Mais outra vez, na Palavra de hoje, somos confrontados com ‘forças opostas’ do género luz ou treva! Sim. Deste teor: O “justo” (amigo de Deus) ou o “ímpio” (seu inimigo). A “sabedoria terrena” (que faz obras más) ou a “sabedoria do alto” (que faz boas ações). Ou então, “ser o primeiro” ou “ser o último”; querer “ser servido” ou preferir “ser servidor de todos”. Etc.
É evidente que se alguém se questionar – “porque é que terá de ser assim a nossa condição humana, uma situação de ‘eterna’ escolha?” – temos uma primeira resposta clara e direta: Porque somos livres e não queremos deixar de o ser, por cima de tudo!… Se não houvesse possibilidade de optar (ora entre opostos ora entre semelhantes) onde estaria a nossa ‘sagrada’ liberdade!?… Mas será que o mal é sempre uma opção?…
Porém, haverá quem queira investigar mais fundo e descobrir outras questões (objeções?) mais explícitas, que nos ajudem a esclarecer e aprofundar mais… Por ex., se não existir a treva, como é que poderíamos apreciar a luz?… E em qualquer imagem ou quadro pictórico (e não apenas quando é a preto e branco!), não existindo as zonas escuras (‘trevas’) como poderiam ser visíveis as zonas claras (‘luzes’)?… Tudo isto pede a nossa reflexão, sincera e profunda – ao procurarmos a Verdade! – perante qualquer opção na nossa vida…
«Nós sabemos, ó Mãe, que as opções ou escolhas que Jesus nos coloca são sempre radicais e cada vez mais exigentes. Ele agora nos interroga: «Queres ser o primeiro (“ser servido”) ou queres ser o último (“para servir”)?». E já que, nisto, conhecemos a opção de Jesus – e que é a opção de toda a vida – não temos outra saída senão estarmos preparados para a luta… Então, «Senhora de Covadonga» – “Maria das batalhas e das vitórias” – ajuda-nos sempre contra os piores ‘inimigos’… E faz com que, nas nossas escolhas, seja a Luz de Jesus que nos ilumine e fortaleça sempre, para a melhor opção!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Covadonga (Astúrias-Espanha). Esta Invocação de Maria Santíssima tem as suas raízes (mistura de história e de lenda tal como noutras muitas ‘Invocações’ de Santuários Marianos) nos inícios do séc. VIII, aquando da invasão muçulmana (árabes de religião maometana) da península Ibérica, que, procedentes do norte da África, se iniciou pelo sul (ano 711), com o objetivo de invadir toda a Europa (pelo oeste). Sabe-se pela história que, apenas numa década, os muçulmanos (ou ‘mouros’) invadiram praticamente toda a península, chegando até ao norte, nas Astúrias (~720). Nestas terras montanhosas (‘Picos de Europa’) encontraram maior resistência da parte dos guerreiros ástures, capitaneados por Don Pelayo. Num primeiro momento, tiveram que retroceder e esconder-se naquelas zonas abruptas e rudes de “Covadonga” (Cangas de Onis), onde se fizeram fortes… E aqui começa a tradição (histórico-lendária) acerca desta “Invocação”: Uma humilde pastora tinha recebido a aparição da Virgem Maria. Daí surgiu a Imagem original («A Mãe de Deus, sedente (sentada), com o Menino ao colo») que foi colocada naquela grande gruta ‘inacessível’, aberta numa parede rochosa (‘de Covadonga’); onde já era venerada ainda antes da chegada dos muçulmanos… Parece que Don Pelayo e as suas hostes, junto com o povo, encomendaram-se àquela Imagem de Maria, para conseguir vencer as tropas invasoras… A vitória definitiva do exército cristão (no final do ano 722) deu início a uma grande devoção a «Nossa Senhora de Covadonga».(*). Progrediram, com o tempo, as Peregrinações dos fiéis devotos à Gruta da “Santina” (nome carinhoso, no ‘dialeto asturiano’). Construiu-se, por frente, sobre um pequeno monte, uma Capela que sofreu sucessivas ampliações até chegar ao magnífico Santuário-Basílica de Covadonga, que é atualmente…
(*) – Historicamente, começou aqui a «Reconquista» da Península Ibérica, que demoraria oito séculos(até 1492).
2-] Aveleira (Corylus avellana). Planta arbustiva de grande porte (~pequena árvore) mas com as ramificações desde a base. Da Família Betulaceæ, cresce naturalmente em: quase toda a Europa, Ásia Menor e parte de América do Norte. O fruto, sem polpa (~‘frutos secos’), é a avelã, de forma esférica a ovoide: com casca lenhosa, extremamente resistente, que contém a semente, comestível, de sabor levemente adocicado e oleaginoso (~60% de gordura!) utilizada para obtenção de óleo. Uso alimentar e industrial: consumida ao natural; ou usada em doces (ex. associada ao chocolate); ou na elaboração de produtos de grande riqueza alimentícia, como o leite de avelã, manteiga de avelã, pasta de fruta de avelã, etc. Composição nutricional (em 100g): prótidos (17,5g), lípidos (62,5g), carboidratos (7,2g), celulose (3,7g), minerais (1,3g); além de vitaminas (B e C); e 682 kcal. Na produção mundial (vão em cabeça): Turquia, Itália, Azerbaijão, USA… E um dado interessante!: Devido ao seu teor e equilíbrio nutricional, 15-20 avelãs equivalem a uma refeição completa (mesmo não sendo indicado fazer ‘esta substituição’!)…
3-] Eis os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões (os primeiros e últimos):[Para ver na íntegra: no ‘link’do Blog (arquivo de TODAS as REFLEXÕES) que vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // [ … ] // 43. DO BOM SUCESSO (Quito/Equador). // 44. DA ARÁBIA (Kuwait e Bahrein). // 45. DAS LÁGRIMAS (Campinas/Brasil). // 46. DA CONSOLAÇÃO (Lezajsk / Polónia). // 47. DE LA GUARDIA (Génova-Itália). // 48. DE COVADONGA (Astúrias-Espanha). //
– Na realidade, na presença do Senhor estamos sempre. Tão presentes estamos, que “nos achamos nele próprio”, ou então, “somos Ele mesmo”. Lembremos a Palavra de Jesus, O Filho, citando, por sua vez, Palavras do AT (Sl 82,6): “Eu disse, sois deuses”, que é como dizer “sois filhos de Deus”(Cfr. Jo 10,34).
