Ao tentarmos cumprir a nossa missão de testemunhas e anunciadores deste Evangelho de Jesus, deveremos estar preparados para esse ‘combate’ e ‘milícia’ – no melhor sentido dos termos – já que “o discípulo não está acima do seu Mestre nem o servo acima do Senhor”(Mt 10,24)… E Ele foi capaz de conseguir, “mas através do seu sangue, a redenção e a remissão dos nossos pecados”(Ef 1/2ªL)…
Por vezes, poderá ser uma pessoa ‘de autoridade’(?) quem se atribua o direito de nos proibir ou impedir a realização da nossa missão de evangelizar, julgando até, que o faz em nome de Deus. Como quando (Am 7/ 1ª L.) aquele sacerdote de Betel disse ao profeta Amós: “Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá…!”.
No entanto, o próprio Jesus já nos tinha alertado acerca destas lutas e dificuldades no nosso apostolado: “Se nalgum lugar, os habitantes não vos quiserem receber nem ouvir, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles” (Mc 6 / 3ªL.). E Ele falava, partindo também da experiência pessoal, já que, na sua terra natal (pela falta de fé daquela gente) foi expulso e queriam matá-L’O [Cf.: Domingo anterior/Mc 6].
Nós não vamos ser diferentes – nem mais nem menos(!) – do nosso Mestre Jesus, neste sentido!
«Tu que Te apresentaste, Mãe, como a «Virgem da Revelação» – “Senhora de Tré Fontane” – atende a nossa oração. E olhando nós para o Livro da Palavra (a Bíblia) que seguras ao peito entre as mãos, ousamos pedir: Já que és «Mãe de Deus e de todos os homens», palavras ditas por Ti nessas aparições, e porque foste sempre Fiel à Palavra de Deus,Revelada em Jesus e por Jesus (‘Virgem da Revelação’), guia-nos sempre pelo Caminho (da Palavra da Verdade) que é Teu Filho Jesus. Sobretudo, Mãe, nesta vida de ‘milícia’ sobre a terra, perante os inimigos da Palavra do Evangelho, vem sempre connosco lutar na fidelidade!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Tré Fontane (Itália) – A aparição aconteceu, em 1947, no “lugar” da cidade de Roma (“Tré Fontane”, gruta onde, segundo a tradição, o apóstolo S. Paulo fora decapitado). O protagonista principal destas Aparições marianas foi o senhor Bruno Cornacchiola (‘através’ dos seus 3 filhos pequenos). Bruno, naquela altura era inimigo da Igreja Católica e de Nossa Senhora (tendo, até, a intenção de matar o Papa). Por esse tempo, estando a procurar os filhos, encontrou-os naquela ‘caverna’, de joelhos, e a rezar à Virgem, repetindo: “Bela Senhora! Bela Senhora!”; e ele exclama: “Deus, salva-nos!”. Ao reabrir os olhos, ele vê também a “Bela Senhora”:túnica branca com faixa rosada, e grande lenço verde da cabeça aos pés; tinha a Bíblia nas mãos, apertada contra o peito; nesta primeira visão, a Virgem nada disse, apenas sorria… Posteriormente dir-lhe-á, entre outras, as seguintes palavras: «Eu sou a ‘Virgem da Revelação’… As orações que fizeste, com a tua fiel esposa, foi o que te salvou do erro…». Noutras ‘aparições’, o Bruno recebe mais ‘mensagens’: «Neste lugar, quero ter um Santuário e ser venerada com estes novos títulos: ‘Virgem da Revelação’ e “Mãe da Igreja”. A Minha Casa deve estar aberta para todos…». / Curiosamente, estas Aparições a Bruno tinham sido anunciadas, dez anos antes (em 1937), a uma jovem devota, Luigina Sinapi, que vivia também em Roma. Nossa Senhora diz-lhe para ir ter com o Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII) e transmitir-lhe algumas das “mensagens” (de acontecimentos futuros, sobretudo a conversão do Bruno e as Aparições). Por exemplo: “Eu voltarei a ‘essa gruta’ para a conversão de um homem…”. Ou esta outra: “Eu sou a Mãe de Deus, e por isso a Mãe de todos os homens… Os homens devem compreender que os sofrimentos preparam para a vida da Graça e Salvação…”. E foi justamente o Papa Pio XII quem “pôs”, na ‘gruta’, a ‘imagem’ de Nossa Senhora -Tré Fontane.
2-] Tangerineira(Citrus reticulata). Árvore de porte mediano, com espinhos nos galhos, como forma de proteção; com flores brancas e aromáticas – portanto, em tudo semelhante à laranjeira –. É da família Rutaceæ, e parece ter sido uma antiga espécie selvagem, nativa da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima subtropical e tropical húmido). O fruto, tangerina, também conhecido como laranja-mimosa, bergamota, mandarina, clementina… chegou a Europa apenas no início do séc. XIX. Entre as variedades mais comuns desta fruta estão: a tangerina ‘mexerica’ para consumo natural, e a tangerina ‘morgote’ para produção de sucos. A sua polpa é sempre fonte abundante de vitaminas A e C (essenciais para o sistema imunológico), de sais minerais como potássio, cálcio e fósforo, mas sobretudo, importante fonte de magnésio; e bom laxante, pela quantidade de fibras que possui. Quanto à sua casca, de cor alaranjada, apresenta também quantidades elevadas de vitaminas A, B1, B2, C, niacina, cálcio e fósforo; além da sua utilização para doces e geleias.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– Salmo breve (de apenas quatro versículos) e que aparece praticamente inteiro no nosso texto acima. E onde vemos que a palavra-chave – predominante – está claro que é “olhos”. Na realidade, refere-se sempre aos olhos humanos… Porém, parece haver outros “olhos” que se adivinham, se supõem(!?)…
– E precisamente, estava-me a lembrar de uma das reflexões que fizemos anteriormente, onde a tese era: «O que nos faz felizes é ‘o rosto de Deus’ e os ‘rostos dos outros humanos, irmãos nossos’»(*)… Ora bom, se repararmos bem, o que nós ‘fitamos’, ao olharmos para um rosto, são os olhos (“olhos nos olhos”-?).
