O que resulta evidente, no primeiro caso – embora não demos conta ou não queiramos reparar – é que os grãos devem passar pelo moinho, ou seja, perder algo da sua ‘natureza’, da sua ‘forma’ e ‘figura’ exteriores – que não é a sua essência interior, a farinha – para constituir a massa ou matéria prima! Logo virá o fermento (levedura), sem o qual nunca chegaria a ser pão genuíno e autêntico. Mas terá também que passar pelo fogo, ou seja, a cozedura do forno… Nada fácil, isto do ‘moinho’ e do ‘forno’!… Mas toda a gente sabe, ou intui, que isto constitui a outra ‘face’ da vida, necessária, imprescindível, embora árdua e difícil!
Aliás, também a Palavra de hoje avisa-nos: “Devemos empenhar-nos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz… porque há um só Espírito… um só Senhor… um só Deus e Pai de todos”(Ef 4).
Ora bom. Se é difícil «fazer de muitos um só», não é menos difícil «de ‘um’ fazer ‘muitos’»: (“vinte para cem” / “cinco para cinco mil”). Não será isto uma impossível ‘metamorfose’?… Ou será que é possível e até simples?… Bem, parece que foi muito fácil, quer para Eliseu (o profeta) quer para Jesus (o Salvador)!… Mas porquê!? – Apenas e só porque contaram com a força e o poder do Senhor Deus. O primeiro “tinha fé na Palavra do Senhor”(2Rs 4). E Jesus “deu graças sobre os pães”(Jo 6) após ter elevado os olhos para o Pai.
«Claro que a nós, Mãe, “Senhora de Gunadala”, também nos parecia impossível que isto acontecesse: Numa ‘terra inóspita’ como é a Índia ‘para o cristianismo católico’ (tão minúsculo no meio de outras ‘religiões’) que Tu pudesses, Maria, achegares-Te ao solo indiano para unir muçulmanos, hindus e cristãos num só povo, o povo de Deus. Por isso unimo-nos a esta Oração que eles rezam no teu Santuário de Gunadala. Sim, Mãe, como deve ser lindo o sobe e desce de pessoas de diferentes culturas a prestar-Te homenagem; até mesmo o facto de seres coroada por um islamita (!?). Virgem Maria, obrigado por nos mostrares o caminho da paz. Que esta chegue aos corações de todos os homens! Nossa Senhora de Gunadala, vela por nós!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Gunadala (Índia) – É este um outro caso em que a Virgem Maria Se manifesta por maneiras diversas (não propriamente por Aparição ou Visão) para Se fazer presente entre os seus filhos. Ter em atenção, antes de mais, que a percentagem de cristãos neste imenso país asiático é baixíssima (um 3%, isto é, 30 M, sobre os 1000 M de habitantes da Índia) sendo ainda menos os cristãos católicos … A “intervenção” de Maria começou, em 1924, quando o Pe italiano, Paulo Arlati (missionário na Índia) recebeu, desde sua terra natal, uma estátua de Nossa Senhora de Lurdes, que mandoucolocar no ponto mais alto, sobre uma colina, no bairro de Gunadala, na periferia da cidade de Vijayawada (de 1 M de habitantes, no Estado de Andhra Pradesh/costa leste)… Perante o rápido fluxo de devotos, construíram-se dois escadórios para facilitar e dar vazão ao crescente deslocamento das pessoas que procuravam Nossa Senhora (e não apenas para – como diziam muitos – «tocar nos pés da Branca Senhora»)… Ofereciam o que tinham e podiam: flores, frutas, velas, etc. E os milagres começaram a acontecer… Atualmente, muitas curas de cancros, lepra e outras graves moléstias (após terem feito a romaria de Nossa Senhora de Gunadala), são confirmadas pelos médicos nos hospitais de Vijayawada… Hoje, neste Santuário Mariano dedicado a Nossa Senhora de Lurdes, quando chega o dia da festa anual, 11 de fevereiro, as comemorações se estendem, de modo contínuo nas 24 horas, por três dias. De ressaltar que, entre os devotos de Maria, não há discriminação entre diversas ‘religiões’… Como o peregrino hindu, que ao ser questionado pelo motivo de acudir ao Santuário, diz: «Ela também é Mãe dos hindus pois Maria é Mãe de todos»!
2-] Tamarindeiro (Tamarindus indica). Pertence à ‘Família’ Fabaceæ, e ao ‘Género’ Tamarindus, que é ‘monotípico’, isto é, só tem essa ‘espécie’ (indica). A árvore, bastante ornamental, de porte até aos 25 m. de altura, é originária das savanas africanas, embora seja cultivada, desde há muito tempo, na Índia, daí o nome do Género (‘Tamar-indus’) e da espécie (‘indica’). É curioso! O fruto – tamarindo – é uma vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes, em números de 3 a 8, estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tartárico (11%), ácido acético, ácido cítrico. Em 100 gr de polpa há: 272 calorias; 54 mg. Cálcio; 108 mg. Fósforo; 1 mg. de ferro; 0,44 mg. de Vit. B e 33 mg. de Vit. C. Por isso, esta polpa, de sabor agridoce, é usada na elaboração de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados, e ainda, como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos. As sementes servem de forragem para animais domésticos. E a madeira tem usos múltiplos, além do fabrico de mobília.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32/33. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 34. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 35. DE LA VANG (Vietname). // 36. DE NECEDAH (Wisconsin-USA). // 37. DE HEDDE (Alemanha). // 38. DE TRÉ FONTANE (Itália-Roma). // 39. DE CALANDA (Espanha). // 40. DE GUNADALA (Índia).
