
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 16 do T. Comum)
“Jesus explicou assim (a parábola do joio): «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem, e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo…”. (Mt 13,37-39 / 3ª L.).
Como vemos, entra em cena «o espírito do mal» (que tão variadíssimas ‘alcunhas’ carrega, já no AT, mas em toda a história da humanidade). E vamos ficar agora com dois desses ‘nomes’, os que aparecem no texto (Maligno e Diabo). À partida, já existe uma primeira distinção entre as duas aceções, quer no Antigo quer no Novo Testamento. Contudo, é no Evangelho de Jesus onde adquirem o relevo que lhes é próprio…
A – Interessa-nos, todavia, refletirmos – na medida em que este espaço nos permite – acerca da importância que tem para nós o tal «espírito do Mal», pela sua possível influência na nossa vida…
B – Uma primeira constatação, a modo de “aviso de navegantes”, seria que devemos contar com a existência desse “ser” (!?), embora preferíssemos que não existisse, ou que, como tal, nos cause relutância!
A – Nós podíamos pensar “nele” como uma realidade difusa, diluída no espírito das pessoas e nas relações sociais dos humanos; que seria, ao mesmo tempo, causa e efeito do mal. Mas não parece que isto responda à experiência que a gente tem da influência deste “ente” ambíguo (!).
B – Desde logo, sabemos, pela experiência de Jesus e pela sua palavra, que se trata de um ser – indivíduo, pessoa(?) – capaz de agir como tal sobre todo o ser humano e não só…
A – Tanto assim que, neste texto, a sua ação de “semear” vem a ser comparável à de Jesus, embora, evidentemente, de sentido oposto e negativo, pois sempre será contrário ao bem.
B – Vemos, aliás, que Jesus (“semeador do bom trigo”) é contraposto ao Diabo, o tal inimigo (“semeador do joio”) e, ao mesmo tempo, contrapõe “os filhos do Reino” aos “filhos do Maligno”… Diabo (=’divide’); Maligno (= faz Mal).
A – Quer isto dizer que, o protagonista do mal, o Diabo, semeia o engano maléfico, isto é, o joio… e verifica-se que essa sementeira só pode produzir e multiplicar o mal, ou seja, “os filhos do Maligno”…
B – É evidente. De uma semente má não pode nascer e chegar à maturação um fruto bom. Tal como “a árvore má nunca pode dar frutos bons”, numa outra comparação metafórica de Jesus…
A – Estamos, portanto, numa zona de perigo, onde as consequências para a nossa vida espiritual, e não só, podem ser muito graves, nefastas… Tudo menos ignorar o Diabo! Há que contar com a sua «ação maligna» sob pena de cairmos nas suas redes enganosas e sedutoras…
B – É verdade (também o disse Jesus) que a malícia e o poder do Maligno são tão consideráveis que – se na luta diária – contamos apenas com ‘as nossas’ forças, estamos perdidos! Não podes confiar só nas próprias armas!
A – É necessário, então, contar com uma força superior, que todos sabemos qual é! É conhecida aquela expressão de Teresa – “a de Jesus” – que aqui podemos agora utilizar, para este ‘alerta’: “Ou somos «amigos fortes de Deus» e contamos assim com o Seu poder, ou então, seremos vencidos pelo Maligno, que é mais forte do que nós!».
A/B: Senhor Jesus, Tu chamaste “príncipe deste mundo” ao Diabo e Satanás,
pelo domínio que tem, no mundo presente, sobre tantos seres humanos que, infelizmente,
se deixam prender nas suas redes e conduzir ao sabor do que não tem sentido…
Já que, na Tua vida e principalmente na Tua paixão e morte, experimentaste o seu poder,
ajuda-nos, Jesus, a contar sempre com a luz e a força do Teu Espírito Santo, que,
embora “nos conduza ao deserto da tentação”, vai acompanhando-nos na luta, para vencer!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net
17 Julho, 2020
«O joio são os filhos do Maligno»
Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments
– A PALAVRA, Refletida ao ritmo Litúrgico –
(Ciclo A – Domingo 16 do T. Comum)
“Jesus explicou assim (a parábola do joio): «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem, e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo…”. (Mt 13,37-39 / 3ª L.).