– Porém, de igual modo que dizemos ‘estamos nós na presença de Deus’ poderíamos dizer também que ‘Ele está na nossa presença’, ou seja, “está em nós”. E então, conclui-se: «Nós n’Ele e Ele em nós»! Mas – atenção! – ninguém pense que isto é ‘uma usurpação da natureza divina’. É só: “Eterna Vontade d’Ele”!
– E aqui aparece a ligação (e semelhança) com o Salmo anterior (Sl 145:‘Louvar-Adorar-Amar’). O nosso Salmo de hoje (114) inicia-se deste modo: “Amo o Senhor, porque… me atendeu…”; para concluir com o ‘versículo’ que constitui o ‘refrão’ responsorial: «Caminharei na presença do Senhor, na terra dos vivos!».
– E continuando o paralelismo, este Salmo vai apresentando, igualmente, uma outra série de situações em que o orante salmista reconhece a proteção divina – “situações de salvação” – precisamente quando ele se achava em muito diversos perigos e/ou ‘encruzilhadas’ de aflição mais ou menos graves…
– Assim, por ex.: “Apertaram-me os laços da morte, caíram sobre mim as angústias do além, vi-me na aflição e na dor. Então invoquei o Senhor: «Senhor, salva a minha alma»”… Mas, exatamente porque Ele é “justo, compassivo e misericordioso… sempre que eu estava sem forças, Ele salvou-me” …
– Então sim, é questão de proclamar: “Amo o Senhor porque escuta a minha voz suplicante sempre que o invoco”… Porém, sempre com este compromisso, desde já e para sempre: “Andarei sempre na presença do Senhor, na terra dos vivos!”…
>> «NOSSA SENHORA dos CONTINENTES e das NAÇÕES (dos Países, das Pátrias)»
–‘Títulos’/‘Invocações’/(‘Piropos’) de N. Senhora. Países com «Título Mariano ‘Nacional’» conhecido(!?).
[Seguindo a ordem dos Continentes (de menor a maior número ‘dos seus Países’ com ‘título Nacional’):
Enfrentar a Palavra de Deus (Jesus) – enfrentá-la em positivo – ou seja, para aceitá-la, assumi-la e tentar vivê-la… tudo, é coisa de louvar! Mas… se observarmos de perto a realidade e descobrimos a verdade desta situação, a coisa complica-se. É que a Palavra (sabemo-lo já) vai ser sempre, mais e mais exigente. Em tal caso – e para esta ‘guerra’ – há de ser preciso estarmos bem prevenidos: contar com o “melhor aliado”, além de ter a “melhor arma”! Pois vale a pena – no ‘campo de batalha’ da Palavra – garantirmos sempre a vitória!
Eis o que nos diz o Profeta, inspirado por Deus: “Quem é o meu adversário? Que se apresente! Pois o Senhor Deus está comigo! Quem poderá vencer-me?”. Ora, cá está o nosso Aliado!… E, ao que parece, a luta era mesmo terrífica: “Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto (duro como pedra) dos que me insultavam e cuspiam…”. (Etc. etc. se lermos, inteira, a profecia de Isaías, acerca de «O Servo Sofredor de Javé»…). Mas como será difícil, Senhor, essa metamorfose através da dor, dos sofrimentos…!
É preciso, nessora, estarmos bem preparados… mas, sobretudo, é necessário termos a certeza da nossa Amizade com o Aliado Invencível – para quem “não há nada impossível” – o Deus de Jesus!… E quando este mesmo Jesus, o Filho, nos interpele (“quem quiser seguir-Me, há de renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e vir coMigo”), então é que advém a tal ‘luta’ de coragem… E, aí não vai valer uma confiança fraca ou uma “fé morta”; pois, como afirma Tiago na sua Carta, “a confiança e a fé, mortas sem as obras, não são nada”…
«Mais ninguém, como Tu, Mãe, pode exibir a experiência de ter sofrido – até à última gota! – unida ao «Divino Sofredor», Jesus, como a Mãe Dolorosa ao pé da Cruz! E ninguém como Tu, Senhora das Vitórias, para nos guiar e conduzir, nas batalhas difíceis da vida, até à vitória final!… Nesta hora, com os Teus devotos e peregrinos, Nossa Senhora de La Guardia, vimos suplicar-Te: «Alerta-nos contra “os barcos inimigos” que se aproximam das “nossas costas”; defende-nos dos ataques constantes do Inimigo; e, Maria de La Guardia, ‘Guarda-nos’ sempre conTigo, para nunca sermos vencidos, seguindo Jesus, com a nossa cruz de cada dia».