– Quando o salmista fala deste modo não está apenas a descrever o que é para ele “o seu Pastor” (afinal o próprio Senhor-Deus), mas está a manifestar e revelar – a quem o quiser escutar e saber – como é que esta a atitude e conduta de Deus é vivida pelo ‘fiel orante’, para poder experimentá-lo quem o desejar…
– Pelo facto de “o Senhor ser o seu Pastor e nada lhe vai faltar”, sente-se ele tão protegido e seguro, que dirige ao seu Senhor esta oração de ‘confiança absoluta’: “Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Tu estás comigo”… Aparece, então, no AT, a ‘figura’ do “pastor bom”.
– Aliás, o autêntico pastor bom «deve cheirar à ovelha» (em expressão castiça e estilo direto e franco do nosso “bom Pastor” o Papa Francisco). E é evidente que este salmo 22 é também como que uma profecia, no AT, do que viria a ser “o Bom Pastor”, traçado por Jesus no Evangelho, e aplicado a Si próprio…
– Ficava assim já bem claro, nesse salmo, que aquele pastor: “apascenta as suas ovelhas no descanso de verdes prados”;“leva-as às águas refrescantes”; “as guia por sendas direitas”, ou até mesmo “por vales tenebrosos, sem nenhum temor”… E esse tal será o melhor pastor, o que «cheira mesmo à ovelha».
– E assim, cada um de nós pode concluir, tal e qual como o próprio ‘orante do salmo’ que eleva a Deus (“seu Pastor”) esta oração confiada: “Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Tu estás comigo: o Teu cajado e o Teu báculo me enchem de confiança”.
>> «NOSSA SENHORA dos CONTINENTES e das NAÇÕES (dos Países, das Pátrias)»
“Rebento justo”, “verdadeiro rei”, “juiz sábio”… expressões que aparecem na Palavra de hoje, do profeta Jeremias… E é o próprio Deus que “vai fazer surgir” estas realidades – afinal numa só pessoa – saída “da descendência de David”. Mas quem vai ser, e o que vai fazer essa pessoa quando ela chegar?…
O evangelista Marcos mostra-nos Jesus de Nazaré (embora rejeitado por alguns, tal como o seriam os seus discípulos) como essa Pessoa, capaz primeiro de “se compadecer” das desgraças humanas, na pessoa dos pobres, desgraçados e famintos, “porque são como ovelhas sem pastor”. Depois, capaz de os recolher e alimentar, como vai fazer, já a seguir, numa das “multiplicações do alimento”(cf. Mc 6,37ss), para guiá-los e conduzi-los como o Bom Pastor (“verdadeiro rei, justo e sábio”)… E, ao mesmo tempo – como escreve Marcos – “para lhes ensinar muitas coisas”: isto é, o outro Alimento, a Palavra de Vida.
Só este “descendente de David” será o Pastor capaz de “pelas suas ovelhas dar a vida”, que é o mais que se pode dar!… Assim, “Cristo Jesus,pela cruz” – escreve Paulo aos Efésios – entregou-Se a Si próprio, para salvar a todos, “reconciliando com Deus uns e outros, reunindo-os num só corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade”. Afinal: é a caridade, o Amor entre todos, a Missão deste Bom Pastor, Filho de Deus!
«Pensamos nós, Mãe, “Senhora de Calanda”, que, nesta vida, todas as coisas de valor são tanto mais importantes quanto mais trabalho e sofrimento (‘cruz’!) exigem. Perguntem, se não, ao Teu filho Miguel, pelas terríveis dores e longa paciência que teve de suportar para ser agraciado por Ti com aquela cura milagrosa espetacular. Assim, Mãe, nós ousamos pedir a tua compaixão maternal e cuidado amoroso para, quando for preciso transformar o nosso velho corpo-alma – ou matéria-espírito – em algo novo, perfeito e acabado, não hesitemos perante a luta e o sofrimento necessários para assa “transformação” (milagrosa ‘metamorfose’!).
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Calanda (Espanha) – Ocorrida em 1640, esta “Aparição” de Nossa Senhora está ligada à outra “Aparição” (a primeira e mais antiga da Igreja, no ano 40 da nossa Era) conhecida em todo o mundo católico mariano como «Nossa Senhora do Pilar»(*)… Mas agora, antes de mais, dizer que o ‘espetacular Milagre’, ligado a esta Aparição de Calanda, está considerado (na opinião de todos os peritos historiadores do caso) como o milagre melhor documentado da história! [Abundantes “Documentos” da época podem ser observados e/ou consultados nos arquivos-museus de Calanda e Saragoça]. Então – muito esquematicamente (**) – os factos sucederam assim: O jovem camponês de 23 anos, de nome Miguel Pellicer, habitante de Calanda (Teruel), a cerca de 100 km de Saragoça, trabalhando na lavoura, fraturou uma das pernas, que gangrenou e teve de ser amputada por baixo do joelho. A partir daí dedicou-se a esmolar, quer na sua vila natal quer em Saragoça. Como ele era muito devoto de Nossa Senhora do Pilar, pedia-Lhe frequentemente pela sua cura, ao tempo que se ‘ungia’ a parte da perna amputada com o óleo das lamparinas da Igreja do Pilar… Após dois anos e meio, uma noite, durante o sono na sua casa em Calanda, ‘sonhou’ que a Virgem do Pilar lhe restituía a perna perdida… Isto foi verificado e confirmado, ao comprovar que se tratava da mesma perna que tinha sido, mais de dois anos atrás, cortada e sepultada no lugar próprio (onde já não se encontrou resto nenhum)… O milagre foi testemunhado, na época, por muitas pessoas: além de familiares, amigos e muitos outros; médicos, cirurgiões; o arcebispo de Saragoça, Pedro Apaolaza Ramírez; o próprio rei, Filipe IV, que o convidou à Corte de Madrid, e beijou de joelhos a sua perna curada… Como era natural – em ação de graças pelo milagre e em honra da Virgem do Pilar – foi iniciada (encostada na casa de Miguel Pellicer) a construção do Templo de NossaSenhora do Pilar de Calanda… Templo que, após três séculos de existência, foi profanado y destruído pelas tropas ‘comunistas’, durante a ‘guerra civil espanhola’ (1936). Concluindo a sua reconstrução – atualizada e ampliada – em 1984.
