O desgraçado Job – ‘desgraçado’ no sentido mais carinhoso do termo – no meio das calamidades sofridas naquela situação da sua vida, ainda ‘se atreve’ – também no melhor sentido da expressão – como que a pedir contas a Deus… Mas, é verdade que Deus gosta desses nossos “diálogos” – por vezes “desesperados”(?) – onde, nessas situações, parece que não vemos nada claro no meio de uma cerrada ‘escuridão’! Sim, Deus ‘gosta’ – melhor dizendo, compreende e aceita essas ‘birras’ – como Pai amoroso, para nos fazer entender ‘o porquê’ e ‘o para quê’ de toda e qualquer “provação” humana e terrena ou terreal…
Afinal, Job tinha a grande sorte de “ser amigo de Deus”, amigo doOmnipotente. Porém, nós devemos saber – como o aprendeu Job –que: quanto ‘mais amigos de Deus’ mais provados seremos (Pr3,12). E todos os «amigos fortes de Deus» (em expressão de Santa Teresa) deverão estar preparados para “essas lutas”…
Se é um facto que ‘o Deus terrível do AT’ apresenta-Se (como no caso de Job) numa atitude dialogante e paciente, quanto mais o será no ‘rosto verdadeiro’ do Abbá-Pai, misericordioso, que Jesus – o Filho – veio revelar-nos abertamente!
Ora bem, tendo nós agora, como o melhor amigo, este Jesus – Omnipotente porque Filho d’Aquele que “pôs limites ao mar” (Jb 38,8) na altura da Criação – nenhuma prova ou tempestade poderá assustar-nos, sempre que levemos, isso sim, no nosso barco, o Amigo que, a qualquer momento pode “dizer ao mar «Cala-te e está quieto»”(Mc 4,39), e transformar a forte ‘tormenta’ em grande ‘bonança’! (Bela ‘metamorfose’).
«E sempre hás de ser Tu – ó Mãe, “Senhora do Vietname – La Vang” – quem nos visite e acompanhe em todas as nossas ‘tempestades’, como o fizeste com aqueles irmãos vietnamitas quando mais difícil a vida se tornava, durante tanto tempo (!). E serás sempre, também para nós, essa “Bendita Mãe” (como o foste para eles) porque nos conduzirás ao Teu Filho, “Cristo Jesus, em quem somos novas criaturas”(2Cor 5,17)…
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de La Vang (Vietname). La Vang ou Lavang (=‘súplica’) é o nome de uma árvore… E é preciso constatar que a história desta Aparição foi mesmo difícil e conturbada… Começa em 1554, com a introdução da fé cristã católica no Vietname, por missionários (portugueses e espanhóis). Dois séculos depois, nos fins do século XVIII, eclodiu uma luta interna entre pretendentes ao trono… E foi ordenada a destruição de todas as igrejas e seminários católicos… Grupos de católicos fugiram para as montanhas a fim de escapar da perseguição; mas lá padeciam: de frio e fome, de muitas doenças, como a malária, além do ataque de animais selvagens… E não estavam livres dos perseguidores que até lá chegavam. Apesar de tudo, os católicos resistiam, e em pequenos grupos se reuniam para rezar o Rosário… Nesta difícil situação e neste local isolado, aconteceu, em 1798, a primeira “aparição” de Nossa Senhora, deixando-Se ver por todos os presentes, junto de uma árvore, a ‘banyan’(Ficus), muito conhecida naquela região. A Virgem Imaculada apresentava-se majestosa, belamente vestida, tendo o Menino Jesus nos braços, e foi reconhecida por aquelas pessoas como «A Nossa Bendita Mãe». Então Ela disse-lhes que, para serem curados das doenças, fizessem chá com as folhas duma outra árvore, ‘Lavang’ (que daria nome ao lugar e à ‘Invocação’ de Nossa Senhora [*]. Que «seriam atendidas as pessoas que rezassem lá»… Mesmo com o perigo de novas perseguições, foi aumentando o número das pessoas que lá iam rezar… “A Bendita Mãe” continuou a “aparecer” ao povo neste mesmo lugar, várias vezes, ao longo de um período de uns cem anos (!) de perseguição religiosa… Houve muitos grupos de católicos vietnamitas que morreram mártires (queimados vivos por causa da sua fé)… Em 1886, o bispo Gaspar mandou construir um Templo em honra da Senhora, “Bendita Mãe”, que só se inaugurou em 1901; sendo então proclamada, a Senhora de Lavang, protetora dos católicos vietnamitas. Em 1961, a Conferência do Bispos Vietnamitas selecionou a santa igreja de Lavang como o Centro Sagrado Mariano Nacional… Infelizmente, em 1972 o Santuário foi destruído pelos comunistas-marxistas… E a reconstrução ainda não foi concluída (!).
[*]- Escreve-se Lavang ou La Vang: é a planta ‘cravinho’ ou ‘cravo-da-Índia’(Myrtus caryophyllus / Syzygium aromaticum).