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de La Guardia (Génova-Itália). O nome (‘La Guardia’) é devido ao costume, já antigo (gregos, romanos,…) de colocar nos montes próximos do litoral (caso do monte Figogna), ‘postos de guarda’ ou ‘faros’ para “guiar” os barcos que se aproximavam ou para ‘alertar’ da presença de barcos perigosos… As Aparições, neste monte, aconteceram a partir de 29-08-1490… A Virgem Maria manifestou-se ao humilde camponês, simples e piedoso, Benedetto Paretto, nos fins daquele séc. XV, manifestando-lhe: «Não temas, Benedetto, Eu sou a Mãe de Jesus Cristo». E acrescentou, enquanto lhe indicava com a mão um lugar (no alto do monte): «Quero que tu me faças construir ali uma Capela»… Ninguém quis acreditar nele (a começar pela sua mulher)… Ele acabou por esquecer o pedido de Maria, até que (ferido grave por ter caído de uma figueira) prostrado no leito, recebeu a visita de Nossa Senhora pela segunda vez, quem – repreendendo-o maternalmente – deixou-o milagrosamente curado… A partir daí, o Benedetto fez tudo e obteve todas as ajudas para edificar o ‘santuário’… Posteriormente, foram realizadas sucessivas melhorias e ampliações, principalmente entre 1715 e 1718… Já no séc. XX, o Papa Bento XV elevou o santuário à categoria de Basílica Menor. Ao cumprir-se o ‘5º centenário’ (1990) foi visitado pelo Papa S. João Paulo II. E, já neste século XXI (2017), o Papa Francisco teve lá um Encontro com Jovens. Atualmente, é um soberbo Santuário, tão ativo nas liturgias semanais quanto em Peregrinações…
2-] Pessegueiro-paraguaio (Prunus persica var. platycarpa). Ou simplesmente Paraguaio, éuma variedade do Pessegueiro (Prunus persica) que procede de uma mutação deste, ou de uma hibridação… Originário da China, onde é chamado “ping-tzu-tao” (pêssego de prato), cultiva-se em todas as zonas temperadas do mundo (tal como os pessegueiros e nectarinas)… O fruto, pêssego-paraguaio ou pêssego achatado, é semelhante ao pêssego mas de forma achatada e pele fina ‘de veludo’. Polpa carnuda, doce e sumarenta. Existem variedades de frutos com polpabranca e amarela, com vetas ou estrias verdes ou de cor avermelhado. Propriedades (na alimentação e na saúde/OMS): Valor nutricional/100g {Calorias-50; Proteínas-0,9g; Gorduras-0,1g; Hidratos de carbono-12g; Fibra-1,7g}. Contêm: Vitamina E, A e C, cálcio, fósforo, magnésio, ferro, zinco e cobre. Por serem ricos em antioxidantes, reforçam o sistema imunológico; pelo seu conteúdo em ‘compostos fenólicos’, controlam o colesterol; com o seu magnésio, contribuem a regular o sistema nervoso; fortalecem ossos e dentes, devido ao cálcio e fósforo. E pela sua riqueza em fibra e água (propriedades laxantes) produzem sensação de saciedade, embora sejam “ligeiros”…
3-] Eis os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões (primeiros e últimos):[Para ver na íntegra: no ‘link’do Blog (arquivo de todas asREFLEXÕES) que vai sempre no fim].
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– “Louvar” e “amar”, ou louvor e amor, serão complementares? Serão equivalentes?… Louva-se (ou seja, dedicam-se louvores) espontaneamente à pessoa que se ama. Mas, e “adorar”? Por norma e tradição, adora-se unicamente a Deus! Mesmo assim, dizemos: ‘adoro isto’, ou ‘adoro esta ou aquela pessoa’…
– Parece, portanto, que louvar, amar, adorar, acabam por ser três palavras equivalentes. Será assim?… Bom, o «refrão» do Salmo responsorial de hoje, proclama: «Ó minha alma, louva o Senhor!». E, de facto, os motivos que justificam este louvor (adoração, amor) ao Senhor, são referidos sucessivamente…
– E são motivos importantes, relevantes, essenciais, da parte do Senhor, pelos quais, bem merece Ele, da nossa parte, esse louvor-adoração-amor. E se nós imitarmos esse proceder de Deus, também Ele se compraz, com satisfação, em “amar-nos” e “louvar-nos”… Mas, será que nós tentamos agir como Ele?
– Isto é, tentamos: “Fazer justiça aos oprimidos”; “dar pão aos que têm fome; promover a liberdade para os cativos”; “iluminar os olhos dos cegos” com a nossa luz; “levantar os caídos e abatidos”; “proteger os peregrinos”; “amparar os órfãos e as viúvas”; “alertar os pecadores acerca dos maus caminhos”…?
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Claro que Deus está continuamente “em todos e cada um”, com todos… Mas, sempre a começar pelos que mais precisam da Sua Presença e ajuda, aqueles que englobamos no conceito e termo de ‘pobres’. Adverte-no-lo o Apóstolo Tiago, em forma de ‘interrogação apelativa’: “Não escolheu Deus os pobres deste mundo para lhes tornar ricos na fé?…”. Ora, bem entendido – como ele o afirma desde o início – “que a fé em Cristo Jesus, não admite a aceção de pessoas”… O que, por outras palavras, é como se nos dissesse a cada um: ‘Se queres dar preferência a alguém, que seja sempre aos mais pobres!’…
Tendo em atenção que “os corações tímidos, acanhados, envergonhados”… são principalmente ‘os desgraçados’, os mais pobres e carenciados, os marginalizados, os “descartados” (como insiste o Papa Francisco), então, podemos verificar – já desde os antigos Profetas – que é a ‘esses’ que “Deus vem para os salvar…”. Aliás, já aquele profeta Isaías animava-os deste jeito: “Tende coragem, não temais!…”.
E quando chegou Jesus – Deus ‘encarnado’ – para poder agir como Filho desse Pai que “optou pelos mais pobres… sem fazer aceção de pessoas”, então Ele dedicou-se a fazer bem a todos, ajudá-los, curar todo o tipo de doenças, moléstias e males, a começar – como era evidente! – pelos mais necessitados e pobres… Tanto é assim, que “toda a gente, cheia de assombro, dizia: «Tudo o que Ele faz é admirável…!»”.
«Maria do “Magnificat”, que Te proclamaste “pobre e humilde escrava” do Senhor, porque sabias que Ele tem preferência “pelos mais humildes e pobres para os exaltar e glorificar”, e que, nestas tuas Aparições, Te apresentaste como Nossa Senhora da Consolação, escuta agora a nossa Oração: Tu, «Mãe da Consolação», vieste àquele lugar, em tempos difíceis (até com lutas entre ‘grupos cristãos’ desavindos) àqueles teus filhos que precisavam de ser «consolados», animados, protegidos… «E agora, Mãe, já no nosso tempo, imploramos a Tua proteção amorosa, não só para a Polónia (país que é perseguido pela sua fidelidade a Ti e à Igreja) mas também para toda a União Europeia (laica?) porque está a rejeitar as suas gloriosas “raízes cristãs”».
