PALAVRA DE AMOR, PALAVRA!
A Palavra semanal refletida ao ritmo dos Ciclos Litúrgicos com apresentações multimédia.
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25 Agosto, 2025

«EVANGELHO NEUTRO?… – EVANGELHO RADICAL!»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«EVANGELHO NEUTRO?… – EVANGELHO RADICAL!»

Como ponto de partida, temos hoje uma «frase/afirmação» e a explicação correspondente do nosso Papa Leão XIV… dirigida a todos, a começar pelos jovens (por ocasião do seu ‘Jubileu em Roma’ / Semana: 28.07 a 03.08):

«“Não existe Evangelho neutro: Ou seguimos a verdade ou traímos a cruz!” Esta afirmação é um apelo forte à autenticidade da fé cristã. O Evangelho não é neutro nem cómodo, exige escolha, compromisso e, muitas vezes, sacrifício. Seguir a verdade é viver segundo os ensinamentos de Cristo, mesmo quando isso implica perder conforto, prestígio ou aceitação social. A cruz, mais do que um símbolo de dor, é sinal de decisão. Moldar o Evangelho às modas ou ideologias esvazia o seu poder. Ser neutro é, na prática, rejeitar a urgência da mensagem de Cristo, ao ‘lavar as mãos’ diante da injustiça como fez Pilatos. Ou seguimos a verdade ou traímos a cruz. Não fomos chamados a ser espectadores, mas discípulos, e o verdadeiro discípulo carrega a Cruz com os olhos fixos na Ressurreição».

Então, se «a cruz é sinal ‘de decisão’ mais do que um símbolo ‘de dor’» isso quer dizer que Jesus, ao ‘aceitar livremente’ a paixão e morte (como Ele mesmo afirma noutros lugares), “decide” conscientemente demonstrar que ‘a cruz’ é, apenas e só, o ‘caminho’ que leva à Felicidade da Salvação; portanto, questão de “decisão”.

Isto – por coincidência – vai na mesma linha da “mensagem” que, este ano, estamos a partilhar com os nossos ‘amigos’ (facebook / por ocasião das suas ‘festas de anos’), no sentido de ‘não confundir a felicidade com o prazer’. E o núcleo desta mensagem aceita e assume que «a “felicidade” é compatível com a “cruz” (ou ‘as cruzes’) enquanto o ‘prazer’, por definição, é incompatível com tudo aquilo que tiver a ver com a ‘cruz’ (sacrifício, dor, pesar, desgosto…). Mas isto explica-se do modo seguinte.

É que essa ‘felicidade’ que desejamos aos outros e a nós (por ex. nos ‘aniversários’) está-se a confundir com outras ‘coisas’ que são apenas ‘prazer’ (gosto, agrado sensorial, satisfação, bem-estar,…) coisas todas passageiras, isto é, ‘com data de caducidade’(!). Então, se pensarmos bem, temos de concluir que a felicidade não pode ser nenhuma dessas coisas, visto elas serem incompatíveis com a dor, o sofrimento, a cruz…

Porém, a “Felicidade” é compatível com qualquer uma delas, e com todas… Sim, uma pessoa que ama de verdade, sabe por experiência própria, que ela está a sentir-se intimamente feliz, mesmo quando está a sofrer (dor, mágoa, mal-estar, pesar, ‘cruz’…) por alguma causa justa, ou por uma pessoa amada… Isto não é possível para quem confunde o ‘prazer’ com a “felicidade”…

E se agora olharmos para o exemplo da vida de Cristo Jesus, que nos aparece no Evangelho, podemos observar que – através da sua Paixão e Morte de Cruz – pela sua Ressurreição, conseguiu a verdadeira FELICIDADE, para Ele e para todos os seus irmãos e irmãs: aliás, a Humanidade inteira!…

Ora bem, temos de reparar que, logo no início do relato desta Paixão e Cruz, aparece clara a “chave” de interpretação que explica o sentido da Sua Paixão e, ao mesmo tempo, explica essa nossa afirmação anterior «Uma pessoa que ama de verdade, sabe por experiência própria, que ela sente-se intimamente feliz, mesmo estando a sofrer». E reparemos bem nas palavras de Jesus (dessa tal ‘chave’) “quando se pôs à mesa (da Última Ceia) com os Apóstolos, diz-lhes: «Tenho desejado ardentemente comer esta Páscoa convosco, antes de padecer…»”.(Lc 22,15…). “Tenho ardentemente desejado”. Pelo contexto de tudo o que vem a seguir (o relato completo da Paixão), deduz-se que, o facto de iniciar os padecimentos que vai sofrer – não pelo facto de padecer em si, mas pelas consequências (isto é, a Redenção para todos) – isso, constitui um “desejo ardente”, que se deve interpretar como uma alegria profunda, ou seja, a “felicidade” verdadeira!!!   

Não é verdade que este Evangelho de Jesus – e nosso!? – é mesmo um “Evangelho radical”? – Pois é mesmo. E é “radi.cal” por estar “en.raiz.ado” no próprio Ser de Cristo Jesus.

Decerto, o Papa Leão tem toda a razão!… E nós com ele!

                                                                                         (25-08-2025)

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30 Julho, 2025

«É ‘UNIDADE’?, É ‘COMUNIDADE’?,… – É TRINDADE!!!» [II]

Luis López A Palavra REFLETIDA

«É ‘UNIDADE’?, É ‘COMUNIDADE’?,… – É TRINDADE!!!» [II]

«UM para TODOS e TODOS para UM». Também este podia ser o título envolvente desta [II] e última parte prometida anteriormente (em 15-06-2025).