2-] Figueira-de-bengala (Ficus benghalensis). Estas árvores são originárias do sul e sudeste asiático (onde têm o nome vulgar de ‘banyan’, no Vietname, por ex.); preferem, por isso, os climas tropicais. São da Família Moraceæ, tal como as outras espécies do Género Ficus. O seu porte pode atingir até os 30 m de altura; e é uma árvore de folhagem perene, cuja folha é ovalada ou elíptica, de nervuras bem definidas. Os frutos (~pequenos ‘figos’) de 1-2 cm de diâmetro, formam-se ‘em pares’, tendo coloração vermelha brilhante quando maduros. É típico desta árvore (figueira-de-bengala ou banyan) produzir continuamente raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo; começando, a seguir, a engrossar até formarem troncos, que se confundem com o tronco principal. Assim, espalhando-se lateralmente de forma ilimitada, podem crescer até ocuparem vários hectares (!)… [É – também por isto – uma “árvore única”!].
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 33. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 34. DE LA VANG (Vietname). //
– E “justiça” – neste sentido bíblico – é “santidade”, pureza, perfeição… Ou então, “bondade” e “fidelidade”, atributos que o salmista outorga e reconhece como qualidades do Senhor Deus, logo nos primeiros versos do Salmo: “Proclamar, pela manhã e durante a noite, a tua bondade e fidelidade”.
– De facto, esta classe de “justo” – enquanto for fiel a essa sua “justiça” e santidade – continuará a “crescer e florescer como a palmeira, e como o cedro do Líbano…”. E terá um futuro garantido, pelo facto de estar “plantado na casa do Senhor, e proclamar: o Senhor é Justo”, donde ele copiou a sua “justiça”.
– Porém é interessante tentar “adivinhar” (neste penúltimo verso do Salmo) o significado e a “projeção” que tem para nós a expressão: “Mesmo na velhice dará o seu fruto, cheio de seiva e de vigor…”. Para já – e considerado apenas ao nível deste mundo terreal – a vida será plenamente frutífera mesmo até ao fim!…
– Quanto à ‘dimensão transcendente’, o “justo”, e todos os “justos”, têm o horizonte aberto à eternidade, já que proclama convictamente: “Continuarão a dar fruto (“os justos”) mantendo sempre a seiva e o vigor”.(Sl 91,15). Observemos a expressão “mantendo sempre” (que não indica qualquer limite ou final!). Ou seja, isto não vai acabar: Deu-se uma transformação (metamorfose?) que aponta para ‘um outro mundo’!
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“…Eu plantarei um ramo novo num monte muito alto. Na excelsa montanha de Israel o plantarei, e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso. Nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará nos seus ramos…”[Ez17,22-23(1ª L.) ].
A verdade é que Deus, “o Deus de Jesus”, não tem pressa por fazer ou por acabar as coisas – Ele tem toda a Eternidade! – e por isso nunca será impaciente, como nós, nem connosco! Já sabíamos isto, não é?
E porque o Deus de Jesus tem essa paciência infinita, o próprio Jesus quer que nós imitemos o Pai-Deus; e Ele esforça-Se para que nós aprendamos a ter paciência, muita paciência! É que nós não pensamos – e deveríamos estar convictos disso! – que, na realidade, também nós temos toda a eternidade de Deus para, sabendo isso, agirmos com paciência, na senda da nossa Esperança ativa!
Então, cá está Jesus a dizer-nos – imaginemos – ‘não penseis que o Reino de Deus vai chegar com celeridade, ou em breve tempo. É preciso muita paciência!’. E agora sim. Ele utiliza várias parábolas para nos revelar e explicar a paciência que devemos ter enquanto trabalhamos e esperamos pela realização do Reino de Deus. Porque é: “No início, insignificante como um grão de mostarda”…“Um grão de trigo”…“Um pequeno fermento na massa”…“Germina lentamente sem sabermos como”… Claro: «Ele é! Ainda que o não pareça!».
Porém, temos uma certeza: “Ele crescerá até ser a maior de todas as plantas da horta…”(Mc 4). “Dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso; nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará nos seus ramos…”(Ez 17). Sim, o Reino de Deus é, afinal, como que uma divina metamorfose!