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora da Consolação (Lezajsk / Polónia). A Virgem Maria vale-se também de meios inesperados, como através desta Invocação difundida na Polônia, para cumprir seu veemente desejo de conversão dos pecadores… A história começa no século XVI (1560), em pleno auge da crise protestante na Europa (nomeadamente na Polônia e na Áustria, tradicionalmente católicas). A Virgem apareceu ao proprietário de um moinho (chamado Rycht) na cidade de Lezajsk, perto da fronteira com a Ucrânia. Por motivos diversos, a coisa ficou no esquecimento durante trinta anos… Até que, em 1590, Ela voltou a aparecer, três vezes (apresentando-se como ‘Senhora da Consolação’) a Tomás Michalkow, grande devoto da Virgem, que era cervejeiro na mesma cidade… A capela/igreja, pedida por Nossa Senhora, foi construída (primeiro em madeira) através de um protestante que, curado milagrosamente de uma paralisia, se converteu ao catolicismo. Na capela foi colocado um quadro de Nossa Senhora com o Menino Jesus. Imediatamente, os milagres começaram a aparecer (no meio daquele ‘combate doutrinário’ entre católicos e protestantes…). Para acolher e atender aos abundantes fiéis, devotos e peregrinos, o bispo Maciej Pstrokonski, no ano de 1608, solicitou a vinda de uma Ordem Religiosa, os Padres Bernardinos, aos quais foi concedida a posse da capela e quadro milagroso. Logo a seguir foi construída uma igreja e um convento… Atualmente, o «convento e igreja barroca de Lezajsk» é o centro de incontáveis peregrinos e fiéis… Ao longo do século XVIII, foram “coroadas” muitas imagens de Nossa Senhora, a começar por esta de Nossa Senhora da Consolação de Lezajsk… Após ter sofrido muitas guerras com os tártaros, cossacos, turcos… e já durante o período do jugo comunista, o Papa Pio XI concedeu a esse Santuário o título de Basílica Menor (em 1928)…
2-] Marmeleiro (Cydonia oblonga /=C. vulgaris). É uma pequena árvore, caducifólia, de porte médio (3-6 m), única espécie do género Cydonia, pertencente à família Rosaceæ. É originária das regiões mais amenas da Ásia Menor e Sudeste da Europa (na Babilónia, por ex., já era cultivada no ano 4000 a.C.). Os frutos –marmelos – normalmente de cor amarela-doirada quando maduros, são grandes, bastante aromáticos e ‘adstringentes’. Geralmente, os marmelos não são consumidos crus, mas cozidos, fazendo-se marmelada, geleia, ‘doce de marmelo’, etc. Quer as doçarias quer as bebidas, elaboradas a partir da polpa do marmelo, são deliciosas, além de excelentes para a saúde. A multiplicação desta planta (para cultivo e explotação em grande escala) é sobretudo por estaquia, e só em casos especiais por sementes. Os países de maior produção atualmente no mundo são: Uzbequistão, Turquia, China e Irão (na Ásia); Marrocos e Argélia (na África); Argentina (na América), e Sérvia (na Europa)…
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas asREFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32/33. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 34. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 35. DE LA VANG (Vietname). // 36. DE NECEDAH (Wisconsin-USA). // 37. DE HEDDE (Alemanha). // 38. DE TRÉ FONTANE (Itália-Roma). // 39. DE CALANDA (Espanha). // 40. DE GUNADALA (Índia). // 41. DE ÁFRICA (Argélia e Ceuta). // 42. DE LICHEN (Polónia). // 43. DO BOM SUCESSO (Quito/Equador). // 44. DA ARÁBIA (Kuwait e Bahrein). // 45. DAS LÁGRIMAS (Campinas/Brasil). // 46. DA CONSOLAÇÃO (Lezajsk / Polónia). // // PARA outras REFLEXÕES AFINS:http://palavradeamorpalavra.sallep.net
– Todo o ser humano (!) tem, no mais profundo do seu ser, uma sede infinita de Felicidade: já em todo o momento e, principalmente, como projeção de Eternidade. Foi gerado assim. Portanto, há de tentar, por todos os meios, conhecer o que é preciso “fazer e não fazer” para conseguir este objetivo Vital.
– Claro que, no nosso estado atual – ‘espácio-temporal’ – só podemos imaginar esse estado de Felicidade, dentro de um ‘lugar’ (“casa, santuário, monte santo”, na linguagem do Salmo) e também durante um ‘tempo’ determinado… Sabemos, porém, no fundo, que o estado definitivo já não tem espaço nem tempo.
– Então, para poder habitar nesse lugar (“viver na tua casa, Senhor”) queremos conhecer igualmente os requisitos, as exigências que é preciso observar, cumprir, viver (quer dizer, o tal “fazer e não fazer”) para conseguir entrar e permanecer nesse estado (lugar, espaço, “casa”)… É isso que o Salmo vai contando.
– É como se o salmista pedisse: – «Ensina-nos, Senhor, quem é que pode habitar na tua casa?» E o Senhor respondesse, primeiro de modo mais direto, assim: — Aquele que tenta: “viver sem mancha”; “praticar a justiça”; “dizer a verdade de coração”; “guardar a língua da calúnia”; “emprestar sem usura”…
– Ou então, contrapondo o ‘bem’ e o ‘mal’, deste modo: — Quem procura: “não fazer mal ao seu próximo nem ultrajar o seu semelhante”;“admirar e imitar os que amam o Senhor, mas afastar-se sempre dos que são ímpios”;“nunca faltar ao juramento mesmo em prejuízo próprio”…
– De tal maneira, que o orante do Salmo pode concluir: “Quem assim proceder jamais será abalado”!
