PALAVRA DE AMOR, PALAVRA!
A Palavra semanal refletida ao ritmo dos Ciclos Litúrgicos com apresentações multimédia.
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26 Março, 2015

Luis López T. Quaresma e 1º-PÁSCOA 0 Comments

Ciclo B.2 – [Tempo de Quaresma e Páscoa] (ppt nº 9 a 15)

19 Março, 2015

PODERÁ HAVER «AMOR SEM CRUZ»?

Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments

 

13ba- Pode haver «amor sem cruz»...PODERÁ HAVER «AMOR SEM CRUZ»?

Deus esperou… e esperou… ao longo da história da salvação… até que os seres humanos estivessem preparados para entender a linguagem do Amor. Esperou… até que o rude e fraco coração humano fosse sensível ao Amor… Como é infinita a paciência de Deus!

Antes desse momento, e durante muitas gerações, JAVÉ (era este o nome que os homens de coração rude e fraco davam a Deus) tinha feito diversas “alianças” – que só podiam ser “rudimentares”, consoante o que eles eram capazes de apreender – para tentar provar, testar, a “consistência” do amor humano… Diz Javé-Deus, pela boca de Jeremias (na 1ª leitura) referindo-se a uma «antiga aliança» falhada: “…Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu tivesse domínio sobre eles, diz o Senhor”. Alianças deste género, Deus fez, reiteradamente, com «esse povo de dura cerviz»; mas os resultados foram «alianças frustradas», pelas infidelidades do povo. E também sucessivas vezes, foi prometido ao povo uma “aliança nova” e diferente, como aquela que aqui se promete: “…Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração…”. Então, sim, a partir desse momento – porque já o coração humano será capaz de aceitar o Amor e responder com amor desde o seu íntimo – a partir de aqui, a Aliança, que nunca tinha falhado da parte do «Deus Fiel», também agora não vai falhar da parte do homem. Isto, claro, não por mérito humano mas por “graça de Deus”, pois como fica dito, vai “inscrever a Sua lei (de Amor) no mais íntimo da alma e do coração”, o que acontecerá quando se realizar – no espaço e no tempo – a Encarnação do Filho de Deus, na pessoa de Jesus. Ou, por outras palavras, ao cumprir-se o “sonho Divino” de «Se incarnar na própria natureza humana». Se o mesmo Deus está – “é” – no ser humano, então, “já não terão de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprende a conhecer o Senhor»”, pois, no seu íntimo, “todos eles Me conhecerão…”. (Jr 31 / 1ª L.).

Cá está, portanto, a Nova e Eterna Aliança! E esta é a lição que Deus – o Amor – dá a todos os «aprendizes do Amor»: O Amor não se impõe a ninguém, e ainda menos desde o exterior! O Amor dá-se!… Por isso, “falsos amores” são todos os que resultam da utilização do “amor” para dominar alguém. O amor autêntico – lembram-se? – nada espera em troca, porque o único prémio do verdadeiro amor é o próprio amor. Amor cria Amor, sem limites. E esse Amor nunca pode tirar a liberdade a ninguém!

Que o diga, se não, o mesmo Filho Jesus, “o Deus Incarnado”! Como é difícil isto de “dar Amor”, “entregar-se até ao fim, por amor oblativo”! Bem o soube interpretar o autor da carta aos Hebreus: “Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas – com grandes clamores e lágrimas – Àquele que o podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento…”. (Hb 5 / 2ª L.). Mas que coisa maravilhosa e, ao mesmo tempo, enigmática! Como é que Jesus “foi atendido (pelo Pai) nas suas preces e súplicas” se, logo a seguir, diz que “apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento”? Como é que Deus Pai O escutou e atendeu?… Não será que a oração de Jesus não foi para Se livrar desse “sofrimento e morte”, mas para conseguir ser fiel ao Amor – amor oblativo – que exigia a entrega total até à morte e morte de cruz? Desde logo, agora é que nós entendemos o que Jesus tinha dito noutra altura: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. (ver: Jo 15, 13).