«Como não ias Tu, “Senhora em Jerusalém”, visitar – de outra maneira – esta Cidade, a cidade do Teu Filho Jesus, a tua cidade!? E esta visita, “aparição”, era simplesmente – embora suficiente para nós! – com o único objetivo de continuar a mostrar a todos que Tu estarás sempre presente onde os filhos precisam; aqui, vieste demonstrá-lo, mais uma vez, numa situação de “conflitos pós-bélicos”… Assim, contando conTigo, Mãe, que tens uma paciência infinita (apreendida do Pai-Deus), nós saberemos sempre esperar, em Esperança ativa!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora em Jerusalém (Israel/Palestina). Podemos dizer que esta “Aparição” da Virgem Maria (18 e 25 de julho-1954) é “singular” em vários aspetos: 1º- Ela ‘aparece’ numa Escola de meninas, primeiro no pátio de recreio e logo na própria sala de aula, durante a ‘lição de Religião’; as alunas (30 crianças) gritavam: “El Adra! El Adra!”(A Virgem! A Virgem!). Esta ‘Escola de Santo António’, situa-se num lugar privilegiado (a uns cem metros do Santo “Calvário e Túmulo”). 2º- Nossa Senhora não faz nenhuma comunicação e, portanto, não deixa qualquer mensagem verbal ou escrita; apenas a “Sua presença” durante alguns minutos, primeiro às alunas daquela sala (pois a professora nada observou inicialmente) e depois, a alguns dos adultos que chegaram, e que diziam ver “os traços de uma pessoa a flutuar, envolvida por uma ‘aura brilhante’ entre branca e azulada”. 3º- A segunda aparição (dia 25) aconteceu, na igreja paroquial próxima, numa celebração festiva Eucarística (de rito copta); umas 300 pessoas começaram a gritar apontando para o alto, onde a ‘aparição’ – como na Escola – se manifestava “refletindo-se nos rostos das pessoas e nas paredes do templo”… 4º- Não se construiu, por enquanto, santuário algum neste lugar, em parte porque existem já na cidade de Jerusalém outros lugares (igrejas, santuários) em honra de Nossa Senhora; e porque não era esse o objetivo da Mãe de Jesus e nossa. O seu objetivo (como sempre!) é «mostrar-nos que está sempre presente onde os filhos necessitam d’Ela». [ Atenção: Os cristãos desta zona pertencem à ‘Igreja católica copta’, ou seja, em comunhão com o Papa. / E por se situar na ‘zona palestiniana’ de Jerusalém, eram submetidos, na altura, a pressões constantes (5 anos após a Guerra árabe-israelita de 1947-1949) ].
2-] Videira (Vitis vinifera). A videira, também chamada ‘parreira’, é uma planta arbustiva lenhosa, com gavinhas (órgãos preênseis para se fixar a estruturas mais rígidas) como outras trepadeiras. Da família das Vitaceæ, o seu fruto é a uva, que se apresenta sob dois ‘aspetos’ (cada um com muitas ‘variedades’): de ‘uvas tintas’ e de ‘uvas brancas’, e um terceiro (em menor escala): de ‘uvas rosadas’. Além de outras espécies existentes do géneroVitis, esta espécie ‘vinifera’ é a principal produtora de vinho, que, por ter sido cultivada através de várias civilizações durante milhares de anos (desde o período neolítico), tem dado origem a dezenas de variedades, ou ‘castas’, devido à ‘seleção natural’ e, sobretudo, à seleção artificial (!). Embora seja originária da Região Mediterrânica (o que é apoiado até pelas mais antigas «Escrituras Bíblicas» da civilização hebraica), ao ter sido progressivamente cultivada nas regiões de clima favorável, atualmente é produzida, selecionada e comercializada em todas as ‘zonas do mundo de clima temperado’…
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– O salmista – consciente desta situação ‘inicial’ – clama, “chama pelo Senhor desde esse abismo profundo”. E, a seguir, reconhece e pergunta, questiona, ao Senhor: “Será que algum ser humano é capaz de se salvar se Tu, Senhor, tiveres em conta – em atenção – os pecados dele?”.
– Terá de ficar bem assente e claro, para nós – como o é para o salmista – que, da nossa parte e por nós mesmos, nada podemos no que diz respeito à nossa ‘Salvação’; já que ‘esta’ só pode vir do Senhor, através da sua infinita compaixão: “Só no Senhor está a misericórdia e n’Ele a plenitude da redenção”.
– Aliás, o orante chega a exclamar, no seu Salmo: “Em Ti, Senhor, está o perdão, para continuarmos a confiar en Ti sempre”. Tanto é assim, que chega a comparar a sua esperança no Senhor com a ‘espera ansiosa’ das vigias pelo amanhecer: “Eu espero no Senhor, mais do que as sentinelas pela aurora”.
– Enfim, o próprio salmista faz uma profecia, derivada da sua convicção: A Salvação do ‘género humano’ (‘prefigurado’ no ‘povo deIsrael’) será possível se houver uma ‘transformação’, prévia e progressiva, da comunidade humana ‘em’ “Reino de Deus”. E diz: “Ele há de libertar Israel de todos os seus pecados!”.
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“…Jesus disse: «Tomai e comei, isto é o meu corpo». Depois tomou um cálice… deu graças e disse: «Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens…”.[ Mc 14,22-24(3ªL) – da Solenidade do «Corpo de Deus»-B].