(*)- Para a ‘Visita’ desta Aparição (nas nossas Reflexões) está reservada, se Deus quiser, a ‘últimaviagem’(!?).
(**)- Quem quiser conhecer “a História” em pormenor, procure na “Internet”, por ex.: O milagre de Calanda.
2-] Ginjeira (Prunus cerasus). Árvore semelhante, e ‘parente próximo’, da cerejeira (Prunus avium), mas menor em tamanho, pertencente também à Família Rosaceæ. É nativa da Europa e do sudoeste asiático. O fruto, a ginja, também chamada ‘cereja-ácida’ por ser menos doce que a cereja, é útil também para fins culinários e medicinais; ou como bebida quando mergulhadas em aguardente (a ‘ginjinha’); além de como fruta (alimento). A cor do fruto varia entre o vermelho e o preto. Ao contrário das flores das cerejeiras, as flores das ginjas são autopolinizadas, não precisando tanto dos polinizadores (vento, insetos…) embora estes favoreçam a sua reprodução. São cultivadas e comercializadas em vários países, sobretudo europeus, sendo os principais na produção: Rússia, Turquia, Polónia, Ucrânia, Sérvia, etc.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– Sabemos que a palavra “Paz” («Shalom», palavra de origem ‘hebraica’) tinha, e tem, para os judeus (hebreus), um significado muito mais abrangente e rico que o simples e reduzido que nós lhe atribuímos, geralmente, que é ‘ausência de guerras’…
– Para um judeu, “shalom” inclui, engloba: paz interior, bem-estar, saúde, harmonia, calma, tranquilidade, felicidade… Ou seja, dizer “shalom” a alguém, significa desejar-lhe ‘tudo de bom’ ou ‘de melhor’. E é bem conhecida a saudação frequente usada por Jesus, “a paz esteja convosco”(«shalom aleichem»).
– Este Salmo (84), após ter reconhecido a justa indignação do Senhor Deus (‘Javé’), devido às muitas culpas do povo, e depois de ter falado em ‘restauração’, ‘perdão’, ‘misericórdia’… dirige-Lhe esta “petição” confiada (objeto do refrão do nosso salmo): «Mostra-nos, Senhor, o teu amor e dá-nos a tua salvação».
– A seguir, irá utilizar essa palavra paz – ‘shalom’ – introduzindo-a em diversas “expressões”, como: “Deus fala de paz ao seu povo e a seus fiéis…”;“abraçaram-se a paz e a justiça eencontraram-se a misericórdia e a fidelidade”;“a justiça caminhará à sua frente, e a paz seguirá os seus passos”…
– E uma coisa parece certa: “A justiça, que desce do Céu, encontrar-se-á com a fidelidade que germina da terra”… Embora cada qual deverá entender a “justiça”, mais como “santidade” –divina e humana – do que como ‘distribuição equitativa e justa’… E «Mostra-nos, Senhor, o Teu Amor, que é Salvação e Felicidade!».
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Ao tentarmos cumprir a nossa missão de testemunhas e anunciadores deste Evangelho de Jesus, deveremos estar preparados para esse ‘combate’ e ‘milícia’ – no melhor sentido dos termos – já que “o discípulo não está acima do seu Mestre nem o servo acima do Senhor”(Mt 10,24)… E Ele foi capaz de conseguir, “mas através do seu sangue, a redenção e a remissão dos nossos pecados”(Ef 1/2ªL)…
Por vezes, poderá ser uma pessoa ‘de autoridade’(?) quem se atribua o direito de nos proibir ou impedir a realização da nossa missão de evangelizar, julgando até, que o faz em nome de Deus. Como quando (Am 7/ 1ª L.) aquele sacerdote de Betel disse ao profeta Amós: “Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá…!”.
No entanto, o próprio Jesus já nos tinha alertado acerca destas lutas e dificuldades no nosso apostolado: “Se nalgum lugar, os habitantes não vos quiserem receber nem ouvir, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles” (Mc 6 / 3ªL.). E Ele falava, partindo também da experiência pessoal, já que, na sua terra natal (pela falta de fé daquela gente) foi expulso e queriam matá-L’O [Cf.: Domingo anterior/Mc 6].
Nós não vamos ser diferentes – nem mais nem menos(!) – do nosso Mestre Jesus, neste sentido!