A própria “imagem-figura” central da Ilustração utilizada nesta nossa reflexão (e que vem já de Ilustrações precedentes) serve para centrar o que ‘nos falta’(!?) para concluir o tema que refletimos.

E estamos a contemplar – na tal imagem trinitária – (originariamente criada “em terracota”) uma representação, mesmo original e criativa, da Trindade Divina, onde o Pai, o Filho e o Espírito estão como que debruçados e absolutamente concentrados, dedicados a tratar de um “ser humano”, que precisa de ser atendido e acarinhado, como sendo o centro de toda a Ação Trinitária… Nada menos!!!  [Acontece que a artista, “criadora” da Imagem, é uma mulher (Irmã Cáritas Müller). E é mesmo. Só a psicologia feminina foi capaz de captar a “Psicologia(?) Maternal” da Divina Trindade!]. Sim, «UM para TODOS e TODOS para UM».

À luz desta ousada “imagem” de representação Trinitária – aceite como possível e real – não resultará difícil ou intrincado entendermos e aceitarmos certas realidades, que possam parecer-nos um tanto míticas, misteriosas ou de ‘ciência ficção’… Vejamos!

Quando, por exemplo, o Salmo 8 diz assim, abertamente, “O que é o homem para dele Te lembrares, o ser humano para lhe dares poder?…”(Sl 8), nós podemos imaginar que Deus poderia responder: – «Não, assim não! Eu direi melhor, isto: Sou Eu que te fiz, te criei – e “te gero” incessantemente – “à Minha imagem e semelhança” (Gn 1,26), parecido coMigo, em Mim. Tu és Eu mesmo… Então, não tenho de dar-te ‘poder’, pois já tens essa ‘potência’ pelo facto de seres quem és»… – Nesse caso, Senhor, só temos de aceitar e adorar mais este imenso e incomensurável Mistério!… Mistério, sim, porque se Cristo Jesus – o Filho – o não tivesse revelado e afirmado, nenhum humano teria ousado pensar ou pronunciar tal coisa!

Mas continuemos refletindo nesta linha e dentro deste Mistério.

Nós poderíamos pensar também que Deus acabaria por ficar ‘ciumento’(!) do ser humano… pelo facto de lhe ter dotado de “dons – até divinos – ilimitados”, sob pena de «esse humano ficar a ser como Deus» [que foi precisamente a “tentação original” do Paraíso: “sereis como Deus”(Gn 3,5-6)]…

Todavia, ao que parece, Deus não se importa com semelhante coisa! Até gosta disso, isto é, Deus gostaria que ‘o homem ficasse a ser como Ele’ (!?) …

Ou seja – e estas são palavras do próprio Jesus – : “Porventura, não foi Deus que vos disse: «Sois deuses!» (cf. Sl 82,6), e a Escritura não pode falhar…?”.(Jo 10,34-36).

As consequências desta realidade – desta Palavra de Deus – foram cumprindo-se através e ao longo de toda a História da Humanidade…

E basta-nos verificar continuamente que o “progresso” produzido pelo homem… parece ilimitado. E o será!…

Não é preciso mais do que observar o que está a acontecer, à nossa volta, na sociedade que nos envolve e penetra. A todos os níveis, e não só ao nível tecnológico e informático!  Atualmente já estamos a ser “invadidos” pela ‘omnipresente e penetrante’ IA (Inteligência Artificial). Isso está a demonstrar que a Ciência Informática continuará a escalar de forma imparável as sucessivas “dimensões” do conhecimento humano… Como, aliás, aconteceu, no passado, com outras ciências e/ou campos do saber.

Porém, é evidente que sempre estará presente o consentimento e o agrado de Deus – seu beneplácito – pois criou-os precisamente para isso!  Eis o que diz o Génesis (o primeiro Livro da Bíblia): “Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra…»”(Gn 1,27-28). Assim, já sabemos agora o significado da expressão “dominai a terra”, no melhor sentido da Palavra!  [O saudoso Papa Francisco explicou-o magistralmente na sua Encíclica «Laudato si», e não só…].

Em conclusão, não é verdade que agora já estamos melhor preparados para compreender o significado e coerência de colocar a nossa “Imagem Trinitária” (recuperada) no centro do nosso Mundo Humano?               (30-07-2025)

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22 Junho, 2025

«’CORPUS CHRISTI’… ‘CORPO DE DEUS’… para NÓS!»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«’CORPUS CHRISTI’… ‘CORPO DE DEUS’… para NÓS!»

 Tenhamos sempre bem presente que “o fundamental” da EUCARISTIA (pão e vinho – corpo e sangue – alimento eucarístico) não são estes elementos ‘materiais’ nem os correspondentes ‘gestos litúrgicos’… mas sim o “lembrar e tornar presente a ENTREGA TOTAL DE CRISTO”, no pão partido e no vinho derramado, ou seja, o seu Corpo e o seu Sangue.

Porém, esta Verdade do Mistério Eucarístico, que teve a sua realização em Cristo Jesus – no Novo Testamento – vinha já prefigurada, e como que antecipada, no Antigo Testamento, coisa que, por vezes, ignoramos ou esquecemos.

Referiremos, apenas, dois ou três “textos”, passagens, desse AT, que nos ajudarão a recordar, ou então, a conhecer o que ignorávamos.