Alimentar-se – em todo e qualquer ser vivo – significa recolher, ingerir e digerir “substâncias” procedentes do exterior, que são capazes de se transformar “nele próprio”. Isto, para bem ou para mal (embora deveria ser sempre para bem!). Quem opte pela ingestão do mal, sofrerá as consequências de uma “indigestão”(!)…
Isto foi o que aconteceu aos nossos «primeiros pais», na “alegoria” que fechou ‘a porta’ do Paraíso terreal. Isto é, teve que ser um alimento ‘a porta’ pela qual o mal entrou no mundo. E foi quando Deus disse a Adão: “Terás tu comido do ‘fruto do mal’ para sentires remorso e vergonha de ti mesmo?”. É que, com o mal, ‘entra’ também a rutura e afastamento de Deus, e todo o tipo de desgraças, que isso traz consigo…
Ainda bem que, para vencer aquela ‘alegoria’ (de um alimento…), temos agora este “Memorial”(*) (de um outro Alimento…) imensamente melhor e mais “essencial”!… Lá, foi o Maligno (‘a serpente’) que disse com astúcia: tomai e comei… “para serdes como Deus” (Gn 3,5). Aqui e agora, é o próprio Jesus (Deus) a dizer: “Tomai e comei, isto é o meu Corpo” (Mt 26,26 / Mc 14…)… “Porque quem Me come tem a vida… e viverá por Mim…” (Jo 6,53-57)… Eis a “Metamorfose”: Não “sereiscomo Deus”(?); mas “sois Deus”(!). [Cf. Jo 10,34-36]… Então, é para fazermo-nos esta pergunta: Que classe de “alimento” está a sustentar a nossa Vida?…
«Hás de ser Tu, ó Mãe, Senhora da China, que os teus filhos católicos quiseram chamar-Te de «Nossa Senhora Imperatriz da China» – desse grande país! – Tu continuarás a socorrer-nos, atenta sempre aos nossos problemas e dificuldades; a auxiliar os cristãos de todo o mundo que são perseguidos e torturados… E, como “Medianeira de todas as graças”, Tu és capaz de defender e amparar esses teus filhos da Ásia, que tanto gostam de “se alimentar” do Corpo de Cristo, fortaleza contra todo o outro alimento do Maligno!…
(*)-Este «Memorial» (“fazei isto em memória de Mim”) não é só ‘rememorar’, mas é «repetir e atualizar».(cf.1Cor11,24-26).
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora da China (Donglü–Hebei). A 200 km ao sul da capital (Beijing ou Pequim) encontra-se a povoação de Donglü (ou ‘Dong Lu’). Zona caraterizada, ainda hoje, por um ambiente cristão-católico, de tradição centenária, desde os primeiros missionários jesuítas (Mateo Ricci, italiano, primeiro ocidental a entrar no ‘Palácio Proibido’, no ano 1601; e S. Francisco Xavier, espanhol, também jesuíta, que já tinha posto o pé na China 50 anos antes, em 1552)… Mas retomando a zona deDonglü, temos a registar – dentro da sua longa tradição cristã y católica – a sua especial devoçãoà Nossa Senhora e Mãe, a Virgem Maria… Passando já para o ano 1900, regista-se que, na História da China, acontece uma longa perseguição («levantamento dos ‘boxers’») que foi das mais terríveis, para os cristãos católicos em particular, causando dezenas de milhares de mártires (cerca de 30.000, entre os quais 5 bispos e 130 sacerdotes)… Nessa altura, aconteceu a Aparição de Nossa Senhora, registada historicamente assim: Milhares de ‘boxers’ aproximaram-se da localidade e cercaram a aldeia (700 habitantes e 9.000 refugiados) para a destruir; até que o seu avanço foi travado por uma aparição de Nossa Senhora. Dispararam contra Ela, que estava pairando sobre a zona, mas, vendo que o efeito era nulo, ficaram com medo e fugiram em debandada… Para agradecer à Virgem Maria, os habitantes construíram um Santuário mariano, onde passou a ser venerada uma imagem representando a Virgem Maria com ‘os trajes de imperatriz’, mandados fazer pelo pároco local para o efeito… Em 1924, no primeiro Sínodo dos bispos chineses realizado em Xangai, o bispo jesuíta Henri Lecroart defendeu a ideia de que a China, a Mongólia, o Tibete e a Manchúria fossem consagrados à Virgem Maria, sob a invocação de «Nossa Senhora Imperatriz da China». A consagração foi feita nesse mesmo ano (presentes 150 bispos, com o arcebispo Celso Constantini, na altura Delegado Apostólico para a China). Em 1932, o Papa Pio XI elevou o Santuário de Donglü à categoria de «local oficial de peregrinação», sendo ainda hoje o único santuário mariano chinês oficialmente reconhecido pelo Papa. Em 1941, o Papa Pio XII estabeleceu uma festa litúrgica, a celebrar na Igreja da China (na primeira quinzena de maio) em honra de «Maria Medianeira de todas as graças»… Atualmente, cerca de 60 milhões de chineses professam o cristianismo, dos que a quarta parte são católicos… [ A “história do cristianismo na China” é maravilhosa, ao tempo que bastante conturbada… Tendo tido o seu início já no século VII (com as ‘missões nestorianas’)].
2-] Diospireiro (Diospyros kaki). Árvore frutífera originária da China, onde já se cultivava desde o ano 2000 (a.d.C.). É uma planta da Família‘Ebenaceæ’ (e da Ordem ‘Ericales’). Os seus frutos, com dois nomes principais, diospiros (derivado do ‘Género’, que significa ‘alimento de Zeus’) e caquis (derivado da ‘espécie’), são cultivados e comercializados sob as suas duas variedades principais: a vermelha (muito doce e mole) e a alaranjada (mais dura e menos doce). Consome-se: como fruta natural, em doçaria, em compotas… Tem poucas calorias, mas é rica em vitaminas (A, B1, B2, E) e em cálcio, ferro e proteínas…
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
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– Este Salmo Responsorial ajuda-nos hoje a reconhecer esses dons, graças e favores, contínuos… Primeiro, abre-nos os olhos, e foca a nossa atenção para observarmos a realidade que nos envolve, enquanto pessoas, famílias, grupos, comunidades,sociedade… Mas com a “linguagem do AT” (!?).