«Tu que Te apresentaste, Mãe, como a «Virgem da Revelação» – “Senhora de Tré Fontane” – atende a nossa oração. E olhando nós para o Livro da Palavra (a Bíblia) que seguras ao peito entre as mãos, ousamos pedir: Já que és «Mãe de Deus e de todos os homens», palavras ditas por Ti nessas aparições, e porque foste sempre Fiel à Palavra de Deus,Revelada em Jesus e por Jesus (‘Virgem da Revelação’), guia-nos sempre pelo Caminho (da Palavra da Verdade) que é Teu Filho Jesus. Sobretudo, Mãe, nesta vida de ‘milícia’ sobre a terra, perante os inimigos da Palavra do Evangelho, vem sempre connosco lutar na fidelidade!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Tré Fontane (Itália) – A aparição aconteceu, em 1947, no “lugar” da cidade de Roma (“Tré Fontane”, gruta onde, segundo a tradição, o apóstolo S. Paulo fora decapitado). O protagonista principal destas Aparições marianas foi o senhor Bruno Cornacchiola (‘através’ dos seus 3 filhos pequenos). Bruno, naquela altura era inimigo da Igreja Católica e de Nossa Senhora (tendo, até, a intenção de matar o Papa). Por esse tempo, estando a procurar os filhos, encontrou-os naquela ‘caverna’, de joelhos, e a rezar à Virgem, repetindo: “Bela Senhora! Bela Senhora!”; e ele exclama: “Deus, salva-nos!”. Ao reabrir os olhos, ele vê também a “Bela Senhora”:túnica branca com faixa rosada, e grande lenço verde da cabeça aos pés; tinha a Bíblia nas mãos, apertada contra o peito; nesta primeira visão, a Virgem nada disse, apenas sorria… Posteriormente dir-lhe-á, entre outras, as seguintes palavras: «Eu sou a ‘Virgem da Revelação’… As orações que fizeste, com a tua fiel esposa, foi o que te salvou do erro…». Noutras ‘aparições’, o Bruno recebe mais ‘mensagens’: «Neste lugar, quero ter um Santuário e ser venerada com estes novos títulos: ‘Virgem da Revelação’ e “Mãe da Igreja”. A Minha Casa deve estar aberta para todos…». / Curiosamente, estas Aparições a Bruno tinham sido anunciadas, dez anos antes (em 1937), a uma jovem devota, Luigina Sinapi, que vivia também em Roma. Nossa Senhora diz-lhe para ir ter com o Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII) e transmitir-lhe algumas das “mensagens” (de acontecimentos futuros, sobretudo a conversão do Bruno e as Aparições). Por exemplo: “Eu voltarei a ‘essa gruta’ para a conversão de um homem…”. Ou esta outra: “Eu sou a Mãe de Deus, e por isso a Mãe de todos os homens… Os homens devem compreender que os sofrimentos preparam para a vida da Graça e Salvação…”. E foi justamente o Papa Pio XII quem “pôs”, na ‘gruta’, a ‘imagem’ de Nossa Senhora -Tré Fontane.
2-] Tangerineira(Citrus reticulata). Árvore de porte mediano, com espinhos nos galhos, como forma de proteção; com flores brancas e aromáticas – portanto, em tudo semelhante à laranjeira –. É da família Rutaceæ, e parece ter sido uma antiga espécie selvagem, nativa da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima subtropical e tropical húmido). O fruto, tangerina, também conhecido como laranja-mimosa, bergamota, mandarina, clementina… chegou a Europa apenas no início do séc. XIX. Entre as variedades mais comuns desta fruta estão: a tangerina ‘mexerica’ para consumo natural, e a tangerina ‘morgote’ para produção de sucos. A sua polpa é sempre fonte abundante de vitaminas A e C (essenciais para o sistema imunológico), de sais minerais como potássio, cálcio e fósforo, mas sobretudo, importante fonte de magnésio; e bom laxante, pela quantidade de fibras que possui. Quanto à sua casca, de cor alaranjada, apresenta também quantidades elevadas de vitaminas A, B1, B2, C, niacina, cálcio e fósforo; além da sua utilização para doces e geleias.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32/33. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 34. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 35. DE LA VANG (Vietname). // 36. DE NECEDAH (Wisconsin-USA). // 37. DE HEDDE (Alemanha). // 38. DE TRÉ FONTANE (Itália-Roma). // // PARA outras REFLEXÕES AFINS:https://palavradeamorpalavra.sallep.net
– Salmo breve (de apenas quatro versículos) e que aparece praticamente inteiro no nosso texto acima. E onde vemos que a palavra-chave – predominante – está claro que é “olhos”. Na realidade, refere-se sempre aos olhos humanos… Porém, parece haver outros “olhos” que se adivinham, se supõem(!?)…
– E precisamente, estava-me a lembrar de uma das reflexões que fizemos anteriormente, onde a tese era: «O que nos faz felizes é ‘o rosto de Deus’ e os ‘rostos dos outros humanos, irmãos nossos’»(*)… Ora bom, se repararmos bem, o que nós ‘fitamos’, ao olharmos para um rosto, são os olhos (“olhos nos olhos”-?).