– O episódio mais antigo, que relata o Livro do Gênesis, é o que tem como protagonista Melquisedec: “Melquisedec, rei de Salém (~Jerusalém), trouxe pão e vinho e, como era sacerdote do Deus Altíssimo, abençoou Abrão, dizendo: «Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou os Céus e a Terra!…»” (Gn 14, 18-19). Aparece – pela primeira vez na Bíblia – uma oferenda, de pão e de vinho, feita por Melquisedec, figura misteriosa, que era, ao mesmo tempo, sacerdote e rei. Afinal, tal como o próprio Cristo Jesus!…

– Precisamente, um dos Salmos mais antigos, 110(109), relaciona esta personagem de Melquisedec com o futuro Messias: “O Senhor jurou e não voltará atrás: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec»”.(Sl 110/109,4). Salmo aplicado ao rei David, e, por extensão, ao Messias descendente do rei David, Jesus Cristo, Rei e Sumo Sacerdote.

– E um outro Salmo, Sl 116(115), tem um par de versículos que se utilizam com frequência na liturgia, aludindo a uma “copa da salvação”, que os cristãos referimos ao ‘sacramento-sacrifício Eucarístico’: “Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor”. (Sl 115, 12-13)…

Bom. Mas é evidente que os Textos Bíblicos do Novo Testamento estão cheios – como não podia ser menos – de passagens e textos alusivos ao “Sacramento – Sacrifício Eucarístico”. Mas estes resultam já mais conhecidos e utilizados por nós como é natural.

Iremos, então, refletir acerca de alguma questão mais profunda e prática, para a nossa vida espiritual, mormente se participamos, com alguma frequência, da vida sacramental Eucarística, isto é, da Eucaristia.

Ninguém deve estranhar – máxime se pertencemos a algum dos países em cuja língua tiveram a feliz ideia de introduzir a expressão «Corpo de Deus» referindo-se ao “Corpus Christi” – ninguém deve achar estranho, dizia eu, que, agora a seguir, utilizemos uma ‘certa linguagem’(!), nas seguintes duas questões:

(q ) – A EUCARISTIA pode ser definida como o Mistério onde «todos COMEMOS DEUS e Ele nos COME: Onde todos NOS COMEMOS mutuamente».

Se tu – meu amigo, meu irmão – ao Comungares (‘comeres’) pretenderes somente comer JESUS, e não comungas (‘comes’) os irmãos igualmente… então, ficas sempre ‘aquém’, ficas ‘de fora’, estás ‘num outro mundo’!

É claro que comer (comungar) quer dizer aceitar o outro (Jesus, o irmão) assim, como eles são!

(p) – Consagração Eucarística:  «“Isto é o meu Corpo”, sem sangue, separado do sangue (isso significa ‘morte’!)… “Isto é o meu Sangue”, separado do corpo para ser derramado até a última gota no caminho da Paixão (isso significa ‘morte’ igualmente!)… Ou seja, ‘um’ e ‘outro’ – corpo e sangue mortos! – querem “significar” a minha “morte corporal” e temporal; que é a única morte, como tal, que pode existir (!?)…».    [Estas são palavras (semelhantes às de Jesus) que – na Eucaristia – podem ser repetidas (‘mental e individualmente’) se formos capazes de o fazer ao tempo que escutamos ‘o Ministro do Altar’ dizer as palavras da “dupla CONSAGRAÇÃO”].                    

ATO de FÉ-ADORAÇÃO na

PRESENÇA EUCARÍSTICA de JESUS-DEUS (ABBA).

« ABBA (Mãe-Pai), que te sentimos em nós – todos e cada um / todas e cada uma – (enquanto estamos unid@s a Jesus e a Maria / com Maria e com Jesus) :

+ CREIO, JESUS, que estás presente e vivo / vivo e presente no Santíssimo SACRAMENTO e SACRIFÍCIO do ALTAR, por todo o Mundo.

+ Te ADORO e Te AMO / Te AMO e Te ADORO, presente em todos os SACRÁRIOS e Altares no Orbe todo. Oculto, escondido, tantas vezes esquecido e até ofendido…

+ Mas Tu, Jesus, continuas “sempre vivo e ativo como o Pai-Abba” (Jo 5,17), para Te “dares e entregares” continuamente, a todos e cada um / a todas e cada uma, como Alimento de Vida ».                       (15-06-2025)

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15 Junho, 2025

«É ‘UNIDADE’?, É ‘COMUNIDADE’?,… – É TRINDADE!!!»  [I]

Luis López A Palavra REFLETIDA

«É ‘UNIDADE’?, É ‘COMUNIDADE’?,… – É TRINDADE!!!»  [I]

“Anda na minha presença…”, é o que Deus disse a Abrão e a nós (em Gn 17,1) (*). Mas também lemos (no Salmo 16(15),8) o que diz o próprio salmista: “Deus está sempre na minha presença…”, e neste caso somos nós a referir-nos a Deus.  Ou seja: “Nós na presença de Deus” e “Deus na nossa presença” (!). Coisa interessante, admirável, maravilhosa!…

Então, se na verdade nos sentimos assim envolvidos e penetrados por Deus (nessa “essencial presença”) podemos interrogar-nos acerca de qual é – o qual deveria ser! – a nossa atitude a respeito de Deus; de esse Deus que é, em Si mesmo, Família-Comunidade, pelo facto de ser «Deus Uno e Trino»…

Nessora, será que algum ser humano poderá cair na tentação (‘asneira’) de substituir e ‘trocar’ este Deus – admirável, único, supremo… Amor! – por qualquer outro ‘deus-ídolo’, no decorrer da sua vida? Será alguém capaz?…

Pois foi mesmo! Sim. Tantas vezes, ao longo da sua história, o homem – o ser humano – ‘criou e continua a criar’ deuses (‘ídolos’) à sua própria imagem; e, claro, com todos os defeitos humanos!…

Mas a Divindade nunca pode mudar para ser como a imagem do homem… É exatamente ao invés: O homem é que «foi criado (e deveria ser transformado se não o estiver!) à imagem e semelhança de Deus» (com as qualidades e virtudes d’Ele!)…

Quer dizer, no caminho da nossa vida, não se trata de “conquistar” seja lá o que for; e, ainda menos, de “construir” ou “criar”… 

Trata-se, apenas e só, de DESCOBRIR e SABOREAR o que já foi ‘criado’, ‘construído’, ‘conquistado’; e que já existe em nós e para nós: Ou seja, DEUS!