Deixemos, em fim, que, nesta conjuntura, nos penetre a Palavra e a Vida do próprio Jesus, no Evangelho de hoje. “«Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto…”. Porém, à hora da verdade, a situação apresenta-se difícil e complicada: “Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome»…”. É bem verdade que, apesar do conflito instalado no Seu interior, Jesus aceita a vontade do Pai, porque, na sua entrega total, por Amor, está a salvação da Humanidade. E, como sabemos, isto será realizado e cumprido através da Cruz: “Quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim»”. (Jo 12 / 3ª L.). É mesmo «Palavra da Salvação»!  

 

Eu preciso com urgência, Senhor,

um coração limpo, puro e genuíno…

Já chega de coração manchado

– frio, rude, incapaz, insensível –

ignorante do que é Amor verdadeiro.

Compadece-Te, ó Deus, pela Tua bondade:

Apaga, deste amor-coração rebelde,

todas as nódoas que lhe ficaram apegadas

nos caminhos escuros de amores egoístas…

Que nasça no profundo do meu ser

um espírito firme de Amor verdadeiro.

Nunca se afaste de mim, ó Pai,

o Teu espírito de Amor e santidade,

que me envolva e cative o coração…

E assim, com esse Amor que reavives em mim,

contagiarei aos corações vadios e errantes,

e os amores transviados hão de voltar para Ti…

         [ do Salmo Responsorial / 50 (51) ]

12 Março, 2015

«ENTREGA O FILHO PARA SALVAR O SERVO»

Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments

12b- Entrega o Filho para salvar...12. B – Domingo.4.Quaresma – «ENTREGA O FILHO PARA SALVAR O SERVO»

12 Março, 2015

Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments

«ENTREGA O FILHO PARA SALVAR O SERVO»

O Amor, como tal, deve ser gratuito, ou então não será amor… «Só o Amor cria Amor» sem esperar mais nada em troca… Penso que, no fundo e teoricamente, todos estamos de acordo com este princípio, embora por achar-nos envolvidos e imersos em ambientes sociais de (falsos) amores interesseiros… a prática e vivência da vida vai noutras direções!

Já o autor do livro das Crónicas se lamenta, em nome de Deus, pelas infidelidades e egoísmos do povo. “Os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs… a tal ponto que deixou de haver remédio…”. E é evidente que quem se sente perdido e falhado sem remédio, e ainda por cima com a consciência de alguma culpabilidade pessoal, acha-se incapacitado para inverter a situação por si só: acaba por se sentir como fechado e preso num «círculo vicioso» de onde não se pode sair, porque não há quem possa quebrar essas correntes… Por isso, aqueles desgraçados, nossos antepassados, nem eram capazes de reagir aos apelos e insistências amorosas do Senhor: “Desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada… Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas…” (2 Cr 36 / 1ª L.). Já naquela altura, sentíamo-nos todos perdidos!

Mesmo assim, já naqueles tempos primitivos, Deus – de Si e por Si mesmo – tomou a iniciativa de promover a salvação do povo (como se vê na segunda aparte dessa 1ª Leitura).

Não fosse o próprio Jesus, o Filho, que no-lo revela abertamente no evangelho de hoje, ninguém ousaria imaginá-lo: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”… (Jo 3 / 3ª L.). Está visto, aqui é tudo Amor (e, como tal, gratuito)!

Posteriormente, será Paulo, na sua carta aos cristãos de Éfeso, quem vai proclamar essa mesma Palavra de Jesus, com clareza luzidia: “Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos –”… E note-se essa expressão de gratuidade (“é pela graça que fostes salvos”), expressão que ele vai repetindo, de formas diversas, até ao fim desta 2ª Leitura: “Assim quis mostrar a abundante riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco, em Jesus Cristo. De fato, é pela graça que fostes salvos… A salvação não vem de vós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar…” (Ef 2 / 2ª L.). Não há dúvida: Tudo de graça! Ou, como também está escrito: “Tudo é Graça”!

Ainda bem que existe Alguém, Amor por essência (e gratuito por consequência), o nosso Deus-PAI – revelado em e por Jesus! – que é O Único capaz de “quebrar” aquele “círculo vicioso”, de que falámos, e todas as formas de “cadeias”… E o faz com o Seu «Perdão incondicional»!  Mas para não haver dúvida, vai ter lugar uma Redenção Admirável, que supera qualquer imaginação ou espectativa humana! Porque só este Deus-Pai é capaz de, «para resgatar os servos, entregar o Filho»! São os Mistérios de Paixão, Morte e Ressurreição que, mais uma vez, iremos reviver na próxima «Semana Santa».