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E o que é que acontece quando essa Palavra – sempre antiga e sempre nova – tenta ser manipulada ou deturpada (por gente antiga ou gente nova, tanto faz) apesar de, inicialmente, ser identificada e aceite como palavra Divina?…
Quando nas Escrituras sagradas mais antigas se alerta para o risco que supõe “acrescentar” ou “suprimir”, qualquer coisa que seja, naquela “palavra-lei”, é porque o autor sagrado conhece, por um lado a fraqueza humana e por outro, a tendência – também humana – para manipular o que nasce puro da boca de Deus…
Isto pode acontecer – infelizmente! – sempre que, numa atitude farisaica, disfarçamos uma Lei, que é divina, com mil emendas, concertos, reparos, ‘máscaras’, inúmeros “costumes de tradição”… de maneira que já não se consegue encontrar o sentido original, e “fica apenas nos lábios o que devia estar no coração”. Ou, então, fica “apenas nos ‘ouvidos ouvintes’ o que devia passar e permanecer na ‘vida vivida’, sempre”.
Sim, era tão simples e verdadeira aquela ‘original’ Palavra de Amor que, após ter sido ‘multiplicada’ e ‘pervertida’ de mil maneiras – por incontáveis “preceitos humanos”! – teve que vir o Filho de Deus, Jesus, a transformar aquela “palavra inicial” no «seu mandamento novo e único do Amor»: “Amai-vos uns aos outros para Amar a Deus… tal e qual como Eu vos amo sempre”… E foi restabelecida a ‘metamorfose’ Divina!
«Ó Senhora e Mãe dos humanos pecadores, Nossa Senhora das Lágrimas, que não Te cansas de nos lembrar, uma e mil vezes, ‘mesmo a chorar’, que estarás sempre connosco – junto com o teu Filho Jesus! – para nos acompanhar, compadecer, aconselhar, perdoar… E assim, ó Mãe, ficou escrito na tua «Medalha» isto que nós agora rezamos: «Ó Virgem Dolorosa, as Tuas Lágrimas derrubem o império infernal! / Por Tua Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salva o mundo do erro que o ameaça!».
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora das Lágrimas (Campinas/Brasil). É uma das Invocações da Virgem Maria, que teve a sua origem nas aparições recebidas [apenas uma dúzia de anos após as Aparições de Fátima!] pela Irmã Amália de Jesus Flagelado, na capela do convento do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado (na cidade de Campinas-Estado de São Paulo). De nome de batismo Amália Aguirre, a futura religiosa missionária nasceu em Riós (na Galiza, Espanha), junto à fronteira com Portugal… A família teve de emigrar para o Brasil quando ela tinha 18 anos (1919)… Querendo ser religiosa, fez parte do grupo de primeiras irmãs e foi cofundadora do Instituto, já mencionado, Missionárias de Jesus Crucificado. Agraciada com o fenômeno dos sagrados “estigmas” de Nosso Senhor Jesus Cristo, as várias Aparições e revelações foram a partir do ano 1930… O fundamental das «mensagens» (de Jesus e de Maria) pode ser resumido nestas linhas. – De Jesus [‘Manietado’]:«Minha filha, o que os homens Me pedem pelas lágrimas da Minha Mãe, Eu amorosamente o concedo…». – De Maria [apresentada como ‘Senhora das Lágrimas’, ao lhe fazer entrega da ‘Coroa (ou Rosário) das Lágrimas’]: «Este é o Rosário das Minhas lágrimas, que alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos “possuídos pelo demônio”… e que derrotará o espírito maligno, destruindo o poder do inferno…». Em duas ocasiões diferentes (1931 e 1934) foi reconhecida“a autenticidade” das aparições e mensagens, junto com as Orações da Coroa (Rosário) de Nossa Senhora das Lágrimas, pelo Bispo de Campinas (Dom Francisco de Campos Barreto)… E, já neste séc. XXI, coincidindo com o Centenário das Aparições de FÁTIMA (2017), o missionário católico português, Renato Carrasquinho, tornou pública a fundação da Associação de fiéis católicos, com o título de «Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas».
2-] Goiabeira (Psidium guajava). Pequena árvore frutífera tropical, semidecídua (meio-caducifólia), de até 6 m de altura. Pertencente à família Mirtaceæ é nativa das zonas tropicais do continente Americano, considerando-se originária da zona Amazónica (no Brasil ocorre espontaneamente), embora estendida amplamente por todas as zonas tropicais do planeta, principalmente do continente Asiático. Conhecida por muitos nomes vulgares, é muito cultivada para a produção do fruto (a goiaba) em pomares domésticos ou comerciais. Apresenta-se sob três variedades importantes, todas elas cultivadas e comercializadas, partindo de diversificados e abundantes cultivares… Os frutos (do tipo ‘bagas’) amadurecem no verão e são, externamente, amarelos ou verdes, de casca rugosa, mas com polpa suculenta doce-acidulada aromática; polpa esta que se apresenta sob várias cores (branca, rósea, avermelhada ou arroxeada) e com muitos “caroços” (sementes). A produção e comercialização mundial desta fruta distribui-se por vários países, pertencentes sobretudo a dois continentes: Ásia (Índia, China, Tailândia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh, Filipinas…) e América (México, Brasil…); e, de África, apenas Nigéria.
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32/33. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 34. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 35. DE LA VANG (Vietname). // 36. DE NECEDAH (Wisconsin-USA). // 37. DE HEDDE (Alemanha). // 38. DE TRÉ FONTANE (Itália-Roma). // 39. DE CALANDA (Espanha). // 40. DE GUNADALA (Índia). // 41. DE ÁFRICA (Argélia e Ceuta). // 42. DE LICHEN (Polónia). // 43. DO BOM SUCESSO (Quito/Equador). // 44. DA ARÁBIA (Kuwait e Bahrein). // 45. DAS LÁGRIMAS (Campinas/Brasil). //
– Ao que parece, nesta última parte do Salmo (vv. 16-23) o salmista tenta apresentar algumas ‘realidades’ – para ele facilmente demonstráveis – que apoiam e avalizam as afirmações, feitas e expostas nas partes anteriores (I e II) do Salmo. Irá como que exibindo “argumentos”, conhecidos por todos (!?).