– O Senhor lembra-nos – no nosso íntimo – que foi Ele quem nos libertou, pessoalmente, de situações anteriores de ‘escravatura’ (que cada qual bem conhece!?). Por ex.: “Aliviei os teus ombros do fardo…”.
– E também nos lembra – o mesmo Deus e Senhor – que, cada vez que bradámos no meio da angústia, Ele estava connosco para nos amparar, livrar e salvar: “Gritaste na angústia e Eu te libertei”… Etc. etc.
– Porém, não deixa de nos alertar (como consequência e corolário disto, para o nosso maior bem, e para evitar cair nesses erros e males) acerca de que deveremos fugir dos tais ‘ídolos enganosos’ que nos induzirão ao precipício mortal: “Não terás contigo deuses alheios, nem adorarás divindades estranhas…”!
– E tudo porquê?… Justamente porque não pode haver mais do que um só e único Deus, o Verdadeiro. E isso tem Ele mostrado e demonstrado uma e mil vezes, e diz: “Porque Eu, o Senhor, sou o teu Deus…”.
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– Então, se confrontarmos o nosso versículo ‘responsorial’ (ou seja, a última das ‘versões’) verificamos as diversas substituições que sofreu o texto original:‘Adonai’ (título de respeito) por “Deus” /‘doloroso’ por “precioso” / e ‘os queO temem’ por “os seus fiéis” ou “os que O amam”. Interessante!Não é?
– Mas, afinal, quem é que fez possíveis e reais estas “adaptações”? – Nós sabemos que foi O mesmo que nos trouxe –através da sua Redenção– a “Revelação” das revelações: «Deus é nosso ‘Abba’ (Pai-Mãe)». Ou seja, como Ele próprio (JESUS) disse “Eu vim completar e aperfeiçoar a Lei e os Profetas”.
– E se o fez através da sua Redenção, isso significa “por meio da sua Paixão, morte e Ressurreição”. Isto é, “o Memorial” que nos deixou para sempre na sua EUCARISTIA, para que já nunca ninguém esqueça que Cristo Jesus («o Corpo de Deus») está para sempre “presente em nós” (mais do que ‘entre nós’)…!
– E é assim que sempre poderemos “elevar o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor” para, deste modo, “agradecer ao Senhor tudo quanto Ele nos deu e nos dá”… E também, através deste «Memorial», iremos “cumprir sempre as nossas promessas ao Senhor…”.
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– Eis dois textos do Antigo Testamento: “Apareceu o Senhor a Abraão quando ele estava sentado à entrada da tenda. Olhou, e eis três homens de pé em frente dele”(Gn 18,1-2). E: “Ouvi a voz do Senhor, clamando: «Quem enviarei? Quem irá por nós?». E eu respondi: «Eis-me aqui. Envia-me!»”(Is 6,8).
– Ainda há outros textos (do AT) onde O Senhor, Deus, fala “em plural”: (Gn1, 26; 3,22; 11,7). Como dando a entender que existe n’Ele qualquer sentido “de Comunidade”. Ora bem, mas “formada por quantas pessoas”?… No texto (do Gn 18) citado acima, vemos que aparecem como “três homens”(?).
– Porém, viria a ser o próprio Jesus de Nazaré, o próprio Filho de Deus Encarnado (quem podia fazê-lo melhor do que Ele?) quem “revelaria” propriamente a Verdade de uma “Comunidade Trinitária”, como sendo formada por “três Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo”. Então dizemos: «Deus é Uno e Trino».
– A partir desta Verdade-mistério, revelada pelo Filho, já podemos reinterpretar o Antigo Testamento, à luz da Palavra do Novo. Agora, quando se fala em “povo” (“Feliz o povo que Deus escolheu…”) trata-se de uma família de irmãos, filhos desse «Deus-Uno» –Abba (Pai-Mãe)– e, ao mesmo tempo, de uma comunidade à semelhança do «Deus-Trino», a “Comunidade Trinitária”!
Sabemos, Mãe, que, nesta tua ‘Invocação’ americana, os jovens deviam ser os protagonistas,
e a sua missão juvenil seria ensinar às crianças, ignorantes e pobres, a doutrina da fé cristã…
Mas também, ó Senhora dos Estados Unidos(«Senhora de Champion» – em Wisconsin-USA),
(nestoutro ‘Título’ deste grande país americano) e através das aparições à Tua ‘vidente’, ó Mãe, deixaste esta mensagem: «Que os Estados deste país, deviam levar a Paz a todo o mundo…».