Assim sendo, sempre é possível surgirem cânticos de libertação e de aleluia desde gargantas e vozes apagadas pela desesperança… É esta a “mensagem” que nos traz, mesmo na metade da Quaresma, este IV «Domingo de laetare», de Alegria, que aparece, de improviso, nesta nossa caminhada penitencial – talvez triste, angustiada ou desesperançada –. É o tema da “Alegria de todo o cristão”, aliás, de todo o homem de boa vontade, que o nosso Papa Francisco tenta viver e contagiar, como ponto forte e recorrente: uma atitude evangélica de transformação… (Aí está a sua Carta – exortação apostólica – «Evangelho da Alegria»!)…

 

Nós, Senhor, nós sim queremos cantar

o nosso cântico de libertação e de aleluia,

mesmo na “terra estrangeira do nosso desterro”,

e no meio das securas poeirentas

deste difícil caminho quaresmal…

Ainda que outros se riam de nós

e dos nossos sacrifícios penitenciais e digam

«Cantai-nos um cântico de Sião»,

longe de nós ficarmos envergonhados…

Sim, porque estamos alegres e satisfeitos,

com a alegria de sermos Teus filhos, ó Deus,

– irmãos de Jesus, nosso Amigo e Salvador –

pegamos nas nossas harpas silenciosas,

dependuradas nos salgueiros da Babilónia,

soltamos as nossas línguas presas na garganta,

secamos as nossas lágrimas antigas…

e entoamos o novo cântico de Sião e Jerusalém,

o hino dos redimidos e resgatados

pela Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo Jesus,

o Filho Amado, ó Pai, que Tu entregaste

para salvar os outros filhos desgraçados…

E nós, que somos esses servos inúteis,

mas eternamente gratos por esta Salvação,

cantaremos para sempre aleluias,

mesmo no meio das tristezas penitenciais…

Nós fazemos da Tua Cidade de Sião,

ó Deus e Pai nosso, a maior das nossas Alegrias!

         [ do Salmo Responsorial / 136 (137) ]

6 Março, 2015

ATÉ À «MILÉSIMA GERAÇÃO»…

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11b- Até à milésima geração

11-B.Domingo.3.Quaresma

ATÉ À «MILÉSIMA GERAÇÃO»…

A Divindade – ou seja, Deus nosso Pai – tem Todos os Atributos próprios do que nós, humanos, entendemos como Deidade ou “Ser Divino”. Isto é, qualquer ser inteligente compreende que DEUS será, necessariamente: Omnipotente, Omnisciente, Omnipresente…; Bondoso, Misericordioso, Piedoso, Paciente…; Admirável, Maravilhoso, Sábio, Prudente…; e também, o centro: da Beleza, da Harmonia, do Encanto, da Sedução…; Etc., etc., etc. Estamos todos de acordo em que tudo aquilo que nos parece o Melhor e o Superior, terá de ser Qualidade (Atributo) de Deus.

Há, no entanto, certos traços ou caraterísticas que já não parece normal “atribuí-los” a Deus. Quando dizemos, por exemplo, “Deus pequeno” – lembram-se? – ou: Deus frágil, Deus inferior, Deus humilde, Deus servidor… Pois, mesmo que o não pareça, são também Atributos do nosso Deus, o Deus de Jesus.

Sendo isto assim, já não ficamos “admirados” – ainda que nos possa parecer mais estranho – que o mesmo Deus, nosso Deus, o Deus de Jesus, nos surpreenda também, de vez em quando, com atributos como: Deus Desconcertante, Deus Inesperado, Deus Perturbador, Deus Imprevisível… Deus…

Vejamos. Diz a Palavra de hoje: “Eu, o Senhor, teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração para com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos…” (Ex 20 / 1ª L.). Este texto bíblico, de um livro tão antigo como o Êxodo, é, quando menos, um texto estranho, e, se pensamos melhor, um texto “confuso”… Desde logo, temos de concluir que se trata da Palavra de um Deus desconcertante! O que é que significa – se não for assim – “castigar as ofensas dos pais nos filhos” e, ainda, “punir até à quarta geração… enquanto perdoa até à milésima geração”?