Porém, nunca esqueçamos «a cruz», pois sabemos muito bem, na teoria e na prática, que «ela» nos visita com alguma frequência (para não dizer que ‘nos acompanha’) no caminho da nossa tarefa vital…

Em definitivo, tratar-se-á – apenas e só ! – de  “Descobrir e Saborear” DEUS!

Esta é, então, a nossa tarefa fundamental nesta vida terrena… E, por consequência, há de ser a nossa Feliz Ocupação na Vida Eterna!…

E, quando ‘chegar’ esta vida-VIDA, quando se “abrir” a ETERNIDADE… então acabará o meu ‘eu’, e o ‘tu’, e o ‘ele’… E já só EXISTIRÁ o NÓS. Esse grande e único NÓS  –  D E U S  –  que é integrado por todos os “eus” – possíveis e impossíveis, passados e futuros –. Todos, já que, nessa altura em que ‘desaparecem’ os ‘eus’ individuais, continua a existir a “pessoa”, única e irrepetível – de cada qual! – num eterno e ‘mutável’ PRESENTE, não estático mas dinâmico, e em contínuo “movimento” (!?). Mas isto, como se explica?

Bom. Parece que o ser humano pode ser considerado como integrado por duas ‘dimensões’: a dimensão como pessoa (que é a essencial) e a dimensão como indivíduo (que é a acidental). Esta dimensão ‘individual’ desaparecerá no instante em que «se inicia (!?) a eternidade», porque é incompatível com a tal  “inserção” no Deus Trindade. Porém, a dimensão “pessoal” – como “pessoa” – ficará ‘imersa’ na Divina Trindade à semelhança das três “Pessoas” divinas (sempre utilizando a ‘linguagem humana’ espácio-temporal) …               

E esta poderia ser a nossa tentativa de idealizar, conceber e ‘entender’(?) – desde o ‘aquém’ – o incompreensível Mistério do DEUS-TRINDADE!                    (15-06-2025)

(*)– Aliás, esta ‘passagem’ bíblica nos brinda a oportunidade repararmos na “mudança de nome”, que, em muitas pessoas, acontece na Bíblia (já desde o AT). Aqui, trata-se da personagem bíblica, considerada “o Pai de todos os fiéis monoteístas”(=crentes “num só” Deus). Repare-se que este “amigo” de Deus aparece primeiro com o seu nome original, ‘Abrão’(!), que tinha anteriormente (Gn 17,1). Mas (cinco versículos após) a partir de (Gn 17,5) já se verifica que é o próprio Deus quem lhe muda o nome, de ‘Abrão’ para “Abraão”(!) (=‘Abraham’), com o ‘significado’ que lá se explica.

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18 Maio, 2025

«‘PRAZER’ ? ou ‘FELICIDADE’ ? … CONFUNDEM-SE (!)»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«‘PRAZER’ ? ou ‘FELICIDADE’ ? … CONFUNDEM-SE (!)»

Dizer a alguém “Parabéns!” é e será para desejar algo de bom (está na origem do termo = ‘seja para bem’).  Mas na verdade, aquilo que se esconde e se significa nessa expressão, é bem mais profundo e vai mais longe. Embora não o exprimimos nessa altura, todos queremos e desejamos que essa pessoa, ou pessoas, sintam ou tenham aquilo de melhor que se pode desejar… E parece que esse ‘melhor’ (no ‘consenso’ geral) só pode ser expresso com aquela outra palavra ‘mágica’ (a mais repetida em todas as línguas): Felicidade!

 Sim, “Felicidade” que, apesar de ser repetida tanto, de ser desejada imenso, de sonhar com ela tantíssimas vezes… parece que ninguém é capaz de a definir. Ou então, melhor dizendo, ninguém sabe o que é exatamente…

Vamos, então, perguntar-nos e refletirmos acerca de como deve ser interpretada, realmente, esta Felicidade, tão desejada e procurada naturalmente… embora não sejamos capazes de a definir essencialmente (!?)

 Antes de mais, ela confunde-se com outras ‘apetências’ humanas, como ‘o prazer’ (gosto, satisfação, bem-estar, simples alegria…), coisas todas “passageiras”, que ‘têm data de caducidade’(!)… Ou seja, gente que continua a confundir ‘prazer’ com ‘felicidade’!

 Quantos humanos se envolvem em prazeres, a pensar que assim são felices!… Estão enganados, sem dar por isso; embora eles próprios verifiquem que o prazer nunca sacia…  Enquanto a felicidade, em si mesma, enche por inteiro!