– Então – seguindo as expressões do nosso Salmo – quando dizemos: “os nossos olhos estão postos no Senhor”, ou “levanto os meus olhos para Ti que habitas no Céu”, o que é que os nossos olhos querem ver, encontrar, deparar, (diríamos, topar)? Na verdade, serão os próprios ‘Olhos de Deus’!…
– Mas ‘porque’ e ‘para que’ é que procuramos (‘buscamos’!) com ânsia e avidez “esses Olhos Divinos”?… Talvez porque estamos cheios, fartos, ‘doutros olhos’, dos que vivem como ‘inimigos de Deus’? O salmista exprime-o assim: “a nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes e do desprezo dos soberbos”.
– Justamente por isso, e por tudo o mais, tentaremos descobrir e encontrar sempre, e por cima de tudo, os “Olhos” que constituem a nossa “Felicidade”… Nada que se compare com “os olhos do servo, que se fixam nas mãos do seu senhor”, ou com “os olhos da serva, que se fixam nas mãos da sua senhora”!…
(*)- Ver: – Dom. 3 da Páscoa (17.B3), acerca do Salmo responsorial (Sl 4).
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Quando (Ez 2) somos “de cabeça dura e coração obstinado” e “não queremos escutar as Suas palavras”, por sermos “uma casa de rebeldes”, devemos saber que Ele há de pôr sempre “um profeta no meio de nós”: um evangelizador, um mensageiro, um pastor, um missionário, um apóstolo… que isso são todos os ‘enviados’ de Deus para colaborar com Ele na nossa “educação e formação” (os pais, os educadores, os formadores, os catequistas, os animadores, os acompanhantes…).
Ou quando (2Cor 12) descobrimos no nosso corpo-vida algum “espinho na carne (anjo de Satanás que nos esbofeteia) para que não caiamos na soberbapelos ‘dons’ pessoais que achamos ter”… Mas ao pedirmos a Deus que nos livre dessas mágoas e sofrimentos, iremos ouvir sempre “uma voz interior a dizer-nos: «Basta-te a minha graça…»”.
E mesmo quando (Mc 6) o próprio “Jesus fica admirado porque nos falta a fé (sem motivo aparente) e não pode, por isso, fazer milagres”… ainda assim, não deixa de, apesar de tudo, “impor as Suas mãos sobre nós para nos curar” também dessa falta de fé.
«Precisamente, Mãe – “Senhora de Heede” – «Rainha das pobres almas», Tu pediste lá, mais uma vez, àquelas raparigas videntes, que rezassem o Rosário em reparação pelos pecados do mundo. E porque nos conheces, e sabes “de que barro fomos feitos pelo Senhor”(Sl 102), também Tu nos compreendes como o Pai misericordioso, e podes fazer com que Jesus nos cure da nossa falta de fé e das nossas infidelidades.
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Heede (Heede-Alemanha) – Em 1936, três anos antes do início da 2ª guerra mundial (1939), a Virgem Maria apareceu a quatro raparigas, que moravam na pequena cidade de Heede (Alemanha). Apresentando-Se como Rainha do Universo e como Rainha das almas (em 1936) manifestou-lhes (1ª mens.): «Meninas, continuai ainda a rezar e rezai muito». Elas, por sua vez, contavam às pessoas o facto, e o modo como a Mãe de Deus se lhes mostrava: “segurando num dos braços o Menino Jesus e, no outro, um globo com uma cruz”. Mas, como em muitos outros casos, as palavras das videntes não foram aceites, principalmente pelas autoridades, que as fizeram passar por interrogatórios impiedosos, proibindo-lhes voltarem ao local. O bispo da sua diocese de Osnabrück divulgou (em 08-01-1938) que as pessoas não deveriam considerar essas aparições como verdadeiras. Mesmo assim, os devotos continuaram as suas romarias, em grande número, para o local onde a nossa Mãe aparecia… À vista disto, as autoridades eclesiásticas formaram uma comissão para reestudar e aprofundar as investigações sobre os factos. Após uma exaustiva e imparcial investigação, publicou-se uma nova declaração, confirmando, desta vez, a veracidade das Aparições da Rainha do Universo… Ainda em 1940 (já na 2ª guerra mundial) a Mãe de Deus voltou a manifestar-se para as raparigas, mas agora com uma fisionomia muito triste, e pediu-lhes (2ª mens.): «Meninas, rezai o Rosário em reparação pelos pecados do mundo» … Finalmente, a diocese de Osnabrück (a 03-06-1959) após 23 anos da primeira Aparição de Nossa Senhora em Heede, fez público um documento que reconhecia como verdadeiras essas Aparições…
2-] Limoeiro(Citrus limon). Da família Rutaceæ, é uma árvore pequena, não atinge mais de 6 metros de altura, espinescente, muito ramificada; folhas alternas, oblongo-elípticas, com pontuações translúcidas; as inflorescências de flores axilares, cor branca ou violeta, em cacho. O limoeiro é a única espécie cítrica que produz frutos de forma contínua… Com outras três espécies importantes, esta (o Citrus limon) originária da região sudeste da Ásia, agora está muito espalhada e é a mais cultivada pelo mundo, embora a Índia continua a ser o maior produtor. O limão, fruto desta espécie, é da variedade ‘limão-siciliano’ ou ‘limão-eureca’ (entre uma dezena de variedades importantes) e tem uma casca muito amarela. De todas as “frutas cítricas”, o limão, além da alimentação, apresenta as melhores propriedades medicinais para a saúde; por exemplo, pelo ácido ascórbico ou vitamina C que contém em grande quantidade, combate eficazmente a grave doença do escorbuto. Também, e pela sua beleza, estas plantas – os limoeiros – utilizam-se, em muitas partes, como planta ornamental (exemplo: nos ‘jardins islámicos’).