Então, Mãe, quer eles quer nós todos, precisamos sempre da tua ajuda e companhia maternais,
para realizarmos esta dupla ‘missão’: – transmitir o conhecimento de Jesus aos mais novos;
– e sermos pacíficos, levando a paz a toda a parte: para honra e Glória da Santíssima Trindade!
– Alento, exalação, hálito, sopro, espírito… Eis alguns termos equivalentes – entre outros vários – que aparecem na Bíblia, quer no AT (caso do nosso Salmo) quer no NT…
– E mesmo que, como no Salmo presente, a Igreja (biblistas e teólogos) refira qualquer uma dessas palavras à Terceira Pessoada Sma Trindade –o Espírito Santo–, convém ter muito em atenção que esses termos (mesmo o ‘espírito’) não passam de ser “representações” (como a “pomba branca”!)…
– Posto isto, como esclarecimento prévio, já podemos refletir (se bem com as próprias limitações humanas) acerca deste mistério: o Espírito Santo – Deus com o Pai e o Filho – terceira Pessoa da Trindade Santa… «Pessoa» define-se (em palavra humana): «Um Ser capaz de amar e ser amado».
– Definição simples, mas aplicável, quer à Pessoa divina quer à humana, na medida em que esta ‘é’ divinizada (!). Porém, o Espírito Santo tem outras definições ou propriedades ‘desconcertantes’, como: “Para existir e agir não deve ser notado”(?) (como ‘o sal’); “É tão ‘intangível’ quanto Omnipotente”(!) …
– Parece como se o Espírito Santo(“a 3ª Pessoa”) – quanto Deus – pretendesse não querer ser “apreendido” (apanhado ou preso) pelos humanos mortais (!?)… Pois acontece que, do Pai e do Filho, temos “representações” humanas fáceis de identificar e imaginar; não é assim para o Espírito Santo…
– Porém, a Criação –visível e invisível– existe e subsiste porque este Espírito -Deus- está “informando-a”, isto é, “inserindo-a, penetrando-a”, sempre. “A terra está cheia das tuas criaturas”; “Se lhes tiras o alento, morrem”; “Se mandas o teu espírito, retomam a vida”…E assim, outras expressões do Salmo.
>> «NOSSA SENHORA dos CONTINENTES e das NAÇÕES (dos Países, das Pátrias)»
Agora, Mãe, acudimos a Ti porque certas verdades – ex. crer noEspírito Santo! – requerem
talvez uma fé excecional, de uma base fixa e dura como a Tua ‘coluna’, ó Senhora do Pilar!
Com uma tradição de dois milénios (através de guerras, bombas, atentados…) sempre firme!
Nós precisamos, Senhora da Espanha, (como em todos os Países) que nos acompanhes.
É que nós precisamos de Ti para crer e confiar no Espírito Santo, enviado pelo Pai e o Filho,
para meditar e penetrar nos Seus divinos ‘mistérios’ e ‘segredos’, como Tu bem sabes fazer.
Assim, poderemos ser fiéis às Suas inspirações, contando com os teus conselhos maternos;
pois Tu, Mãe, também és “Esposa” e “Senhora” do Espírito Santo: Advogado (‘Paráclito’)!
(*)- Baseada, popularmente, numa Tradição (como tantas outras ‘Invocações’ de Nossa Senhora) esta “Senhora do Pilar” (Saragoça)tem a sua origem na crença de que a Virgem Maria – inda vivendo en ‘carne mortal’ – veio às margens do rio Ebro (ou Íbero) ‘visitar e animar’ (ainda no s. I da nossa Era) o Apóstolo Santiago que se encontrava lá a Evangelizar…
“Apareceram línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo…”.[At 2,3-4(1ª L.)].
“Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne… São dois princípios antagónicos… Se vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sujeitos à Lei”. [Gl 5,16-18(2ª L.)].
“Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis suportar por agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos conduzirá à verdade plena…”.[Jo 16,12-13(3ªL)].
E quem seria capaz de aniquilar ou neutralizar os múltiplos, díspares e variados “desejos carnais” (que Paulo enumera para os gálatas)? Quiçá O mesmo que produz outros “frutos” e outros “desejos espirituais”, infinitamente mais variados e abundantes que os seus ‘opostos’ carnais?…
Porém, se nestas questões houver alguma impotência ou incapacidade, deve ser atribuída a nós, pelo facto de sermos – por nós mesmos – seres humanos carnais (!) e, portanto, “incapazes de suportar outras muitas coisas que Jesus tinha ainda para nos dizer”… Ora, não será que temos aqui ‘a chave’, que responde a todas essas questões em simultâneo!?… É que Jesus tinha esclarecido: “Agora não sois capazes… mas quando vier o Espírito da verdade, Ele vos conduzirá à verdade plena”… (Extraordinária “metamorfose”!).
Então sim, trata-se do “Espírito da Verdade” que prolonga a Missão de Jesus – o Filho – recebida do Pai. Ou seja, trata-se do Espírito Santo, que, naturalmente (!), é capaz de “Criar”, no meio de uma imensa diversidade (“línguas que se dividem”…) uma perfeita e divina unidade (“única língua que todos entendem”)!