Sabemos, em primeiro lugar, que a linguagem antropológica daquela época atribuía a Deus os estados de ânimo dos humanos (“Deus cioso… que castiga…” ou que «os filhos pagam as favas dos pais»!). Sabemos igualmente, que, a imagem do Pai Deus transmitida por Jesus, o Filho, é a de um Deus bondoso, que “não pode” castigar; que só sabe perdoar sempre… Mesmo assim, ainda fica sem explicação aquilo da “quarta… e da milésima geração”, que, pensando bem, continua a ser confusa e contraditória… porque, por uma lógica estatística elementar, quem perdoa até a milésima geração, muito dificilmente – para não dizer impossível – vai ser capaz de castigar, já que “as mil gerações de perdão” vão se sobrepor umas às outras… de tal modo que “as gerações de castigo” nunca vão poder aparecer… Em fim, todo este raciocínio de simples lógica, foi apenas para cairmos na conta do que significa «o nosso Deus ser desconcertante». E para tirarmos agora esta conclusão: quando Deus, nosso Pai, nos desconcerta, ou nos perturba, é porque tenta transmitir-nos, com essa Sua atitude, uma grande verdade: neste caso, a de que a Sua infinita misericórdia/perdão é capaz de desfazer e diluir a marca de «deus castigador, deus terrível», por nós atribuída.

Ou seja, DEUS PERDOA sempre! Apenas com uma mínima condição: que queiramos ser perdoados (!?). Deus é mesmo assim!… Mas esta realidade, de um Deus Desconcertante – para o nosso bem e felicidade! – aparece ainda patente noutros Textos da Palavra de hoje. Por exemplo, nas palavras de Paulo aos cristãos de Corinto: “… Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. (1 Cor 1 / 2ª L.). Ou então, na própria palavra e atitude de Jesus – “manso e humilde” – no Evangelho: “Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio»”… E quando lhe perguntam “«Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?»”, Ele responde com palavras enigmáticas e imprevisíveis: “«Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo, e tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu corpo…” (Jo 2 / 3ª L.). Não há dúvida de que Jesus, desde o seu Ser Divino, está a proceder, igualmente, como Deus desconcertante, provocador, enigmático… E ainda bem!

 

É verdade, Senhor nosso Pai,

que o Teu Filho Jesus, sendo Deus,

tem palavras de vida eterna…

E as Tuas atitudes, de Deus Transcendente,

tal como as do Teu Filho, homem-Deus,

– enigmáticas, provocadoras, desconcertantes… –

não nos assustam, ó Deus Imprevisível,

porque a Tua “lei” é perfeita e santa,

e as Tuas “ordens” firmes e puras,

para reconfortar as nossas almas…

Os Teus projetos para nós são claros,

iluminam os olhos e alegram o coração;

e aquilo que chamam «temor do Senhor»

não é, da nossa parte, o temor servil que mata,

mas um amor forte que teme falhar…

Porque o Teu Amor por nós, ó Pai,

é mais precioso que o ouro mais fino,

e a Tua Amizade, que nos envolve,

é mais doce que o mel dos favos…

É certo, ó Deus, que o Teu imenso Amor,

às vezes nos “desconcerta” e nos abala…

mas provoca em nós uma amizade reflexa,

essa amizade fiel que transforma por dentro.

         [ do Salmo Responsorial / 18 (19) ]

24 Fevereiro, 2015

Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments

10b- No alto do Monte...

10. B – Domingo.2.Quaresma – NO ALTO DO «MONTE»…

24 Fevereiro, 2015

Luis López A Palavra REFLETIDA 0 Comments

NO ALTO DO «MONTE»…

Muita gente sente «vertigens das alturas». Isto parece ter uma explicação natural, pelo facto de, aí, não acharmos aqueles “apoios” que nos dão segurança… Pelo contrário, não é normal sentirmos “vertigens” estando cá em baixo, neste chão que nos dá sensação de firmeza e seguridade. Será que fomos feitos para «aves de curral» em vez de «águias de altos voos»?