– Começa por alertar (chamar a atenção) para o que vai fazer: “escutem e alegrem-se os humildes, ao saber porque é que a minha alma se gloria no Senhor”. É como se disse-se: ‘a “minha alma está alegreno Senhor” e desejo que saibam todos (“os humildes”?) quais são ‘os factos’ que produzem esta alegria’.
– Imaginamos que começa assim o seu ‘relato’: Sei (também por experiência própria) – que “os olhos do Senhor estão voltados para os justos e os ouvidos atentos aos seus rogos”, ao mesmo tempo que “a Sua face volta-se contra os que fazem o mal”…
– E continua assim o relato do salmista: Continuo a verificar que “sempre que os justos clamam ao Senhor, Ele os ouve e os livra de todas as suas angústias”; sim, porque “o Senhor está sempre perto dos que têm o coração atribulado, e salva os de ânimo abatido”…
– Pelo contrário, aos que se empenham em “viver afastados do Senhor”, isto é, “aos ímpios, inimigos dos ‘justos’…”, a esses tais “a sua maldade arrasta-os à morte”. Mas uma morte que traz consigo “ocastigo” (‘justo e necessário!’) para se redimir do seu mal (!)… Afinal: «Como o Senhor é bom! Saboreai e vede!»(III).
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É sabido que (entre os humanos) as palavras – escritas ou faladas – junto com os gestos e as imagens, são o meio e o veículo para transmitir conceitos, pensamentos, opiniões, cultura… São ‘instrumentos’ para a relação humana. O que já não resulta tão simples de entender é o facto de, a palavra, transmitir também Vida (!?)… Porém, neste caso, já estaremos situados num outro nível, numa “outra dimensão”!
Quando Jesus dizia, “as palavras que Eu vos digo são espírito e vida”, está a revelar o poder que tem a Palavra de Deus para dar e transmitir Vida… Nada têm a ver com as palavras humanas, que, por vezes, dizem o que os nossos ouvidos querem ouvir… Não admira que as palavras de Jesus – “de espírito e vida” – parecessem “duras, insuportáveis” (para gente de ouvidos ‘moles’) que não querem ser “discípulos” de Jesus!
Aliás, os “seguidores de Josué e sua família”, são os que confiam na palavra de Deus. Os outros – embora dissessem (com palavras da sua boca) que também seguiriam o Senhor – foram, de facto, infiéis! É que preferiram ‘a sua palavra’ (que leva o vento) antes que fiar-se (por Josué) na palavra de Deus que dá vida!
Então, sim, até “o grande mistério do matrimónio humano” só terá explicação e sentido se confrontado com a Palavra, que o revela e o dignifica,referindo-o às núpcias eternas “entre Cristo (Deus) e a Igreja”!
« Tu, ó Mãe, Nossa Senhora da Arábia, proclamada lá mesmo «Rainha da Paz» e «Rainha da Arábia», desta vez, achando-nos em tempos difíceis (envolvidos em guerras e catástrofes naturais, e ainda sem conseguirmos sair desta ‘pandemia’), rezamos-Te com esta ‘Oração’ que aí elevam os teus fiéis: «Mãe de todos os povos, Senhora da Arábia, olha pelos povos no Oriente Médio. Olha pelas vítimas dos constantes embates entre judeus e muçulmanos. Faz com que os povos de diferentes doutrinas religiosas, promovam a paz e a concórdia entre si. Que judeus e árabes percebam que o caminho do entendimento e da convivência harmónica é a única possibilidade e solução para uns e outros. Nossa Senhora da Arábia, vela sempre por nós!».
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora da Arábia. Também conhecida como Rainha da Paz e Rainha da Arábia. No entanto, curiosamente, os seus dois Santuários atuais situam-se em dois pequenos países independentes (Kuwait e Bahrein, que agora não formam parte, politicamente, da Arábia Saudita): 1-) a igreja primitiva localiza-se em Al Ahmadi (Kuwait), e 2-) a catedral moderna (concluída no 2020), situa-se em Awali (Bahrein), como explicamos no fim… Tudo começou (já no século XX) pela devoção mariana existente entre os cristãos católicos de uma pequena igreja, sob a responsabilidade de Giovanni Tirinnanzi (Administrador Apostólico – de Roma – para a Arábia Saudita) quem deu este título, Rainha da Arábia, à Mãe de Deus… Uma estátua apropriada (inspirada numa imagem de Nossa ‘Senhora do Monte Carmelo’) foi mandada esculpir em madeira de um cedro do Líbano, em 1949 na Itália, pelo Pe Ubaldo Teofano Stella (Carmelita). Esta bela estátua, que foi benzida pelo Papa Pio XII, no próprio Vaticano, a seguir foi enviada para a Arábia, sendo colocada no altar principal da igreja em Al Ahmadi. Após a autorização desta ‘Devoção’ pelo mesmo Pio XII, o Papa João XXIII, seu sucessor, concedeu a Coroação Canônica à Imagem venerada, a 25 de março de 1960… Então, graças ao sentido religioso e generosidade do rei Hamad bin Isa al-Khalifa de Bahrein (pequeno país insular próximo do Kuwait) que cedeu um terreno de 9.000 m2, foi possível construir uma majestosa Catedral (‘Centro’ também para os católicos da Índia, Filipinas…). E, para concluir, é bom registarmos a exemplaridade deste governante, modelo de ‘políticos’, pois ele defendeu sempre: um debate inter-religioso, uma coexistência pacífica das religiões e, ao mesmo tempo, acredita numa separação razoável entre política e religião…