– Então – seguindo as expressões do nosso Salmo – quando dizemos: “os nossos olhos estão postos no Senhor”, ou “levanto os meus olhos para Ti que habitas no Céu”, o que é que os nossos olhos querem ver, encontrar, deparar, (diríamos, topar)? Na verdade, serão os próprios ‘Olhos de Deus’!…
– Mas ‘porque’ e ‘para que’ é que procuramos (‘buscamos’!) com ânsia e avidez “esses Olhos Divinos”?… Talvez porque estamos cheios, fartos, ‘doutros olhos’, dos que vivem como ‘inimigos de Deus’? O salmista exprime-o assim: “a nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes e do desprezo dos soberbos”.
– Justamente por isso, e por tudo o mais, tentaremos descobrir e encontrar sempre, e por cima de tudo, os “Olhos” que constituem a nossa “Felicidade”… Nada que se compare com “os olhos do servo, que se fixam nas mãos do seu senhor”, ou com “os olhos da serva, que se fixam nas mãos da sua senhora”!…
(*)- Ver: – Dom. 3 da Páscoa (17.B3), acerca do Salmo responsorial (Sl 4).
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Quando (Ez 2) somos “de cabeça dura e coração obstinado” e “não queremos escutar as Suas palavras”, por sermos “uma casa de rebeldes”, devemos saber que Ele há de pôr sempre “um profeta no meio de nós”: um evangelizador, um mensageiro, um pastor, um missionário, um apóstolo… que isso são todos os ‘enviados’ de Deus para colaborar com Ele na nossa “educação e formação” (os pais, os educadores, os formadores, os catequistas, os animadores, os acompanhantes…).
Ou quando (2Cor 12) descobrimos no nosso corpo-vida algum “espinho na carne (anjo de Satanás que nos esbofeteia) para que não caiamos na soberbapelos ‘dons’ pessoais que achamos ter”… Mas ao pedirmos a Deus que nos livre dessas mágoas e sofrimentos, iremos ouvir sempre “uma voz interior a dizer-nos: «Basta-te a minha graça…»”.
E mesmo quando (Mc 6) o próprio “Jesus fica admirado porque nos falta a fé (sem motivo aparente) e não pode, por isso, fazer milagres”… ainda assim, não deixa de, apesar de tudo, “impor as Suas mãos sobre nós para nos curar” também dessa falta de fé.
«Precisamente, Mãe – “Senhora de Heede” – «Rainha das pobres almas», Tu pediste lá, mais uma vez, àquelas raparigas videntes, que rezassem o Rosário em reparação pelos pecados do mundo. E porque nos conheces, e sabes “de que barro fomos feitos pelo Senhor”(Sl 102), também Tu nos compreendes como o Pai misericordioso, e podes fazer com que Jesus nos cure da nossa falta de fé e das nossas infidelidades.
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Heede (Heede-Alemanha) – Em 1936, três anos antes do início da 2ª guerra mundial (1939), a Virgem Maria apareceu a quatro raparigas, que moravam na pequena cidade de Heede (Alemanha). Apresentando-Se como Rainha do Universo e como Rainha das almas (em 1936) manifestou-lhes (1ª mens.): «Meninas, continuai ainda a rezar e rezai muito». Elas, por sua vez, contavam às pessoas o facto, e o modo como a Mãe de Deus se lhes mostrava: “segurando num dos braços o Menino Jesus e, no outro, um globo com uma cruz”. Mas, como em muitos outros casos, as palavras das videntes não foram aceites, principalmente pelas autoridades, que as fizeram passar por interrogatórios impiedosos, proibindo-lhes voltarem ao local. O bispo da sua diocese de Osnabrück divulgou (em 08-01-1938) que as pessoas não deveriam considerar essas aparições como verdadeiras. Mesmo assim, os devotos continuaram as suas romarias, em grande número, para o local onde a nossa Mãe aparecia… À vista disto, as autoridades eclesiásticas formaram uma comissão para reestudar e aprofundar as investigações sobre os factos. Após uma exaustiva e imparcial investigação, publicou-se uma nova declaração, confirmando, desta vez, a veracidade das Aparições da Rainha do Universo… Ainda em 1940 (já na 2ª guerra mundial) a Mãe de Deus voltou a manifestar-se para as raparigas, mas agora com uma fisionomia muito triste, e pediu-lhes (2ª mens.): «Meninas, rezai o Rosário em reparação pelos pecados do mundo» … Finalmente, a diocese de Osnabrück (a 03-06-1959) após 23 anos da primeira Aparição de Nossa Senhora em Heede, fez público um documento que reconhecia como verdadeiras essas Aparições…
2-] Limoeiro(Citrus limon). Da família Rutaceæ, é uma árvore pequena, não atinge mais de 6 metros de altura, espinescente, muito ramificada; folhas alternas, oblongo-elípticas, com pontuações translúcidas; as inflorescências de flores axilares, cor branca ou violeta, em cacho. O limoeiro é a única espécie cítrica que produz frutos de forma contínua… Com outras três espécies importantes, esta (o Citrus limon) originária da região sudeste da Ásia, agora está muito espalhada e é a mais cultivada pelo mundo, embora a Índia continua a ser o maior produtor. O limão, fruto desta espécie, é da variedade ‘limão-siciliano’ ou ‘limão-eureca’ (entre uma dezena de variedades importantes) e tem uma casca muito amarela. De todas as “frutas cítricas”, o limão, além da alimentação, apresenta as melhores propriedades medicinais para a saúde; por exemplo, pelo ácido ascórbico ou vitamina C que contém em grande quantidade, combate eficazmente a grave doença do escorbuto. Também, e pela sua beleza, estas plantas – os limoeiros – utilizam-se, em muitas partes, como planta ornamental (exemplo: nos ‘jardins islámicos’).