Contudo, Deus nosso Pai, parece agir ao invés. Sempre que realiza «acontecimentos salvíficos», manifesta uma espécie de relutância “instintiva” para os lugares “inferiores”… e sente predileção e uma “atração imensa” pelos «altos lugares». E não apenas quando se trata de realidades gloriosas que causam gozo e alegria… mas também naquelas outras que significam sacrifício redentor, libertador, mesmo que doam e magoem. Deveremos nós seguirmos a atitude e conduta do nosso Pai Deus?

Quando o Senhor Javé pediu a Abraão o sacrifício do próprio filho Isaac, indicou-lhe um monte, no lugar de Moriá. “Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!». Ele respondeu: «Aqui estou!». Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar»…” (Gn 22 / 1ª L.). E é bom termos em atenção que este “episódio” do AT não é mais do que uma “figura” ou imagem simbólica – um «sentido pré-figurado» – daquele verdadeiro acontecimento que teria a sua realização, no futuro, num outro monte: o Sacrifício de Jesus de Nazaré, crucificado e morto no Monte Calvário. Com a diferença essencial de que, no episódio do filho Isaac, Deus poupou-o e deteve a sua morte; enquanto que no caso do Seu Filho Jesus, não foi assim. É o próprio Paulo que no-lo recorda hoje, na sua carta aos romanos: “Se Deus está por nós, quem estará contra nós? Deus, que não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou à morte por todos nós, como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas?… Quem condenará os eleitos de Deus? Jesus Cristo, que morreu e, mais ainda, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós?” (Rm 8 / 2ª L.).

E quando se trata de acontecimentos gloriosos, a constante é a mesma. Aí estão os Montes: da Ascensão, das Bem-aventuranças, da Transfiguração… O Evangelho de hoje descreve-nos o episódio deste último monte: “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles…” (Mc 9). E ficou bem registado que o lugar afastado era “num alto monte”. Era evidente que, naquele sítio, estava-se tão perto de Deus, tão envolvido pelo encanto da Sua divina presença, que uma das testemunhas, Pedro, não sabe já o que está dizer: “«Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas…” (Mc 9 / 3ª L.). Mal podia imaginar o nosso bom Pedro que, para chegar a este Monte da Transfiguração e ser glorificado, antes será necessário subir até ao cimo de outros montes, principalmente o Monte do Calvário, seguindo em fidelidade, cada um com a sua cruz, o percurso da Paixão e Morte do Mestre, Cristo Jesus. Porque, não o esqueçamos, a Ressurreição aconteceu no mesmo Monte da Cruz (onde estava o sepulcro)!

Está bem claro que existe em nós uma «tendência para as Alturas», e que devemos então descobrir essa força instintiva do nosso interior, que ultrapassa e supera todas as “vertigens”: a certeza de que, nos cumes das montanhas, nos cimos mais elevados, estaremos sempre mais perto de Deus. Será assim?

Fiquemos então com o aviso terminante e decisivo do Pai de Jesus, nesta cena do cimo deste monte, também denominado «monte Tabor»: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O!». Bem entendido que “escutar o Filho Jesus” significa, antes de mais, imitar a sua Vida, após ter escutado a sua Palavra.

 

Quero caminhar na terra dos vivos,

na tua presença, Senhor, meu Deus.

E para estar sempre mais perto de Ti,

desde a minha pequenez e humildade

– pois sinto-me filho da Tua serva –

subirei os montes das Tuas Alianças

onde se realizam os mistérios da Salvação:

os montes dos sacrifícios libertadores,

levando a minha cruz atrás de Jesus,

nas diversas formas de paixão e de morte…

Subirei também os montes luminosos,

onde a Tua Luz e Presença salvíficas

me envolvem e me “transfiguram”…

para escutar a Tua voz, ó Pai, a dizer-me:

«Tu és o meu filho muito amado!».

Nos montes da treva e nos montes da luz,

hei de confiar sempre em Ti, Senhor,

porque sei que a morte dos Teus fiéis

é preciosa e magnífica aos Teus olhos…

E esta vida presente, fruto do Teu Amor,

que se prolongará numa Vida sem fim,

quero que, desde já, seja um hino de louvor

e de eterna gratidão pelo Teu Amor infinito!

         [ do Salmo Responsorial / 115 (116) ]

24 Fevereiro, 2015

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