2-] Cacaueiro (Theobroma cacao). Árvore nativa de regiões tropicais e subtropicais da América, mas “originária” da zona amazónica (?). Da família Malvaceæ, é de folha perene (embora perca parcialmente as folhas duas vezes no ano) e sempre em floração e frutificação; flores e frutos nascem unidos ao tronco (caules mais grossos). Árvore de grande porte na forma selvática (até mais de 20 m), embora ‘quando cultivada’ fica pelos 4-7 m (pela ‘poda conveniente’). O ‘género’ (Theobroma) significa, em grego, «alimento de deuses»; quanto à ‘espécie’ (cacao) bem como ao fruto (cacau), provém do idioma ‘maia’ (falado pelos ‘olmecas’) já que “kab-kaj” (=suco-amargo) evoluiu através do idioma espanhol (dos primeiros colonizadores) até acabar em “cacao”; tal como o derivado comercializado no mundo, o “chocolate” [de poder afrodisíaco(!)] teria evoluído, de modo parecido, a partir do termo ‘maia’ “choco-atl” (=quente-água). O uso do cacau na alimentação e fabricação de bebidas já era conhecido daqueles ‘povos pré-colombianos’ da América Central… O cacau é um alimento altamente concentrado, cuja composição química é: teobromina (2,2%), cafeína (1%), lípidos (22%), prótidos (18,1); e de alto valor energético (4.877 cal/kg)…
3-] Os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE,Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões, até ao presente, são, por esta ordem:[O ‘link’do Blog – arquivo de todas as REFLEXÕES – vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // 8. DO CARMO (Israel e Inglaterra). // 9. DAS NEVES (Itália). // 10. DOS POVOS (Holanda). // 11. DAS GRAÇAS (França). // 12. DE CZESTOCHOWA (Polónia). // 13. DE COROMOTO (Venezuela). // 14. DE LIPA (Filipinas). // 15. DA CANDELÁRIA (Espanha). // 16. DE KNOCK (Irlanda). // 17. DE BEAURAING (Bélgica). // 18. DE LORETO (Itália). // 19. DO ROSÁRIO (França). // 20. DE LUJÁN (Argentina). // 21. DE ZEITOUN (Egito). // 22. DA CRUZ / DE HERFORD (Alemanha). // 23. DA BOA SAÚDE (Índia). // 24. DE KAZAN (Rússia). // 25. DE WALSINGHAM (Inglaterra). // 26. DE LA SALETTE (França). // 27. DE CARAVAGGIO (Itália). // 28. DE BANNEUX (Bélgica). // 29. DE SILUVA (Lituânia). // 30. DE CUA (Venezuela). // 31. DE CUAPA (Nicarágua). // 32/33. DA CHINA (Donglü-Hebei). // 34. EM JERUSALÉM (Israel/Palestina). // 35. DE LA VANG (Vietname). // 36. DE NECEDAH (Wisconsin-USA). // 37. DE HEDDE (Alemanha). // 38. DE TRÉ FONTANE (Itália-Roma). // 39. DE CALANDA (Espanha). // 40. DE GUNADALA (Índia). // 41. DE ÁFRICA (Argélia e Ceuta). // 42. DE LICHEN (Polónia). // 43. DO BOM SUCESSO (Quito/Equador). // 44. DA ARÁBIA (Kuwait e Bahrein). // // PARA outras REFLEXÕES AFINS:http://palavradeamorpalavra.sallep.net
– Curiosamente, este Salmo 33 vai ser utilizado, como Salmo Responsorial, para estes três domingos; isto pode ser devido à riqueza e variedade do seu conteúdo. Nesta parte (II) de hoje, contrapõe o mal e o bem, em diferentes modos e situações, sempre com relação à atitude e comportamento do Senhor Deus.
– Vê-se logo que as preferências de Deus vão para os humildes e pobres (“escutem e alegrem-se os humildes”). Ou seja, ‘os simples, humildes, pobres… estão de parabéns’, pois o comportamento do Senhor está sempre da sua parte, conforme vão constatando estes versículos do salmo.
– E, desde já, chamamos a atenção – como já foi indicado nalgum outro lugar – acerca da substituição do termo ‘temei’ pelo termo‘amai’, (pelas várias razões que lá se aduziram) especialmente porque, para nós, atualmente, a palavra ‘temor’ tem um significado mais forte e negativo do que tinha “naquele tempo”…
– Então, a coisa mais importante, que aconselha e proclama o salmista, é precisamente: “Amai (temei) o Senhor, vós os seus fiéis, porque nada falta aos que O amam (temem)”. E chagar a esta constatação na vida de uma pessoa (seja o salmista ou então qualquer outro dos “fiéis”) é, deveras, o mais importante!
– Porém, ainda insiste o Salmo na contraposição dos ‘extremos’ que é preciso evitar: “Guarda do mal a tua língua e da mentira os teus lábios”. Mas sobretudo: “Evita o mal e faz o bem, procura a paz e segue os seus passos” … Então: «Saboreai e vede como o Senhor é bom»!(II).
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20 Setembro, 2024
«Quem quiser ser o primeiro há de ser o último de todos…»
Luis López A Palavra REFLETIDA
“Disseram os ímpios: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas obras…»”. [ Sb 2,12 (1ªL.) ].
“Irmãos: Onde há inveja e rivalidade há desordem e más ações. Mas a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica… e cheia de boas obras”. [Tg 3,16-17 (2ªL)].
“Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro há de ser o último de todos e o servo de todos»…”.[ Mc 9,35 (3ªL) ].
————–
Mais outra vez, na Palavra de hoje, somos confrontados com ‘forças opostas’ do género luz ou treva! Sim. Deste teor: O “justo” (amigo de Deus) ou o “ímpio” (seu inimigo). A “sabedoria terrena” (que faz obras más) ou a “sabedoria do alto” (que faz boas ações). Ou então, “ser o primeiro” ou “ser o último”; querer “ser servido” ou preferir “ser servidor de todos”. Etc.
