossa pequena comunidade – e/ou família –
e em comunhão com as outras comunidades que tentam viver na fidelidade:
Faz, ó Pai, que vivamos sempre na Tua paz, amando-nos uns aos outros;
mas isto só acontecerá se temos os mesmos sentimentos em Ti, Jesus;
e se trabalharmos, ó Espírito Santo, na nossa perfeição, pela Tua ação santificadora.
Só assim viveremos alegres, porque o Deus do amor e da paz estará connosco!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net

5 Junho, 2020
«O Deus do amor e da paz…»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
[Ciclo A – Domingo da SS. TRINDADE – T. Comum]
“… E o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo.
Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. (2Cor 13 / 2ª L.)
Aparecem, logo de início, alguns termos um tanto estranhos: “ósculo santo”, “os santos vos saúdam”. Parece sugerir que nem todos os ‘ósculos’ são santos… E quanto a: “a graça do Filho”, “o amor do Pai” e “a comunhão do Espírito”? Como é que isto pode ser entendido?… Talvez se refletido, mais uma vez, à luz do Mistério Trinitário?…
A – Se há um “termo” ou “palavra” que ficou desvirtuado (deturpado!) na nossa sociedade atual – atrevemo-nos a denunciá-lo! – este é o beijo, ou «ósculo» (= que “se dá” com a «boca»). E que se pode “receber” – acrescentamos nós – em diversas partes (mais ou menos ‘dignas’) do corpo…
B – Sinceramente, o beijo foi criado para ser “instrumento” de amor sincero e verdadeiro – também o apaixonado no melhor sentido –… e nunca para conspurcar, “morder”, trair… Mas, que pena!…
A – Não é isto que praticavam os nossos irmãos daquelas primeiras comunidades cristãs! Era comum, entre eles, o beijo sincero e cheio de amor verdadeiro (o “ósculo santo” de saudação) …
B – Tanto assim, que o apóstolo Paulo tinha o hábito de, nas suas cartas, chamar àqueles cristãos de “santos”, porque viviam esta classe de relações fraternas (“todos os santos vos saúdam”) …
A – Ainda bem, que sempre houve, há e haverá gente fiel (“santa”) que nos apontará o norte do Amor verdadeiro – o Amor Trinitário – aquele que “acontece naturalmente” no seio da Trindade!
B – Um Amor “fontal”, cuja origem –’fonte’– está no «poder operativo» do PAI; um Amor “de graça”, que se reflete gratuitamente (‘carisma’) no FILHO; um Amor “de serviço”, personificado no ESPÍRITO, que se espalha na “Comunhão das Comunidades”, para as conduzir à Santificação…
A – Está-se a ver! Esse é o sentido da saudação de despedida final de Paulo, nesta sua última Carta aos cristãos de Corinto; “saudação” que ficou no Início das nossas Eucaristias, e que os cristãos participantes escutamos, da parte de quem preside à Celebração Eucarística…
B – São, literalmente, as últimas palavras do nosso Texto inicial: «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco» (2Cor 13). Já repararam?
A – À qual respondemos todos: «Bendito seja Deus (Pai) que nos reuniu (pelo Espírito) no Amor de Cristo (o Filho)». E segue-se a Eucaristia que – em si! – é a Celebração do Mistério da Trindade.
A/B: Ó Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – hoje, queremos orar com as palavras de Paulo.
E fazemo-lo desde a fraternidade da nossa pequena comunidade – e/ou família –
e em comunhão com as outras comunidades que tentam viver na fidelidade:
Faz, ó Pai, que vivamos sempre na Tua paz, amando-nos uns aos outros;
mas isto só acontecerá se temos os mesmos sentimentos em Ti, Jesus;
e se trabalharmos, ó Espírito Santo, na nossa perfeição, pela Tua ação santificadora.
Só assim viveremos alegres, porque o Deus do amor e da paz estará connosco!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net