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– A nossa adoração, louvação ou glorificação de Deus não é uma atitude gratuita e espontânea… Na opinião do salmista, mais do que um dever é uma necessidade! E proclama-o desde o início do Salmo, no versículo responsorial: “Porque me salvaste, louvo-Te, Senhor, e Te louvarei!”. Mas, louvar será Amar?…
– É realmente uma obrigação nossa, pelo motivo e razão de Ele – o nosso Deus e Senhor – haver-nos devolvido a vida quando a tínhamos perdido pela nossa culpa e pecado: “Tiraste a nossa alma da mansão dos mortos; vivificaste-nos quando já descíamos à fossa”. Ou, então: “Mudaste em júbilo o nosso pranto”.
– O ‘orante’ reconhece, aliás, que Deus tem motivo, de sobejo, para estar zangado connosco; mas, ao mesmo tempo, descobre e admira-se pelo facto de esta irritação ser efémera, enquanto a sua indulgência é sem fim: “A ira do Senhor dura apenas um momento mas a sua benevolência, a vida inteira”…
– Porém, mais uma vez, não devemos esquecer que Deus, o Senhor, não pode ter (ou sentir) ‘estados de ânimo’ que são impróprios de Deus, como a ira, a raiva, o rancor, o ódio… coisas que aparecem com alguma frequência como atribuídas a Ele, quer nos Salmos quer noutros Textos do Antigo Testamento…
– Devemos recordar que se trata, apenas e só, de “projeções” do que nós, seres humanos, ‘sentimos’ – e por vezes até ‘consentimos’! – perante diversas situações. Pensamos nós: “Isto que nós sentimossente-o também Deus”(!?). Todavia, estes ‘sentimentos’ são “incompatíveis” com a Essência Divina do Pai Deus!
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Mas, pelo menos, nunca atribuir ao «Deus da Vida» a existência da morte, como se esta fosse uma das Suas Criaturas. Porque se alguma coisa está clara em toda a Bíblia, já desde o AT – ainda que por todo o lado apareça a morte (!) – é a afirmação de que: ‘Nunca poderá ser atribuída a causa da morte a quem é o Autor da Vida’. A morte só pode ser fruto de ‘outro causante’(?)…
A respeito de Deus, o que se afirma de modo categórico (por ex., na Palavra de hoje) é que “não foi Deus quem fez a morte, nem Ele Se alegra com a perdição dos vivos…”. Portanto, meus amigos, procuremos a(s) causa(s) da morte numa outra parte, lá onde ela realmente está. E – muita cautela! – não vá a ser que, afinal, a causa mais próxima da morte esteja ‘dentro de nós mesmos’, pela nossa adesão à verdadeira causa da morte: “a inveja do diabo” (Sb 2,24), que é o espírito do mal, o Maligno!
Porém, ninguém esqueça que esta morte, de que tanto falamos, é, apenas e só, ‘morte aparente’, isto é, material, corporal, temporária, passageira… Pois a verdadeira morte – entendida como desaparição, aniquilamento, extinção…– nem sequer existe! Mesmo que talvez alguns pensassem que ‘isso’ seria a solução melhor para eles! (!?). Mas não será essa a ‘metamorfose’ que nós precisamos (!).
Em conclusão, nós ficamos com “o Deus da Vida”, e com o Filho desse Deus, Jesus, que – por ser Deus da vida – também tem poder sobre essa ‘morte material’, “aparente” (“ela não está morta, apenas dorme”) e ‘devolvê-la’ à vida mortal quando é preciso (“«Talita Kum»; e ela voltou à vida”). “Basta ter fé”. (Mc 5,35…).