Então, se pensarmos bem, devemos concluir que a felicidade não poderá ser nenhuma daquelas coisas (?), visto que elas são ‘inconciliáveis’ com dor, sofrimento, cruz…

Porém, a “Felicidade” – ela sim! – é compatível com qualquer uma delas, e com todas… Uma pessoa que ama de verdade, sabe por experiência, que está a sentir-se feliz – profundamente feliz – enquanto está a sofrer (dor, pesar, cruz…) por uma causa justa ou por uma pessoa amada… Isto não é possível para quem confunde o ‘prazer’ com a “felicidade”!… Lembremos o exemplo de Cristo Jesus, quem – através da Paixão e Morte de Cruz – pela sua Ressurreição, conseguiu a verdadeira FELICIDADE, para Ele e para todos os seus Irmãos: a Humanidade inteira!… [ Ver, por ex.: “Tenho desejado ardentemente comer esta Páscoa convosco, antes de padecer…” (Lc 22,15…) ]. Aí verifica-se que Jesus está a sentir-Se profundamente feliz (“deseja ardentemente padecer…”) precisamente quando está a iniciar os seus padecimentos ‘mais atrozes’ para salvar aquilo que mais ama: os seus irmãos – toda a Humanidade…  Ou seja, a Felicidade, quando é autêntica, não tem fim. Nada nem ninguém pode acabar com ela!!!…

É bom, aliás, como conclusão, ‘trazermos aqui’ e lembrar o que já sabemos através de outras “reflexões” semelhantes… Onde se constata que “a verdadeira felicidade é contagiosa”…  Por exemplo, nestes últimos anos [nos “Parabéns” dos Aniversários] temos repetido de várias formas: “A única maneira de sentirmo-nos felizes é fazendo felizes os outros”… Ou também, por outras palavras: “Só dando vida aos outros (não se fala aqui da vida ‘biológica’), só então tornamo-los mais felizes (pelas nossas ajudas, serviços, etc.). E é assim que nós sentimos a autêntica Felicidade”.                                                                     (17-05-2025)

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30 Abril, 2025

«ASSIM COMO o ‘ABBA’ (PAI-MÃE)…»-

Luis López A Palavra REFLETIDA

«“ASSIM COMO o ‘ABBA’ (PAI-MÃE). . . ”»

Acontece em bastantes “passagens” (‘textos’) da Bíblia(a Palavra de Deus), sobretudo no Antigo Testamento (AT)…

Isto é, quando pretendemos ‘comparar’o ser humano com Deus – ou vice-versa – utilizamos o ‘argumento’ no sentido errado, sem darmos conta. Claro, com a melhor boa vontade; até porque nos aparece ‘nessa ordem’ (?) na nossa mente.

Vejamos agora algum exemplo, entre muitos outros… O caso do Salmo 103: “Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor se compadece dos seus fiéis” [Sl 103(102),13] (*).  Ou, então, este outro exemplo (onde é o próprio Deus a falar): “Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, e não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Pois ainda que ela se esquecesse do filho, Eu nunca te esqueceria” (Is 49,15).

Ou seja, muitas vezes aparecem, no AT da Bíblia, estas ‘comparações’ ou outras semelhantes. Por exemplo: Assim como uma mãe faz isto ou aquilo… assim Deus…;  tal como um pai faz aqueloutro… assim Deus…;  do mesmo modo que uma mulher, ou um homem, é assim ou assado… assim é Deus…;  etc. Porém, é preciso reconhecer, admitir e aceitar a sinceridade e boa vontade de quem escreve estas comparações, nos Livros Bíblicos, servindo-se daqueles símiles, para exaltar as qualidades incomparáveis de Deus. Entender isto, aceitá-lo e louvá-lo nos autores sagrados, é justo e equitativo, embora reconhecendo que não será a forma correta nas nossas linguagens atuais.

Sim. Porque, postos a ‘comparar’: o correto – na verdade – seria exatamente usar a ordem inversa; que não seria ‘Deus é assim’ porque ‘a pessoa é assim’. Senão: ‘A pessoa é assim’ porque tendo ela sido criada, «gerada», “à imagem e semelhança de Deus”… a mãe, ou o pai… a mulher, ou o homem… são – ou deveriam sê-lo! – semelhantes ao Pai-Deus, que, como Jesus nos revelou e ensinou, é o ‘ABBA’ (Pai-Mãe).

Então, em vez de ‘aquela maneira’ (que se costuma usar) deveríamos dizer, realmente, por exemplo: «Como Deus se compadece dos filhos – que somos tod@s! – assim uma mãe, um pai, deve compadecer-se dos seus filhos…».

Ou, no caso do segundo exemplo (em Is 49), diríamos: «Assim como o Pai-Deus (‘ABBA’) nunca esqueceria nenhum dos seus filhos (como Ele mesmo afirma), assim qualquer ser humano (homem ou mulher) também nunca deveria esquecer o seu filho».

E fica aqui esta “chamada de atenção” para tod@s @s que – atualmente – têm a “vocação” de pai ou de mãe!

(*)- Note-se que aqui já foi substituído ‘os que o temem’ por “seus fiéis” (“os que o amam”) como é costume fazer-se para fugir do ‘temor’ e apostar no “amor”.  Além disso, o sentido que tinha

no AT ‘o temor de Deus’ era diferente do que agora tem nas nossas línguas…

(30-04-2025) // PARA outras REFLEXÕES, afins aos Tempos Litúrgicos, ABRIR o ‘BLOG’:http://palavradeamorpalavra.sallep.net

7 Abril, 2025

«A GRANDE ‘BRINCADEIRA’ DO PAI-DEUS»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«A GRANDE ‘BRINCADEIRA’ DO PAI-DEUS»  (1)

Alguém já ouviu falar, alguma vez, de certa obra teatral – mistura de comédia e drama, ou então, de jogo e de tragédia – ou ambas as coisas, uma espécie de “tragicomédia universal”?… E se nos dissessem que (sem nós darmos por isso) tod@s estamos a “participar” nesta peça, apenas e só pelo facto de termos nascido “seres humanos”?… É que – reparem bem! – a nossa Salvação eterna vai depender, também, desta nossa “participação” consciente e responsável, como agentes (‘atores’ e ‘atrizes’) nisto, que nós poderíamos apelidar de uma grande brincadeira… Aliás, e por consequência, essa nossa “participação” teria de ser a escolha livre mais importante na vida de cada qual e de nós todos!… Mas, olhem, que esta “maneira de brincar” é também uma coisa “muito séria”!  Sim, é cómica e é trágica, ao mesmo tempo!…