Como vemos, entra em cena «o espírito do mal» (que tão variadíssimas ‘alcunhas’ carrega, já no AT, mas em toda a história da humanidade). E vamos ficar agora com dois desses ‘nomes’, os que aparecem no texto (Maligno e Diabo). À partida, já existe uma primeira distinção entre as duas aceções, quer no Antigo quer no Novo Testamento. Contudo, é no Evangelho de Jesus onde adquirem o relevo que lhes é próprio…
A – Interessa-nos, todavia, refletirmos – na medida em que este espaço nos permite – acerca da importância que tem para nós o tal «espírito do Mal», pela sua possível influência na nossa vida…
B – Uma primeira constatação, a modo de “aviso de navegantes”, seria que devemos contar com a existência desse “ser” (!?), embora preferíssemos que não existisse, ou que, como tal, nos cause relutância!
A – Nós podíamos pensar “nele” como uma realidade difusa, diluída no espírito das pessoas e nas relações sociais dos humanos; que seria, ao mesmo tempo, causa e efeito do mal. Mas não parece que isto responda à experiência que a gente tem da influência deste “ente” ambíguo (!).
B – Desde logo, sabemos, pela experiência de Jesus e pela sua palavra, que se trata de um ser – indivíduo, pessoa(?) – capaz de agir como tal sobre todo o ser humano e não só…
A – Tanto assim que, neste texto, a sua ação de “semear” vem a ser comparável à de Jesus, embora, evidentemente, de sentido oposto e negativo, pois sempre será contrário ao bem.
B – Vemos, aliás, que Jesus (“semeador do bom trigo”) é contraposto ao Diabo, o tal inimigo (“semeador do joio”) e, ao mesmo tempo, contrapõe “os filhos do Reino” aos “filhos do Maligno”… Diabo (=’divide’); Maligno (= faz Mal).
A – Quer isto dizer que, o protagonista do mal, o Diabo, semeia o engano maléfico, isto é, o joio… e verifica-se que essa sementeira só pode produzir e multiplicar o mal, ou seja, “os filhos do Maligno”…
B – É evidente. De uma semente má não pode nascer e chegar à maturação um fruto bom. Tal como “a árvore má nunca pode dar frutos bons”, numa outra comparação metafórica de Jesus…
A – Estamos, portanto, numa zona de perigo, onde as consequências para a nossa vida espiritual, e não só, podem ser muito graves, nefastas… Tudo menos ignorar o Diabo! Há que contar com a sua «ação maligna» sob pena de cairmos nas suas redes enganosas e sedutoras…
B – É verdade (também o disse Jesus) que a malícia e o poder do Maligno são tão consideráveis que – se na luta diária – contamos apenas com ‘as nossas’ forças, estamos perdidos! Não podes confiar só nas próprias armas!
A – É necessário, então, contar com uma força superior, que todos sabemos qual é! É conhecida aquela expressão de Teresa – “a de Jesus” – que aqui podemos agora utilizar, para este ‘alerta’: “Ou somos «amigos fortes de Deus» e contamos assim com o Seu poder, ou então, seremos vencidos pelo Maligno, que é mais forte do que nós!».
A/B: Senhor Jesus, Tu chamaste “príncipe deste mundo” ao Diabo e Satanás,
pelo domínio que tem, no mundo presente, sobre tantos seres humanos que, infelizmente,
se deixam prender nas suas redes e conduzir ao sabor do que não tem sentido…
Já que, na Tua vida e principalmente na Tua paixão e morte, experimentaste o seu poder,
ajuda-nos, Jesus, a contar sempre com a luz e a força do Teu Espírito Santo, que,
embora “nos conduza ao deserto da tentação”, vai acompanhando-nos na luta, para vencer!
// PARA uma outra REFLEXÃO ALARGADA: http://palavradeamorpalavra.sallep.net