«Tu o sabes, Mãe, melhor do que ninguém – “Senhora em Necedah”, «Medianeira da Paz» – no meio de tantas guerras e mortes. Sim, Tu sabes que o Teu Filho Jesus é e será sempre «o Senhor da Vida». Não só por ser Filho do Deus da Vida, mas porque Ele próprio, “sendo rico, fez-Se pobre por nossa causa, para nos enriquecer pela sua pobreza”(2Cor 8,9…) até chegar a dar a própria Vida, para no-la entregar! Por isso, Mãe, também a nós Jesus nos dê a Vida (como aos que morreram naquelas “guerras prolongadas”…)!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora em Necedah (Estado de Wisconsin-USA). Previamente, tinham acontecido algumas ‘manifestações’ celestes (‘visões’ ou ‘locuções’ interiores, desde 1949). Mas a primeira aparição de Nossa Senhora à Mary Ann Von Hoof (40 anos,casada,8 filhos) ocorreu no início da noite do domingo de Pentecostes (28-05–1950): <‘Ao ver um lampejo de luz, saí para fora de casa, olhei e vi uma névoa azul a flutuar pelos cumes das árvores; então, do seu centro, surgiu Nossa Senhora; desceu sorrindo com os braços estendidos, ficando a meio metro do solo; tinha como 1,50 m de altura; com véu e manto azul, e vestido de cor creme, trazia nas mãos um grande terço; pés descalços com rosas rosadas em volta; os olhos da Senhora eram bem azuis’>. Na segunda aparição (16-06–1950) alertou com esta mensagem: “Os padres e bispos (da América e de todo o mundo) que colocaram os desejos de bens e prazeres terrenos antes dos deveres como ‘pastores do seu rebanho’… humilhem-se e sejam exemplos para seu povo… Se não quiserem escutar agora, hão de sofrer terrivelmente com violência e penitência…”. (Por não escutar a voz da Mãe, tivemos de lamentar, posteriormente, ‘abusos deploráveis’ da parte dessas pessoas, ‘pastores do povo de Deus’). Houve também, da parte de Nossa Senhora, anúncios iminentes de duas guerras, em que os USA estariam implicados (nomeadamente, na guerra daCoreia, iniciada aquele mesmo ano, 1950; e na guerra do Vietname, iniciada em 1961)… E, como depois foi constatado, com um balanço total de quase dois milhões de mortos (a imensa maioria no bando asiático, sobretudo vietnamitas…). A última aparição pública da Mãe de DEUS aconteceu em 1975. Em Necedah ocorreram muitos milagres (curas, conversões)… O Santuário em honra a Rainha do Santo Rosário e Medianeira da Paz, em Necedah, estende-se por um conjunto de sete Edifícios, por onde milhões de peregrinos já passaram…
2-] Mirtilo (Vaccinium myrtillus). Conhecido popularmente também como ‘Arando’, é um arbusto de pequeno porte (1 a 1,5 m), nativo da Eurásia, que pertence à Família Ericaceæ (com o medronho, a azálea, o rododendro, etc.). Uma das espécies (‘blueberry’, ou mirtilo americano) é nativa da América do norte… O fruto, do tipo baga, de tamanho pequeno e de sabor agridoce, quando maduro adquire a coloração azul arroxeada (há uma variedade de cor vermelha); pele coberta por uma ‘cera’ (pruína). O líder da produção mundial de mirtilos é USA, seguido do Canadá. Esta planta adapta-se bem aos climas temperados. Característica principal: e um forte antioxidante, motivo pelo qual é recomendado na prevenção de doenças (degenerativas, cancerígenas, visão…) e no fortalecimento dos vasos sanguíneos. Os mirtilos são vendidos, geralmente em fresco, ou então, processados em ambiente industrial com a finalidade de serem ultracongelados, transformados em puré, sumos ou secos. Estes produtos permitem elaborar outros subprodutos orientados ao consumidor final (compotas, tartes, queques, snacks, cereais).
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–É interessante constatar – talvez na maior parte dos Salmos – a existência de expressões que contêm a palavra “amor” (e/ou) “misericórdia”,seja qual for o assunto geral do Salmo, ou o tema particular dos versículos em causa. Parece como que fosse uma constante no “orante”voltar-se para o Deus-Amor!
– Desta vez, o verso Responsorial – “Cantai ao Senhor, porque é eterno o seu amor!” – apresenta, como vemos, a tradução como “amor” em vez de como “misericórdia”. Isto depende dos tradutores, o que vem demonstrar que ambos termos significam a mesma coisa (-?-)…
– Resulta, assim, evidente que a definição de Deus – se é que Deus pode ser ‘definido’(!?) – seria, como sabemos, “Deus é Amor”(1Jo 4, 8.16), ou então, “Deus é Misericórdia”. E cá está o raciocínio: Sabemos que Miseri-córdia = «sobre “a miséria” pôr “o coração”», e o coração é o ‘assento’(?) do Amor. É claro!…
– Então, podemos chamá-lo Amor, ou dizê-lo Misericórdia… mas, em todo o tempo e lugar, estaremos envolvidos, penetrados… por esta Verdade. Diríamos melhor: “Somos” esta Verdade que ousamos chamar Deus!… E não fomos nós; foi Jesus, o Filho, quem no-lo revelou: “Sois Deus”(*). Para nós, grande mistério!