É evidente que se alguém se questionar – “porque é que terá de ser assim a nossa condição humana, uma situação de ‘eterna’ escolha?” – temos uma primeira resposta clara e direta: Porque somos livres e não queremos deixar de o ser, por cima de tudo!… Se não houvesse possibilidade de optar (ora entre opostos ora entre semelhantes) onde estaria a nossa ‘sagrada’ liberdade!?… Mas será que o mal é sempre uma opção?…
Porém, haverá quem queira investigar mais fundo e descobrir outras questões (objeções?) mais explícitas, que nos ajudem a esclarecer e aprofundar mais… Por ex., se não existir a treva, como é que poderíamos apreciar a luz?… E em qualquer imagem ou quadro pictórico (e não apenas quando é a preto e branco!), não existindo as zonas escuras (‘trevas’) como poderiam ser visíveis as zonas claras (‘luzes’)?… Tudo isto pede a nossa reflexão, sincera e profunda – ao procurarmos a Verdade! – perante qualquer opção na nossa vida…
« Nós sabemos, ó Mãe, que as opções ou escolhas que Jesus nos coloca são sempre radicais e cada vez mais exigentes. Ele agora nos interroga: «Queres ser o primeiro (“ser servido”) ou queres ser o último (“para servir”)?». E já que, nisto, conhecemos a opção de Jesus – e que é a opção de toda a vida – não temos outra saída senão estarmos preparados para a luta… Então, «Senhora de Covadonga» – “Maria das batalhas e das vitórias” – ajuda-nos sempre contra os piores ‘inimigos’… E faz com que, nas nossas escolhas, seja a Luz de Jesus que nos ilumine e fortaleça sempre, para a melhor opção!
NOTAS COMPLEMENTARES:
1-] Nossa Senhora de Covadonga (Astúrias-Espanha). Esta Invocação de Maria Santíssima tem as suas raízes (mistura de história e de lenda tal como noutras muitas ‘Invocações’ de Santuários Marianos) nos inícios do séc. VIII, aquando da invasão muçulmana (árabes de religião maometana) da península Ibérica, que, procedentes do norte da África, se iniciou pelo sul (ano 711), com o objetivo de invadir toda a Europa (pelo oeste). Sabe-se pela história que, apenas numa década, os muçulmanos (ou ‘mouros’) invadiram praticamente toda a península, chegando até ao norte, nas Astúrias (~720). Nestas terras montanhosas (‘Picos de Europa’) encontraram maior resistência da parte dos guerreiros ástures, capitaneados por Don Pelayo. Num primeiro momento, tiveram que retroceder e esconder-se naquelas zonas abruptas e rudes de “Covadonga” (Cangas de Onis), onde se fizeram fortes… E aqui começa a tradição (histórico-lendária) acerca desta “Invocação”: Uma humilde pastora tinha recebido a aparição da Virgem Maria. Daí surgiu a Imagem original («A Mãe de Deus, sedente (sentada), com o Menino ao colo») que foi colocada naquela grande gruta ‘inacessível’, aberta numa parede rochosa (‘de Covadonga’); onde já era venerada ainda antes da chegada dos muçulmanos… Parece que Don Pelayo e as suas hostes, junto com o povo, encomendaram-se àquela Imagem de Maria, para conseguir vencer as tropas invasoras… A vitória definitiva do exército cristão (no final do ano 722) deu início a uma grande devoção a «Nossa Senhora de Covadonga».(*). Progrediram, com o tempo, as Peregrinações dos fiéis devotos à Gruta da “Santina” (nome carinhoso, no ‘dialeto asturiano’). Construiu-se, por frente, sobre um pequeno monte, uma Capela que sofreu sucessivas ampliações até chegar ao magnífico Santuário-Basílica de Covadonga, que é atualmente…
(*) – Historicamente, começou aqui a «Reconquista» da Península Ibérica, que demoraria oito séculos (até 1492).
2-] Aveleira (Corylus avellana). Planta arbustiva de grande porte (~pequena árvore) mas com as ramificações desde a base. Da Família Betulaceæ, cresce naturalmente em: quase toda a Europa, Ásia Menor e parte de América do Norte. O fruto, sem polpa (~‘frutos secos’), é a avelã, de forma esférica a ovoide: com casca lenhosa, extremamente resistente, que contém a semente, comestível, de sabor levemente adocicado e oleaginoso (~60% de gordura!) utilizada para obtenção de óleo. Uso alimentar e industrial: consumida ao natural; ou usada em doces (ex. associada ao chocolate); ou na elaboração de produtos de grande riqueza alimentícia, como o leite de avelã, manteiga de avelã, pasta de fruta de avelã, etc. Composição nutricional (em 100g): prótidos (17,5g), lípidos (62,5g), carboidratos (7,2g), celulose (3,7g), minerais (1,3g); além de vitaminas (B e C); e 682 kcal. Na produção mundial (vão em cabeça): Turquia, Itália, Azerbaijão, USA… E um dado interessante!: Devido ao seu teor e equilíbrio nutricional, 15-20 avelãs equivalem a uma refeição completa (mesmo não sendo indicado fazer ‘esta substituição’!)…
3-] Eis os ‘Lugares’ (Santuários-Aparições-Títulos-Invocações…) de ‘NOSSA SENHORA’ e MÃE, Maria, ‘visitados’ nas nossas Reflexões (os primeiros e últimos): [Para ver na íntegra: no ‘link’do Blog (arquivo de TODAS as REFLEXÕES) que vai sempre no fim].
— 1. DE FÁTIMA (Europa / Portugal). // 2. DE GUADALUPE (América / México). // 3. DE LURDES (França). // 4. DE APARECIDA (Brasil). // 5. DE KIBEHO (África / Ruanda). // 6. DE AKITA e NAJU (Ásia / Japão e Coreia do S.). // 7. AUXILIADORA (Oceânia / Papuásia e Austrália). // [ … ] // 43. DO BOM SUCESSO (Quito/Equador). // 44. DA ARÁBIA (Kuwait e Bahrein). // 45. DAS LÁGRIMAS (Campinas/Brasil). // 46. DA CONSOLAÇÃO (Lezajsk / Polónia). // 47. DE LA GUARDIA (Génova-Itália). // 48. DE COVADONGA (Astúrias-Espanha). //
// PARA outras REFLEXÕES AFINS:http://palavradeamorpalavra.sallep.net