Imaginemos agora, que este divertimento ou brincadeira, é uma espécie de ‘jogo do eixo’ (sabem?). Esse tal jogo de crianças, e não só…  Aí se diz: «Uma vez calha-me a mim saltar por cima de ti, e a seguir és tu que vais fazê-lo por cima de mim, e assim por diante…». Ora bem, e quando é o próprio Deus, o Pai, a entrar neste jogo connosco, neste “eixo” ou roda?… Então?…  – Vamos lá ver se conseguimos ‘entendê-lo’…  Então, vai ser que o pular ‘eu por cima de Deus’ signifique uma ‘ofensa’ que eu Lhe faço?… E quando ‘calhe’ a Deus passar por cima de mim’, não serão então aquelas ‘situações’ em que eu ‘me sinto mal’ (remorsos, sofrimentos, cruzes…) pelo facto de me achar culpado, devido a alguma coisa que fiz(!) ou deixei de fazer(!)?…

Acontece, porém, que neste “jogo”, além do Pai, também participam connosco, Jesus e Maria (o Filho de Deus e a Mãe de Deus, nada menos!), como ‘personagens’ principais. Claro que O Protagonista – indiscutível e absoluto – é, evidentemente, o próprio Cristo-Jesus. Mas como? – Aí estão: a sua Cruz e a sua Glória, junto com as “Cruzes” e as “Glórias” do Pai e da Mãe; e junto com as nossas “cruzes” e “glórias”!… Porém, uma vez que ‘Eles os três’ não conhecem o pecado, a sua participação na nossa ‘Brincadeira’ é uma aceitação ‘generosa’ e ‘espontânea’ (consciente e livre, e nunca culpável!). Mas, isso sim, com todas as consequências: Eles suportaram o nosso ‘peso’, o peso das nossas culpas e pecados: É o sentido e a causa da nossa Redenção em Cristo! (Is 53…; 1Pe 2,24…).

Aliás, precisamente nestes próximos dias (na semana que vem), vamos relembrar e reviver, a Semana Santa deste ano. Chamada, também, «Semana Grande» por concluir no Domingo da PÁSCOA, o grande Dia da RESSURREIÇÃO do Redentor (Homem-Deus) que foi capaz de criar e realizar, como excelente “Autor”, junto com o Pai, e a Mãe, essa tal «Grande Brincadeira de Deus»…

E saibamos – todos os participantes neste “Jogo dramático” – acudir a Maria, nossa Mãe, para que Ela, como bem sabe fazer, nos ensine e acompanhe na “realização” do nosso “papel” neste, afinal, «Grande Teatro do Mundo» (2), no qual todo o ser humano ‘é chamado a participar’, desde que entra neste mundo-palco até à sua saída dele (‘quando o pano cair’!).

É bom, portanto, ter em atenção que, a nossa Mãe, Maria, é quem melhor pode ‘ensaiar e dirigir’ a nossa real e autêntica “representação”, durante toda a nossa vida neste “aquém”, até à passagem para o definitivo e absoluto “Além”!

Com toda a razão, podemos concluir, como alguém escreveu: «Com Jesus, e como Maria, importante é ‘entrarmos na brincadeira’ do Pai-Deus».

(1)- A figura central (o ‘Abba’) da Imagem, é do humorista gráfico, José L. Cortés.

(2)- É um “Auto sacramental” do dramaturgo Pedro Calderón de la Barca.

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21 Março, 2025

«A MISERICÓRDIA… ACIMA da JUSTIÇA!»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«A MISERICÓRDIA… ACIMA da JUSTIÇA!»

Iniciamos hoje com a transcrição de um breve trecho – uma interrogação – que aparecia no final da nossa anterior Reflexão, do mês passado (22-02-25): 

“Aparece a grande ‘questão’ de sempre: Como é que vai ser “o Além” para aqueles que, infelizmente, fizeram, nesta “primeira ‘etapa’ da Vida” e pelo mau uso da sua liberdade, todo o tipo de males ou perversões!?… Realmente, é a interrogação que muitos podem fazer relativamente a si próprios, ou a outrem…”.

E aqui entra a questão da justiça e, portanto, do possível castigo.

Entramos, assim, numa outra questão consequente, da qual muitos tentam fugir, ou não querem lá saber. É esta: Será que existe isso que se costuma chamar ‘inferno’, ou pior ainda, ‘inferno eterno’, mas que, seja como for, é preferível ignorar e esquecer?…

Acontece que muitos (teólogos ou não) podem defender, ou negar, a sua existência, mas ficando por aí, sem entrar em mais questões, principalmente no que diz respeito ao significado do termo ‘infinitude’ (‘para’ sempre, só num sentido)e do termo ‘eternidade’ (‘desde’ e ‘para’ sempre, nos dois sentidos)…

Quanto a nós (?), não vamos entrar nessas ‘dialéticas’. O nosso raciocínio irá no sentido de fazer algumas afirmações – pela positiva! – a começar por deixar bem claras as convicções ou verdades seguintes. E logo, cada qual decida (!).

A primeira e mais importante é: Só pode ser Eterno (que é muito mais do que infinito) Deus, o Amor, a Bondade… Ou, também, tudo o que se considera essencialmente Bom, Positivo, Vital…  Isto, por uma razão muito simples: tudo o que é ‘oposto’ (Mal, Negativo, Mortal…) não tem existência em si mesmo.