– Parece que o Mal ocorre no mundo, devido a duas causas: às leis enigmáticas do Cosmos e à liberdade intocável (e ‘omnipotente’?) do ser Humano. Porém, sobre essas “causas” está a Omnipotência Divina!…
– Essa é a ‘tese’ do Salmo: “No meio da tempestade… lutavam entre a vida e a morte… Na sua angústia, eles invocaram o Senhor… Ele mudou o temporal em brisa suave… Até eles chegarem ao porto desejado”. E então, agora sim: “Graças ao Senhor pela sua misericórdia…!”.(Sl 106, 23-31)
(*) – (Jo 10,34 / Sl 82,6). Não há um ser humano (nem qualquer outra “criatura” pensante) que imaginasse tal coisa, e ainda menos ousasse afirmar –“revelar”– semelhante verdade ou realidade. Só o próprio Deus, ou seja, Jesus-Deus!
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O desgraçado Job – ‘desgraçado’ no sentido mais carinhoso do termo – no meio das calamidades sofridas naquela situação da sua vida, ainda ‘se atreve’ – também no melhor sentido da expressão – como que a pedir contas a Deus… Mas, é verdade que Deus gosta desses nossos “diálogos” – por vezes “desesperados”(?) – onde, nessas situações, parece que não vemos nada claro no meio de uma cerrada ‘escuridão’! Sim, Deus ‘gosta’ – melhor dizendo, compreende e aceita essas ‘birras’ – como Pai amoroso, para nos fazer entender ‘o porquê’ e ‘o para quê’ de toda e qualquer “provação” humana e terrena ou terreal…
Afinal, Job tinha a grande sorte de “ser amigo de Deus”, amigo doOmnipotente. Porém, nós devemos saber – como o aprendeu Job –que: quanto ‘mais amigos de Deus’ mais provados seremos (Pr3,12). E todos os «amigos fortes de Deus» (em expressão de Santa Teresa) deverão estar preparados para “essas lutas”…
Se é um facto que ‘o Deus terrível do AT’ apresenta-Se (como no caso de Job) numa atitude dialogante e paciente, quanto mais o será no ‘rosto verdadeiro’ do Abbá-Pai, misericordioso, que Jesus – o Filho – veio revelar-nos abertamente!
Ora bem, tendo nós agora, como o melhor amigo, este Jesus – Omnipotente porque Filho d’Aquele que “pôs limites ao mar” (Jb 38,8) na altura da Criação – nenhuma prova ou tempestade poderá assustar-nos, sempre que levemos, isso sim, no nosso barco, o Amigo que, a qualquer momento pode “dizer ao mar «Cala-te e está quieto»”(Mc 4,39), e transformar a forte ‘tormenta’ em grande ‘bonança’! (Bela ‘metamorfose’).
«E sempre hás de ser Tu – ó Mãe, “Senhora do Vietname – La Vang” – quem nos visite e acompanhe em todas as nossas ‘tempestades’, como o fizeste com aqueles irmãos vietnamitas quando mais difícil a vida se tornava, durante tanto tempo (!). E serás sempre, também para nós, essa “Bendita Mãe” (como o foste para eles) porque nos conduzirás ao Teu Filho, “Cristo Jesus, em quem somos novas criaturas”(2Cor 5,17)…
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de La Vang (Vietname). La Vang ou Lavang (=‘súplica’) é o nome de uma árvore… E é preciso constatar que a história desta Aparição foi mesmo difícil e conturbada… Começa em 1554, com a introdução da fé cristã católica no Vietname, por missionários (portugueses e espanhóis). Dois séculos depois, nos fins do século XVIII, eclodiu uma luta interna entre pretendentes ao trono… E foi ordenada a destruição de todas as igrejas e seminários católicos… Grupos de católicos fugiram para as montanhas a fim de escapar da perseguição; mas lá padeciam: de frio e fome, de muitas doenças, como a malária, além do ataque de animais selvagens… E não estavam livres dos perseguidores que até lá chegavam. Apesar de tudo, os católicos resistiam, e em pequenos grupos se reuniam para rezar o Rosário… Nesta difícil situação e neste local isolado, aconteceu, em 1798, a primeira “aparição” de Nossa Senhora, deixando-Se ver por todos os presentes, junto de uma árvore, a ‘banyan’(Ficus), muito conhecida naquela região. A Virgem Imaculada apresentava-se majestosa, belamente vestida, tendo o Menino Jesus nos braços, e foi reconhecida por aquelas pessoas como «A Nossa Bendita Mãe». Então Ela disse-lhes que, para serem curados das doenças, fizessem chá com as folhas duma outra árvore, ‘Lavang’ (que daria nome ao lugar e à ‘Invocação’ de Nossa Senhora [*]. Que «seriam atendidas as pessoas que rezassem lá»… Mesmo com o perigo de novas perseguições, foi aumentando o número das pessoas que lá iam rezar… “A Bendita Mãe” continuou a “aparecer” ao povo neste mesmo lugar, várias vezes, ao longo de um período de uns cem anos (!) de perseguição religiosa… Houve muitos grupos de católicos vietnamitas que morreram mártires (queimados vivos por causa da sua fé)… Em 1886, o bispo Gaspar mandou construir um Templo em honra da Senhora, “Bendita Mãe”, que só se inaugurou em 1901; sendo então proclamada, a Senhora de Lavang, protetora dos católicos vietnamitas. Em 1961, a Conferência do Bispos Vietnamitas selecionou a santa igreja de Lavang como o Centro Sagrado Mariano Nacional… Infelizmente, em 1972 o Santuário foi destruído pelos comunistas-marxistas… E a reconstrução ainda não foi concluída (!).