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– A nossa adoração, louvação ou glorificação de Deus não é uma atitude gratuita e espontânea… Na opinião do salmista, mais do que um dever é uma necessidade! E proclama-o desde o início do Salmo, no versículo responsorial: “Porque me salvaste, louvo-Te, Senhor, e Te louvarei!”. Mas, louvar será Amar?…
– É realmente uma obrigação nossa, pelo motivo e razão de Ele – o nosso Deus e Senhor – haver-nos devolvido a vida quando a tínhamos perdido pela nossa culpa e pecado: “Tiraste a nossa alma da mansão dos mortos; vivificaste-nos quando já descíamos à fossa”. Ou, então: “Mudaste em júbilo o nosso pranto”.
– O ‘orante’ reconhece, aliás, que Deus tem motivo, de sobejo, para estar zangado connosco; mas, ao mesmo tempo, descobre e admira-se pelo facto de esta irritação ser efémera, enquanto a sua indulgência é sem fim: “A ira do Senhor dura apenas um momento mas a sua benevolência, a vida inteira”…
– Porém, mais uma vez, não devemos esquecer que Deus, o Senhor, não pode ter (ou sentir) ‘estados de ânimo’ que são impróprios de Deus, como a ira, a raiva, o rancor, o ódio… coisas que aparecem com alguma frequência como atribuídas a Ele, quer nos Salmos quer noutros Textos do Antigo Testamento…
– Devemos recordar que se trata, apenas e só, de “projeções” do que nós, seres humanos, ‘sentimos’ – e por vezes até ‘consentimos’! – perante diversas situações. Pensamos nós: “Isto que nós sentimossente-o também Deus”(!?). Todavia, estes ‘sentimentos’ são “incompatíveis” com a Essência Divina do Pai Deus!
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Mas, pelo menos, nunca atribuir ao «Deus da Vida» a existência da morte, como se esta fosse uma das Suas Criaturas. Porque se alguma coisa está clara em toda a Bíblia, já desde o AT – ainda que por todo o lado apareça a morte (!) – é a afirmação de que: ‘Nunca poderá ser atribuída a causa da morte a quem é o Autor da Vida’. A morte só pode ser fruto de ‘outro causante’(?)…
A respeito de Deus, o que se afirma de modo categórico (por ex., na Palavra de hoje) é que “não foi Deus quem fez a morte, nem Ele Se alegra com a perdição dos vivos…”. Portanto, meus amigos, procuremos a(s) causa(s) da morte numa outra parte, lá onde ela realmente está. E – muita cautela! – não vá a ser que, afinal, a causa mais próxima da morte esteja ‘dentro de nós mesmos’, pela nossa adesão à verdadeira causa da morte: “a inveja do diabo” (Sb 2,24), que é o espírito do mal, o Maligno!
Porém, ninguém esqueça que esta morte, de que tanto falamos, é, apenas e só, ‘morte aparente’, isto é, material, corporal, temporária, passageira… Pois a verdadeira morte – entendida como desaparição, aniquilamento, extinção…– nem sequer existe! Mesmo que talvez alguns pensassem que ‘isso’ seria a solução melhor para eles! (!?). Mas não será essa a ‘metamorfose’ que nós precisamos (!).
Em conclusão, nós ficamos com “o Deus da Vida”, e com o Filho desse Deus, Jesus, que – por ser Deus da vida – também tem poder sobre essa ‘morte material’, “aparente” (“ela não está morta, apenas dorme”) e ‘devolvê-la’ à vida mortal quando é preciso (“«Talita Kum»; e ela voltou à vida”). “Basta ter fé”. (Mc 5,35…).
«Tu o sabes, Mãe, melhor do que ninguém – “Senhora em Necedah”, «Medianeira da Paz» – no meio de tantas guerras e mortes. Sim, Tu sabes que o Teu Filho Jesus é e será sempre «o Senhor da Vida». Não só por ser Filho do Deus da Vida, mas porque Ele próprio, “sendo rico, fez-Se pobre por nossa causa, para nos enriquecer pela sua pobreza”(2Cor 8,9…) até chegar a dar a própria Vida, para no-la entregar! Por isso, Mãe, também a nós Jesus nos dê a Vida (como aos que morreram naquelas “guerras prolongadas”…)!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora em Necedah (Estado de Wisconsin-USA). Previamente, tinham acontecido algumas ‘manifestações’ celestes (‘visões’ ou ‘locuções’ interiores, desde 1949). Mas a primeira aparição de Nossa Senhora à Mary Ann Von Hoof (40 anos,casada,8 filhos) ocorreu no início da noite do domingo de Pentecostes (28-05–1950): <‘Ao ver um lampejo de luz, saí para fora de casa, olhei e vi uma névoa azul a flutuar pelos cumes das árvores; então, do seu centro, surgiu Nossa Senhora; desceu sorrindo com os braços estendidos, ficando a meio metro do solo; tinha como 1,50 m de altura; com véu e manto azul, e vestido de cor creme, trazia nas mãos um grande terço; pés descalços com rosas rosadas em volta; os olhos da Senhora eram bem azuis’>. Na segunda aparição (16-06–1950) alertou com esta mensagem: “Os padres e bispos (da América e de todo o mundo) que colocaram os desejos de bens e prazeres terrenos antes dos deveres como ‘pastores do seu rebanho’… humilhem-se e sejam exemplos para seu povo… Se não quiserem escutar agora, hão de sofrer terrivelmente com violência e penitência…”. (Por não escutar