Vejamos o porquê, com alguns exemplos. O mal é só a ausência do Bem; o negativo é a ausência do Positivo; a morte é ausência da Vida; e assim por diante… Do mesmo modo que – na Física – o frio é só a ausência de Calor; a treva é apenas a ausência da Luz... Ou seja, o negativo não existe!

Por consequência, o inferno… (qual outras coisas semelhantes) não pode existir como tal, e menos ainda ser eterno. Quando, nas Escrituras, apareçam expressões como ‘infinito’, ‘não terá fim’ ou ‘será eterno’… referidas ao Mal (direta ou indiretamente) haverá que ter em atenção a tendência a exagerar que temos os humanos (mormente aquelas culturas “orientais”, em cujo seio nasceu a Bíblia)…

Mas talvez já tenhamos reparado que estas realidades ou verdades – que estamos a constatar e declarar – têm a sua razão de ser e o seu fundamento (nada mais e nada menos!) no Amor e na Misericórdia de Deus… que – estes sim – são Eternos!

Porém, levanta-se então uma complexa sequência de questões (?):

Será que, então – e amparados nessa Infinita Misericórdia Divina – já não vai haver ‘crime e castigo’ nem “juízo e condenação”?… Ou, afinal, todos vamos ser iguais, seja qual for o bem ou o mal que tivermos praticamos e vivido nesta vida?… Ou será que vai ser assim, mesmo para aqueles humanos que causaram, neles próprios e/ou nos outros, os maiores males e perversões?…

A resposta é não, evidentemente, pois partimos da base de que a Justiça não pode faltar. É o que todos ‘pedimos’ sempre, não é?!  E, além do mais, deveremos ter em conta que a Justiça é igualmente um dos atributos de Deus…

Por isso, é também impreterível – por ser de justiça – que, aqueles que chegarem, ou chegarmos, ao tal “dia e hora da Verdade”, imersos – consciente e livremente! – no Mal, teremos que pôr as coisas no seu lugar: “limpar” o que estiver ‘sujo’; “endireitar” o que estiver ‘torto’… Numa palavra, “purificar como se purifica o ouro no crisol”. É o que escreve o Apóstolo Paulo: “Mas, se a obra de alguém se queimar, perdê-la-á; porém, ele será salvo, embora como quem passa pelo fogo” (1Cor 3,15 )… Mas como será isso, máxime nos casos ‘mais graves’!?… Deus é que sabe! Até porque, a partir desse “instante” estaremos, já todos e cada um, na ‘outra margem’, isto é,numa “Outra Dimensão”, fora das «coordenadas espácio-temporais» que nos envolvem e determinam neste mundo… Ou seja, a justiça há de ficar a salvo, sem prejuízo de ninguém e para bem de todos!…

Porém, nunca devemos esquecer isto: a Misericórdia é, e será sempre, superior à Justiça!  Di-lo a própria Sagrada Escritura, pelo Apóstolo Tiago: “Quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia. Mas a misericórdia está sempre acima da justiça e do julgamento”.(Tg 2,13).       

(21-03-2025)

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22 Fevereiro, 2025

«A VIDA HUMANA não acaba, TRANSFORMA-SE»

Luis López A Palavra REFLETIDA

«A VIDA HUMANA não acaba, TRANSFORMA-SE» [*]

Bem. Já ficou suficientemente claro que a liberdade humana deverá continuar sempre; até porque a sua supressão também não seria a solução para todos os males deste mundo (!?)…

Consequência disso, meus amigos, é que – antes ou depois, e com maior ou menor gravidade – continuarão a existir, no nosso mundo, males, guerras, catástrofes, barbaridades… que poderão ser a causa – além da nossa morte – também das nossas contínuas lamentações… Teremos de aprender a viver e conviver com esta realidade!  E, sem nunca desesperar!

E aqui conectamos com o último parágrafo da nossa anterior reflexão. Ninguém pode nem deve pensar na possibilidade daquela conclusão (que apontávamos): «Afinal, para nós, isto não tem remédio(!); e, enfim, acabaremos todos – após tanto sofrimento e angústia – ‘num caos’ ou ‘num nada’!»… Pois não! Isso não!… Seria como esquecer (e já ficou afirmado) que esse Deus Criador, esse Ser Omnipotente, Omnisciente, Omnipresente e Eterno não pode falhar em qualquer uma de todas as maravilhas na Sua permanente Criação!!!

Porém, vamos lá à questão que agora interessa: Será que tantos seres humanos – afinal todos filhos de Deus, “gerados à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26) – mas vítimas das suas liberdades mal-entendidas, deturpadas, abusadas… será que, quanto pessoas, estão perdidas sem remédio!?…

Já sabíamos – e os que temos fé o reafirmamos! – que existe um Além, mais importante e definitivo que o aquém (o presente), e que, portanto, «esta vida presente não termina, apenas se transforma…» (como nos lembra a Liturgia, na nossa Eucaristia). Podemos imaginar que, talvez muitos (?) desejariam que esta vida ‘acabasse de vez’ e não houvesse mais nada; isto pelas terríveis consequências de sofrimentos que eles preveem no seu futuro devido à sua má ou depravada (!) vida presente…

Mas não! Ela não pode terminar, já que a vida presente é, apenas e só, a primeira etapa dessa Vida (com maiúscula) que teve o seu início no instante em que fomos criados, “gerados”, pelo nosso Pai. (E se foi ‘infinitamente’ antes desse instante???). Quer dizer, “somos da natureza de Deus”, como afirmou Jesús (Jo 10,34.35 / citando Sl 82,6); e nós temo-lo já lembrado mais do que uma vez… Sendo assim, nunca poderemos deixar de existir!!!    