[*]- Escreve-se Lavang ou La Vang: é a planta ‘cravinho’ ou ‘cravo-da-Índia’(Myrtus caryophyllus / Syzygium aromaticum).
2-] Figueira-de-bengala (Ficus benghalensis). Estas árvores são originárias do sul e sudeste asiático (onde têm o nome vulgar de ‘banyan’, no Vietname, por ex.); preferem, por isso, os climas tropicais. São da Família Moraceæ, tal como as outras espécies do Género Ficus. O seu porte pode atingir até os 30 m de altura; e é uma árvore de folhagem perene, cuja folha é ovalada ou elíptica, de nervuras bem definidas. Os frutos (~pequenos ‘figos’) de 1-2 cm de diâmetro, formam-se ‘em pares’, tendo coloração vermelha brilhante quando maduros. É típico desta árvore (figueira-de-bengala ou banyan) produzir continuamente raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo; começando, a seguir, a engrossar até formarem troncos, que se confundem com o tronco principal. Assim, espalhando-se lateralmente de forma ilimitada, podem crescer até ocuparem vários hectares (!)… [É – também por isto – uma “árvore única”!].
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 33. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 34. DE LA VANG (Vietname). //
– E “justiça” – neste sentido bíblico – é “santidade”, pureza, perfeição… Ou então, “bondade” e “fidelidade”, atributos que o salmista outorga e reconhece como qualidades do Senhor Deus, logo nos primeiros versos do Salmo: “Proclamar, pela manhã e durante a noite, a tua bondade e fidelidade”.
– De facto, esta classe de “justo” – enquanto for fiel a essa sua “justiça” e santidade – continuará a “crescer e florescer como a palmeira, e como o cedro do Líbano…”. E terá um futuro garantido, pelo facto de estar “plantado na casa do Senhor, e proclamar: o Senhor é Justo”, donde ele copiou a sua “justiça”.
– Porém é interessante tentar “adivinhar” (neste penúltimo verso do Salmo) o significado e a “projeção” que tem para nós a expressão: “Mesmo na velhice dará o seu fruto, cheio de seiva e de vigor…”. Para já – e considerado apenas ao nível deste mundo terreal – a vida será plenamente frutífera mesmo até ao fim!…
– Quanto à ‘dimensão transcendente’, o “justo”, e todos os “justos”, têm o horizonte aberto à eternidade, já que proclama convictamente: “Continuarão a dar fruto (“os justos”) mantendo sempre a seiva e o vigor”.(Sl 91,15). Observemos a expressão “mantendo sempre” (que não indica qualquer limite ou final!). Ou seja, isto não vai acabar: Deu-se uma transformação (metamorfose?) que aponta para ‘um outro mundo’!
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“…Eu plantarei um ramo novo num monte muito alto. Na excelsa montanha de Israel o plantarei, e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso. Nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará nos seus ramos…”[Ez17,22-23(1ª L.) ].
A verdade é que Deus, “o Deus de Jesus”, não tem pressa por fazer ou por acabar as coisas – Ele tem toda a Eternidade! – e por isso nunca será impaciente, como nós, nem connosco! Já sabíamos isto, não é?
E porque o Deus de Jesus tem essa paciência infinita, o próprio Jesus quer que nós imitemos o Pai-Deus; e Ele esforça-Se para que nós aprendamos a ter paciência, muita paciência! É que nós não pensamos – e deveríamos estar convictos disso! – que, na realidade, também nós temos toda a eternidade de Deus para, sabendo isso, agirmos com paciência, na senda da nossa Esperança ativa!
Então, cá está Jesus a dizer-nos – imaginemos – ‘não penseis que o Reino de Deus vai chegar com celeridade, ou em breve tempo. É preciso muita paciência!’. E agora sim. Ele utiliza várias parábolas para nos revelar e explicar a paciência que devemos ter enquanto trabalhamos e esperamos pela realização do Reino de Deus. Porque é: “No início, insignificante como um grão de mostarda”…“Um grão de trigo”…“Um pequeno fermento na massa”…“Germina lentamente sem sabermos como”… Claro: «Ele é! Ainda que o não pareça!».
Porém, temos uma certeza: “Ele crescerá até ser a maior de todas as plantas da horta…”(Mc 4). “Dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso; nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará nos seus ramos…”(Ez 17). Sim, o Reino de Deus é, afinal, como que uma divina metamorfose!