a voz da Mãe, tivemos de lamentar, posteriormente, ‘abusos deploráveis’ da parte dessas pessoas, ‘pastores do povo de Deus’). Houve também, da parte de Nossa Senhora, anúncios iminentes de duas guerras, em que os USA estariam implicados (nomeadamente, na guerra daCoreia, iniciada aquele mesmo ano, 1950; e na guerra do Vietname, iniciada em 1961)… E, como depois foi constatado, com um balanço total de quase dois milhões de mortos (a imensa maioria no bando asiático, sobretudo vietnamitas…). A última aparição pública da Mãe de DEUS aconteceu em 1975. Em Necedah ocorreram muitos milagres (curas, conversões)… O Santuário em honra a Rainha do Santo Rosário e Medianeira da Paz, em Necedah, estende-se por um conjunto de sete Edifícios, por onde milhões de peregrinos já passaram…
2-] Mirtilo (Vaccinium myrtillus). Conhecido popularmente também como ‘Arando’, é um arbusto de pequeno porte (1 a 1,5 m), nativo da Eurásia, que pertence à Família Ericaceæ (com o medronho, a azálea, o rododendro, etc.). Uma das espécies (‘blueberry’, ou mirtilo americano) é nativa da América do norte… O fruto, do tipo baga, de tamanho pequeno e de sabor agridoce, quando maduro adquire a coloração azul arroxeada (há uma variedade de cor vermelha); pele coberta por uma ‘cera’ (pruína). O líder da produção mundial de mirtilos é USA, seguido do Canadá. Esta planta adapta-se bem aos climas temperados. Característica principal: e um forte antioxidante, motivo pelo qual é recomendado na prevenção de doenças (degenerativas, cancerígenas, visão…) e no fortalecimento dos vasos sanguíneos. Os mirtilos são vendidos, geralmente em fresco, ou então, processados em ambiente industrial com a finalidade de serem ultracongelados, transformados em puré, sumos ou secos. Estes produtos permitem elaborar outros subprodutos orientados ao consumidor final (compotas, tartes, queques, snacks, cereais).
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–É interessante constatar – talvez na maior parte dos Salmos – a existência de expressões que contêm a palavra “amor” (e/ou) “misericórdia”,seja qual for o assunto geral do Salmo, ou o tema particular dos versículos em causa. Parece como que fosse uma constante no “orante”voltar-se para o Deus-Amor!
– Desta vez, o verso Responsorial – “Cantai ao Senhor, porque é eterno o seu amor!” – apresenta, como vemos, a tradução como “amor” em vez de como “misericórdia”. Isto depende dos tradutores, o que vem demonstrar que ambos termos significam a mesma coisa (-?-)…
– Resulta, assim, evidente que a definição de Deus – se é que Deus pode ser ‘definido’(!?) – seria, como sabemos, “Deus é Amor”(1Jo 4, 8.16), ou então, “Deus é Misericórdia”. E cá está o raciocínio: Sabemos que Miseri-córdia = «sobre “a miséria” pôr “o coração”», e o coração é o ‘assento’(?) do Amor. É claro!…
– Então, podemos chamá-lo Amor, ou dizê-lo Misericórdia… mas, em todo o tempo e lugar, estaremos envolvidos, penetrados… por esta Verdade. Diríamos melhor: “Somos” esta Verdade que ousamos chamar Deus!… E não fomos nós; foi Jesus, o Filho, quem no-lo revelou: “Sois Deus”(*). Para nós, grande mistério!
– Parece que o Mal ocorre no mundo, devido a duas causas: às leis enigmáticas do Cosmos e à liberdade intocável (e ‘omnipotente’?) do ser Humano. Porém, sobre essas “causas” está a Omnipotência Divina!…
– Essa é a ‘tese’ do Salmo: “No meio da tempestade… lutavam entre a vida e a morte… Na sua angústia, eles invocaram o Senhor… Ele mudou o temporal em brisa suave… Até eles chegarem ao porto desejado”. E então, agora sim: “Graças ao Senhor pela sua misericórdia…!”.(Sl 106, 23-31)
(*) – (Jo 10,34 / Sl 82,6). Não há um ser humano (nem qualquer outra “criatura” pensante) que imaginasse tal coisa, e ainda menos ousasse afirmar –“revelar”– semelhante verdade ou realidade. Só o próprio Deus, ou seja, Jesus-Deus!
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26 Julho, 2024
«Manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz»
Luis López A Palavra REFLETIDA
“Eram vinte pães de cevada e trigo… Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente»… «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?» Eliseu insistiu… E comeram todos”.[2Rs 4,42…(1ªL.)].
“Empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz… Porque há um só Espírito… um só Senhor… um só Deus e Pai de todos…”. [Ef 4,3-6 (2ªL)].
“Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram…”.[Jo 6,11 (3ªL)].
————–
«De ‘muitos’ fazer ‘um’» será mais difícil que o inverso? Aplicando isto à formação de uma comunidade de pessoas, é provável que pareça difícil ou impossível (!). Mas dependerá, apenas e só, da ‘argamassa’ que utilizarmos. Se ‘esta’ for o Amor, a Caridade, está feito! É como elaborar, de muitos grãos “de trigo e cevada”, um só pão! Ou não?… Porém, veremos que o ‘inverso’ («de ‘um’ fazer ‘muitos’») é muito fácil (!?).