«Claro que só acudindo a Ti, Mãe, Nossa Senhora de Cua, como a “Reconciliadora dos Povos”, nós seremos capazes de seguir, com a fiel docilidade dos filhos – ‘espelhos’ da Mãe – as inspirações e conselhos do Espírito Santo, único capaz de “fazer, de todos, um só corpo” (1Cor 12,13). Sim, porque ninguém como Tu, modelo de docilidade total ao Espírito, e “Mãe da Reconciliação”, pode criar Unidade na Diversidade, sem diminuir a Variedade dos Seus Dons, tanto mais variados quanto mais e melhor vividos em Comunidade!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Cua (Venezuela). Na quinta de “Betânia” (Cua). Quer a ‘vidente’ Maria Speranza Medrano (em 1976) quer os outros ‘videntes’ (sobretudo em 1984), ‘presenciaram’ as ‘manifestações’ da Virgem Maria, que sempre “se anunciou” como a Senhora «Reconciliadora dos Povos». Nesse ano de 1984 (25 de março, Festa da Anunciação) após a Eucaristia do meio dia, aconteceram sete ‘Aparições’ (a última das quais de meia hora de duração) que foram presenciadas por mais de 100 pessoas… Ao todo, mais de mil pessoas tiveram a graça de ‘ver’ a Virgem Maria (‘Senhora de Cua’). Com uma característica interessante: todas elas mantinham a consciência plena do ambiente (nem se abstraíam nem entravam ‘em êxtase’)… A Mãe Celeste transmitiu – em resumo – estes ‘pedidos’ na sua «mensagem»: conversão urgente para viver a fé cristã, pela Oração e penitência; rezar pelos sacerdotes; ler e meditar a Bíblia, principalmente o Evangelho; e cumprir o preceito do Amor (“amar ao próximo”). O bispo Dom Pio Bello Ricardo (com o seu Conselho diocesano), após ter ouvido paciente e humildemente todos os depoimentos das testemunhas (‘videntes’) e rezado muito, decidiu que eram verdadeiros, e portanto declarou como autênticas as Aparições de Nossa Senhora de Cua (no dia 20-XI-1987).
2-] Nespereira japonesa (Eriobotrya japonica). É uma espécie vegetal da subfamília Maloideæ, da família Rosaceæ. Apesar do nome (‘japonica’) é originária do sudeste da China. Árvore pequena, de tronco curto. Embora possa crescer até 10 m, o mais normal é por volta dos 5-7). Diferente das outras árvores frutíferas, as suas “flores” aparecem no outono e início do inverno e seus “frutos” amadurecem no final do inverno e início da primavera. Esses frutos, chamados nêsperas, são ovais (de três a 5 cm), com uma casca aveludada e macia de cor amarelo-alaranjada, às vezes rosada. A nêspera japonesa é comparada à maçã em muitos aspetos (presença de alto teor de açúcar, acidez e pectina). A polpa é suculenta e doce ou ácida, dependendo da variedade e da maturação da fruta. Consumida ao natural, combina bem com outras frutas frescas ou em saladas de frutas. São muito usadas para geleias, compotas, em calda, e para fazer finos licores. Também são cultivadas como árvores ornamentais… [Não confundir com a Nespereira europeia (Mespilus germanica); plantas e frutos diferentes].
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). //
21 Junho, 2024
«Chegarás até aqui e não irás mais além»
Luis López A Palavra REFLETIDA
“Disse Deus a Job: «Quem encerrou o mar entre dois batentes, quando ele irrompeu do seio do abismo?… E disse-lhe: ‘Chegarás até aqui e não irás mais além, aqui se quebrará a altivez das tuas vagas’?»”.[ Jb 38,8.11 (1ª L.) ].
“…Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram: tudo foi renovado”. [ 2Cor 5,17 (2ªL) ].
“Jesus, levantando-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança”. [ Mc 4,39 (3ªL) ].
————–
É evidente que Deus não nos dispensará das “provas” (sofrimentos, penas, angústias…) desta vida terrena… mas, de um modo sábio, providente e amoroso, “porá limites ao mal” e a “quem provocar” esse mal.
O desgraçado Job – ‘desgraçado’ no sentido mais carinhoso do termo – no meio das calamidades sofridas naquela situação da sua vida, ainda ‘se atreve’ – também no melhor sentido da expressão – como que a pedir contas a Deus… Mas, é verdade que Deus gosta desses nossos “diálogos” – por vezes “desesperados”(?) – onde, nessas situações, parece que não vemos nada claro no meio de uma cerrada ‘escuridão’! Sim, Deus ‘gosta’ – melhor dizendo, compreende e aceita essas ‘birras’ – como Pai amoroso, para nos fazer entender ‘o porquê’ e ‘o para quê’ de toda e qualquer “provação” humana e terrena ou terreal…
Afinal, Job tinha a grande sorte de “ser amigo de Deus”, amigo do Omnipotente. Porém, nós devemos saber – como o aprendeu Job –que: quanto ‘mais amigos de Deus’ mais provados seremos (Pr 3,12). E todos os «amigos fortes de Deus» (em expressão de Santa Teresa) deverão estar preparados para “essas lutas”…
Se é um facto que ‘o Deus terrível do AT’ apresenta-Se (como no caso de Job) numa atitude dialogante e paciente, quanto mais o será no ‘rosto verdadeiro’ do Abbá-Pai, misericordioso, que Jesus – o Filho – veio revelar-nos abertamente!