«Como não ias Tu, “Senhora em Jerusalém”, visitar – de outra maneira – esta Cidade, a cidade do Teu Filho Jesus, a tua cidade!? E esta visita, “aparição”, era simplesmente – embora suficiente para nós! – com o único objetivo de continuar a mostrar a todos que Tu estarás sempre presente onde os filhos precisam; aqui, vieste demonstrá-lo, mais uma vez, numa situação de “conflitos pós-bélicos”… Assim, contando conTigo, Mãe, que tens uma paciência infinita (apreendida do Pai-Deus), nós saberemos sempre esperar, em Esperança ativa!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora em Jerusalém (Israel/Palestina). Podemos dizer que esta “Aparição” da Virgem Maria (18 e 25 de julho-1954) é “singular” em vários aspetos: 1º- Ela ‘aparece’ numa Escola de meninas, primeiro no pátio de recreio e logo na própria sala de aula, durante a ‘lição de Religião’; as alunas (30 crianças) gritavam: “El Adra! El Adra!”(A Virgem! A Virgem!). Esta ‘Escola de Santo António’, situa-se num lugar privilegiado (a uns cem metros do Santo “Calvário e Túmulo”). 2º- Nossa Senhora não faz nenhuma comunicação e, portanto, não deixa qualquer mensagem verbal ou escrita; apenas a “Sua presença” durante alguns minutos, primeiro às alunas daquela sala (pois a professora nada observou inicialmente) e depois, a alguns dos adultos que chegaram, e que diziam ver “os traços de uma pessoa a flutuar, envolvida por uma ‘aura brilhante’ entre branca e azulada”. 3º- A segunda aparição (dia 25) aconteceu, na igreja paroquial próxima, numa celebração festiva Eucarística (de rito copta); umas 300 pessoas começaram a gritar apontando para o alto, onde a ‘aparição’ – como na Escola – se manifestava “refletindo-se nos rostos das pessoas e nas paredes do templo”… 4º- Não se construiu, por enquanto, santuário algum neste lugar, em parte porque existem já na cidade de Jerusalém outros lugares (igrejas, santuários) em honra de Nossa Senhora; e porque não era esse o objetivo da Mãe de Jesus e nossa. O seu objetivo (como sempre!) é «mostrar-nos que está sempre presente onde os filhos necessitam d’Ela». [ Atenção: Os cristãos desta zona pertencem à ‘Igreja católica copta’, ou seja, em comunhão com o Papa. / E por se situar na ‘zona palestiniana’ de Jerusalém, eram submetidos, na altura, a pressões constantes (5 anos após a Guerra árabe-israelita de 1947-1949) ].
2-] Videira (Vitis vinifera). A videira, também chamada ‘parreira’, é uma planta arbustiva lenhosa, com gavinhas (órgãos preênseis para se fixar a estruturas mais rígidas) como outras trepadeiras. Da família das Vitaceæ, o seu fruto é a uva, que se apresenta sob dois ‘aspetos’ (cada um com muitas ‘variedades’): de ‘uvas tintas’ e de ‘uvas brancas’, e um terceiro (em menor escala): de ‘uvas rosadas’. Além de outras espécies existentes do géneroVitis, esta espécie ‘vinifera’ é a principal produtora de vinho, que, por ter sido cultivada através de várias civilizações durante milhares de anos (desde o período neolítico), tem dado origem a dezenas de variedades, ou ‘castas’, devido à ‘seleção natural’ e, sobretudo, à seleção artificial (!). Embora seja originária da Região Mediterrânica (o que é apoiado até pelas mais antigas «Escrituras Bíblicas» da civilização hebraica), ao ter sido progressivamente cultivada nas regiões de clima favorável, atualmente é produzida, selecionada e comercializada em todas as ‘zonas do mundo de clima temperado’…
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– O salmista – consciente desta situação ‘inicial’ – clama, “chama pelo Senhor desde esse abismo profundo”. E, a seguir, reconhece e pergunta, questiona, ao Senhor: “Será que algum ser humano é capaz de se salvar se Tu, Senhor, tiveres em conta – em atenção – os pecados dele?”.
– Terá de ficar bem assente e claro, para nós – como o é para o salmista – que, da nossa parte e por nós mesmos, nada podemos no que diz respeito à nossa ‘Salvação’; já que ‘esta’ só pode vir do Senhor, através da sua infinita compaixão: “Só no Senhor está a misericórdia e n’Ele a plenitude da redenção”.
– Aliás, o orante chega a exclamar, no seu Salmo: “Em Ti, Senhor, está o perdão, para continuarmos a confiar en Ti sempre”. Tanto é assim, que chega a comparar a sua esperança no Senhor com a ‘espera ansiosa’ das vigias pelo amanhecer: “Eu espero no Senhor, mais do que as sentinelas pela aurora”.
– Enfim, o próprio salmista faz uma profecia, derivada da sua convicção: A Salvação do ‘género humano’ (‘prefigurado’ no ‘povo deIsrael’) será possível se houver uma ‘transformação’, prévia e progressiva, da comunidade humana ‘em’ “Reino de Deus”. E diz: “Ele há de libertar Israel de todos os seus pecados!”.
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12 Julho, 2024
«Pelo Seu sangue, temos a redenção e a remissão dos pecados»
Luis López A Palavra REFLETIDA
“O sacerdote de Betel, disse a Amós: «Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá… Não continues a profetizar aqui em Betel, que é o santuário real…»”.[Am 7,12-13 (1ªL.)].
“Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo… fez-nos Seus filhos adotivos, por Jesus Cristo… N’Ele, pelo Seu sangue, temos a redenção e a remissão dos pecados…”. [ Ef 1,3.5.7 (2ªL) ].
“« …E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles»”. [ Mc 6,11 (3ªL) ].
————–
Se alguma coisa observamos, bem patente, no Evangelho de Jesus, é que Ele não promete uma vida fácil neste mundo, aos seus seguidores e discípulos, os Batizados (Cristãos) se formos fiéis à nossa vocação… São avisos, alertas e recomendações – em todas as páginas do Evangelho! – para que ninguém viva enganado, com ideias adocicadas, acerca da vida do homem que “há de ser ‘combate’ nesta terra”! (Jb 7,1).