O que resulta evidente, no primeiro caso – embora não demos conta ou não queiramos reparar – é que os grãos devem passar pelo moinho, ou seja, perder algo da sua ‘natureza’, da sua ‘forma’ e ‘figura’ exteriores – que não é a sua essência interior, a farinha – para constituir a massa ou matéria prima! Logo virá o fermento (levedura), sem o qual nunca chegaria a ser pão genuíno e autêntico. Mas terá também que passar pelo fogo, ou seja, a cozedura do forno… Nada fácil, isto do ‘moinho’ e do ‘forno’!… Mas toda a gente sabe, ou intui, que isto constitui a outra ‘face’ da vida, necessária, imprescindível, embora árdua e difícil!
Aliás, também a Palavra de hoje avisa-nos: “Devemos empenhar-nos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz… porque há um só Espírito… um só Senhor… um só Deus e Pai de todos”(Ef 4).
Ora bom. Se é difícil «fazer de muitos um só», não é menos difícil «de ‘um’ fazer ‘muitos’»: (“vinte para cem” / “cinco para cinco mil”). Não será isto uma impossível ‘metamorfose’?… Ou será que é possível e até simples?… Bem, parece que foi muito fácil, quer para Eliseu (o profeta) quer para Jesus (o Salvador)!… Mas porquê!? – Apenas e só porque contaram com a força e o poder do Senhor Deus. O primeiro “tinha fé na Palavra do Senhor”(2Rs 4). E Jesus “deu graças sobre os pães”(Jo 6) após ter elevado os olhos para o Pai.
« Claro que a nós, Mãe, “Senhora de Gunadala”, também nos parecia impossível que isto acontecesse: Numa ‘terra inóspita’ como é a Índia ‘para o cristianismo católico’ (tão minúsculo no meio de outras ‘religiões’) que Tu pudesses, Maria, achegares-Te ao solo indiano para unir muçulmanos, hindus e cristãos num só povo, o povo de Deus. Por isso unimo-nos a esta Oração que eles rezam no teu Santuário de Gunadala. Sim, Mãe, como deve ser lindo o sobe e desce de pessoas de diferentes culturas a prestar-Te homenagem; até mesmo o facto de seres coroada por um islamita (!?). Virgem Maria, obrigado por nos mostrares o caminho da paz. Que esta chegue aos corações de todos os homens! Nossa Senhora de Gunadala, vela por nós!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Gunadala (Índia) – É este um outro caso em que a Virgem Maria Se manifesta por maneiras diversas (não propriamente por Aparição ou Visão) para Se fazer presente entre os seus filhos. Ter em atenção, antes de mais, que a percentagem de cristãos neste imenso país asiático é baixíssima (um 3%, isto é, 30 M, sobre os 1000 M de habitantes da Índia) sendo ainda menos os cristãos católicos … A “intervenção” de Maria começou, em 1924, quando o Pe italiano, Paulo Arlati (missionário na Índia) recebeu, desde sua terra natal, uma estátua de Nossa Senhora de Lurdes, que mandoucolocar no ponto mais alto, sobre uma colina, no bairro de Gunadala, na periferia da cidade de Vijayawada (de 1 M de habitantes, no Estado de Andhra Pradesh/costa leste)… Perante o rápido fluxo de devotos, construíram-se dois escadórios para facilitar e dar vazão ao crescente deslocamento das pessoas que procuravam Nossa Senhora (e não apenas para – como diziam muitos – «tocar nos pés da Branca Senhora»)… Ofereciam o que tinham e podiam: flores, frutas, velas, etc. E os milagres começaram a acontecer… Atualmente, muitas curas de cancros, lepra e outras graves moléstias (após terem feito a romaria de Nossa Senhora de Gunadala), são confirmadas pelos médicos nos hospitais de Vijayawada… Hoje, neste Santuário Mariano dedicado a Nossa Senhora de Lurdes, quando chega o dia da festa anual, 11 de fevereiro, as comemorações se estendem, de modo contínuo nas 24 horas, por três dias. De ressaltar que, entre os devotos de Maria, não há discriminação entre diversas ‘religiões’… Como o peregrino hindu, que ao ser questionado pelo motivo de acudir ao Santuário, diz: «Ela também é Mãe dos hindus pois Maria é Mãe de todos»!
2-] Tamarindeiro (Tamarindus indica). Pertence à ‘Família’ Fabaceæ, e ao ‘Género’ Tamarindus, que é ‘monotípico’, isto é, só tem essa ‘espécie’ (indica). A árvore, bastante ornamental, de porte até aos 25 m. de altura, é originária das savanas africanas, embora seja cultivada, desde há muito tempo, na Índia, daí o nome do Género (‘Tamar-indus’) e da espécie (‘indica’). É curioso! O fruto – tamarindo – é uma vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes, em números de 3 a 8, estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tartárico (11%), ácido acético, ácido cítrico. Em 100 gr de polpa há: 272 calorias; 54 mg. Cálcio; 108 mg. Fósforo; 1 mg. de ferro; 0,44 mg. de Vit. B e 33 mg. de Vit. C. Por isso, esta polpa, de sabor agridoce, é usada na elaboração de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados, e ainda, como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos. As sementes servem de forragem para animais domésticos. E a madeira tem usos múltiplos, além do fabrico de mobília.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE, Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem: [O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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