Ora bem, tendo nós agora, como o melhor amigo, este Jesus – Omnipotente porque Filho d’Aquele que “pôs limites ao mar” (Jb 38,8) na altura da Criação – nenhuma prova ou tempestade poderá assustar-nos, sempre que levemos, isso sim, no nosso barco, o Amigo que, a qualquer momento pode “dizer ao mar «Cala-te e está quieto»”(Mc 4,39), e transformar a forte ‘tormenta’ em grande ‘bonança’! (Bela ‘metamorfose’).
« E sempre hás de ser Tu – ó Mãe, “Senhora do Vietname – La Vang” – quem nos visite e acompanhe em todas as nossas ‘tempestades’, como o fizeste com aqueles irmãos vietnamitas quando mais difícil a vida se tornava, durante tanto tempo (!). E serás sempre, também para nós, essa “Bendita Mãe” (como o foste para eles) porque nos conduzirás ao Teu Filho, “Cristo Jesus, em quem somos novas criaturas” (2Cor 5,17)…
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de La Vang (Vietname). La Vang ou Lavang (=‘súplica’) é o nome de uma árvore… E é preciso constatar que a história desta Aparição foi mesmo difícil e conturbada… Começa em 1554, com a introdução da fé cristã católica no Vietname, por missionários (portugueses e espanhóis). Dois séculos depois, nos fins do século XVIII, eclodiu uma luta interna entre pretendentes ao trono… E foi ordenada a destruição de todas as igrejas e seminários católicos… Grupos de católicos fugiram para as montanhas a fim de escapar da perseguição; mas lá padeciam: de frio e fome, de muitas doenças, como a malária, além do ataque de animais selvagens… E não estavam livres dos perseguidores que até lá chegavam. Apesar de tudo, os católicos resistiam, e em pequenos grupos se reuniam para rezar o Rosário… Nesta difícil situação e neste local isolado, aconteceu, em 1798, a primeira “aparição” de Nossa Senhora, deixando-Se ver por todos os presentes, junto de uma árvore, a ‘banyan’ (Ficus), muito conhecida naquela região. A Virgem Imaculada apresentava-se majestosa, belamente vestida, tendo o Menino Jesus nos braços, e foi reconhecida por aquelas pessoas como «A Nossa Bendita Mãe». Então Ela disse-lhes que, para serem curados das doenças, fizessem chá com as folhas duma outra árvore, ‘Lavang’ (que daria nome ao lugar e à ‘Invocação’ de Nossa Senhora [*]. Que «seriam atendidas as pessoas que rezassem lá»… Mesmo com o perigo de novas perseguições, foi aumentando o número das pessoas que lá iam rezar… “A Bendita Mãe” continuou a “aparecer” ao povo neste mesmo lugar, várias vezes, ao longo de um período de uns cem anos (!) de perseguição religiosa… Houve muitos grupos de católicos vietnamitas que morreram mártires (queimados vivos por causa da sua fé)… Em 1886, o bispo Gaspar mandou construir um Templo em honra da Senhora, “Bendita Mãe”, que só se inaugurou em 1901; sendo então proclamada, a Senhora de Lavang, protetora dos católicos vietnamitas. Em 1961, a Conferência do Bispos Vietnamitas selecionou a santa igreja de Lavang como o Centro Sagrado Mariano Nacional… Infelizmente, em 1972 o Santuário foi destruído pelos comunistas-marxistas… E a reconstrução ainda não foi concluída (!).
[*]- Escreve-se Lavang ou La Vang: é a planta ‘cravinho’ ou ‘cravo-da-Índia’ (Myrtus caryophyllus / Syzygium aromaticum).
2-] Figueira-de-bengala (Ficus benghalensis). Estas árvores são originárias do sul e sudeste asiático (onde têm o nome vulgar de ‘banyan’, no Vietname, por ex.); preferem, por isso, os climas tropicais. São da Família Moraceæ, tal como as outras espécies do Género Ficus. O seu porte pode atingir até os 30 m de altura; e é uma árvore de folhagem perene, cuja folha é ovalada ou elíptica, de nervuras bem definidas. Os frutos (~pequenos ‘figos’) de 1-2 cm de diâmetro, formam-se ‘em pares’, tendo coloração vermelha brilhante quando maduros. É típico desta árvore (figueira-de-bengala ou banyan) produzir continuamente raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo; começando, a seguir, a engrossar até formarem troncos, que se confundem com o tronco principal. Assim, espalhando-se lateralmente de forma ilimitada, podem crescer até ocuparem vários hectares (!)… [É – também por isto – uma “árvore única”!].
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE, Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem: [O ‘link’ do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 33. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 34. DE LA VANG (Vietname). //
// PARA outras REFLEXÕES AFINS:https://palavradeamorpalavra.sallep.net