Ao tentarmos cumprir a nossa missão de testemunhas e anunciadores deste Evangelho de Jesus, deveremos estar preparados para esse ‘combate’ e ‘milícia’ – no melhor sentido dos termos – já que “o discípulo não está acima do seu Mestre nem o servo acima do Senhor”(Mt 10,24)… E Ele foi capaz de conseguir, “mas através do seu sangue, a redenção e a remissão dos nossos pecados”(Ef 1/2ªL)…
Por vezes, poderá ser uma pessoa ‘de autoridade’(?) quem se atribua o direito de nos proibir ou impedir a realização da nossa missão de evangelizar, julgando até, que o faz em nome de Deus. Como quando (Am 7 / 1ª L.) aquele sacerdote de Betel disse ao profeta Amós: “Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá…!”.
No entanto, o próprio Jesus já nos tinha alertado acerca destas lutas e dificuldades no nosso apostolado: “Se nalgum lugar, os habitantes não vos quiserem receber nem ouvir, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles” (Mc 6 / 3ªL.). E Ele falava, partindo também da experiência pessoal, já que, na sua terra natal (pela falta de fé daquela gente) foi expulso e queriam matá-L’O [Cf.: Domingo anterior/Mc 6].
Nós não vamos ser diferentes – nem mais nem menos(!) – do nosso Mestre Jesus, neste sentido!
« Tu que Te apresentaste, Mãe, como a «Virgem da Revelação» – “Senhora de Tré Fontane” – atende a nossa oração. E olhando nós para o Livro da Palavra (a Bíblia) que seguras ao peito entre as mãos, ousamos pedir: Já que és «Mãe de Deus e de todos os homens», palavras ditas por Ti nessas aparições, e porque foste sempre Fiel à Palavra de Deus, Revelada em Jesus e por Jesus (‘Virgem da Revelação’), guia-nos sempre pelo Caminho (da Palavra da Verdade) que é Teu Filho Jesus. Sobretudo, Mãe, nesta vida de ‘milícia’ sobre a terra, perante os inimigos da Palavra do Evangelho, vem sempre connosco lutar na fidelidade!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Tré Fontane (Itália) – A aparição aconteceu, em 1947, no “lugar” da cidade de Roma (“Tré Fontane”, gruta onde, segundo a tradição, o apóstolo S. Paulo fora decapitado). O protagonista principal destas Aparições marianas foi o senhor Bruno Cornacchiola (‘através’ dos seus 3 filhos pequenos). Bruno, naquela altura era inimigo da Igreja Católica e de Nossa Senhora (tendo, até, a intenção de matar o Papa). Por esse tempo, estando a procurar os filhos, encontrou-os naquela ‘caverna’, de joelhos, e a rezar à Virgem, repetindo: “Bela Senhora! Bela Senhora!”; e ele exclama: “Deus, salva-nos!”. Ao reabrir os olhos, ele vê também a “Bela Senhora”:túnica branca com faixa rosada, e grande lenço verde da cabeça aos pés; tinha a Bíblia nas mãos, apertada contra o peito; nesta primeira visão, a Virgem nada disse, apenas sorria… Posteriormente dir-lhe-á, entre outras, as seguintes palavras: «Eu sou a ‘Virgem da Revelação’… As orações que fizeste, com a tua fiel esposa, foi o que te salvou do erro…». Noutras ‘aparições’, o Bruno recebe mais ‘mensagens’: «Neste lugar, quero ter um Santuário e ser venerada com estes novos títulos: ‘Virgem da Revelação’ e “Mãe da Igreja”. A Minha Casa deve estar aberta para todos…». / Curiosamente, estas Aparições a Bruno tinham sido anunciadas, dez anos antes (em 1937), a uma jovem devota, Luigina Sinapi, que vivia também em Roma. Nossa Senhora diz-lhe para ir ter com o Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII) e transmitir-lhe algumas das “mensagens” (de acontecimentos futuros, sobretudo a conversão do Bruno e as Aparições). Por exemplo: “Eu voltarei a ‘essa gruta’ para a conversão de um homem…”. Ou esta outra: “Eu sou a Mãe de Deus, e por isso a Mãe de todos os homens… Os homens devem compreender que os sofrimentos preparam para a vida da Graça e Salvação…”. E foi justamente o Papa Pio XII quem “pôs”, na ‘gruta’, a ‘imagem’ de Nossa Senhora -Tré Fontane.
2-] Tangerineira (Citrus reticulata). Árvore de porte mediano, com espinhos nos galhos, como forma de proteção; com flores brancas e aromáticas – portanto, em tudo semelhante à laranjeira –. É da família Rutaceæ, e parece ter sido uma antiga espécie selvagem, nativa da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima subtropical e tropical húmido). O fruto, tangerina, também conhecido como laranja-mimosa, bergamota, mandarina, clementina… chegou a Europa apenas no início do séc. XIX. Entre as variedades mais comuns desta fruta estão: a tangerina ‘mexerica’ para consumo natural, e a tangerina ‘morgote’ para produção de sucos. A sua polpa é sempre fonte abundante de vitaminas A e C (essenciais para o sistema imunológico), de sais minerais como potássio, cálcio e fósforo, mas sobretudo, importante fonte de magnésio; e bom laxante, pela quantidade de fibras que possui. Quanto à sua casca, de cor alaranjada, apresenta também quantidades elevadas de vitaminas A, B1, B2, C, niacina, cálcio e fósforo; além da sua utilização para doces e geleias.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE, Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem: [O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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