Bom, mas aparece então, de novo, a grande questão de sempre: Como é que vai ser o Além para aqueles que, infelizmente, fizeram, nesta “primeira ‘etapa’ da Vida” e pelo mau uso da sua liberdade, todo o tipo de males ou perversões!?… Realmente, é a interrogação que muitos podem fazer relativamente a si próprios, ou a outrem… Bem, logo à primeira vista, a resposta a esta questão – para ser explicada satisfatoriamente – parece muito difícil, ou até impossível.

Porém – à luz da mesma Palavra de Deus, em Cristo, pelo Evangelho – a questão ficará esclarecida, graças a Deus! (Mas isto, na próxima reflexão).

[*] – NOTA INTERESSANTE (desde a Imagem). “TRANSFORMAR-SE” é sofrer uma «METAMORFOSE». Isto é: realiza-se uma “mudança profunda”, e não apenas na “forma”. O exemplo maravilhoso que nos apresenta a “Mãe-Natureza” (ou seja, o Criador) é perfeito, ‘espetacular’ (!). É o conhecido como «metamorfose das borboletas», com as suas 4 fases: ovo-larva-crisálida-imago (ou os seus nomes vulgares). Aqui, interessa-nos agora destacar o seguinte. A “passagem” de larva (‘lagarta’) para imago (‘borboleta’) através da crisálida (‘casulo’), é o exemplo perfeito (‘parábola’) de: a vida humana (‘lagarta’), a nossa morte (no ‘casulo’) e a Ressurreição-Vida do Além (na ‘borboleta’). Então, aquilo que nós chamamos “morte” é, apenas e só, «a passagem pelo ‘casulo’». Por enquanto, meus amig@s, nesta “vida terreal e mortal”, somos apenas (e com a melhor intenção!) uma espécie de “lagarta” ou “verme” ou “bichinho”… (cada qual escolha o que mais goste! :). Afinal, esta “fase” vai ser sempre “efémera”!

[ Na Imagem:  (Esq.)-“Borboleta-Pavão” (‘Aglais io’) ||  (Dir.)-“Borboleta-Monarca” (‘Danaus plexippus’) ]          

(22-02-2025) // PARA outras REFLEXÕES, afins aos Tempos Litúrgicos, ABRIR o ‘BLOG’:http://palavradeamorpalavra.sallep.net

7 Fevereiro, 2025

«Mas QUAL a CAUSA dos MALES?» (II)

Luis López Sem categoria

Dizíamos – no fim da primeira parte (I) –: A causa e motivo do mal, e dos males, deste mundo é a Liberdade humana. Sim, esse ‘sagrado(!) atributo’ a que nenhum humano queremos renunciar impunemente! …

Bem. Mas nós, agora, podemos perguntar-nos (e quantas vezes temo-lo feito, crentes e até não crentes, embora na boca destes não tenha sentido?) e a pergunta seria assim: Dado que a liberdade humana foi inventada, criada, por Deus, porque é que Ele permite todas estas “barbaridades”, e porque não “tira a liberdade” de vez, a todas essas pessoas que, com as suas decisões tão disparatadas ‘provocam’ tais ‘males em catadupa’, no nosso mundo?

O primeiro que temos a dizer acerca desta pergunta é que, antes de condenarmos nós estas liberdades aberrantes e terríveis nos outros, deveríamos considerar como é que são as nossas liberdades (talvez em menor grau ou nível) mas que – juntas todas – contribuem, na mesma, para os grandes males que lamentamos!

E não podemos esquecer que o tal “espírito Maligno” (Satanás), que consideramos, em definitiva, como a origem e promotor de todo o Mal, ele próprio é também e ao mesmo tempo, como que o resultado de todas as malícias humanas (!?) …

Ou seja, que não podemos deitar as culpas a ninguém. E menos a Deus, pois Ele é o primeiro a lamentar o mau uso que fazemos da nossa liberdade humana (que, por outro lado, não queremos perder!).

Mas, sobretudo – e isto é o mais importante ainda que não tenhamos reparado nisso! – sabem qual é a resposta de Deus quando Lhe pedimos para tirar aquelas excêntricas liberdades (‘libertinagens’!) a certas pessoas?  Pois o que Ele nos responde é isto, mais ou menos: «Vocês acham, ó meus amigos, que o vosso Deus pode deixar de fazer – ou desfazer! – aquilo que Ele criou? Pensam que Ele pode mudar de opinião acerca do que imaginou e fez? Em todo o caso são vocês os que mudam ‘do bom para o menos bom’, ou ‘do bem para o mal’, e pensam que isso é ‘ser livres’! Meus amigos, vejam bem isso!».

É verdade, Senhor. Se a liberdade humana – a verdadeira, pois a ‘outra’ não é já liberdade mas ‘libertinagem’! – é o atributo que mais nos assemelha conTigo, por isso é que no-la deste; e então, não a podes tirar! Bem claro ficou já escrito desde o princípio, na tua Palavra, que “nos criaste à Tua imagem e semelhança…”(Gn 1,26…). Sem liberdade, deixaríamos de ser a “Tua imagem”, pois Tu, enquanto Deus, és “eternamente Livre”!!!

Porém, alguém poderá pensar: “Então, para nós, isto não tem remédio! E acabaremos todos – após tanto sofrimento e angústia – em ‘um caos’ e em ‘um nada’! Será que vale a pena tudo isto, pelo menos para muitas pessoas?”.

Bom, mas a resposta a estas questões é já outra ‘história’… E requer um outro tratamento, que será – ‘Deus mediante’ – na próxima reflexão!

(07-02-2025)

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